Recuperação de Minas

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: "Minas", 1, Ciência Geral, Faixa Piritosa Ibérica, Geologia, Recursos Minerais, S. Domingos
s-domingos   A existência de numerosas ocorrências de minérios de cobre, ferro e manganês na Faixa Piritosa Ibérica (FPI)foi certamente determinante no modo de vivência das populações aí residentes, tendo existido mineração desde o Calcolítico e durante a ocupação por Tartéssios, Fenícios e Cartagineses. Na época romana foram intensamente explorados vários jazigos de sulfuretos do sector português da Faixa Piritosa, como São Domingos. Actualmente, a única exploração mineira em laboração no sector português da FPI é a de Neves Corvo, que é um projecto mineiro marcado por uma elevada tecnologia de produção de concentrados de cobre e estanho e, num futuro próximo, de zinco. A excelência do projecto mineiro tem conduzido à descoberta sistemática de novas reservas de minérios complexos. A actividade extractiva na mina de Neves Corvo salienta-se ainda pelo respeito pelas normas ambientais mais exigentes, sendo um bom exemplo de greenmining (mineração ecológica).   No entanto, a maioria das minas diagnosticadas na FPI encontra-se numa situação de total abandono. A quase totalidade das explorações mineiras abandonadas e que foram alvo de estudo não possui estruturas adequadas que minimizem o seu impacte ambiental. O vazio de responsabilidades que entretanto se formou após o encerramento de cada mina ...

Seicha

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: 1, Ciência Geral, Geologia, Seiche, sismos
Seicha é uma onda de longo período, em qeral estacionária, que se gera em estuários, bacias portuárias, lagos e outros corpos de água confinados, em resultado da amplificação por ressonância da energia das ondas incidentes ou de outra qualquer fonte de excitação ondulatória. O termo foi utilizado pela primeira vez, pelo suíço François-Alphonse Forel, que descreveu o efeito no lago de Genebra. Palavra de origem francesa, numa tradução livre, significa abanar periodicamente. A natureza do fenómeno é em geral provocado pelo vento, mas os sismos podem também estar na origem das Seichas, cujo mecanismo apresenta muitos aspectos em comum com a formação de tsunamis. O fenómeno gera-se porque a gravidade actua sobre a massa de água perturbada tendendo a restaurar a horizontalidade da sua superfície, pois essa configuração corresponde ao equilíbrio de energia mínima. O terramoto de 1755, que afectou Lisboa e a costa sudoeste portuguesa causou seichas em canais situados a 3000 Km de distância na Escócia, e Suécia. Ocasionalmente, os tsunamis podem desencadear seichas em resultado da forma das costas afectadas. O tsunami que atingiu o Havai em 1946 apresentava duas frentes de onda separadas por um intervalo de 15 minutos. Ora um dos períodos naturais de ressonância da ...

O Tempo de Pedra

De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, Geologia, Livros
Informação recebida Imprensa da Universidade de Coimbra"O Tempo de Pedra" de Rui Pena dos ReisO presente livro tem como temática essencial a questão do tempo geológico e a sua relação com os grandes eventos de transformação da Terra, tal como testemunha o registo geológico do planeta. Em primeiro lugar, é apresentada uma visão interior do tempo, uma perspectiva pessoal do conceito na sua acepção mais vasta. Em seguida, o tempo é definido e discutido numa perspectiva de evolução histórica, sendo ainda abordadas as metodologias e os conceitos associados à sua definição. Os grandes temas da transformação da Terra, com ênfase na história climática, são tomados em seguida, a par dos códigos de leitura dos testemunhos do tempo, presentes nas rochas. Por fim, discute-se a questão do tempo actual no quadro da relação entre os seres humanos e as variáveis naturais.Rui Paulo Bento Pena dos Reis é natural de Assentis, Torres Novas, onde nasceu em 15 de Junho de 1952. Graduado em Geologia pela Universidade de Coimbra em 1976, fez estudos de pós-graduação em França, na Universidade de Nancy 1, em Geoquímica, Petrologia e Metalogenia. Doutorou-se em Estratigrafia e Paleontologia ...

Lisboa 01.11.1755

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: "Sismologia", 1, Ciência Geral, Geologia, Sismo de Lisboa
O Dia em que tudo ruiu Portugal vive dias de esperança neste ano da graça de 1755. A Casa da Ópera foi inaugurada em Abril para saudar um novo género dramático, que na geração anterior, era apupado em Lisboa. Do Brasil, chegam 125 arrobas de ouro por ano, marcando o auge da exploração do nobre metal brasileiro e restabelecendo o tesouro público que tão desbaratado fora no reinado de D.João V. No Porto, constrói-se, desde 1754, a Torre dos Clérigos e, em Braga, o Palácio do Raio vai ganhando forma. No dia 1/11/1755, quarteirões inteiros desmembram-se. Concentrados à hora da missa, muitos fiéis foram esmagados pelos escombros das igrejas ou ficaram encurralados por toneladas de entulhos. O governo reagiu, expedito, à tragédia que, durante aquele mês de Novembro, ceifou a vida de cerca de dez mil lisboetas. Das ruínas do terramoto de Lisboa ergueu-se um líder político consolidado e uma cidade planeada. Em Novembro de 1755 cerca de dez mil pessoas perderam a vida. Lisboa mudou para sempre. Ainda hoje, o epicentro do terramoto de 1755 é debatido. Já foram propostos quase uma dezena de locais, quase todos ao largo da costa portuguesa, para sul ou sudoeste. A chave, porém,reside segundo João Duarte Fonseca ...

Há 253 anos Lisboa tremeu…

Fernanda Carvalhal @ A MATEMÁTICA ANDA POR AÍ Categorias: Ciência Geral, Geologia, Logaritmos
Às 9 horas e 40 minutos do dia 1 de Novembro de 1755 Lisboa tremeu durante 17 longos minutos. Durante 24 horas sentiram-se inúmeras réplicas enquanto toda a Baixa ardia e toda a zona ribeirinha sucumbia debaixo de um forte tsunami.Durante muitos anos se tem discutido sobre o epicentro e a magnitude deste sismo. No entanto não há dúvidas quanto à intensidade na escala de Mercalli (escala qualitativa, fechada, que vai do grauI, sismo imperceptível, até XII que corresponde à destruição total). Fruto de inquéritos realizados pelo Marquês de Pombal e onde se inquiria a população:quanto tempo demorou o sismoquantas réplicas se sentiramque danos causoucomo reagiram os animaiso que aconteceu à água dos poçosOs resultados destes inquéritos, que ainda permanecem na Torre do Tombo, permitiram mapear a cidade quanto ao grau do sismo nas várias zonas da cidade Também foi possível, com os resultados destes inquérito desenhar as isossistas (linhas que unem locais em que o sismo foi sentido com a mesma intensidade em todo o país).Como se vê aqui em Braga foi sentido com o grau V que é ...

Terramoto e Tsunami

De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, Geologia, História
Para saber sobre as conferências no dia 31 de Outubro sobre o Terramoto e o Tsunami de Lisboa em 1755, no Museu de Ciência da Universidade de Coimbra, clique aqui.

Origem da água

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: "Origem da água", 1, Ciência Geral, Cometas, Geologia, origem da vida
  Nunca eu pensei beber tanta água! E talvez por tanto beber, achei interessante contar a possível origem deste fluido. A água é uma das assinaturas do nosso planeta. Do Planeta Azul, do Planeta da Vida. Mas qual a proveniência desta água? Alguns estudos da astrofísica admitem que a sua proveniência está nos impactes com corpos ricos em água existentes nos limites do sistema solar. A vida no nosso planeta evoluiu na água, uma relação de átomos de oxigénio e hidrogénio, que deu origem ao código químico mais importante – H2O. Cerca de 70% da superfície da Terra está coberta de água. 80% de frutos e vegetais são constituídos por água. Os nossos corpos são cerca de 50-70% de água e por dia perdemos cerca de 2,5 litros de água. 65% desta água é removida através da urina e fezes, 20% através de secreções e 15% pelos nossos pulmões. De onde vem esta água? Qual a sua origem? A água e a origem da vida são dois dos temas mais intrigantes e misteriosos da nossa história evolutiva. Carl Sagan de uma forma poética dizia que éramos “pó de estrelas”, tendo em mente todo o processo de génese da geosfera. Mas neste quadro poético, a Terra quando ...

Ainda há tempo para ler … Darwin

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: 1, Charles Darwin, Ciência Geral, Evolução, Geologia
  Mais um livro importante da Gradiva, colecção Ciência Aberta. Escrito pela biógrafa de referência de Charles Darwin, a professora de História da Ciência, Janet Browne.É uma leveza a leitura deste livro que nos conta o essencial do trabalho de Darwin, e um bom livro para catalizar o interesse pelas Ciências da Terra. Agora que se aproxima a época de Natal e de feiras do livro em muitas escolas, este livro é uma boa ideia, tão boa quanto a “perigosa ideia que Darwin teve“. Um pequeno excerto da obra: “(…)Darwin tornou-se também membro da Geological Society of London, onde conheceu Charles Lyell e onde apresentou três pequenos artigos nos quais descrevia algumas das suas descobertas geológicas. Este último ficou radiante por encontrar um tão grande apreciador dos seus Princípios da Geologia e os dois tornaram-se amigos íntimos. Tudo na personalidade de Lyell estava em harmonia com a de Darwin. «Passei mais tempo com Lyell do que com qualquer outro homem, tanto antes como depois do meu casamento [...] Ele sentia um fascínio ardente pela ciência e o mais profundo interesse pelo progresso futuro da humanidade. Era um homem muito bondoso e extremamente liberal nas suas crenças religiosas, ou antes, ...

Um pouco da história da publicação Sauvage (1897-1898)

J. Filipe @ Lusodinos- Dinossauros de Portugal Categorias: Biblio, Ciência Geral, Geologia, História
Paul Choffat, geólogo de profissão, suiço de origem e recrutado então pela Direcção de Trabalhos Geológicos de Portugal tinha por missão cartografar o Mesozóico português. No decorrer do seu trabalho de campo, Choffat encontrou ínumeros vestígios de vertebrados, desde peixes a ictiossauros, desde o Cabo Espichel a São Pedro do Sul. Aconteceu que, Choffat não estava minimamente preocupado esses achados, pois as suas atenções incidiam principalmente na cartografia e... o intresse bioestratigráfico dos vertebrados era então considerado limitado, pelo que datações relativas dificilmente se poderiam obter com base nesses vestígios. Foi assim que Choffat decidiu entregar os espécimes recolhidos ao preeminente paleontólogo francês da altura: Henri-Emile Sauvage. Este assim descreveu nas edições da Direcção dos Trabalhos Geológicos o material recolhido até então, e, esta publicação é ainda hoje - sem dúvida - um marco histórico na paleontologia de vertebrados de Portugal. Para uma melhor contextualização da época dois pontos de vista têm de ser tidos em linha de conta, por um lado o furor ao virar do século XX que existia na Europa sobre a paleontologia no geral, e, por outro, a libertação de fundos pela maioria dos governos europeus para ...

imagens (quarta)

Fernanda Carvalhal @ Lusodinos- Dinossauros de Portugal Categorias: Argentina, Ciência Geral, Geologia, Patagónia
Acho que falhei a de quarta... por isso cá ficam duas imagens da Patagónia a compensar...Cretácico superior de Neuquén, no local onde estas fotos foram tiradas os dinossauros (até agora) escasseiam mas as paisagens são fantásticas!(Clicar nas imagens para aumentar)Publicado simultaneamente no Conjuradowww.lusodinos.blogspot.com

Imagens (terça)

Fernanda Carvalhal @ Lusodinos- Dinossauros de Portugal Categorias: Argentina, Ciência Geral, Geologia
Vestígios de hidrocarbonetos (petróleo)Publicado simultaneamente no Conjuradowww.lusodinos.blogspot.com

Imagens (segunda)

Fernanda Carvalhal @ Lusodinos- Dinossauros de Portugal Categorias: Argentina, Ciência Geral, Geologia, Mundo
Cretácico Superior da Formação de Neuquén.É perfeitamente visível a estratificação entrecruzada, sinal da presença de rios neste local no final do Cretácico.Publicado simultaneamente no Conjuradowww.lusodinos.blogspot.com

Colecção de Powerpoints

Fernanda Carvalhal @ Antepassados Esquecidos Categorias: Biologia, Ciência Geral, Geologia, Powerpoint
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O GEÓLOGO NERY DELGADO (1838-1908)

De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, Geologia, História da Ciência, museus
Do Museu Geológico, na Rua da Academia das Ciências, em Lisboa, recebemos a seguinte informação relativa a uma exposição em memória de Nery Delgado que lá está patente (na imagem, a Carta Geológica de Nery Delgado e Carlos Ribeiro de 1876):Em 3 de Agosto de 1908, morreu, aos 73 anos, o General Joaquim Filipe Nery da Encarnação Delgado, insigne geólogo e director da Comissão do Serviço Geológico que, com Carlos Ribeiro, foi um dos pioneiros da Geologia portuguesa.A sua notável obra abrange os domínios da Estratigrafia e da Paleontologia do Paleozóico Inferior, da Cartografia geológica, da Arqueologia e da Geologia Aplicada, deixando em toda ela a sua marca de rigor, probidade e qualidade científica excepcional, que a fazem, ainda hoje, indispensável à investigação do nosso território.Com Carlos Ribeiro, foi co-autor das 1.ª e 2.ª edições (1876, 1878) da Carta Geológica de Portugal à escala 1: 500 000 e, posteriormente, com Paul Choffat, da sua 3.ª edição (1899).Celebrar neste ano de 2008 o Centenário da sua morte, evocando a sua vida e a importância da obra, que se conserva actual, procurando divulgá-la publicamente, não é mais que uma ...

Ainda Dinossáurios

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: "Abelissauros", "Rugops", 1, Ciência Geral, Dinossáurios, Geologia
Fóssil Liga Continentes do Sul Dinossauro lança ponte sobre hiato geológico Um fóssil de dinossauro com 95 milhões de anos, recentemente descoberto no Níger pelo paleontólogo e explorador residente da NATIONAL GEOGRAPHIC, Paul Sereno, acrescenta uma peça ao intricado quebra-cabeças da época em que Gonduana, o supercontinente do Sul,se separou.   Baptizado de Rugops primus (”primeira cara enrugada”) o fóssil é o único representante confirmado da família dos abelissauros, dinossauros carnívoros localizados em África. Descobertas anteriores de fósseis de abelissauros na América do Sul, na índia e em Madagáscar levaram alguns cientistas a crer que essas massas terrestres tinham permanecido unidas muito tempo depois de África se ter separado de Gonduana. Mas esta descoberta leva a crer que também África terá permanecido ligada mais tempo do que se pensava.  Seja como for, afirma Sereno, o Rugops não era nenhum T. rex. “As suas mandíbulas não eram concebidas para esmagar ossos, e o seu focinho curto indica que se podia tratar de um necrófago que se alimentava de carcaças”, afirma Sereno. “No conjunto, o Rugops é um belo passo intermédio em direcção aos dinossauros carnívoros, com chifres e focinhos enrugados, que surgiriam mais tarde.” Barbara S. Moffet NATIONAL GEOGRAPHIC ...

Perspectiva

Igor Santos @ 42. Categorias: Ciência Geral, Geologia, Perspectiva, humanidade, tempo, vida
Via Universo Físico O diálogo (alemão com legendes em inglês) não é tão importante, dá para acompanhar só pelas imagens. Alguém acreditaria se eu dissesse que penso nesse tipo de coisa vez por outra? Pois é, eu penso…       

A Amazônia não é virgem

Isis Nóbile Diniz @ Xis-Xis Categorias: Amazônia, Arqueologia, Biologia, Ciência, Ciência Geral, Geologia, estória, hidrogeologia, meio ambiente, site
-Tomara que esse poeirão, não acabe com o meu pulmão. -Bom dia!, abro um sorriso e alongo as vocais para o rosto conhecido, afinal, hoje é sexta-feira. -Bom dia!, e continua seu trabalho varrendo o meio-fio. Conheci o Lixeiro Poeta há um mês. O local, hora e roupa laranja eram os mesmos. Ofereceu-me seu livro. Infelizmente, como o recheio da minha carteira raramente é maior que cinco reais, não pude ler sua obra. Mesmo assim, em silêncio, desejei vê-lo novamente. É a pitada de lirismo que toda vida vulgar merece. Eis que, hoje, no Dia da Amazônia, sou contemplada com um versinho. A rima pode até parecer pobre para alguns, mas enriqueceu o começo do leve dia. Amazônia foi reflorestada Guardei um post na manga, especialmente, para hoje. A revista New Scientist, veja matéria inteira aqui em inglês, publicou um texto afirmando que há 600 anos a floresta foi desmatada. Os próprios índios fizeram isso para criar uma rede urbana de cidades, vilas e aldeias. Arqueólogos descobriram restos de civilização urbana do século XIII, antes dos colonos  “descobrirem” o “Novo Mundo”. Tinha até muro! Assim, cerca 20 mil quilômetros quadrados da parte ocidental da Amazônia não é de floresta virgem. E onde foram ...

VIAGEM AO CENTRO DA TERRA 3D

Carlos Fiolhais @ De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, Ficção Científica, Geologia, cinema
Já está nos cinemas de todo o planeta (em breve também nos cinemas portugueses) uma nova versão do clássico de Júlio Verne de 1864 "Viagem ao Centro da Terra". Desta vez a novidade é o facto de ser um filme de acção com actores reais que pode ser visto em 3D (em Portugal há vários cinemas equipados para projecção 3D digital). O 3D já não é novo no grande ecrã, mas a tecnologia tanto das imagens como dos óculos melhorou a tal ponto que Hollywood promete para breve mais filmes do mesmo género.O guiãodo filme de Eric Brevig, apesar de tomar as suas liberdades, é largamente inspirado no livro de Verne. No original era um cientista alemão que, com o seu sobrinho, entrava no interior da Terra na Islândia. Agora trata-se de um geólogo americano (Brendan Fraser), a história passa-se nos tempos de hoje - que faz o mesmo com o seu sobrinho (Josh Hutcherson). Em vez de um guia islandês, agora há uma guia islandesa ( Anita Briem, uma jovem actriz da mesma nacionalidade) que, no fim, e como era fácil prever, cai nos braços do cientista.Boa parte da trama de Verne ...

Portugueses investigam fontes hidrotermais submarinas no Oceano Árctico

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: "Biosfera Profunda", "Blacksmoker", "Fontes Hidrotermais", 1, Ciência Geral, Geologia
Esta interessante missão pode ser seguida em : http://www.portalpolar.com/index.php?option=com_content&task=view&id=158&Itemid=284 Uma equipa de investigadores portugueses participa, até final do mês, numa missão no Oceano Árctico, onde foram descobertas fontes hidrotermais submarinas, informou hoje a Reitoria da Universidade de Lisboa. A missão destina-se a estudos da crista oceânica na Crista Média Atlântica - num segmento (South Knipovich Ridge) onde foram encontradas fontes hidrotermais submarinas, a profundidades da ordem dos 2.500 a 3.000 metros - e visa explorar melhor a região, para preparar uma futura expedição de perfuração do fundo. A intenção da perfuração é conhecer a crosta abaixo do fundo do mar, a população de micróbios que vive no interior dessa crosta (a designada biosfera profunda) e eventuais depósitos minerais, revela a Universidade de Lisboa. O projecto inclui, além da equipa portuguesa, investigadores da Noruega, Suécia, Suíça e França. Os cientistas pretendem analisar os minérios a descobrir (nomeadamente sob a forma de chaminés hidrotermais) bem como partículas hidrotermais dispersas nos sedimentos e estudar os sedimentos química e mineralogicamente. O objectivo deste procedimento é detectar eventuais “condições favoráveis ao desenvolvimento da biosfera profunda e de sinais de actividade hidrotermal escondida sob os sedimentos”. “Colher amostras de rochas vulcânicas que possam conter inclusões fluidas de magma aprisionado durante ...

Grutas e nascentes no Verão

De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, Geologia, divulgação da ciência
Informação recebida da Sociedade Portuguesa de Espeleologia:Com o apoio do Programa Ciência Viva do Ministério da Ciência e Tecnologia a SPE organiza oito visitas geológicas a regiões cársicas:- Grutas e nascentes do vale em canhão do Rio da Ota e de Alenquer;- Grutas da Praia da Adraga e Pedra d?Alvidrar, com a serra de Sintra à vista;- Passeio pela serra de Montejunto entre o Vale das Rosas e o anfiteatro de Pragança;- Grutas e Nascentes de Porto de Mós;- Do canhão da Caranguejeira, pelo menino do Lapedo, às fontes do rio Lis e ao Buraco Roto;- Da Arriba Fóssil da Serra dos Candeeiros às Grutas e Nascentes de Chiqueda;- As grutas que escondem as águas subterrâneas da Serra da Arrábida;- As nascentes dos rios Almonda e Alviela e a água que forma as grutas e os tufos calcários;Consulte mais pormenores em www.spe.pt .

O que fazemos (I)

joao_moedas @ T Categorias: Ciência Geral, Geologia
Pois é! Hoje fui cortar o cabelo! Não fui ao barbeiro castiço que tenho aqui ao lado porque aquilo é para machos latinos a sério, nem fui à cabeleira em frente pois dizia ..para senhoras! Andei mais um pouco ao longo da minha rua e encontrei um cabeleireiro para homens assim meio escuro por fora. Fui à aventura e entrei. Lá por dentro era um pouco chique e pensei logo: este deve ser caro! Mas como só corto o cabelo de três em três anos, mais coisa menos coisa, decidi corta-lo mesmo ali. A casa chamava-se Cabeleireiros Tony, não sei se é uma rede, mas pelo menos o senhor com ar de Quim Barreiros chamava-se António. Quem me atendeu foi a sua senhora, que estava na entrada e parecia ser ela que controlava o negócio, ele era o artista.Depois de esperar um pouco, sentei-me na cadeira e disse: é para cortar tudo! Como sou uma pessoa tímida fico sempre sem saber o que fazer naquelas situações. Vou ter de estar ali 20 minutos com um homem a mexer-me na cabeça pelo que o silêncio pode ser uma coisa bastante confrangedora. ...

Evolução - Como pensar a Biologia sem ela?

Giovana Del Prette @ Antepassados Esquecidos Categorias: Biologia, Ciência Geral, Criacionismo, Darwin, Dobzhansky, Evolução, Geologia
Mais um importante livro sobre Evolução. Aliás é o primeiro de três, da responsabilidade de Biólogos da Universidade de Lisboa, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e Fundação Calouste Gulbenkian. Este facto é importante para dar à obra em causa um apoio de mero resumo de textos publicados pelos autores e sem alguma validade científica. O que se fala no livro é de Ciência. Fala-se de Biologia e de Ciência.Nada em Biologia faz sentido excepto à luz da evolução. (T. Dobzhansky, 1973).A conhecida afirmação em epígrafe é, na nossa perspectiva, válida para a prática científica da Biologia, sendo igualmente válido afirmar-se que nada no ensino da Biologia faz sentido excepto à luz da evolução. É assim que começa a Introdução. E esta é tão importante para quem ama as ciências da Terra e da Vida que eu não pude deixar de transcrever na totalidade. Depois de lerem, vão compreender o porquê!"Nada em Biologia faz sentido excepto à luz da evolução. (T. Dobzhansky, 1973)A conhecida afirmação em epígrafe é, na nossa perspectiva, válida para a prática científica da Biologia, sendo igualmente válido ...

Recursos Geológicos - O Petróleo do Árctico

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: "Energia Fóssil", "Recursos Geológicos", 1, Ciência Geral, Geologia, petróleo
Nota do Autor do post: Mais um post acerca de um recurso essencial. Este bem mais grave que o problema do Urânio porque aqui a Geologia aparece muito mais associada com a Geoestratégia mundial, e falando claro, refiro-me a dois grandes ursos, o Urso Pardo Americano e o Urso Polar Russo, chamado de siberiano. Retirei notícias do Jornal Público e relatórios dos Serviços Geológicos Americanos - USGS. Os originais podem ser todos consultados apartir da página http://www.usgs.gov/newsroom/article.asp?ID=1980&from=rss_home. É a partir deste site que todo um dossier pode ser consultado de forma a ser compreensível o problema do ´”Petróleo do Árctico”. Ao longo deste post vou procurar explicar as diferentes componentes do problema. Fui pela primeira vez sensibilizado para a questão do Petróleo do Ártico através do Prof. Dr. Fernando Noronha da FCUP, durante uma palestra promovida pela APG. O facto da Rússia, Dinamarca (Gronelândia), e Canadá reclamarem esta jazida e os EUA não o poderem fazer é com base num argumento Geológico. A questão política e geoestratégica do tema tem por base a Geologia. Nuno Correia   Há petróleo no Árctico para abastecer o planeta três anos O Alasca esconde 13 por cento das reservas ainda não descobertas, diz a ...

Subducção (Parte I) - Zonas de Subducção e Tectónica de Placas

joao_moedas @ T Categorias: Ciência Geral, Geologia, Subducção, Tectónica de Placas
O planeta Terra apresenta actualmente um camada externa sólida (litosfera) fragmentada em diversas placas que se movem umas em relação às outras com cinemática convergente, divergente ou deslizando lateralmente umas em relação às outras (limites destrutivos, construtivos e conservativos, respectivamente), sob a astenosfera mais dúctil. Uma zona de subducção é uma área do planeta Terra onde duas placas tectónicas com cinemática convergente se encontram e uma, geralmente a mais densa, afunda sob a outra em direcção ao manto. As placas oceânicas normalmente mergulham sob as placas continentais ou sob outras placas oceânicas menos densas. Em geral, este fenómeno dá origem a uma zona orogénica e/ou a um arco vulcanico.Uma ideia paradigmática da Teoria da Tectónica de Placas é a de que é a convecção mantélica que faz mover a litosfera, arrastando as placas tectónicas e permitindo assim o seu movimento. Esta ideia paradigmática está enraizada no seio da comunidade científica e continua a ser introduzida nas disciplinas de introdução à tectónica de placas como um facto aceite. Actualmente, vários cientistas pôem em causa este paradigma afirmando que o manto convecta essencialmente devido ao afundamento da litosfera nas zonas de subducção e que as plumas mantélicas correspondem ...

Recursos Geológicos - Energia Nuclear

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: "Minas", "Recursos Geológicos", "Urgeiriça", 1, Ciência Geral, Energia Nuclear, Geologia
Segundo a legislação portuguesa, entende-se por recursos geológicos ‘todos os bens de natureza geológica existentes na crusta terrestre e que são passíveis de aproveitamento. Qualquer substância de natureza geológica [sólida, líquida ou gasosa], ou mesmo o calor geotérmico, pode ser classificada como recurso geológico.  O aproveitamento desses recursos depende da sua concentração na crusta terrestre, de modo a permitir a rentabilidade da sua exploração. Os recursos geológicos de um país existem na parte acessível da crusta terrestre e podem ser identificados ou não identificados. Denomina-se reserva um recurso geológico conhecido que possa ser explorado, quer do ponto de vista legal quer económico. Para que serve o urânio? Urânio => Energia = capacidade de trabalho null O que é o urânio? Como Funciona? (Versão em inglês) Urânio é um metal muito pesado que pode ser utilizado como fonte energética muito concentrada. Ocorre na maioria das rochas em concentrações de 2 a 4 ppm (partes por milhão), sendo muito comum na crosta terrestre associado a estanho, volfrâmio e molibdénio. Ocorre na água do mar e pode ser removido dos oceanos. Foi descoberto em 1789 por Martin Klaproth, um químico alemão, num mineral chamado de Pecheblenda. O nome deriva de Urano, planeta descoberto ...

De novo, Energia Nuclear em Portugal

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: "Recursos Geológicos", 1, Ciência Geral, Energia Nuclear, Geologia
Em discussão. O aumento do preço do petróleo e de outros combustíveis dá o mote para um novo debate sobre o nuclear. As declarações do governador do Banco de Portugal deram um impulso. Mas o momento político também ajuda. Nuclear: sim ou não? A velha questão voltou a estar na ordem do dia. As declarações do Governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, quando, a terça-feira, apresentou as previsões da instituição para a economia portuguesa, deram um impulso à discussão. Mas o preço do petróleo é a raio que dá força a este debate, com alguns políticos e empresários a defenderem o nuclear como a solução para s problema da dependência petrolífera do país e outros a dizerem que ao é por aí que passa o futuro do sector energético português. Contudo, os custos das emissões de CO2 que o sector electroprodutor está a pagar também não é alheio a tudo isto. E o momento político em Portugal também ajuda. Pedro Sampaio Nunes, o responsável da Energia Nuclear de Portugal - a empresa criada, há cerca de três anos, pelo empresário Patrick Monteiro de Barros para desenvolver o projecto de uma central nuclear no País - diz que não tem dúvidas que ...

Vulcanismo (Lahars - mudflows, Hot Spots, etc)

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: "Lahar", "Magma", "Movimentos de Vertente", "Mudflow", "Plumas Térmicas", "Torrentes", 1, Ciência Geral, Geologia, Tectónica de Placas, vulcanismo
Lahars   Os lahars são avalanches de lodo formados pela fluidificação de materiais vulcânicos saturados de água. Comportando-se como um fluido viscoso e de muito alta densidade, os lahars seguem o percurso de menor energia potencial, pelo que o seu curso é ditado pela topografia, em geral seguindo os vales dos cursos de água. A lama que forma o lahar tem a consistência do betão fresco, mantendo um elevado grau de fluidez quando em movimento, mas solidificando e perdendo água quase instantaneamente quando parada. Estas características reológicas permitem aos lahars uma grande velocidade de deslocamento e grande capacidade de penetração nos espaços vazios, o que leva ao rápido enchimento por material sólido de todas as cavidades que encontre no seu percurso. A elevada densidade do fluido formado permite o transporte de grandes massas rochosas que flutuam na lama e são arrastadas a alta velocidade como se de material leve se tratasse. Dessa propriedade dos lahars resulta o aparecimento nas paisagens vulcânicas de grandes rochas isoladas, deixadas pelo enfraquecimento da capacidade de transporte do lahar, normalmente pela dispersão e perda de velocidade e profundidade da lâmina de lama devido ao largamento da zona recoberta. Um exemplo notável deste efeito dos lahars é ...

Exame de Biologia e Geologia (2007/2008)

Giovana Del Prette @ Antepassados Esquecidos Categorias: Biologia, Ciência Geral, Geologia, exames
Acabou-se! Está encerrado o ano lectivo no grupo de Biologia e Geologia, com o exame da segunda fase. Mais fácil, mais dificil?Não é uma escala de Richter... por isso é sempre subjectivo. Uma aluna disse-me... ambíguo. Talvez isso, o exame foi, ambíguo.O Enunciado Os critérios de correcção ...

Costa Portuguesa - Uma viagem pela Geologia do litoral do Continente

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: "Ocupação antrópica", 1, Ciência Geral, Geologia, Litoral
Foto - O meu companheiro de viagens nas dunas da Apúlia Etapa 1- De Caminha a Viana do Castelo O litoral português pode dizer-se quase rectilíneo, pouco recortado, sem grandes reentrâncias, com troços extensos de praias, baixas e arenosas, embora, às vezes, semeadas de escolhos. Do interior, existe, quase sempre, arriba, actual ou fóssil, próxima ou afastada.Os poucos relevos da região litoral dispõem-se perpendicularmente à linha de costa (como acontece com as serras da Boa Viagem, de Sintra, etc.), o que lhe dá carácter atlântico. Trata-se, em quase toda a extensão, de costas de erosão, talhadas pelo mar, embora se notem, de onde a onde, influências tectónicas e estruturais. Em alguns pontos da orla litoral há grandes acumulações de areias de duna; às vezes, formam relevos de certa importância. Em contraste com o litoral das rias da Galiza — em que os vales fluviais foram invadidos pelo mar, em virtude de movimento de afundamento do continente -a costa minhota é direita e seguida, ora baixa e arenosa, ora rochosa e com pequenas arribas. Em frente da foz do rio Minho emerge a Insua de Caminha, com o seu pequeno forte. De longe a longe, a acumulação de ...

Veja vulcões ao vivo e a cores

Isis Nóbile Diniz @ Xis-Xis Categorias: Ciência Geral, Geologia, dica, site, vulcão
Sensacional - porque moro longe! A internet nos proporciona momentos únicos… Não precisamos mais viajar para ver vulcões “trabalhando”. Alguns centros de pesquisa e monitorização dessas atividades da natureza instalaram câmeras que focam por 24 horas os gigantes. Basta entrar nos endereços dos sites: Apolo 11 - que reuniu vulcões de todo o mundo - e Centro Nacional de Prevención de Desastres (CENAPRED) - do México. Neste exato instante, o segundo site exibe alerta amarelo para o vulcão Popocatépetl - ativo, localizado a 60 km da capital Ciudad de México. Isso significa que a população próxima deve ficar esperta - no linguajar chulo. Literalmente, se preparar para evacuar a área. Veja aqui o que os moradores devem fazer - em espanhol. Um amigo meu escalou um vulcão. Disse que foi uma das coisas mais maravilhosas que já fez. Eu ainda vou ver um de pertinho… Tête-à-Tête…
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