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Archive for the Genética

Você Sabe O Que É Um Ligre?


Hércules, um ligre (híbrido de leão e tigre) que consta no Livro dos Recordes, pois mede  3,65 m e pesa 408 kg

O ligre é o resultado do cruzamento entre um leão macho e uma tigresa. O animal quando adulto fica ainda maior que seus pais. “Os genes que inibem o crescimento são herança materna nos leões e paterna, nos tigres. Por causa disto, os ligres não têm este inibidor de crescimento”, disse Roberto Vilela, biólogo do setor de mamíferos do Zoológico de São Paulo. Quando o cruzamento é feito entre tigres machos e leoas, gerando os chamados “tigreões”, não ocorre este tipo de problema.
O cruzamento de leões e tigres não acontece fora de cativeiro, pois os animais não convivem na natureza. Segundo Vilela, muitos países proíbem este tipo de cruzamento por questões éticas. No Brasil, a legislação também não permite a produção de híbridos entre espécies nativas. Geralmente os ligres são estéreis, principalmente os machos.
Filhotes de ligres nascidos este mês em um zoológico de Taiwan 
Dois filhotes de ligre, híbrido de leão e tigre, nasceram neste domingo (15) no zoológico The World Snake King Education Farm, em Tainan, Taiwan. A fazenda é a primeira no país a conseguir o cruzamento das duas espécies. O proprietário do zoológico, no entanto, terá de pagar multa por violação das regras da vida selvagem, mesmo sob argumentação de que os animais dividiam a mesma jaula há três anos e que até então a tigresa nunca havia emprenhado. Três filhotes nasceram no domingo, mas um deles morreu logo após o parto.
De acordo com o site do jornal inglês Telegraph, existem apenas 10 espécimes de ligres vivos no mundo. Um dos mais conhecidos é Hercules, ligre reconhecido pelo Guiness Book como o maior do mundo, com 3,65 metros e pesando 408 kg.´

Do Portal iG  em17/08/2010
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Células NK podem facilitar transplante de fígado

 As células NK (Natural Killer cells), também denominadas células assassinas, são um tipo de leucócitos (glóbulos brancos), mais propriamente de linfócitos T, que desempenham uma importante função em termos de destruição de células cancerígenas ou infectadas por vírus. Contudo, um tipo especial de células NK, denominadas células NKTreg, podem no futuro vir a desempenhar um importante papel, no que toca à aceitação de órgãos transplantados.

 A rejeição de órgãos transplantados está relacionada com a actividade do sistema imunitário, nomeadamente de outro tipo de linfócitos T. Porém, investigadores portugueses da Universidade de Lisboa, através de estudos  envolvendo fígados de ratos, descobriram que as células NKTreg possuem um gene que controlava os linfócitos T reguladores,  o que permitiu suprimir a actividade imunitária que ocorria nos fígados dos ratos.

 Como as células NKTreg apenas suprimiram a acção imunitária no fígado (e não no organismo inteiro) e dado estas células também existirem nos seres humanos, há possibilidade de que, no futuro, este tipo de linfócitos possa ser utilizado para evitar rejeições de transplante de fígado.

Fontes: http://www.newscientist.com/article/mg20727744.100-killer-tcells-the-fix-for-organ-rejection.html
           http://www.publico.pt/Ciências/descobertas-celulas-amigas-do-transplante-de-figado_1450886 (22/08/2010)
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Mais Uma Dose de Conhecimento Sobre o Alcoolismo

O alcoolismo responde por 4% dos problemas da saúde mundial, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Fatores ambientais, culturais e psicológicos certamente têm papel importante para desencadear o transtorno, mas pesquisas indicam que ele tem também um forte componente genético.  Cientistas da Universidade da Califórnia (EUA) defendem a  tese de que uma mutação genética identificada em camundongos hipersensíveis ao álcool pode estar ligada à propensão ao consumo da substância. A descoberta pode oferecer uma pista para entender as complexas raízes genéticas do alcoolismo.
O líder da pesquisa David Speca e a sua equipe citam como exemplo estudos feitos com gêmeos, filhos adotivos e famílias que demonstram o fator genético por trás do alcoolismo. Mas destacam a dificuldade de se identificar fatores de suscetibilidade, sendo muito provável que múltiplos genes de pequeno efeito contribuam para a doença.
Na verdade, a  mutação foi descoberta por acaso.Os pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA) buscavam mesmo eram sinais de hiperatividade em animais. Depois de induzir milhares de mutações aleatórias em camundongos, descobriram um provável gene pelo qual essa característica era transmitida de uma geração para outra.
Descobriram mais: em estudos anteriores, a mutação do gene em questão havia sido associada a uma hipersensibilidade para álcool e anestésicos em vermes da espécie Caenorhabditis elegansum conhecido animal modelo para estudos genéticos. Foi a deixa para verificar como o álcool agiria sobre os camundongos.
Ao receberem injeções de álcool no estômago, os indivíduos mutantes revelaram uma hipersensibilidade aguda à substância. Ficaram sedados por mais tempo que os demais.
Quando tiveram a opção de beber álcool ou água, também optaram pelo primeiro com maior frequência que os outros.
“Os camundongos mutantes voluntariamente consumiram mais álcool do que os normais”, contou o líder da pesquisa, David Speca, à CH On-line.
“Esses são testes iniciais comuns usados por pesquisadores para medir a propensão ao consumo do álcool. Mas muitos outros testes terão que ser realizados para mostrar que este é um gene que traz suscetibilidade para o alcoolismo”, esclarece ele, pesquisador do Departamento de Neurologia e da Clínica e Centro de Pesquisa Ernest Gallo, da Universidade da Califórnia em São Francisco.
No estudo, publicado este mês na PLoS Genetics, a mutação foi batizada de Lightweight – termo inglês que designa tanto a categoria ‘peso leve’, de lutas como o boxe, quanto a intolerância de certos indivíduos ao álcool.
A mutação descoberta pela equipe poderia ser um dos fatores nessa intrincada

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Identificado gene relacionado com as enxaquecas


 É sabido que factores ambientais, como o stress, a alimentação e as alterações do número de horas de sono, contribuem fortemente para o aparecimento de enxaquecas. Contudo, investigadores do ICBAS (Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, localizado no Porto, em Portugal) descobriram que existe um gene associado a esta doença.

 O gene em questão denomina-se STX1A e é responsável pela produção de sintaxina 1A, uma proteína (cuja estrutura está representada na imagem da direita) que por sua vez tem como função a regulação da libertação de neurotransmissores (substâncias químicas que transmitem um sinal nervoso de um neurónio para outro ou para uma célula-alvo, durante uma sinapse) no Sistema Nervoso Central. 

 A amostra analisada pelos investigadores do ICBAS era composta por 188 indivíduos que padeciam de enxaquecas e 287 que não sofriam desse problema (grupo de controlo). No grupo dos indivíduos doentes foram detectadas duas variações do gene STX1A, o que sugere que estas estão directamente relacionadas com uma maior susceptibilidade do indivíduo ao desenvolvimento desta patologia.

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=44604&op=all#cont (19/08/2010 - 18h40)
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Por Uma Humanidade Sem Raças

O livro do geneticista Sérgio Pena da UFMG possui argumentos contundentes que contribuem para a desracialização da humanidade

O geneticista Sergio Pena, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é uma referência nacional na discussão da questão racial. Ele tem vindo a público com freqüência para mostrar como a visão da humanidade dividida em raças, cristalizada em parte da sociedade, é totalmente incompatível com as descobertas recentes da genética. O seu livro Humanidade sem raças?, lançado em 2008, é um verdadeiro manifesto contra o racismo,  pois reúne os veementes argumentos do geneticista para combater a racialização da humanidade. Essa discussão não é novidade para os leitores de “Deriva Genética”, a coluna que o autor publica na segunda sexta-feira do mês na CH On-line – a denúncia da inexistência das raças do ponto de vista biológico é um tema recorrente em seus textos.
A novidade de Humanidade sem raças? é reunir os argumentos de Pena e sistematizá-los em um discurso coeso, além de trazer novas considerações e discussões detalhadas de vários exemplos históricos. O livro consolida o pensamento sobre a questão racial que o geneticista vem amadurecendo ao longo de anos, em suas colunas, artigos na imprensa e palestras pelo país afora.

Genealogia do racismo

Para levar a cabo seu raciocínio, Pena propõe retraçar uma genealogia do racismo – conceito que, assim como a própria noção de “raça” é uma construção humana relativamente recente. A divisão da humanidade em raças, explica ele, remonta ao início do século 18 – o naturalista sueco Carl Linnaeus I(1707-1778) foi o primeiro a propor tal classificação formal. Essa visão deu origem ao racismo científico no século 19, em que alguns cientistas condenaram a mistura das raças, o que culminou com a nefasta experiência da eugenia nazista no século 20.
Ao final da Segunda Guerra, continua o autor, surgiu um novo modelo, que propunha dividir a humanidade em populações. Embora partisse de premissas menos condenáveis, ele acabou perpetuando a ideologia do racismo ao se converter em um modelo “populacional de raças”. O problema persistia.
Pena propõe uma mudança de paradigma que permita superar essa visão, socialmente perniciosa e biologicamente equivocada. O autor é muito feliz ao mostrar como a única divisão da humanidade que a genética permite embasar é em seis bilhões de indivíduos. Ou “cada homem é uma raça”, como bem resumiu o escritor moçambicano Mia Couto, que Pena gosta de citar.

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Património Genético Português e os Mouros

O Património Genético Português da bióloga do IPATIMUP, Luísa Pereira é um livro interessante, de leitura fácil e explicações simples para quem não domina as “ciência da manipulação genética”.
É hábito a utilização do termo “mouro” para quem como eu tem as raízes no sul do país. No meu caso acho piada, porque na verdade as nossas raízes estão bem em África.
Gosto de ter a minha "Eva" e "Adão" com muita melanina na pele.
Mas neste livro fiquei preso na parte relacionada com a influência “mourisca” no património genético português. É que fiquei surpreso em saber que quem me chama “mouro” poderá ser mais “mouro” que o meu ADN.


Vejamos....
“Existem linhagens mitocondriais presentes na população portuguesa e ausentes no resto da Europa designadas por U6. Este haplogrupo foi nomeado Berbere, uma vez que a sua distribuição se restringe ao Norte de África, onde a sua frequência ronda os 10-20%, sendo esporádica no Médio e no Próximo Oriente e na Ibéria.
Pensa-se que este haplogrupo é uma reminiscência do povo ancestral berbere, que habitava o Norte de África antes da conquista árabe, no século VII.
Na actualidade ainda existem algumas populações berberes nos países norte-africanos, sempre em comunidades reduzidas e mais ou menos isoladas, dedicando-se a actividades tradicionais como a agricultura, a pastorícia e o artesanato. Alguns destes grupos mantêm uma linguagem berbere, enquanto outros já adoptaram o árabe.

Geneticamente, e mesmo em termos culturais (arqueologicamente), o Norte de África é muito mais aparentado com a Eurásia do que com a África subsariana. Tudo indica que a colonização do Norte de África foi efectuada por migrações «Back to África» do Homem Moderno, a partir do Próximo Oriente, através do Levante, numa época comum à migração para a Europa, há cerca de 40 000 anos.
Torna-se assim muito mais difícil destrinçar geneticamente as influências norte-africanas na constituição genética portuguesa, pela partilha da maior parte do património genético fundador.
A observação do haplogrupo U6 quer no Médio e no Próximo Oriente, quer na Ibéria, indica a troca de linhagens com o Norte de África.
Em Portugal, o U6 atinge as seguintes frequências: 5% no Norte, 3% no Centro e 2% no Sul.
Quando se compara a diversidade das linhagens U6 observadas em Portugal, elas são bastante divergentes entre si, parecendo indicar uma entrada recente.
O gradiente de frequências é oposto ao que seria de esperar, dada a mais forte e longa influência

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O DNA é o juiz?

Um exame de DNA não é tão objetivo quanto se poderia pensar. Em uma investigação dividida em duas partes, a revista New Scientist revela que grande parte da análise de DNA realizados em laboratórios de criminologia podem sofrer de subjetividade e preocupante preconceito. Amostras foram enviadas a analistas forenses para interpretar uma sequência de DNA como evidência real, e descobriu-se que eles chegaram a conclusões opostas sobre se a correspondência suspeita ou não. Um exame posterior dos laboratórios ao redor do mundo mostraram também que há contradições significativas nas orientações sobre como interpretar uma amostra. As descobertas sugerem que a diferença entre a prisão e a liberdade, muitas vezes poderia descansar sobre as opiniões de um único indivíduo.
A manipulação dos dados obtidos de um pedaço de DNA pode ter várias interpretações. Esse fato preocupa, pois criminosos podem ser poupados, e inocentes condenados.
A individualidade intelectual de experiência técnica dos cientistas tem um peso importante neste veredicto. E mais uma vez a ética tem que prevalecer, estabelecendo um "norte" à esses exames.
Parece, então, que o DNA [nesses casos] não é o juiz, mas o martelo que bate a decisão.
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Veja mais em Fallible DNA evidence can mean prison or freedom, na News Scientist.
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Genoma das esponjas poderá desvendar segredos ligados ao cancro

 O genoma das esponjas, seres vivos multicelulares (ou seja, que possuem mais do que uma célula) aquáticos extremamente rudimentares, foi sequenciado, o que permitirá compreender quais os genes relacionados com a multicelularidade e até dar resposta a algumas questões sobre o cancro. O facto do genoma da esponja ser "tão especial" prende-se com o facto de as esponjas serem seres vivos pluricelulares muito primitivos. 

 De entre os 20 000 a 30 000 genes presentes no genoma da esponja, cerca de 4670 famílias de genes (conjuntos de vários genes similares, que desempenham funções bioquímicas semelhantes e resultam da duplicação de um gene original) são comuns a todos os animais, sendo que dessas, 1268, ao não estarem presentes nos seres vivos unicelulares evolutivamente mais próximos das esponjas, estarão muito provavelmente relacionados com a multicelularidade. De facto, algumas das funções desempenhadas por estes genes em questão prendem-se com a capacidade das células enviarem sinais químicos a outras, de divisão e crescimento celular coordenado e de diferenciação (especialização) celular, o que é essencial para a coordenação e "divisão de tarefas" entre as células de um indivíduo multicelular.

 Por outro lado, muitos genes presentes nas esponjas estão envolvidos no aparecimento do cancro. Isto é passível de ser explicado pelo facto dos tumores surgirem devido à divisão descontrolada de células, apenas possível  num indivíduo pluricelular. Contudo, as esponjas não apresentam dois genes relacionados com o cancro e que são extremamente importantes no que toca à divisão celular, sendo que ao compreendermos como é que as esponjas "contornam esta situação", poderemos descobrir mais acerca do papel desses dois genes no aparecimento de cancro em seres humanos. 

Fonte: http://www.newscientist.com/article/mg20727724.100-sponge-genome-provides-toolkit-for-multicellular-life.html (05/08/2010)
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apareceu o debate!

Quem esteve acompanhando as últimas notícias sobre ciências, especialmente na mídia impressa e internet, certamente aproveitou diversos relatos interessantes sobre a 62a. Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que terminou ontem em Natal.

De todas as informações bacanas que li e vi por aí, o que mais gostei foi de tomar conhecimento de um novo formato de discussão que foi testado pela primeira vez nesta reunião da SBPC.

Eu já esbravejei por aqui sobre a ausência de debate em reuniões científicas mesmo nos fóruns programados para tal, como mesas redondas. É algo que, a meu ver, vai contra a essência da ciência.

Fiquei, portanto, bem contente ao ver meu desejo se tornando realidade (embora, infelizmente, não ao vivo): no “Ciência em Ebulição”, dois expositores confrontam ideias de modo similar aos debates políticos, com tempo de fala, réplica etc. E para garantir alguma ebulição, os organizadores colocaram frente a frente cientistas com ideias e resultados sabidamente contrastantes. Ou seja, os pesquisadores foram se encontrar preparados para um confronto.

Vale a pena ler os links abaixo, sobre os primeiros  “Ciência em Ebulição”:

Li nesses ótimos relatos na Ciência Hoje que os debates foram interessantes e o formato idem, embora a necessidade de alguns ajustes tenha sido verificada. Mas já parece ser um bom passo para que se possa voltar a falar em “contendas da ciência”!

Parênteses: o texto do Bernardo questionou bem “até que ponto [o debate] jogou luz sobre os aspectos da ciência do clima que dividem alguns cientistas”. Sobre esse tema, vale a leitura do último post de Marcelo Leite: Três vezes clima.


Filed under: curiosidades, eventos, genética, sustentabilidade ambiental Tagged: aquecimento global, Ciência em Ebulição, ciências na academia, comunicação oral da ciência, mudanças climáticas, SBPC, sustentabilidade ambiental, transgênicos

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Híbridos – fortes e fracos

Um dilema importante na biologia é o fato de que os híbridos de algumas espécies apresentam duas características opostas: por um lado, uns híbridos são mais vigorosos e produtivos do que seus pais, um fenômeno chamado "vigor híbrido" ou "superioridade de híbridos"; por outro lado, eles apresentam redução do vigor e da fertilidade, conhecido como "híbrido de inferioridade".
Várias teorias têm sido propostas para explicar esses dois aspectos do desempenho dos híbridos, mas ainda não existe uma explicação coerente do modo como essas características conflitantes surgem.
Entretanto, em um estudo publicado na revista online PLoS Biology, os pesquisadores descobriram um tipo de "ruído" genético causado por um surpreendente grau de variação na atividade do gene, mesmo para as características muito semelhantes em espécies estreitamente relacionadas. Eles descobriram que nos indivíduos hibridos, algumas das variações na atividade de gene podem ser canceladas, levando ao "vigor híbrido".
Cryptic Variation between Species and the Basis of Hybrid Performance (Autores: Rosas U, Barton NH, Copsey L, Barbier de Reuille P, Coen E.). Veja o artigo aqui.

Fenótipo das flores com variação genotípica em CYC e RAD. (Figura retirada do artigo em questão).

Os cientistas utilizaram um traço conservado, a assimetria das flores de Antirrhinum, e determinaram a medida em que os genes subjacentes regulamentares variaram de expressão entre espécies estreitamente relacionadas. Os pesquisadores mostraram, ainda, que a expressão de ambos os genes analisados (CYC e RAD) varia significativamente entre as espécies.
O "ruído" ou variação que eles identificaram, tem um efeito muito menor em uma espécie quando se considera qualquer gene, mas o efeito coletivo de muitos genes pode ser substancial, reduzindo o desempenho total da espécie. Eles sugerem que a seleção natural pode ser incapaz de eliminar o ruído que eles identificaram. Hibridação, no entanto, poderia, em parte, eliminar o ruído. (grifo meu).
Os autores afirmam: "ao medir essa variação e seus efeitos sobre o fenótipo, mostramos que a expressão de genes específicos podem ser livres para variar durante a evolução dentro de limites específicos".
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