E onde fica a História sem Adão?

Igor Pivomar @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Bafana Divulga, Ciência Geral, Divulgação Científica, Evolução, História, História da Ciência, ancestralidade, bíblia, crítica, educação
No artigo anterior Ademir Luiz, dissertou sobre os problemas de um professor de História ao ensinar as crianças a evolução e os ancestrais da espécie humana. Segundo ele, alunos dizem não acreditar no processo de seleção natural e então estudam por obrigação, “já que aquilo não está nas Escrituras”. Isto sinceramente me soa não como crendice [...]

E onde fica Adão nesta história?!

Igor Pivomar @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Bafana Divulga, Charles Darwin, Ciência Geral, Divulgação Científica, Evolução, História, História da Ciência, Religião, crítica
Apresentando, nosso grande amigo Ademir Luiz: Do desafio de ensinar História diante do fundamentalismo religioso. Todo professor de História vive um dilema anual: como apresentar a matéria sobre o surgimento do homem sem ofender a gregos ou a troianos? A escola é, ou deveria ser, uma instituição laica por definição. Muito mais do que uma [...]

A Ler…

Paulo Heleno @ Rastos de Luz Categorias: A Ler..., Ciência Geral, História, galileu galilei, paradigmas, telescópios
Esta notícia do Público, referente a uma polémica recente sobre a história do telescópio. Para além de ser uma notícia interessante, ajuda a desfazer um paradigma histórico que os leigos em Astronomia normalmente têm, e que é muito alimentada nas nossas escolas, de que terá sido Galileu o inventor deste instrumento. Foi sem dúvida ele [...]

A necrofilia da Ciência: Leibniz

Thiago Henrique Santos @ polegaropositor.com.br Categorias: Ciência Geral, Divulgação Científica, História, História da Ciência, Temas diversos, blog
A banda de rock Pato Fu, no disco Televisão de Cachorro, gravou uma música chamada Necrofilia da Arte. A música é sobre como músicos ganham fama rapidamente depois que morrem de maneira trágica ou misteriosa. Na ciência, isso ocorre algumas vezes. Embora talvez possamos justificar que a ciência demora para mudar seus paradigmas. Além de em muitos casos as idéias de determinado cientista serem tão modernas e arrojadas, que simplesmente não podem ser verificadas com a tecnologia atual. Se o Leibniz morreu, e eu amo ele*É o caso do cientista, filósofo e matemático alemão Gottfried Wilhelm von Leibniz. Dono de um intelecto incrivelmente versátil (e de uma bela peruca), Leibniz foi influente nos campos mais diversos do desenvolvimento humano. Liebniz e sua peruca. Clique para ampliar.Liebniz e sua peruca. Clique para ampliar. Trabalhava pesquisando genealogias para a aristocracia, e por isso tinha uma boa influência. Além disso é creditado a ele, em conjunto com Isaac Newton, a criação do cálculo moderno. Nesta mesma área, Leibniz foi um dos primeiros a construir uma máquina de calcular. Suas idéias ainda tiveram grande impacto na filosofia (aonde provavelmente é melhor reconhecido) e política. O problema de Gottfried, foi ter se ...

PORTUGUESES ESQUECIDOS

Carlos Fiolhais @ De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, História, Livros
Está quase a sair no Círculo de Leitores o livro “PORTUGUESES ESQUECIDOS” do jornalista e historiador Joaquim Fernandes, um dicionário de portugueses ilustres que mereciam, pela sua obra, ser mais conhecidos. Eis, em pré-publicação, o meu prefácio a esse livro (na imagem, Teodoro de Almeida, que se pode considerar o primeiro físico experimental português e também o primeiro divulgador da ciência entre nós):A identidade nacional faz-se a partir da memória, mas a memória portuguesa é estranhamente selectiva. O historiador Joaquim Fernandes, neste seu Dicionário bem documentado sobre os “portugueses esquecidos”, vem lembrar-nos muitos nomes que, apesar de o merecerem, não têm conseguido passar no crivo da nossa memória colectiva.As razões serão as mais variadas. Mas talvez a mais comum seja o facto de grande parte desses notáveis se terem ausentado do seu país natal (ou permanecido ausentes do país natal de seus pais). Muitos deles perseguidos na sua própria terra foram para longe e ficaram longe na nossa memória. Outros ficaram por cá, desafiando condições difíceis, mas foi como se tivessem ido para longe. Também foram injustamente ignorados.Como já foi sobejamente notado, Portugal é um país paradoxal. Por ...

H. G. WELLS E PORTUGAL

Carlos Fiolhais @ De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, História, Livros
O grande escritor inglês Herbert George Wells (1866-1946) de ficção científica e não só (basta referir títulos como “A Guerra dos Mundos” e “A Máquina do Tempo”, mas há outros, muitos outros) passou uma temporada em Portugal para se restabelecer de doença. No seu livro de 1924 “A Year of Prophesying” (Fisher Unwin, Londres), o Capítulo 25 é dedicado a Portugal. Intitula-se: “Portugal and prosperity: the blessedness of being a little nation”. Depois de descrever as nossas coloridas belezas naturais pinta de cores negras a situação social e política de então. Não querendo fazer concorrência ao Desidério, que tão bem traduziu Orwell, transcrevo um extracto com data de 1 de Março de 1924 com tradução minha, agradecendo ao meu colega José Mota, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, ter-me um dia chamado a atenção para o interessante texto. Na parte final do capítulo, que já não traduzi, Wells apresenta uma proposta para remediar os nossos males: a federação não só com Espanha como com países da América Latina, pois segundo ele Portugal não teria dimensão por si só para ser um país próspero.“Portugal tem um clima sempre interessante e ...

Paleografia, polémicas e o redespertar do epicurismo

Palmira F. da Silva @ De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, História, Religião
Desde a sua descoberta há pouco mais de sessenta anos, por um pastor que procurava uma ovelha perdida, que os manuscritos do Mar Morto perturbam pastores por todo o mundo e acendem controvérsias sortidas.De facto, a história contemporânea dos pergaminhos, uma das fontes mais importantes sobre os primórdios do cristianismo, tem sido abalada por escândalos teológicos e académicos, estes últimos motivados pelas restrições ao seu acesso - embora tenham sido publicados na totalidade em 2001.Na edição de 26 de Agosto do New York Times, ficámos a saber que os cerca de 15 mil frágeis fragmentos que compõem os 900 documentos do acervo serão disponibilizados online para que quem o deseje os possa estudar.O interesse nos manuscritos traduz-se em inumeros pedidos de acesso ou mesmo de exposição dos mesmos que são complicados de satisfazer dada a sua provecta idade. Assim, sempre que os manuscritos (e as fotografias feitas na década de 50) saem da câmara especial em que são guardados e são expostos à luz, humidade e calor, deterioram-se mais um pouco. Aliás, a deterioração ocorre mesmo sem essa exposição, também devido à fita-cola ...

Galileu, o Index e a Divulgação Científica.

Thiago Henrique Santos @ polegaropositor.com.br Categorias: Ciência, Ciência Geral, Divulgação Científica, História, História da Ciência, blog
Galileu Galilei foi um dos cientistas mais versáteis da história. Vivei entre o final do século XVI e início do XVII. Foi o responsável pela invenção de uma série de instrumentos de precisão, criou os princípios da inércia (influenciando o trabalho vindouro de Isaac Newton), produziu telescópios mais sensíveis e etc. Galileu Galileu. Clique para ampliar.Galileu Galileu. Clique para ampliar. Mas sua imagem é sempre associada à sua contenda com a igreja. Galileu, grande estudioso de astronomia, defendia que a Terra não era o centro do Universo, como assim pregava a Santa Sé. Pior, Galileu dizia que nosso planeta não só girava ao redor desí mesmo, como também orbitava o Sol. Tal modelo heliocêntrico de sistema solar ia diretamente contra as escrituras, o que levou o astrônomo à julgamento pela inquisição. Durante o julgamento Galileu acabou abrindo mão da defesa do modelo heliocêntrico, o que evitou sua execução. Mesmo assim foi condenado à prisão domiciliar pelo resto de sua vida. Galileu e a Inquisição. Clique para ampliar.Galileu e a Inquisição. Clique para ampliar. A história é bem conhecida, mas quando analisada com mais detalhe é no mínimo estranha. Vejamos ...

A escola como espelho da sociedade

Helena Damião @ De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, Concepções de educação, História, Sistema educativo, educação escolar
Uma das críticas que, em finais do século XIX, o Movimento da Educação Nova endereçava à escola dita tradicional, era o seu fechamento em relação à sociedade. Fechamento que podia ser atestado, tanto pelos ensinamentos que transmitia, como pelas condições de frequência que impunha e, até, pelas características físicas que apresentava. Tinha sentido esta crítica, pois no século anterior, o currículo centrava-se em conteúdos que só muito remotamente tinham ligação com o progresso científico, técnico, artístico, literário que o Iluminismo havia proporcionado, sendo o internato rígido, em circunstâncias de austeridade, vigilância e punição, o regime mais comum, sobretudo nos estudos secundários.À luz do entendimento emergente da criança, já não como um homúnculo mas como um sujeito específico e com direitos – entre os quais se contam o de beneficiar duma preparação adequada para se integrar, em termos pessoais e profissionais, no meio que a cerca – fazia sentido aproximar a escola da sociedade. E, apesar de Ferriére, um dos mais importantes ideólogos desse movimento, encarar a Escola Nova como um “internato familiar situado no campo", a preocupação com essa aproximação, conquistou mentalidades e concretizou-se em práticas várias durante todo o século XX....

Entrevista com o Prof. José Alexandre Felizola Diniz-Filho

Igor Pivomar @ Bafana Ciência Categorias: Bafana Divulga, Biologia, Ciência Geral, Comportamento, Divulgação Científica, Evolução, História, História da Ciência, Lamarck, Personalidades e Cientistas, Publicação, crítica, darwinismo, edward wilson, entrevista, neodarwinismo, teria da evolução
Imagem Bafana Ciência O Prof. José Alexandre Felizola Diniz-Filho do Departamento de Biologia da UFG, está provavelmente entre os mais produtivos cientistas (em quantidade e qualidade) em Ecologia no Brasil atualmente. Pesquisador 1A do CNPq (o nível mais alto), Diniz é também um Fellow, isto é, um dos poucos brasileiros membro da prestigiosa Sociedade Linneana de Londres, aquela que reverenciou Darwin 150 anos atrás, quando o então relutante autor encaminhou um resumo (motivado pela carta de Alfred R. Wallace) sobre sua idéia de evolução pelo processo de seleção natural. Como a exposição Darwin se inicia em Goiânia no próximo dia 19, exatamente um ano antes das comemorações de 200 anos do nascimento do pai da Biologia, e dos 150 anos da publicação de Origem das Espécies, o Alexandre deixou o computador e o violão de lado (que sabe tocar divinamente) para conversar com o Ronaldo sobre evolução, darwinismo e ciência. Confiram: ...

Ossos da História

Palmira F. da Silva @ De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, Evolução, História, divulgação da ciência, paleontologia
Paul Sereno é um dos paleontólogos e divulgadores desta ciência mais famosos da actualidade. Sereno é responsável por descobertas que contribuiram de forma determinante para a elucidação da evolução dos dinossáurios, que resumiu de forma fabulosa no «The Evolution of Dinosaurs», um dos cinco artigos de um número especial da Science sobre evolução.A descoberta mais mediática do cientista da Universidade de Chicago e explorador residente da National Geographic foi sem dúvida o Sarcosuchus imperator (mais conhecido como SuperCroc), mas é igualmente fascinante o Nigersaurus Taqueti, descrito em Novembro do ano passado na Plos One no artigo «Structural Extremes in a Cretaceous Dinosaur» e apresentado ao público na mesma data no Museu da National Geographic.O dinossáurio, nomeado por Sereno em 1999 em honra do paleontólogo francês Philippe Taquet, que na década de 1950 encontrou os primeiros ossos, revelou-se anatomicamente muito bizarro. A característica mais inesperada do Nigersaurus reside no seu crânio, inspeccionado com o auxílio de tomografia computadorizada. Com um comprimento de apenas 9 metros, este primo mais novo e mais pequeno do conhecido Diplodocus apresenta um um crâneo quase translúcido em que a caracteristica mais inesperada é ...

História à pressão

Helena Damião @ De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, Concepções de educação, Ensino Básico, História
O debate que actualmente tem lugar em torno do ensino da História já não se centra na necessidade de justificar o seu lugar no currículo escolar, mas sim de evitar que ela o perca. De facto, nas últimas reformas educativas que têm tido lugar no nosso país, ainda que se lhe atribua uma nobre e ampla função, o seu tempo lectivo foi drasticamente reduzido e a tarefa de a ensinar deslocada para a periferia.Concretizemos esta questão no 3.º ciclo de escolaridade, onde situamos a nossa análise.O Currículo Nacional do Ensino Básico imputa à História a responsabilidade de construir “esquemas conceptuais que ajudem [os alunos] a pensar e a usar o conhecimento histórico de forma criteriosa e adequada, e que contribuam para o perfil de competências gerais” (ME, 2001, 88). A análise deste e doutros documentos curriculares indica que os propósitos orientadores do seu ensino deixaram de se limitar à comunicação e conhecimento da herança civilizacional, alargando-se à explicação do presente, à compreensão dos problemas actuais, à procura de soluções para esses problemas, ao entendimento da conjuntura internacional, à valorização de civilizações, à preparação para a democracia participativa… Tão ambiciosos propósitos não se afiguram muito compatíveis com ...

A invenção da chupeta

Octavio Mateus @ Blog das Engenhocas Categorias: Ciência Geral, História, inventores, invenções, utilidades
A chupeta foi inventada por um médico russo, Stoitchcovsky, na antiga União Soviética. Ele não suportava o choro constante da sua filha, Katerínikoskitóva, e aperfeiçoou um método de silenciamento que ele conhecera quando trabalhava na KGB (ex-agência de inteligência russa). Como não queria matar a sua própria filha, que apesar de chata era muito amada, trocou o ferro derretido por plástico e meteu-o na boca da bebê. Como isso funcionou na perfeição, Stoitchcovsky adaptou a chupeta (como ficou conhecido o instrumento silenciador de crianças) e fez com ela um instrumento de alimentação (já que a criança chorava quando lhe tiravam a chupeta para comer). Stoitchcovsky só não ficou milionário com esta sua invenção porque tudo na época era controlado pelo Estado e eles assumiram a patente da chupeta e do biberão. Isso era tão útil que até os Estados Unidos incorporaram a chupeta e o biberão no seu país, mas fingiram que foi uma criação norte-americana para não admitirem a utilização de um instrumento soviético nas suas crianças.

Chagas e sua doença.

Thiago Henrique Santos @ polegaropositor.com.br Categorias: Ciência Brasileira, Ciência Geral, História, História da Ciência, Temas diversos, blog
Carlos Justiano Ribeiro Chagas, o Carlos Chagas, foi um dos maiores cientistas brasileiros. Mineiro, filho de cafeicultor, estudou na Escola de Medicina do Rio de Janeiro. Teve o privilégio de estar na faculdade quando esta passou por profundas mudanças por conta das descobertas feitas por Luis Pasteur. Teve como orientador Oswaldo Cruz, com quem manteve uma longa amizade. Não é de se espantar que um homem influenciado por Pasteur e amigo pessoal de Oswaldo Cruz, tenha sido um dos maiores médicos brasileiros.Por sua tese de doutorado sobre malária, foi convocado por Oswaldo Cruz a ajudar no combate a doença. A eídemia foi controlada em cinco meses. O sucesso da operação acabaria levando Chagas, um ano depois, a ser enviado para a cidade de Lassance, em Minas Gerais. WikipediaLassance estava no caminho de uma nova linha de trem. Os trabalhadores da ferrovia estavam sofrendo de uma aparente epidemia de malária e, por dois anos, Chagas se instalou em um vagão de trem que também servia de laboratório improvisado. Foi durante este período que ele encontrou o protozoário Trypanosoma cruzi.A descoberta do T. cruzi levou Chagas ...

Mais perto de Deus

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Arte, Artigos, Ciência Geral, História, História da Ciência, Livros, Personalidades e Cientistas, Turismo, andes, chimborazo, cotopaxi, humboldt, la condamine, rafael troya
Cotopaxi Em junho de 1736, chegou à Quito no Equador uma missão da Academia Real de Ciências de Paris formada por Pierre Bouguer (físico), Charles-Marie de La Condamine (geógrafo) e Louis Godin (matemático e chefe da expedição), além de um botânico. Foram medir um grau do arco do meridiano no equador terrestre para testar a hipótese newtoniana, de que a Terra tem forma elíptica. A mesma Academia também tinha enviado outra expedição à Lapônia, perto do círculo polar. Assim, se o arco do meridiano fosse maior no equador, a Terra deveria ser abaulada no equinócio e Newton estaria certo… Rota de La Condamine Porém a medição não era tão simples. Para determinar o meridiano era necessário colocar vários pontos fixos (geodésicos) distantes uns dos outros vários graus de latitude, formando triângulos para depois projetar um arco e medir sua longitude. Ainda era necessário um barômetro preciso para considerar e padronizar a altitude. Tudo isto tinha que ser feito no mau e volúvel tempo ...

Resumo OS X

Igor Santos @ 42. Categorias: Acústica, Caranguejo, Ciência, Ciência Geral, Comprimento, Cordas, Corrente Elétrica, Crustáceo, Césio, Dieta, Einstein, Elétron, Engenheira, Física, Gasoso, Gordura, História, Homer Simpson, Hélio, LDL, Lei Seca, Massa, Matéria, Medicina, Mol, Natal, Notícias, Papa, Pensamento Crítico, Piadas, Quantum, Quark, Quitina, SI, Tolerância Zero, Vidro, bebida, ceticismo, colesterol, espaço, lei, luz, newton, propaganda, publicidade, Áudio
Fim-de-semana. Eu não escrevo nos fins-de-semana, mas tem gente que vem aqui dar uma lidinha no que eu disse durante a semana. Para tais indivíduos, eu faço compilações (é nessa hora que vocês se sentem apreciados e ruborizam por eu lhes dar atenção)! Sem mais delongas (fora essa última frase, esta aqui e a próxima), vamos aos links. Começando pelo começo, a antologia completa desse arrumado: Primeira tentativa - ressaca, lápis, terremoto e fotos; Segundo round - música, polêmica, luz e coincidências; Terceiro reich - mosquitos, formigas, sabão e atração; Quarto movimento - nomes, vidência, jogatina e alucinações; Quinto colocado - sonar, álcool, relógios e trens. Agora, os “novos”: O peso (e as medidas) das coisas; Decapodes ajudando a produzir o próprio habitat (fez sentido na minha cabeça…); Divulgação nem sempre é uma coisa boa (ou pelo menos nem sempre é bem feita); Como fazer uma professora de primário tremer (sem precisar sacudir mecanicamente); Água suja, desmatamento, colonização, idiotas e seus filmes (é sobre o meio-ambiente não, podem ler sem abuso); Da umidade da legislação (e da aferição de medidores); E por enquanto é isso aí mesmo… Posso escrever muito não e já me alcancei. Acho que outro ...

Resumo XP

Igor Santos @ 42. Categorias: ANVISA, Alimento, Carro, Charadas, Ciência, Ciência Geral, Densidade, Drogas, Evolução, Física, Golfinhos, Gordura, História, Humor, Igor, Koch, Medicina, Metal, Morcegos, Natal, Nobel, Notícias, OMS, Ornitorrincos, Piadas, Plágio, Saúde, Submarinos, Trem, Tráfego, Trânsito, Ultra-sonografia, doença, etiquetas, gravidade, mulher, relógio, remédio, tempo, água, álcool
Outro sábado, outro apanhado de artigos meus para quem passa por aqui pelas manhãs dos fins-de-semana pois tem mais o que fazer da vida durante o expediente. Quem ainda não viu, tem mais um aqui, outro atrás deste link, mais um nesse canto e o último antes deste último pode ser encontrado no primeiro “último”. Cliquem nas palavras sublinhadas e divirtam-se. Minha produção foi drasticamente reduzida por vários motivos, mas mesmo assim eu ainda escrevi bastante. Por exemplo: descrevi minha mulher ideal (e acabei achando!); publiquei um trabalho (escrito por mim) que talvez comprometa a carreira de uma aspirante a médica (caso o professor dela esteja por aí verificando fontes); expliquei como funciona um ultrassom enquanto me preparava para ter um feito em mim (não estou grávido, ainda bem); aproveitei uma entrada num blogue dum amigo meu para me retratar de mentiras que espalhei sobre mamíferos peçonhentos (e cometi um erro matemático que ninguém notou mas ainda está lá para quem quiser apontar); tirei a graça de alguns adágios quasifamosos (apesar de sempre achar que todos eles jamais foram engraçados); expus meu próprio roubo de dois artigos excelentes sobre legislação de remédios e alimentos; falei um pouquinho ...

Se uma árvore cai na floresta mas não há ninguém por perto, ela faz barulho?

Igor Santos @ 42. Categorias: Acústica, Ciência Geral, Engenheira, Física, História, Pensamento Crítico, Quantum, ceticismo, vida, Áudio
Lógico que faz. Durante o meu curso (Engenharia de Áudio e Acústica) eu me envolvi numa discussão acalorada com um professor meu sobre isso. O ponto de vista dele era “filosófico” (novamente, essa palavra é boa para tentar validar qualquer estupidez e disfarçar sua irrelevância), ou seja, antropocêntrico. Um som só seria um som se ele o ouvisse. Ou alguém humano como ele. A definição técnica (e a que deveria ser sempre usada dentro de uma sala de aula com Acústica Avançada escrito na porta) de som é: Fenômeno acústico que consiste na propagação de ondas sonoras produzidas por um corpo que vibra em meio material elástico. Ou seja, Som é “transmissão de ondas físicas (sonoras) através de um meio”. Dizer que a árvore não faz barulho quando cai porque não há alguém para ouvir é como um cego dizer que não existe mundo. Outro espertíssimo professor (de Trilha Sonora para Filmes e TV) do mesmo curso levou a patética tentativa de fazer algo totalmente ridículo soar plausível para pessoas sem conhecimento específico de Física o filme What the #$*! Do We Know!? para a sala e tentou, sem muito êxito, construir uma ponte entre aquela idiotice e nosso trabalho com som ...

Invenções brasileiras - Máquina de escrever

Octavio Mateus @ Blog das Engenhocas Categorias: Ciência Geral, História, inventores, invenções, invenções brasileiras
Começo hoje uma série de postagens para exaltar as invenções tupiniquins. Pouca gente sabe, mas muitas coisas que estão aí e que todo mundo pensa que sempre existiram tiveram que sair da cabeça de alguém um dia. E o Brasil contribuiu - e muito - para que estas idéias muitas vezes simples modificassem o nosso mundo. Muitas vezes estes inventores são injustiçados e relegados ao esquecimento. O complexo de vira-lata contribui para que o brasileiro não acredite em sua capacidade inovadora.Hoje começo com a máquina de escrever. A idéia original foi do Padre FRANCISCO JOÃO DE AZEVEDO - 1861.A invenção do padre Azevedo (ao lado) parecia com um piano de 24 teclas que imprimiam letras num papel - para mudar de linha, era preciso pisar em um pedal na parte de baixo do aparelho. Alegando estar velho e doente, o padre entregou seu invento ao negociante George Napoleon Yost, com a promessa de que havia pessoas interessadas em fabricá-lo nos Estados Unidos. Péssima idéia...Em 1874, o americano Christofer Sholes apresentou um modelo quase igual ao do padre Azevedo. A empresa Remington se interessou e passou a fabricar ...

Inacreditável: a ciência do skate

Isis Nóbile Diniz @ Xis-Xis Categorias: Ciência, Ciência Geral, Comportamento, História, esportes
Quem disse que andar de skate não requer a ciência? O site Ciênciadoskate.com - clique aqui - coloca até artigos científicos sobre a prática! Pasmei. Por exemplo, o “Aspectos Psicomotores na Prática do Skate” mostra como trabalhar na escola com o skate com segurança - seria possível? - e conta até a história do esporte. Veja: “Existem indícios que durante os anos 30 e 40 o aparelho já existia, mas nessa época era utilizado apenas como um brinquedo, onde os praticantes experimentavam as primeiras manobras e possibilidades de movimentos que foram descobrindo. Os movimentos do skate como um esporte foram criados nos EUA durante o final da década de 60 e inicio da década de 70, quando alguns surfistas que andavam de skate começaram a utilizar o skate em rampas retas (planos inclinados) marginais paralelas as quadras de poli-esportivas de alguns colégios e dentro de piscinas de concreto que tinham o fundo redondo em Santa Mônica na Califórnia”. Um outro artigo, sobre o que o esporte pode fazer pelo corpo, conclui: ” Estes resultados sugerem a existência de equilíbrio músculo-esquelético dos membros inferiores e cintura pélvica, bem como, equilíbrio postural látero-lateral, independente da freqüência de ...

AS “CARTAS ITALIANAS” DE VERNEY

Carlos Fiolhais @ De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, História, Livros, cultura
Luís António Verney (1713-1792), autor de “O Verdadeiro Método de Estudar” (Nápoles, 1746), nasceu em Lisboa e morreu em Roma. Estudou no Colégio de Santo Antão, em Lisboa (a cargo dos jesuítas), no Colégio da Congregação do Oratório em Lisboa (situado onde hoje fica o Ministério dos Negócios Estrangeiros) e na Universidade de Évora (também dos jesuítas). Formado em Artes em Évora parte para Roma em 1736, onde se vem a doutorar em Teologia e Jurisprudência. Depois de um curto regresso a Portugal e decerto insatisfeito com o ambiente intelectual que aqui se vivia fixa-se definitivamente em Roma, tornando-se um dos nomes cimeros da galeria dos “estrangeirados” do nosso século das luzes. As suas ideias, muito críticas do pensamento jesuítico no qual em larga medida foi educado, contribuíram decerto para as grandes reformas educativas do tempo do Marquês de Pombal.As suas “Cartas Italianas” não são muito conhecidas e merecem sê-lo mais. Foram transcritas do original manuscrito pelo Professor de Direito da Universidade de Coimbra Luís Cabral de Moncada e publicadas em “Um Iluminista Português do Século XVIII: Luiz António Verney” (Coimbra, Arménio Amado Editor, 1941). A tradução em português ...

História, Historicidade, Historiografia e Filosofia

Gilberto Miranda Jr. @ Filosofando na Penumbra - Miranda Categorias: Ciência Geral, Filosofia, História, História da Filosofia
É engraçado como o problema real do ensino da História da Filosofia nos ensinos médios e superiores passa a largo da maioria das discussões sobre esse tema.Se a História, enquanto disciplina, precisa se preocupar com as epistemes das épocas, ela não deveria ser tão impiedosa com os chamados perdedores e tão complacente com os chamados vencedores.Para que serviria então a História enquanto ciências ? Aqui caberia fazer uma Filosofia da História para se saber como abordar a História da Filosofia, não é ?Essa é uma falha imensa da Filosofia a meu ver. Quando ela, acertadamente, coloca como obrigatório o estudo histórico e a formação de uma bagagem de cultura geral antes do ato de filosofar, deveria antes praticar o que faz nas diversas ciências que analisa. Deveria, antes de tudo, ver se a forma como se faz a história responde realmente aos propósitos a que ela se propõe. Ela não faz isso, infelizmente... Aí, faz total sentido criticar as horas-aulas excessivas no ensino de História da Filosofia, tanto no ensino médio quanto nas Universidades.O problema então, não está numa suposta carga excessiva de conteúdo histórico na formação de um filósofo, mas sim ...

AS TAÇAS DA IRA

De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, História, Livros
Informação recebida da Livraria Minerva de Coimbra:A Livraria Minerva promove no próximo dia 8 de Julho mais uma sessão das Terças-Feiras de Minerva, desta vez intitulada “As Taças da Ira — As Invasões Francesas: Coimbra e o Baixo Mondego”.A sessão reunirá numa mesa redonda vários especialistas a propósito das comemorações dos 200 anos das Invasões Francesas, e decorre na Livraria Minerva (Rua de Macau 52, Bairro Norton de Matos), pelas 21h30.Estarão presentes a autora do livro “As Taças da Ira”, Helena Rainha Coelho, a historiadora Isabel Nobre Vargues e o linguista José Carlos Seabra Pereira.“As Taças da Ira”, com chancela das Edições MinervaCoimbra, é um romance histórico cuja acção decorre durante as invasões napoleónicas.A acção decorre entre 1799 e 1817, em Coimbra e na Figueira da Foz. Desde a tomada do forte de Santa Catarina aos franceses, por um grupo de voluntários que saiu de Coimbra chefiado pelo estudante Zagalo, engrossando-se o grupo em Montemor-o-Velho e depois na Figueira, não mais as milícias de paisanos e o Corpo Voluntário dos Académicos — o famoso batalhão Académico — deixaram de ter um papel relevante durante as ...

O BATALHÃO ACADÉMICO DE 1808

Carlos Fiolhais @ De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, História, relação escola-comunidade
Minha crónica no "Público" de hoje (a imagem de cima reproduz uma tapeçaria de Portalegre, feita em 1961, existente no Tribunal da Figueira da Foz e que ilustra o Batalhão Académico de 1808, com o sargento Zagalo fardado no centro, os estudantes à sua volta e os populares dos dois lados; a Torre da Universidade, o castelo de Montemor e o Castelo de Santa Catarina da Figueira da Foz, este com a bandeira francesa, são visíveis em segundo plano): Fez a 27 de Junho 200 anos que o Batalhão Académico, formado por estudantes da Universidade de Coimbra, tomou aos invasores franceses o Forte de Santa Catarina, na Figueira da Foz. Em 1 de Agosto próximo fará 200 anos que o general inglês Arthur Wellesley, mais tarde Duque de Wellington, começava a desembarcar com as suas tropas na Praia do Cabedelo, na Figueira da Foz, prenunciando o fim da Primeira Invasão francesa comandada pelo general Andoche Junot. Os dois eventos, tão próximos no espaço e no tempo, estão decerto ligados. A Universidade e a sociedade estavam, ontem como hoje, fortemente ligadas uma à outra. A expedição estudantil começou no dia ...

Paleontólogos Pioneiros: Henri-Émile Sauvage (1842-1917)

Milton Lopes Filho @ Lusodinos- Dinossauros de Portugal Categorias: Ciência Geral, História
O zoólogo francês Henri-Émile Sauvage (1842-1917) foi o primeiro a publicar um artigo científico citando a ocorrência de dinossauros em Portugal. Embora tenha desenvolvido sobretudo trabalho na ictiologia, os peixes fósseis devem ter sido a ponte para o seu interesse na paleontologia e nos dinossauros.Sauvage é autor de, pelo menos, 50 artigos científicos de 1873 a 1898, sobretudo concertantes peixes, mas também das duas obras sobre a paleontologia portuguesa:H.E. Sauvage, Les crocodiliens et les dinosauriens des terrains Mésozoïques du Portugal, Bull. Soc. géol. France 24 (1896) 46–49.H.E. Sauvage, Vertébrés Fossiles du Portugal, Contribution à l'étude des poissons et des reptiles du Jurassique et du Crétacé. Direction des Travaux Géologiques du Portugal, 1897–1898, pp. 1–46.Agradeço à Natalie Bardet (http://www.mnhn.fr/) por ter disponibilizado estas imagens de Henri Sauvage.www.lusodinos.blogspot.com

LINUS PAULING E A VITAMINA C

Carlos Fiolhais @ De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, História, Química, erros
Transcrevo um extracto do recente livro da química e escritora Raquel Gonçalves-Maia, “O Legado de Nobel. Perfis da Ciência do Século XX (1900-1959)”, Escolar Editora, Lisboa, 2008, onde fala do único duplo Nobel que o recebeu sozinho em áreas diferentes, o químico norte-americano Linus Carl Pauling, cujo prestígio científico foi manchado no final da vida pela sua crença nos superiores poderes curativos da vitamina C se tomada em overdose. Esse episódio mostra que mesmo os maiores cientistas podem protagonizar grandes erros. "Aos nove anos já tinha lido a Bíblia e a Origem das Espécies de Charles Darwin. Aos onze fascinava-o a Entomologia e lia tudo o que com este tema se relacionasse; aos 12 era a vez da atracção pela Geologia e aos 13 pela Química. Foi a única pessoa a receber dois prémios Nobel não partilhados em áreas tão diferentes como a Química e a Paz. Legou-nos mais de 300 artigos científicos, principalmente de Química e Bioquímica, e largas centenas de outros de cariz sociológico, contra a guerra, contra as armas e o armamento, contra os testes nucleares, em suma, em nome da Paz. Foi um grande professor. Associava a originalidade ...

Parece japonês, mas não é

Isis Nóbile Diniz @ Xis-Xis Categorias: Ciência Geral, Comportamento, Curiosidades, História, Japão, SPFW, Sociedade, ciências humanas, cultura, linguística
Shoyu, bonsai e hashi. Nenhum foi inventado no Japão. Duvida? A semana paulistana de moda teve como tema o país oriental. Durante o evento, todos os dias o SPFW JOURNAL trazia novidades dos desfiles, comportamento e por aí vai. A publicação estava linda. Modestamente, um arraso. Todas as edições, praticamente, receberam uma coluninha fixa chamada “Isso não é japonês!”. Ela continha revelações inacreditáveis. O povo da redação não se conformava… Para quem não teve acesso a esse fantástico veículo, segue um gostinho do que foi publicado. Confira o que NÃO é japonês: Atari Acredite se puder. O nostálgico videogame, ícone dos anos 80, foi desenvolvido no país que mais concorre tecnologicamente com o Japão: Estados Unidos. Pastel Alguns estudiosos afirmam que a origem da iguaria é portuguesa. Outros juram que é chinesa. Os mais exaltados pretendem entregar a autoria aos brasileiros. A única certeza é que japonês não é, né? Tempura Dizem as más línguas - de bom paladar - que o famoso “típico prato japonês” na realidade é… português! Ele foi introduzido no Japão durante a expansão marítima. Perceba o parentesco de “tempura” com as palavras: “tempero”, “temperar”, “temporã” e “têmporas”. Olimpíadas 2008 A China será a sede das próximas Olimpíadas que ocorrem este ano. Em 2002, a Copa ...

Fantasmas com ouro em Bonito

Isis Nóbile Diniz @ Xis-Xis Categorias: Antropologia, Biologia, Bonito, Ciência Geral, História, MS, ciências humanas, estória, lenda, viagem
Como todo lugar mágico, Bonito - cidadezinha do Mato Grosso do Sul - está repleto de histórias. Mais que isso, algumas são lendas vivas. Cá entre nós e baixinho, os moradores garantem que elas influenciam, ainda hoje, a vida das pessoas. “O enterro” é um exemplo… Durante a Guerra do Paraguai, iniciada em 1864, soldados paraguaios - que vinham lutar em terras brasileiras - traziam ouro para garantir o sustento, trocas-trocas e afins. Muitas batalhas se deram onde hoje fica o estado do Mato Grosso do Sul. Durante os confrontos, os paraguaios enterravam o metal para não perdê-lo ou serem roubados. Procuravam uma Figueira típica da região - não a dos famosos figos nem as das praças públicas de São Paulo - e escondiam o ouro sob a sombra ou a uma determinada distância da árvore. Na volta das lutas, desenterravam e seguiam com o metal. Entretanto, diversos soldados paraguaios morreram antes de alcançar seu tesouro. Assim, a Guerra acabou em 1870. Mas… os espíritos deles continuam vagando por Bonito em busca dos ouros. Pessoas juram - de pés juntos - que encontraram o precioso metal enterrado aos pés das Figueiras. Porém não adianta voar para lá atrás do seu brilho dourado. Não é qualquer um que consegue descobri-lo. Apenas quem possui ...

Era uma vez

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Bafana Divulga, Ciência Geral, História, Livros, churchill, crítica, hitler, livro
John Lukacs não é apenas um historiador. É um grande contador de histórias (O Duelo: Churchill x Hitler; Junho de 1941 – Hitler e Stálin; Churchill – Visionário. Estadista. Historiador) e, às vezes, proseador de histórias sobre histórias, como em O Hitler da História. Lukacs é elegante, quase pedante, chegando mesmo a forçar o texto para inserir frases e expressões de efeito como: “(…) lembra a conhecida criada irlandesa que, questionada pelos vizinhos se as fofocas sobre a jovem viúva do final da vila eram verdadeiras, respondeu: ‘Não são verdades, mas suficientemente verdadeiras”” (Junho de 1941 – Hitler e Stálin). Ele tem a percepção que a História (com H maiúsculo) é muito mais o resultado da visão, arrogância, capricho ou teimosia dos líderes do que de disputas entre esquemas ou sistemas de poder: “(…) a derrota final [de Hitler] pode ter sido predestinada por sua arrogância. Mas também, a arrogância é defeito mais de caráter do que de visão, e Hitler não era cego” (O Hitler da História). Em O ...

África: um continente acorrentado por ele mesmo

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Bafana Divulga, Ciência Geral, Divulgação Científica, Governo, História, Livros, Política, Zimbábue, economia, África
É um chavão, mas vá lá: normalmente quando se fala em África a maioria das pessoas vai logo pensando em hordas famélicas num ambiente árido e sem esperança. E então elas se perguntam se não têm culpa neste sofrimento, pois afinal, além da escravização de boa parte da sua força de trabalho, o ocidente colonizou seus países explorando suas veias abertas, para enriquecimento das nações além mar. Mas será que foi, ou continua, desta forma? Robert Guest, editor de assuntos africanos para a The Economist em seu livro The Shackled Continent – Africa’s past, present and future (Ed. Macmilian, 280p., 2003, 11 libras e ainda não traduzido para o português, mas que poderia ter como título: “O Continente Acorrentado - O passado, presente e futuro da África”), tenta reverter a pergunta do porquê a África é tão pobre, para: por que a África é tão improdutiva? Por que mesmo representando aproximadamente 10% da população mundial este continente contribui com apenas 2% para o comércio mundial? Robert Guest morou em alguns países africanos durante três anos, e em 2004, após a publicação ...