Você Sabe O Que É Um Ligre?
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| Filhotes de ligres nascidos este mês em um zoológico de Taiwan |
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O Património Genético Português da bióloga do IPATIMUP, Luísa Pereira é um livro interessante, de leitura fácil e explicações simples para quem não domina as “ciência da manipulação genética”.
nsa-se que este haplogrupo é uma reminiscência do povo ancestral berbere, que habitava o Norte de África antes da conquista árabe, no século VII.…
Continue a ler Património Genético Português e os Mouros
Um exame de DNA não é tão objetivo quanto se poderia pensar. Em uma investigação dividida em duas partes, a revista New Scientist revela que grande parte da análise de DNA realizados em laboratórios de criminologia podem sofrer de subjetividade e preocupante preconceito. Amostras foram enviadas a analistas forenses para interpretar uma sequência de DNA como evidência real, e descobriu-se que eles chegaram a conclusões opostas sobre se a correspondência suspeita ou não. Um exame posterior dos laboratórios ao redor do mundo mostraram também que há contradições significativas nas orientações sobre como interpretar uma amostra. As descobertas sugerem que a diferença entre a prisão e a liberdade, muitas vezes poderia descansar sobre as opiniões de um único indivíduo.
Quem esteve acompanhando as últimas notícias sobre ciências, especialmente na mídia impressa e internet, certamente aproveitou diversos relatos interessantes sobre a 62a. Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que terminou ontem em Natal.
De todas as informações bacanas que li e vi por aí, o que mais gostei foi de tomar conhecimento de um novo formato de discussão que foi testado pela primeira vez nesta reunião da SBPC.
Eu já esbravejei por aqui sobre a ausência de debate em reuniões científicas mesmo nos fóruns programados para tal, como mesas redondas. É algo que, a meu ver, vai contra a essência da ciência.
Fiquei, portanto, bem contente ao ver meu desejo se tornando realidade (embora, infelizmente, não ao vivo): no “Ciência em Ebulição”, dois expositores confrontam ideias de modo similar aos debates políticos, com tempo de fala, réplica etc. E para garantir alguma ebulição, os organizadores colocaram frente a frente cientistas com ideias e resultados sabidamente contrastantes. Ou seja, os pesquisadores foram se encontrar preparados para um confronto.
Vale a pena ler os links abaixo, sobre os primeiros “Ciência em Ebulição”:
Li nesses ótimos relatos na Ciência Hoje que os debates foram interessantes e o formato idem, embora a necessidade de alguns ajustes tenha sido verificada. Mas já parece ser um bom passo para que se possa voltar a falar em “contendas da ciência”!
Parênteses: o texto do Bernardo questionou bem “até que ponto [o debate] jogou luz sobre os aspectos da ciência do clima que dividem alguns cientistas”. Sobre esse tema, vale a leitura do último post de Marcelo Leite: Três vezes clima.
Filed under: curiosidades, eventos, genética, sustentabilidade ambiental Tagged: aquecimento global, Ciência em Ebulição, ciências na academia, comunicação oral da ciência, mudanças climáticas, SBPC, sustentabilidade ambiental, transgênicos
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