FIM DE CICLOV

Ciencia Ao Natural @ Ciência Ao Natural Categorias: Ciência Geral, Fim de Ciclo, Histórias de Museus, Paleontologia Emocional, Pro studio et labore
Em relação às três últimas imagens, gostaria de informar que, durante a estadia no Museu de Zigong, tinha que interromper o trabalho frequentemente porque os jovens chineses me pediam para tirar fotografias junto a eles...Carnegie Museum of Natural History, Pittsburgh, EUA, 2005Carnegie Museum of Natural History, Pittsburgh, EUA, 2005Zigong Dinosaur Museum, Zigong, China, 2006Zigong Dinosaur Museum, Zigong, China, 2006

Minas de Trás-os-Montes - exposição

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Informação recebida de .hmmessage P { margin:0px; padding:0px } body.hmmessage { FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY:Tahoma } Nélson Campos e adaptada"Exposição de fotografia, intitulada "Escombros – Minas transmontanas", de autoria de José Luís Gonçalves, que terá lugar no próximo dia 9 de Agosto (Sábado) no auditório do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, pelas 16 horas.Esta exposição resultou de um trabalho fotográfico de José Luís Gonçalves, realizado em 2005, num momento em que praticamente todas as minas de Trás-os-Montes se encontravam inactivas, com infra-estruturas em ruínas, mas ainda com muitos vestígios do que se pode considerar Arqueologia Industrial e Mineira.A opção fotográfica a preto & branco ajuda a salientar esse olhar trágico, hoje de desolação e silêncio, com a natureza já a cobrar os seus direitos, em sítios onde outrora se ouviu o ruído das máquinas, as explosões e a vozearia humana. Era esse o cenário quotidiano, feito de esforço insano, para retirar às entranhas da terra a riqueza mineral que fez a fortuna de alguns e deu para o remedeio de muitos outros. Aí se exploraram diversos minerais, desde o volfrâmio, ouro, chumbo, ...

Todos os nomes*

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Nomear e classificar são actos intrinsecamente humanos. Chamamos as coisas pelos nomes para as discriminar, mas esse acto acrescenta algo mais do que a mera nomeação da coisa.“Não me chames nomes!”, dizia-me um colega de escola para não ser ofendido; “Isso não se diz!”, corrigia a minha mãe quando eu apelidava, com várias intenções, alguém de quem não gostava.A classificação dos seres vivos, quer actuais quer os do registo fóssil, obedece a regras precisas com o objectivo de não gerar equívocos e mal-entendidos na comunicação científica.Utilizando várias fontes online, todas baseadas na “bíblia” da nomenclatura dos animais – o ICZN (International Code of Zoological Nomenclature), dediquei algum tempo à pesquisa de nomes inusitados com que alguns animais têm sido nomeadosNão poderia deixar de começar com uma personagem fóssil que tem estado ligada à minha vida profissional – o Apatosaurus louisae. Este dinossáurio saurópode americano foi dos primeiros a ser descoberto e montado numa exposição, nos finais do séc. XIX. O mecenas das escavações e trabalho científico, Andrew Carnegie, tinha como esposa a senhora Louise, sendo esta a musa inspiradora para o nome do grande animal.Mas a ...

Dinossáurios de Portugal…pegadas

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É com enorme alegria que vejo que o primeiro paleontólogo de vertebrados português (neste caso uma paleontóloga) a adaptar a sua tese e a publicá-la sob a forma de obra de divulgação científica.É um livro sobre o registo de pegadas de dinossáurio em Portugal, onde é abordado o seu valor científico e patrimonial.Para além de todas as jazidas portuguesas, individualizadas, é feita introdução sobre os diversos tipos de dinossáurios e os processos geológicos que proporcionaram a sua fossilização.Acima de tudo, um livro muito pedagógico, com excelentes ilustrações de Mário Estevens, também ele doutorado em Paleontologia."Em Portugal existem pegadas e pistas de dinossáurios em zonaslitorais e em antigas pedreiras. O estudo destes icnofósseis permiteconhecer a anatomia dos pés e das mãos dos dinossáuriosque os produziram, o seu modo de locomoção, o seu comportamentoindividual e social, os ambientes que frequentaram,entre outros aspectos. As jazidas com pegadas de dinossáuriossão, assim, uma importante fonte de informação sobre estegrupo de animais já extintos há 65 milhões de anos e constituem,igualmente, locais privilegiados para o ensino de temasrelacionados com a Geologia ...

Parabéns atrasados

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Antes atrasados que não dados; conheci-o durante esta acção e, para além de lindo, é funcional e bem organizado.Museu de Ciência da Universidade de Coimbra"O Museu de Ciência da Universidade de Coimbra foi galardoado ontem em Dublin, Irlanda, com o Prémio Micheletti de melhor museu europeu do ano na categoria de ciência e tecnologia, pelo Fórum Europeu dos Museus, divulgou fonte da Associação Portuguesa de Museologia.O presidente da Associação Portuguesa de Museologia (APOM), João Neto, revelou que o Museu de Ciência da Universidade de Coimbra foi galardoado com o Prémio Micheletti entre cerca de 50 museus europeus. "Isto significa que, apesar de todas as dificuldades e do desinvestimento nos museus, as instituições europeias reconheceram o mérito da museologia e o melhor do que se faz em Portugal".O presidente da APOM sublinhou a importância do prémio e afirmou que "as pessoas ficaram surpreendidas com a apresentação dos vários conceitos científicos" pelo museu.Já em Novembro, o Museu de Ciência da Universidade de Coimbra foi galardoado com o Prémio de Melhor Museu Português pela APOM. "Texto (citado) - daquiImagem - daqui

hYbrid: Science and Art

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"O hYbrid reúne uma vez por ano artistas, cientistas, sociólogos e filósofos de todo o mundo para partilharem ideias sobre as fronteiras entre arte e ciência. Num evento aberto à comunidade discute-se algumas das correntes mais inovadoras e polémicas da arte contemporânea. hYbrid: Reflections on Science and Art é a segunda edição deste evento organizado pelo IBMC.INEB em colaboração com o projecto Ectopia. Este ano a discussão irá focar-se nas questões éticas inerentes a esta relação entre arte e ciência, com especial destaque para as ciências da vida. O encontro será no Museu Soares dos Reis (MNSR) a 31 de Maio.Inscrições em www.ibmc.up.pt/hybrid.O trabalho de alguns dos artistas convidados estará exposto no MNSR de 29 de Maio a 4 de Junho. Uma exposição comissariada pela artista Marta de Menezes e produzida pelo IBMC.INEB.Toda a informação sobre o programa, a exposição e os convidados está em www.ibmc.up.pt/hybrid."Informação recebida de Anabela Antunes

Recycle Bin

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Há dias assim...Imagem - Luís Azevedo Rodrigues

A Chengdu…

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Anseio que todos estejam bem, humanos, não humanos, e memórias do passado...Imagens - Luís Azevedo Rodrigues

BORBOLETAS NO PÚBLICO

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As borboletas do Lagartagis, no Jardim Botânico, vão poder ser observadas na Web, através do site criado pelo jornal Público, onde durante 24 horas elas são as estrelas.AquiInformação recebida de Gabinete de Comunicação e Imagem Museus da Politécnica Fotografia de Vladimir Nabokov - Philippe Halsman/Magnum Photos

BORBOLETAS NO PÚBLICO

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As borboletas do Lagartagis, no Jardim Botânico, vão poder ser observadas na Web, através do site criado pelo jornal Público, onde durante 24 horas elas são as estrelas.AquiInformação recebida de Gabinete de Comunicação e Imagem Museus da Politécnica Fotografia de Vladimir Nabokov - Philippe Halsman/Magnum Photos

Dodós modernos?

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Num momento de intenso debate sobre o futuro de uma área importante da cidade de Lisboa, da qual fazem parte os Museus da Politécnica - Museu de História Natural e Museu da Ciência - bem como o Jardim Botânico, retomo um artigo que publiquei em Outubro de 2006.(Publicado no jornal O Primeiro de Janeiro a 12/10/2006)O drama biológico do Dodó é sobejamente conhecido – ave originária das ilhas Maurícias e parente dos actuais pombos, não voava e não tinha qualquer receio da espécie humana.Estes dois factos terão estado na origem da sua extinção no séc. XVII.O Dodó extinguiu-se porque não foi capaz de se adaptar às alterações introduzidas no seu habitat pela pressão de um factor externo – a actividade humana.Não tenho a certeza da validade da metáfora do Dodó para os Museus de História Natural mas, tal como o primeiro, estes últimos encontram-se, a nível mundial, a atravessar um momento de forte pressão “ambiental”.Durante a minha escola primária tive duas ou três visitas ao Museu Zoológico da Universidade de Coimbra. Foram momentos de pura felicidade em que nos deslumbrámos com ...

PALEO FOI À RÁDIO

Ciencia Ao Natural @ Ciência Ao Natural Categorias: Ciência Geral, Histórias de Museus, Paleontologia Emocional, Tempo Geológico
Apesar da simpatia, generosidade e o sentido de humor de Ana Sousa Dias, o cansaço do paleontólogo de serviço foi mais forte.Mas deu para falar da Patagónia, China, do Tempo, de dinos com radioactividade, de ping-pong e de muito mais, com uma excelente conversadora.A ouvir aqui a entrevista no Rádio Clube Português, de 5ª feira, 20 de Março de 2008 (ficheiro MP3).

Candidatura Ibérica a Património Mundial da UNESCO - jazidas de dinossáurio

Ciencia Ao Natural @ Ciência Ao Natural Categorias: Ciência Geral, Dinossáurios, Histórias de Museus
Em relação a esta notícia – aqui – só poderei, para não ser acusado de opinar excessivamente sobre assuntos que me são tão próximos, acrescentar o seguinte:faltou falar do papel absolutamente fundamental da investigação feita nos últimos 15 anos por Vanda Faria dos Santos e que culminou na sua tese de doutoramento Cum Laude.Este trabalho é um dos exemplos de investigação que sai da esfera do conhecimento puro e entra na aplicação quotidiana, por intermédio da divulgação do património Natural (como eu gostaria de ver comentada esta frase por Desidério Murcho ou Ludwig Krippahl!).Sem esse trabalho, não teria sido possível levar à preservação e musealização in situ da Pedreira do Galinha ou o conhecimento das jazidas de Vale de Meios, Carenque ou Pedra de Mua (no cabo Espichel).É um trabalho que não é visível a olho nu mas que está lá.É um trabalho feito quer no contacto com os políticos, quer no contacto com o grande público.Mas, acima de tudo, é um trabalho de divulgação e protecção do património natural feito contra os bem pensantes ou apenas contra a ...

Candidatura Ibérica a Património Mundial da UNESCO - jazidas de dinossáurio

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Em relação a esta notícia – aqui – só poderei, para não ser acusado de opinar excessivamente sobre assuntos que me são tão próximos, acrescentar o seguinte:faltou falar do papel absolutamente fundamental da investigação feita nos últimos 15 anos por Vanda Faria dos Santos e que culminou na sua tese de doutoramento Cum Laude.Este trabalho é um dos exemplos de investigação que sai da esfera do conhecimento puro e entra na aplicação quotidiana, por intermédio da divulgação do património Natural (como eu gostaria de ver comentada esta frase por Desidério Murcho ou Ludwig Krippahl!).Sem esse trabalho, não teria sido possível levar à preservação e musealização in situ da Pedreira do Galinha ou o conhecimento das jazidas de Vale de Meios, Carenque ou Pedra de Mua (no cabo Espichel).É um trabalho que não é visível a olho nu mas que está lá.É um trabalho feito quer no contacto com os políticos, quer no contacto com o grande público.Mas, acima de tudo, é um trabalho de divulgação e protecção do património natural feito contra os bem pensantes ou apenas contra a ...

Os Museus também se abatem…!

Ciencia Ao Natural @ Ciência Ao Natural Categorias: Ciência Geral, Descubra as diferenças, Disparates, Histórias de Museus
"Museu dos dinossauros é fechado em UberabaPrefeitura da cidade informou que vai reabrir o local e assumir a direçãoForam fechados, nesta terça-feira, o museu dos dinossauros e o centro de pesquisas paleontológicas de Uberaba, no Triângulo Mineiro. A fundação responsável pelo local não renovou o convênio com a prefeitura, que garantia o repasse de recursos para manter o museu. O acervo do centro de pesquisas já começou a ser retirado e todos os funcionários foram demitidos.O prefeito de Uberaba, Anderson Adauto, disse que a prefeitura vai reabrir o Museu de Peirópolis. A direção também será assumida temporariamente. Em duas décadas, o local já foi visitado por 300 mil pessoas."FONTE - Globominas.com

Os Museus também se abatem…!

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"Museu dos dinossauros é fechado em UberabaPrefeitura da cidade informou que vai reabrir o local e assumir a direçãoForam fechados, nesta terça-feira, o museu dos dinossauros e o centro de pesquisas paleontológicas de Uberaba, no Triângulo Mineiro. A fundação responsável pelo local não renovou o convênio com a prefeitura, que garantia o repasse de recursos para manter o museu. O acervo do centro de pesquisas já começou a ser retirado e todos os funcionários foram demitidos.O prefeito de Uberaba, Anderson Adauto, disse que a prefeitura vai reabrir o Museu de Peirópolis. A direção também será assumida temporariamente. Em duas décadas, o local já foi visitado por 300 mil pessoas."FONTE - Globominas.com

Na China - I

Ciencia Ao Natural @ Ciência Ao Natural Categorias: Ciência Geral, Dinossáurios, Histórias de Museus, Paleontologia Emocional
A “história” chinesa foi bastante complicada – ver post com outra das histórias.O contacto inicial foi feito com Xu Xing do IVPP. Ele é responsável por mais 20 espécies novas de dinossáurios e publicou mais de 10 artigos na Nature.Para além de me receber, propôs-me também iniciar trabalho de análise morfológica 3D de crâneos de Psittacosaurus, em conjunto com um aluno seu de doutoramento (foto).Durante a primeira semana de estadia em Pequim, Dong Zhi-ming, um dos “pais” da Paleontologia de dinossáurios na China, encontrava-se em Pequim de visita. Falei com ele, contei-lhe o meu projecto e ele convidou-me para, passados 4 dias, nos encontrarmos no sul da China, em Lufeng. Comecei logo a tratar das coisas (arranjar avião pois Lufeng, na província de Yunnan, fica próximo da fronteira com o Vietname e do Laos) e a improvisar os meus planos iniciais.Passados esses dias aterrava em Kunming onde tinha colaboradores de Dong Zhi-ming à minha espera, para uma viagem de carro de cerca de duas horas até Lufeng.Estive cerca de uma semana trabalhando sobretudo em prossaurópodes, o ...

Na China - I

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A “história” chinesa foi bastante complicada – ver post com outra das histórias.O contacto inicial foi feito com Xu Xing do IVPP. Ele é responsável por mais 20 espécies novas de dinossáurios e publicou mais de 10 artigos na Nature.Para além de me receber, propôs-me também iniciar trabalho de análise morfológica 3D de crâneos de Psittacosaurus, em conjunto com um aluno seu de doutoramento (foto).Durante a primeira semana de estadia em Pequim, Dong Zhi-ming, um dos “pais” da Paleontologia de dinossáurios na China, encontrava-se em Pequim de visita. Falei com ele, contei-lhe o meu projecto e ele convidou-me para, passados 4 dias, nos encontrarmos no sul da China, em Lufeng. Comecei logo a tratar das coisas (arranjar avião pois Lufeng, na província de Yunnan, fica próximo da fronteira com o Vietname e do Laos) e a improvisar os meus planos iniciais.Passados esses dias aterrava em Kunming onde tinha colaboradores de Dong Zhi-ming à minha espera, para uma viagem de carro de cerca de duas horas até Lufeng.Estive cerca de uma semana trabalhando sobretudo em prossaurópodes, o ...

Planeta Terra…num Museu de História Natural perto de si

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"Sessão de lançamento da série da BBC "O Planeta Terra" em DVD"20 Novembro 2007 18h00Laboratório Chimico dos Museus da Politécnica R. da Escola Politécnica, 58 Lisboa"Para além da sessão de lançamento, iniciar-se-á um ciclo de conferências alusivas aos vários episódios da série, que poderão ser visionados no Museu durante os próximos meses.BiodiversidadeMaria José CostaA Terra, Planeta VivoFernando J.A.S. Barriga"Imagens - BBC/DISCOVERY Channel

Da Tanzânia para Berlim - nova exposição de dinossáurios

Ciencia Ao Natural @ Ciência Ao Natural Categorias: Exposições, Histórias de Museus, Paleontologia Emocional
O Museu de História Natural de Berlim reabriu a sua exposição de dinossáurios.Para bem dos meus pecados, no mês que lá passei em 2006, grande parte do material de saurópodes estava desmontado, facilitando-me a digitalização e estudo de Brachiosaurus, Barosaurus, Plateosaurus e Dicraeosaurus.A equipa canadiana que os remontou, trabalhava num enorme armazém (mesmo ao lado do arquivos da cinemateca alemã!!!) o que me obrigava a passar o tempo entre as caves do Museu e o dito armazém.Agora já pode ser vista a fauna proveniente, sobretudo, das jazidas de Tendaguru, Tanzânia."Foram os alemães nos anos 20 do séc. XX, em especial expedições lideradas por Janensch, os principais exploradores das jazidas da Tanzânia."a). - úmero de Brachiosaurus com Homo sapiens a servir de escala. b) aspecto do armazém de remontagem; Brachiosaurus remontado (foto Der Spiegel)

Museus de História Natural - visões paralelas

Ciencia Ao Natural @ Ciência Ao Natural Categorias: Histórias de Museus, Paleontologia Emocional
Ilustrações - Humor antigo, o meu obrigado a Medina Ribeiro; e daqui

Os ossos do meu ofício

Ciencia Ao Natural @ Ciência Ao Natural Categorias: Crónicas PJ, Dinossáurios, Histórias de Museus
Todas as profissões têm as suas histórias. Ser paleontólogo não foge à regra.Ao longo dos últimos anos parte do meu trabalho tem consistido em estudar as colecções de dinossáurios em diversos Museus de História Natural de vários países e continentes a fim de compreender a evolução daqueles animais.Os objectos de estudo são assim ossos fossilizados que têm que ser observados, medidos, estudados, mexidos e remexidos.No ano passado estudei, durante dois meses, diversas colecções de dinossáurios chinesas.Percorri uma parte substancial da China, desde Pequim às províncias de Chengdu e Yunnan. Neste última estive em Lufeng, uma pequeníssima cidade, para os standards chineses, com o objectivo de estudar os famosos exemplares do Triásico superior (há cerca de 200 milhões de anos). Para além do Museu Municipal, estive a trabalhar num armazém onde, sob a supervisão do Professor Dong Zhiming, mais de 40 trabalhadores preparam e fazem réplicas dos materiais desta região.As condições de trabalho não eram os habituais de forma que acabei digitalizar os exemplares em cima de uma mesa de pingue-pongue. Apesar do carácter pouco ortodoxo do equipamento, a estrutura funcionava tão bem como a ...

Museus de História Natural – Dodós modernos?

Ciencia Ao Natural @ Ciência Ao Natural Categorias: Crónicas PJ, Histórias de Museus
O drama biológico do Dodó é sobejamente conhecido – ave originária das ilhas Maurícias e parente dos actuais pombos, não voava e não tinha qualquer receio da espécie humana.Estes dois factos terão estado na origem da sua extinção no séc. XVII. O Dodó extinguiu-se porque não foi capaz de se adaptar às alterações introduzidas no seu habitat pela pressão de um factor externo – a actividade humana.Não tenho a certeza da validade da metáfora do Dodó para os Museus de História Natural mas, tal como o primeiro, estes últimos encontram-se, a nível mundial, a atravessar um momento de forte pressão “ambiental”.Durante a minha escola primária tive duas ou três visitas ao Museu Zoológico da Universidade de Coimbra. Foram momentos de pura felicidade em que nos deslumbrámos com numerosas espécies empalhadas, só o esqueleto ou conservadas dentro de frascos.Foi o meu primeiro contacto com parte daquilo que se entende por um Museu de História Natural (MHN).Este conceito emanou do de Gabinete de Curiosidades (séc. XVI) em que os profissionais das ciências biológicas acumulavam exemplares biológicos (esqueletos, conchas, peles, flores, etc.) de “fora” com o objectivo ...

Rua Cuvier – Paris

Ciencia Ao Natural @ Ciência Ao Natural Categorias: Crónicas PJ, Histórias de Museus
Durante as últimas duas semanas de Julho encontrei-me a estudar as colecções de dinossáurios do Museum National d'Histoire Naturelle (MNHN) em Paris.Chamou-me a atenção, desde o primeiro dia que aí cheguei, que o MNHN se encontra limitado pelas ruas Cuvier e Buffon. Aparentemente faz todo o sentido esse enquadramento toponímico uma vez serem aqueles dois dos grandes naturalistas gauleses. Cuvier é considerado actualmente um dos fundadores da Paleontologia de Vertebrados (da qual faz parte o estudo dos dinossáurios).Georges Cuvier (1769-1832) foi contratado para ensinar anatomia em 1785 por Geoffroy Saint-Hilaire, fundador do MNHN, numa época em este museu oferecia uma série de oportunidades a jovens investigadores. Progrediu academicamente tendo obtido a regência daquela cadeira em 1802.Dizia-me Daniel Goujet, actual responsável pelas colecções do MNHN, que Cuvier criou uma autêntica linha de montagem de dissecação de animais actuais bem como de fósseis que iam sendo recolhidos e trazidos para o museu. A maioria dos fósseis estudados era de vertebrados da bacia de Paris. A análise das estruturas dos diversos esqueletos, permitiu a Cuvier constatar que existiam estruturas nos organismos que se podiam comparar e ...

O Desmontar da Exposição – Museu Carnegie de História Natural (MCHN)

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No estudo de colecções de dinossáurios, qualquer paleontólogo sabe que, por melhores que sejam as condições do Museu, se trabalha num ambiente com muito pó. Já trabalhei em diversas colecções paleontológicas e é uma realidade chegar ao fim do dia com o nariz cheio de poeira. Desta vez, no Museu Carnegie de História Natural (MCHN) a poeira era diferente. Uma pequena camada de pó, diferente do que eu até aí tinha observado, cobria os exemplares que estudava. Durante os primeiros dias especulei para mim próprio quais seriam as razões desse tão pouco habitual revestimento. Pensei no tipo de rochas das quais procediam os fósseis que eu estudava, pensei noutras razões, mas nada aparentemente fazia muito sentido.Yvonne Wilson, preparadora de fósseis do MCHN, explicou-me então que essa camada que polvilhava todos os exemplares não tinha uma origem natural, mas em dezenas de anos de indústria siderúrgica e nos produtos por ela libertados. Pedia-me desculpa e dizia que Pittsburgh sempre tinha sido conhecida por uma cidade suja, no sentido em que se encontrava constantemente tisnada por essa poeira industrial.Desde há cerca de 30 anos que Pittsburgh tem ...
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