Blogs de Ciência

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Archive for the insectos

Ainda Farmville e as Formigas agricultoras e a sua Evolução


1. As formigas agricultoras

Se pensa que o Homem descobriu a agricultura, está enganado! Há mais de 50 milhões de anos que pequenas formigas desenvolvem culturas de fungos, como forma de garantir alimento, numa relação de contornos verdadeiramente impressionantes.

A descoberta da agricultura pelo homem terá acontecido há mais de 10 000 anos. Ao permitir o controlo das fontes de alimento, a agricultura lançou as bases para o desenvolvimento das civilizações. Mas apesar desta descoberta ter sido um triunfo incontestável, na realidade o homem não foi o primeiro ser a pôr em prática técnicas agrícolas.

Há cerca de 50 milhões de anos atrás, não muito depois do desaparecimento dos dinossauros, e muito antes do homem se ter diferenciado dos chimpanzés, algures na bacia do Amazonas, um grupo de humildes formigas descobriu uma forma de assegurar alimento – tornaram-se agricultoras, cultivando fungos no interior dos formigueiros para a sua alimentação. Esta alteração do modo de vida terá ocorrido apenas num grupo restrito de formigas, já que a maioria das actuais 10 000 espécies mantém os seus hábitos de predador. Contudo, a razão porque tal terá acontecido permanece indeterminada. É provável que a competição ou alguma alteração no ambiente tenha “empurrado” este grupo de formigas para uma modificação drástica dos seus hábitos, alteração essa que terá sido vantajosa, pois só assim se explica que actualmente existam cerca de 200 espécies agricultoras. Todas estas espécies pertencem à tribo Attini, e distribuem-se fundamentalmente pelas florestas tropicais da América Central e do Sul. Nesta categoria encontram-se géneros considerados inferiores ou mais primitivos e géneros superiores, dos quais fazem parte os géneros Atta e Acromyrmex, que correspondem às conhecidas formigas cortadeiras, extremamente especializadas.

Mas esta relação está longe de ser uma exploração; pelo contrário, ambos os intervenientes souberam tirar dela o melhor proveito. Na ausência de enzimas que possibilitam a degradação da matéria vegetal e de insectos mortos, estas formigas obtêm os nutrientes de que necessitam através dos fungos. Em contrapartida, eles ganham um local no solo onde se podem desenvolver, protegidos pelas formigas de predadores e parasitas, e conseguem obter mais material da área circundante do que se estivessem por sua conta, material esse que já vem preparado pelas enzimas produzidas pelos insectos. Os fungos

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Sobre Farmville e as formigas parasol (Acromyrmex spp)



Sou mesmo da geração fora dos gameboys e nintendos.
Custa-me ver tantos aderentes ao jogo virtual Farmville e no mundo real quantos quintais urbanos abandonados, quanto desordenamento do território, onde há interfaces de solo agrícola sem ninguém o cultivar.






Olhem para as formigas tropicais, por exemplo! Há espécies que são autênticas agricultoras: fazem compostagem, cultivam cogumelos e têm animais domésticos. Pesquisem as formigas parasol ou também chamadas formigas cortadoras de folha :)
Amanhã volto ao assunto.

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Alessandro Verta – Il Mio Mondo (O Meu Mundo)

Alessandro Verta é engº florestal, Italiano, reformado, que dedicou e dedica muito da sua vida na conservação da vida selvagem e da floresta mediterrânica. Seus importantes contributos estão registados, p. ex., em relatórios para a CEE.Aqui ficam algumas imagens do seu álbum Il Mio Mondo (O Meu Mundo)












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A Árvore de Natal do Senhor Ministro +

Fotografia macro
Insectos com grande detalhe de Hannes Mitchell. Flickr.

Lógica de negócio da sustentabilidade
Ray Anderson. TED Talks.

Europa livre de tourada

O mar sem peixe
A infografia excelente da revista Good, só igualada ou suplantada pelo New York Times.

Uma ilha para patos custa o emprego a Sir Peter Viggers
Ainda o escândalo com as despesas dos políticos em Inglaterra. O mundo fascinante de ilhas para patos. Guardian.

Os premiados em Chelsea 2009
Guardian.

A Árvore de Natal do Senhor Ministro
Crónicas arborescentes de Paulo V. Araújo, um dos autores do Dias Com Árvores. Não consegui encontrar o livro no site da editora Afrontamento, fica o link para o Dias Com Árvores.

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Os meus preferidos



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Insectos do jardim

Joaninha e afdios numa folha de Camélia
Quem anda no jardim ou na horta, cruza-se com estes seres constantemente. Uns acarinhados, mas a maior parte escorraçados, considerados repugnantes, verdadeiras pragas arruinadoras de plantas. Numa palavra, esmagados.
Não tão depressa! A grande maior parte são benéficos às nossas actividades hortícolas.

Num metro quadrado é possível encontrar mais de 2.000 insectos1. Desde os microscópicos às borboletas e escaravelhos. A maior parter são benéficos e ajudam à decomposição da matéria orgânica e formação do solo fértil. São responsáveis pela polinização de praticamente todas as culturas de fruta e vegetais.
De um ponto de vista estritamente ecológico, não podemos chamar “praga” a nenhum insecto. Todos contribuem para o equilíbrio natural e têm o seu nicho na cadeia alimentar. Se não são predadores, são presa.
Habitualmente, o jardineiro destrói indiscriminadamente os insectos do jardim, quer façam dano às plantas quer não. Mas a verdade é que a maior parte está na verdade a ajudar-nos a cultivar.
Vale a pena saber mais sobre os insectos do jardim e da horta. O seu ciclo de vida, de que se alimentam, se ajudam ou prejudicam.
Já há bastante tempo que eu, na dúvida, deixo os insectos em paz. Mesmos os mais inúteis acabam por servir de alimento a pássaros e outras criaturas que queremos no jardim. Nesse sentido, o jardineiro biológico nunca tem como objectivo exterminar nada, apenas controlar o número para que as culturas possam ter sucesso.

Na lista de insectos que não tenho dúvidas em chamar “praga” estão os seguintes: lesmas, caracóis, afídios (todos!), lagartas da couve, escaravelho da batateira… Gostava de saber se têm outros para acrescentar à lista.

1 Carr, Anna. “Rodale’s Color Handbook of Garden Insects”. 1983. Rodale Press, Emmaus, PA.

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Afastar insectos das frutíferas

Mr. Denis, director da Eschola de Arboricultura do parque da Tête-d’Or, em Lyon, acaba de descobrir um meio de afastar das árvores fructiferas os insectos, que, na epocha da floração, perfuram o ovario das flores, para n’elle deporem os seus ovos.
O meio a que Mr. Denis allude consiste em borrifar as arvores, no momento em que as flores estão a desabrochar, com um liquido composto de agua e vinagre na proporção de 1 litro deste para 2 d’aquella.

de Oliveira Junior, José Duarte. “Chronica Horticolo-Agricola”. Jornal de Horticultura Pratica. Maio de 1873. Vol. IV: 213-220.

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