A newsletter desta semana do Gripept.net regressa ao tema da diversidade do vírus H5N1 esclarecendo alguns conceitos relativos à nomenclatura dos vírus da gripe. Depois, uma colaboração estabelecida que desejamos com um grupo de da Universidade de Cambridge fazendo votos para que seja muito produtiva. Deu direito a fotografias e tudo!
Para mais detalhes, visite o site Gripept.net e participe!
O H5N1 aumenta a sua diversidade
Os vírus influenza podem dividir-se em 3 tipos: A, B e C. O tipo A pode ainda subdividir-se em diferentes subtipos, de acordo com as moléculas hemaglutinina e neuraminidase presentes à superfície do vírus: H1N1, H3N2, H5N1, etc.. O subtipo H5N1, responsável pela morte de mais de 100 pessoas nos últimos anos, pode ainda dividir-se em diferentes categorias, chamadas genótipos. Até agora foram identificados 4 genótipos diferentes de H5N1: V, W, G e Z.
Todos os vírus H5N1 que infectaram humanos até agora pertencem ao genótipo Z. Estudos recentes sugerem que, à medida que o vírus se espalhou pelo mundo, foi também aumentando a sua diversidade, ou número de estirpes. Investigadores do CDC (Center for Disease Control), nos EUA, descobriram recentemente dois subgrupos, ou clades, dentro do genótipo Z, ambos capazes de infectar humanos. Estes dois subgrupos têm uma distribuição geográfica diferente, e parece que o aparecimento do segundo grupo esteve associado à expansão do vírus para a Indonésia, em 2005.
Perceber até que ponto a progressão do vírus a nível geográfico está associada à sua diversificação, ou mutação, é da maior importância. Quanto maior for a diversidade de estirpes de H5N1 maiores são as hipóteses do vírus conseguir gerar uma variante que seja transmissível entre pessoas. Este ponto enfatiza a importância da contenção da dispersão do vírus, bem como do melhoramento dos sistemas de vigilância epidemiológica, a nível nacional e internacional. Estes últimos têm sido alvo de críticas nos últimos tempos, particularmente por a gripe das aves ter exposto muitas das suas insuficiências.
Parceria em epidemiologia e evolução das doenças infecciosas
Dois jovens grupos europeus estabelecem parceria na investigação da epidemiologia e evolução das doenças infecciosas. De um lado temos o grupo de Dinâmica de Populações de Patogéneos da Universidade de Cambridge, liderado por Julia Gog. Do outro lado temos o grupo de Epidemiologia Teórica do Instituto Gulbenkian de Ciência em Oeiras, liderado por Gabriela Gomes.
Julia Gog e Gabriela Gomes, ambas matemáticas fascinadas pelas simetrias que regem…
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