Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the Insetos

Insetos servem de prova para crimes

“Passeando” pela internet para encontrar algum assunto bem interessante para inserir aqui no blog, encontrei um vídeo bem curioso, de uma entrevista entre dois pesquisadores sobre insetos que são utilizados em práticas forenses.

A entrevista de Marcelo Hermes-Lima foi feita há 3 anos e alguns meses, quando iniciou as atividades do seu blog, Ciência Brasil. Seria muito legal conhecer outras iniciativas como esta!


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Por aí…

IX Curso de Verão em Entomologia



Os pós-graduandos do programa de Entomologia da Universidade de São Paulo – campus Ribeirão Preto têm realizado, nos últimos 9 anos, o Curso de Verão em Entomologia. Desde a sua primeira edição, em 2003, o curso tem sido voltado aos alunos de graduação de diferentes áreas das Ciências biológicas, agrárias e áreas afins. Já que o número de alunos interessados aumenta a cada ano, provenientes de diferentes universidades estaduais, federais e particulares brasileiras, a comissão organizadora tem a necessidade de realizar uma cuidadosa seleção. Este ano, serão 30 vagas, a fim de garantir o aproveitamento de todos os mini-cursos.

Em 2011, será realizada a 9ª edição do Curso de Verão em Entomologia. Tradicionalmente, haverá  palestras e mini cursos de diferentes docentes pesquisadores e pós-graduandos do programa e de vários pesquisadores externos convidados. 

Ajudem na divulgação!!!!



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Estranhos Nos Formigueiros

Colônias de formigas lava-pés também albergam outras espécies de invertebrados, como besouros, lacraias, ácaros e até artrópodes que permaneciam desconhecidos. Os estranhos no ninho usam um ‘disfarce químico’ para passarem despercebidos.

As formigas lava-pés (Solenopsis sp), também chamadas de formigas de fogo, são conhecidas pela dolorosa ferroada. Apesar da fama de agressivos, esses animais são capazes de conviver pacificamente com outros invertebrados dentro de seus próprios formigueiros.
A descoberta é de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro, que encontraram em colônias uma vasta biodiversidade de organismos — muitos deles de espécies raras ou desconhecidas —, incluindo besouros, lacraias, ácaros, traças, moscas, percevejos, aranhas, cupins e até outras formigas.
Para não serem reconhecidos, é comum os inquilinos adotarem uma espécie de ‘disfarce químico’, usando ceras das formigas hospedeiras. Segundo o biólogo Eduardo G. P. Fox, pesquisador do Laboratório de Entomologia Médica do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da UFRJ, as formigas identificam companheiras de colônia pelo olfato. Elas captam os odores da cera que recobre o corpo desses insetos.
Ao habitarem as lixeiras e os cemitérios dos formigueiros, os inquilinos conseguem mimetizar esses odores, retirando hidrocarbonetos (compostos químicos que formam a cera) de restos de alimentos e cadáveres. “Observações nossas em laboratório mostram que essa estratégia é utilizada principalmente por algumas traças e besouros encontrados”, conta Fox.

Parasitismo ou mutualismo

Por enquanto, foram inspecionados apenas formigueiros das espécies Solenopsis invicta e Solenopsis saevissima encontrados no Rio de Janeiro e em São Paulo. Mas os pesquisadores já obtiveram indícios de que os mirmecófilos (os inquilinos) geralmente mantêm relações de parasitismo ou mutualismo com as donas do território.
Foram encontradas 24 espécies, das quais cerca de 10 ainda eram desconhecidas. Um exemplo é o achado, em conjunto com Eliana M. Cancello, do Museu de Zoologia da USP, de colônias de cupins pertencentes à subfamília Apicotermitinae. Como não há soldados entre esses indivíduos, a suspeita é que eles estejam usando as formigas para defesa.
Até agora, foram encontradas 24 espécies de artrópodes associados aos formigueiros, das quais cerca de 10 ainda eram desconhecidas pela ciência. Uma espécie de traça, recentemente descrita pelos pesquisadores, recebeu o nome de Allotrichotriura saevissima.
Também foram descobertos um novo gênero de cupins e uma nova espécie de mosca sem asas. “Apesar de pouco explorados em estudos, os formigueiros têm muito a contribuir para a ampliação do conhecimento sobre a

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A longevidade dos cupins

Artigo sobre trabalho de pesquisadores brasileiros que busca entender a razão da longevidade dos cupins, insetos sociais que vivem em colônias, é destaque no último número da revista Pesquisa FAPESP. Trecho da reportagem é reproduzido a seguir.

O trabalho de Souza também apresenta uma possível resposta para o chamado dilema de Darwin, um paradoxo com o qual o naturalista inglês deparou no século XIX enquanto preparava sua obra A origem das espécies. Naquele momento era difícil explicar como uma situação aparentemente desvantajosa poderia ser favorecida pela seleção natural. Razão de muitos dos estudos com animais que vivem em sociedades grandes e complexas como as das formigas e das abelhas, esse dilema, no caso das quase 2.800 espécies conhecidas de cupins, pode ser assim definido: qual seria o benefício da vida em sociedade se a maior parte dos indivíduos não se reproduz, uma vez que em cada ninho apenas o rei e a rainha procriam e os operários e os soldados são estéreis?

Em parceria com o físico Octávio Miramontes, da Universidade Nacional Autônoma do México, Souza parece ter encontrado uma resposta: a vida em sociedade, por alguma razão não bem compreendida, aumenta a longevidade dos insetos. Individualmente, os cupins estéreis parecem sair perdendo porque não transmitem diretamente suas características genéticas às gerações futuras. Mas se reproduzem de forma indireta quando ajudam os pais a produzir irmãos férteis, com quem partilham parte do genoma – um ganho que é potencializado quando têm grande longevidade.

Confira o texto completo do artigo publicado na revista Pesquisa FAPESP, aqui.


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O Mundo É Dos Insetos

Entre os animais  conhecidos da ciência, os insetos são a maioria esmagadora. Os insetos, com 750 mil espécies conhecidas, constituem  a dinastia inconteste dos animais pequenos  e médio pequenos da Terra, e ocupam essa posição desde o final do Período Carbonífero, há mais de 300 milhões de anos. Seus co-regentes do reino vegetal têm sido há 150 milhões de anos as angiospermas , as plantas floríferas, que abrangem cerca de 250 mil espécies, 18% do total de todos os organismos conhecidos.
A imensa diversidade conjunta de insetos e plantas floríferas não é acidental. Os dois impérios são unidos por intricadas simbioses. Os insetos consomem todas as partes anatômicas das plantas e habitam cada um de seus cantos e recantos. Uma grande parcela das espécies de plantas depende dos insetos para polinização e reprodução. Derradeiramente, devem a eles a sua vida, pois os insetos revolvem o solo em torno de suas raízes e decompõem tecidos mortos transformando-os nos nutrientes necessários para que possam continuar crescendo.
Tão importantes são os insetos e outros artrópodes que se todos desaparecessem a humanidade provavelmente não sobreviveria mais do que alguns meses. A maioria dos anfíbios, répteis, aves e mamíferos seriam extintos mais ou menos ao mesmo tempo. Em seguida sucumbiria a quase totalidade das plantas floríferas e com elas , a estrutura física da maioria das florestas e outros habitats terrestres do mundo. A superfície da Terra literalmente apodreceria. À medida que a vegetação morta  fosse se acumulando e secando, fechando os canais dos ciclos de nutrientes, outras formas complexas de vegetação morreriam, e com elas, todos  exceto alguns resíduos esparsos de vertebrados terrestres.
Os artrópodes, portanto, estão em toda parte à nossa volta, dando-nos vida, e nós jamais  medimos seu número. Há muito mais espécies do que as 875 mil que receberam um nome científico até o momento. Estima-se que existem 30 milhões de espécies de artrópodes nas florestas pluviais, das quais a maioria são insetos. A maior parte  da variedade está concentrada nas copas das árvores das  florestas tropicais, locais que tem se mantido inacessível por causa da altura das árvores (30 a 40 metros), da superfície escorregadia dos troncos e dos enxames de formigas e abelhas que lá habitam. E por falar em formigas, elas constituem  quase metade da biomassa total dos insetos e 70% da biomassa dos insetos encontrados nas copas das árvores. Somente na floresta pluvial amazônica, as formigas constituem  mais

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Creme da juventude…para borboletas

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- "Creme da juventude. Pareça mais jovem em minutos!"


Nem sempre o retorno a um estágio anterior pode ser tão interessante...principalmente se tratando de insetos holometábolos.


Do ótimo The Argyle Sweater.


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Fim de semana com neurópteros!



Você já ouviu falar na formiga-leão?
Por Pedro Da Pos

Estes incríveis insetos são parte de uma família chamada Myrmeleontidae (“Myrme” de formiga, “leon” de leão, simples, não ?!). São predadores do tipo senta-e-espera (sério, essa é a categoria em que se encaixam pela estratégia que usam para caçar): enquanto larvas (veja ao lado - clique na foto para ampliar), constroem armadilhas para conseguir alimento (ou seja, não saem para caçar, simplesmente sentam-e-esperam!). Não por coincidência, constroem suas armadilhas em forma de funil próximo a trilhas de formigas: quando uma delas decide inspecionar o buraco (afinal, formigas também procuram por comida), a traiçoeira areia fina e escorregadia traz a formiga para o centro do funil! Como vocês podem ver pelo meu fantástico desenho feito no paintbrush (ok, ok!), a formiga-leão se enterra no meio de sua armadilha.
          Mas calma, não é só isso! =] Recentemente foi demonstrado que estes predadores tornam a vida de formigas ainda mais difícil: formigas-leão percebem a aproximação de formigas por vibrações no solo detectadas por cerdas em seu corpo, o que as permitem jogar areia com grande precisão na direção de suas presas (assim fica muito mais difícil escapar das mandíbulas deste predador!). É, e você que achava que só os tamanduás comiam formigas!Por falar nisso, que nome mais confuso, não? Por que formiga-leão se estes insetos nem formigas são? Como vocês podem observar nas fotos, o adulto (com asas) se parece mais com uma libélula do que com uma formiga. Na realidade, as formigas-leão não são um nem outro, mas sim insetos conhecidos como neurópteros (preste atenção nesta antena longa, uma das características que definem as formigas-leão, dentre outras menos evidentes aqui). Formiga-leão é uma tradução muito ruim de Ant lion, que seria melhor traduzido como “Leão de formigas”, o que faz mais sentido dado seus hábitos alimentares, como vimos, insetos predadores.
        Bom final de semana!!!!
       
Para saber mais:


Em inglês:
Fertin A. e Casas J. 2007Orientation towards prey in antlions: efficient use of wave propagation in sand. Journal of Experimental Biology 210, 3337-3343 - este é o artigo em que testam a precisão com que formigas-leão jogam areia em suas presas.


Em português: Infelizmente, nada! Se você achar algo, compartilhe conosco!!!!

Fotos: Pedro Augusto da Pos Rodrigues
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Fotógrafo capta imagens microscópicas e em 3D de insetos e aranhas

Steve Gschmeissner usa microscópio eletrônico para capturar imagens milhões de vezes ampliadas.

Da BBC

Detalhes do inseto (Foto: Steve Gschmeissner/Science Photo Library )

Detalhes do inseto (Foto: Steve Gschmeissner/Science Photo Library )

Um fotógrafo britânico aposentado registrou, com o auxílio de um microscópio eletrônico, imagens tridimensionais milhões de vezes ampliadas de insetos e aracnídeos, como moscas, pulgas e aranhas-saltadoras.

Steve Gschmeissner, de 61 anos, usou um Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV) para registrar as criaturas.

Esse tipo de equipamento bombardeia o objeto com elétrons, que enviam mensagens de volta para que o microscópio gerando a imagem de alta precisão em 3D.

Equipamento permite registrar as criaturas (Foto: Steve Gschmeissner/Science Photo Library )

Equipamento permite registrar as criaturas (Foto: Steve Gschmeissner/Science Photo Library )

O MEV, que segundo o fotógrafo pode custar mais de R$ 1 milhão, é muito mais potente que um microscópio óptico, que pode ampliar um objeto centenas de vezes.

“Poder usar um equipamento como esse na minha aposentadoria é a realização de um sonho”, disse o fotógrafo.

Cores bem definidas (Foto: Steve Gschmeissner/Science Photo Library )

Cores bem definidas (Foto: Steve Gschmeissner/Science Photo Library )

Gschmeissner decidiu fotografar os insetos justamente por causa dos incríveis detalhes e formas que as imagens ampliadas deles proporcionam.

“Os insetos foram um grande projeto para mim. O nível de detalhe em seus minúsculos exoesqueletos é simplesmente lindo”, declarou.

Close do inseto (Foto: Steve Gschmeissner/Science Photo Library )

Close do inseto (Foto: Steve Gschmeissner/Science Photo Library )

Fonte: G1 – Ciências e Saúde  

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Saúvas: uma sociedade de formigas

As Saúvas - Uma sociedade de formigas (Jo Fava Alves)

As formigas habitam o planeta Terra há mais de cem milhões de anos. Apesar de pequenas e da aparente simplicidade, elas têm uma complexa organização social com um sofisticado sistema de divisão de tarefas. Este vídeo mostra fenômenos e comportamentos que retratam a biologia e a ecologia desses insetos sociais.

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Mamangava, nova vítima do aquecimento global

Segundo uma pesquisa realizada pela UFPR, a abelha da espécie Bombus bellicosus, popularmente conhecida como mamangava, pode estar extinta localmente no Brasil. O inseto aparentemente desapareceu do Paraná, onde era bastante comum, mantendo-se ainda no Uruguai e na Argentina. Segundo os cientistas do estudo, a principal causa de seu desaparecimento é o aquecimento global, bem como a poluição e alteração do seu hábitat.

Os pesquisadores do Laboratório de Biologia Comparada de Hymenoptera do Departamento de Zoologia da UFPR monitoraram os municípios de Ponta Grossa, no Paraná, além de Esteio e Bom Jesus no Rio Grande do Sul e regiões de Curitiba e Santa Catarina. Nenhum indivíduo foi encontrado no Paraná e se constatou que a espécie está desaparecendo também nas outras regiões.

O gênero Bombus contém abelhas bastante generalistas em se tratando de material para a construção dos ninhos e alimentação, mas são sensíveis a mudanças climáticas. Desde 1950, 13 espécies já desapareceram em pelo menos um país da Europa e 4 são consideradas extintas no continente.

O desaparecimento destes insetos traz problemas como a polinização de plantas, pois as abelhas são de fato os mais importantes polinizadores na natureza, visitando diversas espécies em diferentes épocas do ano.

Fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2009/11/mais-uma-vitima-do-aquecimento-global

Artigo do trabalho: http://www.springerlink.com/content/g2062448t172864q

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