Nós, cientistas do mundo inteiro, as criaturas mais ávidas por conhecimento do século XXI, declaramos aos devidos fins e trá-lá-lá-lá-lá-lá que:
1. Por mais que carreguemos o estereótipo milenar de pessoas excêntricas e malucas, somos civilizados e politizados, já que não é muito inteligente ser uma coisa sem ser a outra.
2. Definitivamente, nós não gostamos mais de livros, enlemeyers ou telescópios do que das pessoas. É cruel achar isso.
3. Deus existir ou não: isso não está em questão, a menos que se queira entrar no campo da Filosofia, Teologia ou História da Religião.
4. Se às vezes temos dificuldade no exercício de tarefas simples, é porque nos acostumamos com as coisas difíceis. Precisamos ser desafiados.
5. Método científico, criticidade, racionalidade, ceticismo ao inobservável. Não podemos tirar essas coisas da nossa rotina. Mas é inevitável que, inconscientemente, busquemos, ao nosso modo, nossos eldorados, ou, melhor dizendo, “suportes temporários de claridade”. Eu disse TEMPORÁRIOS !
6. Você pode falar o que quiser, mas a gravidade vai continuar caindo à medida que aumenta o quadrado da distância.
7. A teoria da relatividade não pode ser simplificada como “tudo é relativo”. Einstein ficaria furioso.
8. “Todo fenômeno natural possui uma causa física” (Thales de Mileto). É a primeira lei da ciência, do primeiro cientista do ocidente.
9. Não somos gênios. Até porque, originalmente, a palavra “gênio” está vinculada a alguém capaz de realizar desejos miraculosamente. Não fazemos milagres. Somos pessoas comuns tentando descobrir coisas. Apenas somos incapazes de controlar a nossa curiosidade.
10. O nosso ideal de ciência não é exatamente o mesmo do que o ideal iluminista do século XVIII. O instinto esclarecedor permanece, mas admitimos a falibilidade da ciência em muitas situações. Hoje, se a religião não coage para ganhar adeptos, a ciência também não. Não queremos converter o mundo aos nossos propósitos. Nós não queremos dominar o mundo. Somente entendê-lo.
11. Estudar teorias científicas não significa desrespeitar as suas crenças religiosas. No fim, os indivíduos continuam desfrutando do livre arbítrio, e, quando a liberdade de escolha não for a regra do jogo, de um outro nome para inteligência, que muita gente se esquece: chama-se “bom senso”.
12. A pseudociência pode existir à vontade. Contanto que nos deixem fazer a nossa ciência em paz. Quem somos nós para vetá-la. Além do mais, toda linguagem está sujeita a deturpações, por erro de interpretação e muitas vezes, intencionais. Mas, se nos chamarem para opinar, aí, não há porque não sermos incisivos.
13.
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