Marte - Echus Chasma

joao_moedas @ T Categorias: Ciência Geral, Geologia Planetária, Marte
CLICAR NAS IMAGENS PARA VER EM GRANDEAs imagens de Marte não param de surpreender! Estas foram adquiridas pela High-Resolution Stereo Camera (HRSC) que se encontra a bordo da sonda espacial Mars Express. As fotos do Echus Chasma mostram um sistema de drenagem muito semelhante aos que se encontram aqui na Terra. Os cientistas ainda não têm a certeza se o líquido responsável pela modelação deste objecto morfológico é água de precipitação atmosférica, água subterrânea ou magma. Apesar das hipóteses ainda estarem em aberto tudo leva a crer que se trata de facto de água, muita água, já que alguns destes desfiladeiro podem atingir os 4 km de profundidade.Crédito da Imagem: ESA/ DLR/ FU Berlin (G. Neukum)Ver e ler mais aqui

De que lugar no Universo são estas imagem?

joao_moedas @ T Categorias: Ciência Geral, Geologia Planetária
Tentem adivinhar. Vou dar uma ajuda: fica no Sistema Solar.Há 8 planetas, 169 luas, 5 planetas anões e mais uns quantos asteróides.Clicar aqui ou aqui para descobrirCrédito da Imagem: ESA/NASA/JPL/University of Arizona

Vestígios de um Lago em Marte

joao_moedas @ T Categorias: Ciência Geral, Geologia Planetária, Marte
Foram descobertos os restos de um antigo lago em Marte através da observação e da interpretação de imagens obtidas pela HiRISE (The University of Arizona-led High Resolution Imaging Experiment instalado na sonda da NASA Mars Reconnaissance Orbiter).Este lago fossilizado foi encontrado no interior de uma cratera. Do ponto de vista geológico é possível identificar uma brecha de impacto (formada aquando do impacto meteorítico que formou a cratera) coberta por sedimentos finos (argilas) típicos de um lago calmo que terá preenchido a cratera. Também se observam leques de deposição de sedimentos.Esta descoberta é importante por duas razões. Primeiro, é mais uma evidência de que terá existido água no estado líquido em Marte e portanto um excelente indicio para a existência de vida. Segundo, estas argilas constituem o tipo de sedimento ideal para fossilização de seres-vivos. Assim este local irá ser certamente um dos alvos de futuras missões espaciais a Marte. Se existir vida fossilizada em Marte, mesmo que seja microbiana, aquele é um dos sítios a investigar.Fontes: Universidade do Arizona e Universe TodayCrédito das imagens: NASA/JPL/University of Arizona

Avalanche em Marte

joao_moedas @ T Categorias: Ciência Geral, Geologia Planetária, Marte
Uma nave espacial (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA captou pela primeira vez uma avalanche gerada junto ao Polo Norte de Marte. É possível identificar na imagem uma nuvem de poeira e gelo junto ao sopé de uma escarpa. Esta imagem foi captada a 19 de Fevereiro de 2008. Esta é mais uma evidência de que Marte é um planeta dinâmico, apesar de a maior parte da superfície de Marte estar fossilizada desde há muitos milhões de anos.Crédito da imagem: NASA/JPL-Caltech/University of Arizona Ler mais aqui

Mercúrio

joao_moedas @ T Categorias: Ciência Geral, Geologia Planetária
A nave espacial MESSENGER foi lançada a 3 de Agosto de 2004. Durante 2006 e 2007 recolheu dados dos planetas Vénus e Mercúrio. Em Janeiro de 2008 obteve excelentes imagens do primeiro planeta a contar do Sol. Aqui estão algumas.Para saber mais: aqui Cédito das imagens: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington.

Estamos todos ali…

joao_moedas @ T Categorias: Astronomia, Ciência Geral, Geologia Planetária
Esta é a primeira imagem da Terra obtida na superficie de um outro planeta para lá da Lua (em 03.08.2004). Foi captada pela Mars Exploration Rover Spirit. Crédito: Image Credit: NASA/JPL/Cornell/Texas A&MVia: theonearmedscissor

Nasa Great Images

joao_moedas @ T Categorias: Astronomia, Ciência Geral, Geologia Planetária
Deixo aqui uma pequena homenagem aos Astronautas da NASA. As imagens são do arquivo da Nasa - Great Images in NASA. Missões Apollo 16 e 17.

Estrela falhada?

joao_moedas @ T Categorias: Geologia Planetária, Júpiter
Já todos provavelmente ouvimos que Júpiter é uma estrela falhada. Eu ouvi, não me lembro quando, mais de uma vez. Ontem peguei no meu guia do Universo, um daqueles livros que não se devem ler de uma ponta à outra, e abri numa página ao calhas. Fui parar a uma página do capítulo sobre Júpiter, dizia: "Failed Star?".É claro que me interessei e li a pequena caixa de texto de meia dúzia de parágrafos. Era a oportunidade certa de me informar daquilo que existia na minha cabeça mais ou menos como um mito. É realmente Júpiter uma estrela falhada? Entretanto hoje pesquisei mais um pouco na net e vamos lá a isso..Júpiter é um planeta gasoso gigante. Tem 2,5 vezes mais massa do que todos os outros planetas do sistema solar em conjunto e cerca de 300 vezes mais massa do que a Terra. A razão pela qual Júpiter é por vezes descrito como uma estrela falhada tem a ver com o facto de este planeta ter uma composicao muito semelhante à do Sol: essencialmente Hidrogénio (81%) e Hélio (17%). (O Sol tem cerca ...

Meteoritos – As rochas que caiem do céu

joao_moedas @ T Categorias: Astronomia, Geologia Planetária
Os gregos terão sido o primeiro povo a olhar para as estrelas cadentes com olhos de ver. Antes deles o senso comum afirmava que as estrelas cadentes eram causadas, como o nome indica, pela queda de uma estrela. No entanto, os Gregos perceberam que, apesar de em certas noites centenas de estrelas cadentes cruzarem o céu, nenhuma das estrelas do céu conhecido parecia desaparecer. Deste modo consideraram que as estrelas cadentes não eram de facto estrelas e atribuíram-lhes o nome de meteoros, do termo grego que significa objectos no ar.Hoje sabe-se que os meteoros são pequenas porções de matérias com dimensões da cabeça de um alfinete. O espaço em volta da Terra está cheio destas partículas. Quando uma destas se aproxima do Planeta comprime o ar à sua frente. Essa compressão faz aumentar a temperatura da partícula que em consequência se torna incandescente, desintegrando-se antes de atingir o solo.Existem, no entanto, partículas de dimensões bastante superiores que viajem a através do espaço. Esses objectos são chamados meteoróides, e os fragmentos que atingem a superfície denominam-se meteoritos.A maioria dos meteoritos cai no mar ...

Canais em Marte

joao_moedas @ T Categorias: Geologia Planetária, Marte
Esta imagem mostra um conjunto de canais localizados na vertente de uma cratera situada nas terras altas do hemisfério sul de Marte. Foi tirada pela pela câmara High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE) a bordo do Mars Reconnaissance Orbiter.Estes canais apresentam um padrão morfológico típico da acção erosiva da água.Para ler mais, por exemplo aquiCrédito: NASA/JPL/University of Arizona

Saturno e companhia..

joao_moedas @ T Categorias: Geologia Planetária
A Nasa não pára de me surpreender. Aqui estão mais uma magníficas imagens de outros mundos. Foram obtidas pela Cassini.Saturno, Titan (esquerda) e Enceladus Saturno, Titan e Dione (direita) Saturno, Titan (esquerda) e Dione Saturno e Dione (em cima)Credito: NASA/JPL/Space Science Institute Fonte: Nasa

Água, água por todo o lado - no planeta HD 189733b

joao_moedas @ T Categorias: Geologia Planetária, Notícias
"Os cientistas relatam a primeira descoberta conclusiva da presença de vapor de água na atmosfera de um planeta para além do nosso Sistema Solar (ESA, Portugal)."Ver notícia completa no site da ESA aqui (Crédito da Imagem: ESA)A descoberta foi publicada a 12 de Julho de 2007 na Nature: ‘Water vapour in the atmosphere of a transiting extrasolar planet’, G. Tinetti, A. Vidal-Madjar, M-C. Liang, J-P. Beaulieu, Y.L. Yung, S. Carey, R. Barber, J. Tennyson, I. Ribas, N. Allard, G. Ballester, D.K. Sing, F. Selsis.Ao que parece esta descoberta foi feita por uma bolseira!! (vejam o post do Klepsýdra aqui)

Imagens de alta resolução de Marte

joao_moedas @ T Categorias: Geologia Planetária, Marte
Esta imagens foram adquiridas pela câmara HiRISE bordo da sonda da NASA Mars Reconnaissance Orbiter. Estão disponíveis numa página da Universidade do Arizona. Homepage: aqui, para quem quiser explorar o site.Fotos: aqui.

Imagens do Spirit revelam que Marte pode ter tido muita água no passado

joao_moedas @ T Categorias: Geologia Planetária, Marte
Um trecho de solo marciano analisado pelo robot Spirit, da Nasa, mostrou ser muito rico em sílica - uma combinação de silício e oxigénio - que pode representar uma das mais fortes evidências de que Marte já teve mais água no passado do que actualmente. Os processos que poderiam ter dado origem a um depósito de sílica tão rico exigem a presença de água.Mais aqui e aqui

Marte - Image of frost at the Viking 2 landing site

Terra Que Gira @ T Categorias: Geologia Planetária, Marte

Mais Júpiter, Io e companhia

Rui M @ T Categorias: Geologia Planetária, Io, Júpiter, vulcanismo
A NASA continua a brindar-nos com fabulosas fotos de Júpiter e das suas Luas tiradas pela sonda New Horizons, como a montagem acima da actividade vulcânica em Io ou a foto mais detalhada de sempre da famosa mancha vermelha de Júpiter abaixo.Muito mais fotos e informação no site da New Horizons.

Fica aqui a ligação para a página da ESO (Europea…

joao_moedas @ T Categorias: Geologia Planetária
Fica aqui a ligação para a página da ESO (European Organisation for Astronomical Research in the Southern Hemisphere), com a notícia completa e oficial do novo planeta.

Astrónomos encontraram evidências de água num planeta exterior ao Sistema Solar

joao_moedas @ T Categorias: Geologia Planetária
Cientistas afirmam ter encontrado evidências de água na atmosfera de um planeta fora do nosso Sistema Solar, a 150 anos-luz da Terra, conhecido como HD 209458b ou Osiris, segundo um estudo publicado na revista "Astrophysical Journal".Ver notícias completas aqui, aqui e aquiCrédito da imagem: European Space Agency, Institut d'Astrophysique de Paris and NASA

Vida em Vénus?

joao_moedas @ T Categorias: Geologia Planetária
Com uma atmosfera sufocante de dióxido de carbono, com chuvas de ácido sulfúrico e com temperaturas suficientemente quentes para derreter metal, Vénus é um dos locais no Universo onde alguém jamais poderia imaginar a existência de vida. No entanto, em 2002, dois cientistas da Universidade do Texas propuseram exactamente isso.De acordo com Dirk Schulze-Makuch e Louis Irwin, certos níveis da atmosfera de Vénus poderiam sustentar a presença de vida aérea, semelhantes a bactérias. A existência deste tipo de vida poderia explicar a existência de sulfureto de hidrogénio e dióxido de enxofre e a ausência de monóxido de carbono na atmosfera. Estas bactérias poderiam ter-se desenvolvido em períodos menos tórridos da história de Vénus e depois ter evoluído em determinados nichos do planeta, antes dos gases de efeito de estufa terem tomado conta do planeta.É claro que a maioria da comunidade científica é extremamente céptica em relação a esta ideia. No entanto, se a vida pudesse existir em Vénus poderia de facto existir em muitos outros locais do Universo, uma perspectiva que não deixa de ser excitante. Bibliografia: The Rough Guide to the Universe, de John Scalzi ...

A Terra e a Lua…

joao_moedas @ T Categorias: Geologia Planetária, Lua, Terra
A Lua gira em volta da Terra. A Terra gira em volta da Lua. Ambas giram uma em torno da outra. Este facto parece um pouco estranho, pois a nossa intuição, ou o que aprendemos nos primeiros anos da escola, diz-nos que a Terra gira em torno do Sol e que a Lua gira em torno da Terra. De facto a Terra e a Lua giram em torno de um centro de gravidade comum, onde cada um dos corpos estão localizados em lados opostos relativamente ao centro. No entanto a Terra é muito mais maciça do que a Lua, pelo que esse centro de massa se encontra muito mais perto da Terra do que da Lua. Tão próximo que podemos considerar que é apenas a Lua que gira em torno da Terra. O centro de gravidade do sistema Terra/Lua encontra-se 81,3 vezes mais próximo do centro da Terra do que do centro da Lua. Este centro de gravidade está localizado a cerca de 4700 quilómetros do centro da Terra. Ou seja, encontra-se a 1600 quilómetros abaixo da superfície da Terra.A Terra ...

Algumas curiosidades planetárias

joao_moedas @ T Categorias: Geologia Planetária
Na antiguidade, quando ainda se pensava que o nosso planeta era plano, os antigos viam o céu como uma espécie de tampa semiesférica, que se unia com a Terra no horizonte.Quando se começou a suspeitar de que a Terra era uma esfera, o céu foi reinterpretado como sendo a parte interna de uma esfera ainda maior que englobava a Terra. Em ambos os casos pensava-se tratar-se de uma cobertura sólida. Daí vem o termo firmamento, sendo que o prefixo firm- significa sólido ou firme. Ora, mas se o céu fosse firme então todos os corpos aí existentes deveriam mover-se solidariamente. Mas será que isto acontece deste modo? Os Gregos, os Babilónios e os Egípcios eram grandes admiradores da abóbada celeste. Uns por questões práticas, utilizando-a como orientação para a navegação, outros por questões mais metafísicas. Muitos acreditavam que se podiam ler o futuro nas estrelas. (É interessante constatar que alguns milhares de anos depois ainda existem pessoas neste nível. Mais interessante ainda é que até aparecem na televisão!). Estes povos perceberam que praticamente todos os objectos do firmamento descreviam um círculo em torno ...

Vulcões Alienígenas

joao_moedas @ T Categorias: Geologia Planetária
Erupções vulcanicas em Io. Fotografada pela New Horizons em Feb. 28, 2007(aqui).Io é uma lua de Júpiter. O intenso campo gravitacional deste gigante gasoso provoca na sua lua um forte efeito de maré. Este efeito pode fazer a superfície de Io, constituída por crusta sólida, elevar-se e contrair-se cerca de 30 metros. É este fenomeno de contracção e expansão que faz com que Io possua um interior quente e fluido e em consequência exista actividade vulcânica. A energia cinética do efeito de maré é convertida em calor. (ver animação)Crédito: http://science.nasa.gov/

Descobertas cavernas em Marte

Rui M @ T Categorias: Geologia Planetária, Marte
Espeleologos deste mundo preparem-se para a vossa primeira descida a uma gruta extra-terrestre.Novas imagens da superfície marciana revelaram a existência de buracos na mesma, resultantes do colapso de aberturas subterrâneas com cerca de 80 metros de profundidade, um pouco à semelhança do buraco da Guatemala, com a diferença destas grutas serem de origem vulcânica (como o Algar do Carvão, na ilha Terceira, Açores) em vez de resultarem da dissolução de calcários.Aparentemente estes sitios serão importantes caso se realize uma missão tripulada a Marte pois poderão fornecer abrigo de chuvas de micro meteoritos, radiação ultravioleta e das particulas e radiação libertadas por explosões solares. Tudo isto para além da possibilidade remota de poderem conter água em estado sólido no seu interior.Portanto, comecem a pensar em equipamento para explorar grutas num ambiente estranho, com uma atracção gravítica mais reduzida e uma atmosfera extremamente rarefeita.Notícia via Nature.

Água em Marte (outra vez)

Rui M @ T Categorias: Geologia Planetária, Marte
Chegou hoje, pela mão da Science, a notícia da descoberta de mais um indício para a existência passada de água líquida na superfície do planeta vermelho.Desta feita foram fotos de alta resolução tiradas pela Mars Reconnaissance Orbiter da NASA que permitiram o reconhecimento de pequenas cristas causadas pela erosão diferencial de arenitos . A erosão veio destacar zonas em que a circulação, através de fracturas, de água enriquecida em ferro foi cimentar estes arenitos tornando-os mais resistentes aos agentes erosivos.O mais engraçado é, que para ocorrer este tipo de reacções, é necessário que a água tenha permanecido durante algum tempo em circulação e a temperaturas provavelmente mais altas que as presentes hoje em dia em Marte, sugerindo um passado bem mais dinâmico para o nosso vizinho encarnado.Via The Guardian.

Uma lua temperamental

Categorias: Geologia Planetária
É com enorme satisfação que escrevo neste blog, que já lia com frequência desde há algum tempo, e através do qual posso contactar com as ideias de colegas que tanto admiro. Espero que este seja o início de uma divertida colaboração, da qual espero vir a aprender muitas coisas e receber notícias de como evolui a investigação das Geociências por Portugal.Como primeiro post, resolvi escrever um pequeno texto sobre a natureza química das fabulosas plumas de Encelado (lua de Saturno), fotografadas pela sonda Cassini. Em post anteriores falou-se bastante de hidratos de metano e vulcões de lama e, neste caso, parece que a geologia dita terrestre, encontra uma manifestação análoga em outras paragens celestes, sendo motivo de alegria para um cientista ver o campo das suas observações alargar-se à escala planetária.A superfície de Encelado (480 km de diâmetro) apresenta manifestações geológicas curiosas, pelo facto de representarem uma assimetria peculiar na distribuição de actividade. Existem zonas desoladoras, em tudo semelhantes ao que vemos quando contemplamos a nossa Lua, com crateras de impacto de 35 km de diâmetro, sem aspectos erosivos ou estruturas ...
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