Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the História

CARNICEIROS E SANTOS


Destacamos de entre as recensões de livros do "New York Times" desta semana "Butchers and Saints" de Eric Ormsby do recente livro:

HOLY WARRIORS A Modern History of the Crusades
By Jonathan Phillips
Illustrated. 434 pp. Random House. $30

Um excerto da crítica:
The villains of history seem relatively easy to understand; however awful their deeds, their motives remain recognizable. But the good guys, those their contemporaries saw as heroes or saints, often puzzle and appall. They did the cruelest things for the loftiest of motives; they sang hymns as they waded through blood. Nowhere, perhaps, is this contradiction more apparent than in the history of the Crusades. When the victorious knights of the First Crusade finally stood in Jerusalem, on July 15, 1099, they were, in the words of the chronicler William of Tyre, “dripping with blood from head to foot.” They had massacred the populace. But in the same breath, William praised the “pious devotion . . . with which the pilgrims drew near to the holy places, the exultation of heart and happiness of spirit with which they kissed the memorials of the Lord’s sojourn on earth.”
Para mais ler aqui.
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Mad Spacemen

A revolução que a  publicidade norte-americana sofreu nos anos 60 é o reflexo da mudança de comportamento da sociedade. Megan Prelinger mostra-nos no seu novo livro (a publicar em Maio de 2010) como é que o epicentro da revolução publicitária, Madison Avenue, viu, criou, imaginou e ajudou a exploração espacial.  The New York Times faz um [...]Continue a ler Mad Spacemen

Dia Internacional da Mulher (O que comemorar?)

Saindo do Terreno Comum

mulher Se a todos vocês não soar estranho o fato de um homem estar escrevendo um texto para o Dia Internacional da Mulher, é simplesmente por que o fato é sintomático da situação a qual vivemos em nossa sociedade. Gostaria, no entanto, que fosse sintomático de novos tempos onde a possibilidade de não ser necessário a celebração de um gênero específico nos mostrasse que estaríamos acima de dualidades ao tratar o ser humano. Infelizmente o sintoma é outro e infelizmente não é agradável.

Tanto o próprio fato de um homem estar escrevendo esse artigo quanto o fato de vocês não se espantarem, circunscrevem-se nos sintomas de uma sociedade que, embora lute cada vez mais para a diminuição das diferenças, está inserida numa cosmovisão maior que nem se apercebe daquilo que pode ser questionado e repensado em termos de modelos. Pensamos todos; homens, mulheres e transgêneros com base no pressuposto epistemológico falocêntrico do mundo globalizado.

A idéia desse ensaio em “comemoração” ao Dia Internacional da Mulher é justamente sair do terreno comum (da distribuição de botões de rosa, chocolatinhos, da exaltação da maternidade feminina, ou mesmo da pregação ideológica de igualdade) para suscitar, filosoficamente, o que pode ser questionado e sentido em relação à condição do feminino em nossa sociedade.

A família, tida como célula máter de nossa sociedade, desde sempre reproduziu em seu bojo os mesmos fundamentos pelos quais a nossa sociedade fora erigida. Porém, assistimos estupefatos a sua reformulação e a queda de conceitos arraigados que tanto nos foi caro em épocas precedentes para que pudéssemos saber onde estávamos e onde poderíamos ir. A sociedade atual, conseqüência direta de valores e conceitos decorrentes de uma forma de Ser baseada no sexismo e na competitividade, tem nos levado à iminência do esgotamento de todos os recursos naturais e éticos, fazendo prevalecer um valor único que determina todas as nossas ações: o individualismo competitivo do macho alfa.

Nesse contexto, pensar o feminino é pensar a sociedade como um todo; pensar na sociedade que queremos; pensar naquilo que nos funda como sociedade e indivíduos; pensar, sobretudo, na questão de gênero e nos valores que podem ser construídos, conservados e repensados na forja de novos olhares que vislumbrem um futuro desejável ao Ser Humano. E esse pensar não pode ser feito por uma única perspectiva, a não ser que ela se coloque acima das…

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Galileu, matemático , cortesão e desonesto?

A Nature publicou ontem um pequeno texto (ao qual tive conhecimento pelo colega blogueiro Rafael do RNAm e que também escreveu um texto sobre o assunto) dizendo que evidencias recentes mostram que Galileu defendeu o sistema heliocêntrico apesar de suas observações não sustentarem tal sistema.

Tenho uma novidade pra Nature, tal fato já é sabido pela história da ciência a muito mais tempo. Aliás, o artigo em si é bastante estranho, e não estivesse publicado no site da Nature, eu ia dizer que era obra do G1. Mas vamos ao que interessa.

Galileu, Matemático.
Todo mundo sabe que Galileu foi um matemático. Deu aulas na universidade de Pádua, até ser escolhido como matemático oficial da corte dos Médici. O que pouca gente sabe é que a matemática não tinha o estatuto social que tem hoje.

Platão, de vermelho e Aristóteles de azul.

À época, a filosofia natural era a grande disciplina e tinha como modelo central a física aristotélica e a descrição celeste de Ptolomeu. Aristóteles classificava o universo em um mundo sublunar, ou seja, tudo aquilo que fica disposto “abaixo” da Lua (incluindo a própria Lua), e o mundo supralunar, ou tudo aquilo que fica disposto acima da Lua.

Em tal sistema, a Terra fica ao centro do Universo com a Lua, os planetas e todas as estrelas orbitando ao seu redor. Embora pareça favorecer a importância de nosso planeta no Universo, a verdade é que a justificativa de Aristóteles para isso é precisamente a inversa. Para o grego, o mundo supralunar era perfeito, existia desde sempre e continuaria existindo de maneira imutável. Os planetas e estrelas não tinham imperfeições, eram esferas perfeitas, se movendo em orbitas circulares ao redor da Terra em um mundo incorruptível.

O mundo sublunar por sua vez se situava no centro do Universo justamente por ser composto por uma substância comum, que não se “misturava” ao mundo supralunar. Na época de Galileu, este sistema era aceito da mesma maneira que aceitamos hoje um universo cheio de planetas que nada se parecem com esferas perfeitas.

Mas divago. Tudo isso era pra dizer que a filosofia natural possuía um estatuto social superior ao da matemática por exemplo. E Galileu era um homem que queria combater o aristotelismo. Não por birra, mas por acreditar que a matemática tinha grande papel no entendimento do…

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Por que existe o ano bissexto?

Hoje, 28 de fevereiro de 2010, último dia do mês, fica evidente que este não é um ano bissexto; somente será em 2012, ano em que alguns acreditam que será o último das nossas vidas. Deixando as crendices de lado, por que mesmo existe o ano bissexto em nosso calendário? O que isto tem a ver com o fato da Terra girar em torno do Sol? Para responder a estas perguntas, precisamos saber que o tempo Continue a ler Por que existe o ano bissexto?

NÓS IREMOS A JERUSALÉM


Novo texto do historiador João Gouveia Monteiro sobre uma outra grande derrota militar (saiu no dia 19 de Fevereiro no "Diário de Coimbra"):

A história passa-se no Egipto e na Tunísia, no séc. XIII. O protagonista é o rei de França, Luís IX, conhecido por São Luís, monarca emblemático da história francesa (na fachada principal da basílica do Sacré Coeur, em Paris, é ele quem aparece representado em estátua equestre, ao lado de Joana d’Arc).

Nos finais do séc. XI, a Igreja, saturada da indisciplina dos senhores feudais, tinha lançado o projecto das Cruzadas. A ideia era canalizar para a Síria-Palestina a energia destruidora dos cavaleiros, propondo-lhes um ideal muito mais nobre: a conquista dos Lugares Santos, então nas mãos de Árabes e de Turcos. A Primeira Cruzada (1097-1099) foi um sucesso e permitiu recuperar Jerusalém. Mas as seguintes foram um fiasco e uma delas redundou mesmo na pilhagem da maior cidade cristã do Mundo (Constantinopla, em 1204)!

São Luís (rei entre 1226 e 1270) era um bom diplomata, um excelente administrador mas também um monarca bastante piedoso. Em 1248, resolveu encabeçar a Sétima Cruzada, que dirigiu contra o Egipto por considerar que era no Cairo que residia o verdadeiro poder do Islão. Reuniu 25.000 homens que embarcaram em Aigues-Mortes (pequena cidade do sul da França onde o rei criou um sistema de canais ligando o rio Ródano ao Mediterrâneo). Em meados de Setembro, a hoste, transportada em navios genoveses, aportou no Chipre e passou aí o Inverno. Em inícios de Junho de 1249, os Cruzados atacaram finalmente Damieta, no Norte do Egipto. Animados com o sucesso, recusaram as ofertas generosas do sultão egípcio, que prometia devolver Jerusalém, Ascalon (a norte da faixa de Gaza) e o território a leste da Galileia aos cristãos, caso estes retirassem. Em Novembro, os Cruzados avançam e, em Fevereiro de 1250, faz agora precisamente 760 anos, cruzam o rio Nilo num vau. Mas, logo a seguir, um irmão de São Luís desobedece à ordem de espera para reagrupar e conduz a vanguarda francesa por um combate desastroso nas ruelas da fortaleza de Mansurá. O destroço é grande e a Cruzada sobrevive a custo. O novo sultão acorre e os muçulmanos fazem tudo para debilitar o exército cristão. Carente de alimentos e munições, enfraquecido pela doença, o exército cruzado acantona-se entre Damieta e o Cairo. Em Abril, junto a

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“VARO: DEVOLVE AS MINHAS LEGIÕES!”


Texto o historiador João de Gouveia Monteiro, especialista em história militar, saído antes no "Diário de Coimbra" (em cima início de um documentário do "Learning Channel" sobre o mesmo tema):

O acontecimento histórico que evoco hoje teve lugar há dois mil anos. Corria o ano 9 da era de Cristo quando o fabuloso exército romano (que consumia cerca de 90% dos recursos do orçamento do Estado romano!) sofreu uma das maiores humilhações da sua história. Aconteceu em Teutoburgwald (ou floresta de Teutoberg), na parte noroeste da Alemanha, perto de Osnabrück e da fronteira com a actual Holanda. Nada mais, nada menos do que três legiões romanas (cerca de 15.000 homens, quase todos peões), acompanhadas por seis coortes de infantaria auxiliar e por três alas de cavalaria auxiliar (tropas de origem bárbara recrutadas nas fronteiras do Império) foram surpreendidas e aniquiladas por uma força de Germanos chefiada pelo líder rebelde Armínio, príncipe dos Queruscos. A operação, além de brutal (nela pereceram uns 20.000 soldados), teve algo de insólito. O exército romano era chefiado por Públio Quintílio Varo, legado provincial da Germânia, antigo governador da Síria e parente de Octávio Augusto, o primeiro imperador romano (27 a.C.–14 d.C.). A marcha florestal que Varo levava a cabo na Germânia inseria-se no projecto de Augusto para fazer chegar as fronteiras do colossal Império até às margens do rio Elba. Os riscos eram conhecidos, mas havia um pelo qual Varo decerto não esperava: ser surpreendido e dizimado durante a marcha por uma emboscada planeada e liderada pelo seu amigo pessoal Armínio, um antigo servidor do exército romano e um homem que chegara a receber a cidadania romana e o estatuto de cavaleiro de Roma… Não se conhecem demasiados detalhes da operação, mas os arqueólogos identificaram o local da emboscada e têm revelado elementos impressionantes para o conhecimento da verdadeira dimensão da chacina. Sabe-se também que Varo, desesperado com a surpresa do ataque germânico, se suicidou antes de consumado o massacre (algo bastante contrário ao procedimento habitual dos generais romanos). Nos dias seguintes, muitos pequenos destacamentos de tropas romanas espalhados pela região sofreram ataques violentos dos bárbaros, entusiasmados com o sucesso da operação de Teutoburgwald, sendo poucos os legionários e auxiliares que conseguiram alcançar em segurança a região do rio Reno, para aí ficarem ao abrigo de outras legiões do Império. O desastre configurou um dos poucos fracassos do projecto militar de Augusto,

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Só se pode navegar existindo a escrita?

Em um blog criacionista foi formulado um argumento em que por a língua escrita ter sido desenvolvida a aproximadamente (no máximo) 6.000 anos, isso seria base de uma dúvida da datação evolucionista, em relação ao desenvolvimento da navegação (por base no papel de transferência de saberes tecnológicos que a escrita pode representar) e por conseguinte dúvida da veracidade do próprio evolucionismo (com este argumento).

Eu me pergunto, será realmente que somente se pode navegar existindo a escrita, como afirma o blog?

O blog coloca que a escrita é uma condição necessária para se desenvolver a navegação.

Vamos analisar o artigo em questão. Diz assim o artigo:

“Uma das muitas coisas que me leva a não ter fé na  teoria religiosa evolucionista [sic!] é o facto do conhecimento humano se desenvolver rapidamente. O que é que isso tem a ver, perguntam vocês…

“Pois bem, os evolucionistas acreditam que o Homo erectus, um ser humano que até tinha capacidade para falar, está na terra há cerca de 2 milhões de anos. Não obstante, eles acreditam que estes seres humanos só nos últimos 10.000 anos da História é que descobriram coisas como a agricultura, criaram civilizações, monumentos gigantes, foguetões e blogues. O conto evolucionista custa a engolir porque nós sabemos que, em 6000 anos de História registada, o conhecimento progrediu de uma forma devastadora. Mas aí vem o evolucionista e saca do bolso uns milhões de anos que nunca ninguém viu nem registou, onde o conhecimento parece ter estado estagnado.”

Não me parece que “estagnado” seria a palavra certa. A velocidade de desenvolvimento de conhecimento humano pode ser potencializada com adventos de técnicas. Parece-me plausível supor que a escrita poderia ter um papel, ao longo dos tempos, potencializador em como se transmite uma técnica (ou tecnologia) e portanto não poderíamos chamar de “estagnado” o estágio anterior. Assim como a internet hoje pode potencializar a divulgação e a velocidade de informações, a escrita pode ter tido (ou ainda ter) seu papel neste fomento.

Ainda mais a frente o autor afirma:

“Navegação começou 100 mil anos antes do que se pensava

“Esta notícia saiu esta semana e serve muito bem como exemplo do assunto que está a ser discutido. Segundo os conceitos de datação evolucionistas, ferramentas de pedra encontradas na ilha de Creta indicam que os humanos de há 130 mil anos (130.000) já navegavam pelo Mediterrâneo. Uma vez que segundo eles Creta

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Critica-se muitos os EUA e China, mas de acordo com este excelente gráfico, o mundo foi por muito tempo Britânico, Português, Francês e Espanhol


This is mainly an experimentation with soft bodies using toxi's verlet springs.
The data refers to the evolution of the top 4 maritime empires of the XIX and XX centuries by extent. The visual emphasis is on their decline.

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Pordata: base de dados sobre temas sociais online

A “Pordata, Base de Dados de Portugal Contemporâneo” é um site em que o leitor poderá encontrar uma imensa base de dados online na área das Ciências Sociais. Eis alguns dos principais temas: População, Educação, Saúde, Protecção Social, Emprego, Empresas, Cultura, etc. A Pordata foi organizada pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, cujo Presidente do Conselho de Administração é o sociólogo Continue a ler Pordata: base de dados sobre temas sociais online
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