Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the futebol

e foi-se a Copa… – a ciência no futebol

Esse belo infográfico do Estadão indica onde atuam os 736 jogadores da Copa 2010.

Foi-se a Copa? Não faz mal. // Adeus chutes e sistemas. // A gente pode, afinal, // cuidar de nossos problemas.

Faltou inflação de pontos? // Perdura a inflação de fato. // Deixaremos de ser tontos // se chutarmos no alvo exato.

O povo, noutro torneio, // havendo tenacidade, // ganhará, rijo, e de cheio, // A Copa da Liberdade.

[Foi-se a Copa? - poema de Carlos Drummond de Andrade via Blog do Noblat]

E foi-se a Copa. Copa sem graça, o maridão insiste em repetir. Mas se alguns se sentiram privados de belos e memoráveis lances futebolísticos, algo não se pode negar: transbordou ciência nessa Copa.

Não estou falando apenas sobre os adventos tecnológicos que poderiam  evitar erros irritantes dos juízes, coisa que se propõe há um par de Copas já. Nessa Copa houve de tudo: de discussão sobre discriminação genética à análise sobre a fisiologia dos jogadores durante uma partida, da física da bola (jabulaaaaaaaniii – mais aqui, com correções à matéria da Veja) à neurociência do futebol, da ciência dos pênaltis (mais aqui) à ilusão de ótica que acontece quando o bandeirinha marca erradamente impedimento.

Houve quem se perguntasse quais seriam os resultados se a Copa do Mundo fosse disputada em qualidade do ar e emissões de carbono. Lá no Ciência à Bessa, o Eduardo começou uma sequência de posts muito bacana sobre anatomia a partir dos gols brasileiros (Brasil x Costa do Marfim: a anatomia de um gol; Brasil x Chile: a anatomia de um gol) – pena que não deixaram ele seguir com a série… Seria “o professor” Dunga behaviorista?, debateram alguns, enquanto outros conferiam as dimensões do troféu e a frequência do som fundamental das vuvuzelas.

E, claro, as estatísticas… O que eu mais detesto em transmissão de jogos de futebol são as chatíssimas estatísticas sobre nada, como chamo aquelas intervenções nonsense para informar, por exemplo, quantas vezes o time X já ganhou do time Y em disputas realizadas em gramado alto, às quartas feiras e com chuva. Mas agora fomos apresentados a estatísticas bem mais…

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Emissões de CO2 – Campeonato do Mundo de Futebol 2010 – estudo





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Futebol e superorganismos

Estou passando por uma overdose de futebol, especialmente agora que estamos na fase final da copa e que os jogos melhoraram um pouco (nunca vi uma série de jogos tão horrorosa quanto essa fase de grupos na África do Sul). E olha que eu nem gosto tanto de futebol assim: meu esporte sempre foi automobilismo. Se bem que as lobotomias que os antigos circuitos vêm sofrendo, juntamente com esses novos “estacionamentos de shopping center” à la Tilke que surgiram na última década, estão me fazendo rever minhas preferências… Mas isso é outro assunto. Voltemos ao futebol.

Uma coisa que sempre me chamou a atenção é a forma como narradores e comentaristas referem-se aos times e seleções: como seres possuidores de vida própria, com suas personalidades, defeitos, qualidades e intenções particulares. É claro que esse fenômeno não acontece apenas no futebol, mas em qualquer outro esporte coletivo (como o vôlei e o basquete, por exemplo); contudo, no futebol ele é muito mais facilmente percebido. Até que ponto uma seleção pode ser encarada como uma entidade própria, diferenciada? Será válida a forma dos locutores e comentaristas se referirem a um time ou seleção como algo além da simples soma dos jogadores (animais da espécie Homo sapiens) que o compõe?

Eu penso que sim. E a defesa de meu argumento começará por um conceito ao qual já me referi várias vezes nesse weblog, e de forma mais explícita numa postagem sobre a Gestalt: o conceito de propriedade emergente. O que defendo aqui é que uma montagem ou organização pode facilmente ser algo maior que a simples soma de suas partes. Um time de futebol ou uma seleção nacional pode apresentar características que vão além da simples soma dos comportamentos individuais dos onze animais (juntamente com os jogadores do banco, a comissão técnica, os membros de apoio etc…) que formam aquela seleção. Já afirmei em postagens anteriores, mas nunca é demais repetir: isso nada tem a ver com misticismo ou ocultismo; eu, um materialista convicto e declarado, entendo as propriedades emergentes como fenômenos naturais decorrentes da interação de processos distintos. Vamos explicar um pouco melhor:

Um neurônio multipolar é uma célula bem conhecida para grande parte das pessoas que se interessam por ciências. Dessas, uma razoável porção deve lembrar que neurônios são células cuja membrana pode se encontrar polarizada ou despolarizada (um nome bastante infeliz, uma vez que a polaridade é…

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Sobre o Premio EDP empreendedor sustentável Sabor 2010

[Carta convite, recebida por mail]

Exm(a) Sr(a),

Adicionalmente, convidamos V. Exa a assistir ao Jogo Portugal-Brasil em ecrã gigante no Jardim Municipal de Alfandega da Fé às 15h00 e apoiar connosco a nossa selecção.

A apresentação do Prémio EDP Empreendedor Sustentável SABOR 2010 realizar-se-á após o jogo na Biblioteca Municipal.
Certos da vossa presença, apresentamos cumprimentos do maior consideração,



[Comentário]

Destroi-se um rio da minha juventude, em que entre mesadas e explicações eu juntava dinheiro para visitar o Sabor e outras paragens naturais. Nem tenho fotos, tal era a minha necessidade sentimental de conhecer mais e mais toda essa Natureza selvagem, estar lá e com o tecto de estrelas ...e  sei hoje que ao meu filho e outros jovens estão a "roubá-los" de tudo. Chamar Prémio EDP Empreendedor Sustentável SABOR 2010  ainda por cima é de uma violência atroz, impossível de escrever com mais palavras...e viva a futebolização.





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Bola Recuada, Jornalismo Esportivo e Divulgação Científica

Pois se em Copa do Mundo o tema é recorrente, o jornalismo esportivo anda mesmo muito a desejar. Em informações interessantes, claro. É só ligar a tevê e as reportagens se repetem, e como há quatro anos atrás:

• rivalidade entre Brasil e Argentina. A novidade fica por conta da propaganda de cerveja;
• bate-papos informais com ex-jogadores de futebol e algumas celebridades emergentes. O que será que Bruna Surfistinha tem a dizer?
• filmagens com os estrangeiros e suas colônias. E a saia justa de todo repórter: se o seu país for para a final com o Brasil, pra quem você torcerá?
• mitos pra lá, mitos pra cá. E na história de todas as Copas do Mundo isso, e aquilo, e coisa e tal.
• mais uma vez um jogo de estréia a desejar. Torcedores frustrados.

E se essa Copa do Mundo é aquela que mais investiu em tecnologia – dizem que a FIFA superestimou o poder das vuvuzelas, que atrapalham na recepção de som e, consequentemente, da transmissão televisiva – por que eu sinto falta de matérias mais elaboradas, com conteúdos mais reflexivos?

Uma vez a Tv Cultura passou uma série ótima e polêmica sobre o esporte: Mais que um jogo. Já tem uns dez anos isso, e eu nunca me esqueço. É que fui apresentada por uma verdade escamoteada, a do dopping com toda ciência e consciência aí envolvidas, ou não. E por que não aproveitar o momento para oferecer à população um pouco de informação científica? O dopping genético, por exemplo, é assunto pra lá de polêmico. Mas, mais próximo ao futebol e à própria Copa do Mundo está a confecção dessa nova bola, envolvida em muita ciência e tecnologia. Não daria margens para muitos programas de cinco minutos? Uma série, um qualquer coisa com um conteúdo das ciências, o futebol como fator de formação científica básica?

Eu tenho uma teoria, que é subjetiva, cuja conclusão me surge sem método nem estatísticas. É apenas uma observação empírica da coisa. Os jornalistas, e os repórteres, e o pessoal da comunicação não está muito habituado em trabalhar com a linguagem científica, mesmo sendo o futebol a paixão nacional. Talvez porque a ciência e a tecnologia sejam paixão apenas de alguns. Ou, do outro lado, no capitalismo da coisa, está a ponta da massificação da informação e coisa e tal.

Penso que, nos próximos…

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De Mourinho ou outros ícones do futebol Português


Tudo marketing.
Não fico encantado com Mourinho, Ronaldo, Carlos Queirós, etc...simplesmente, não. Felizmente conheço muitas pessoas low-profile muito mais autênticas.

Posso até pensar que algum dia o Mourinho até abrace alguma área do ambientalismo. Noutras áreas até temos assistido a esse fenómeno de ícones abraçar causas: já foi Bob Geldof por duas vezes um Live Aid, Sting pela Amazónia e Bono por muitas questões de Direitos Humanos e quase tudo continua na mesma, depois de uns avanços vêm logo um descalabro de recuos...o muro continua nos mercados e na política, porque a vontade pela sustentabilidade nasce de nós mesmos.

Os que chegam ao topo, infelizmente não querem correr mais riscos, nem prestarem-se a mártires. Não precisamos de alguém a abraçar causas pois que, sabendo ser gerente do seu negócio, irá encher-se de glórias e o País pouco mudou.

O que precisamos é que cada um faça a sua parte! Por exemplo somos uma das línguas mais faladas no universo...essa é que é a glória da lusofonia! Esse exemplo de um Portugal sustentável, produtor de conhecimento e sabedoria exportadora, qual DNA da sustentabilidade, virado para o Mundo, recuperávamos a História e produziríamos Exemplo e Globalização.

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Campeonato Brasileiro!


Após o término do Campeonato Brasileiro de futebol, resolvi brincar um pouco com os números.

Como todos sabem, a pontuação é dada da seguinte forma: os vencedores ganham três pontos, quem empatar leva um ponto, e os derrotados mantém sua pontuação de antes do jogo inalterada, ou seja zero ponto. Então, resolvi alterar um pouco as coisas e tentei aplicar uma pontuação que considerei mais justa e sem complicar demais. Ela é da seguinte forma:

1 - Os derrotados “perdem” 01 (um) ponto, se perdeu no campo tem que perder ponto!

2 - Em caso de empate, há duas situações:
(a) o brochante 0×0, onde o jogo termina como começou. Então que a pontuação permaneça como estava. Zero ponto para os dois times que empataram sem gols; e
(b) o empate com gols (1×1, 2×2, 3×3…), neste caso, 1 (um) ponto pra ambos os times acho que fica justo mesmo!

3 – Os vitoriosos. Nesta situação considerei dois tipos de vitórias:
(a) as “mixurucas”, onde os jogos terminam em 1×0 ou 2×1, e apenas estes dois casos; e
(b) as “imponentes”, que seriam os demais resultados (2×0, 3×1, 3×2, 4×3, 1000×0,…) onde o jogo “deve” ser mais animado e vale o dinheiro investido.
No primeiro caso (mixuruca), o vencedor levaria os já famosos três pontos, enquanto que no segundo caso, o vencedor teria feito por merecer “quatro” pontos. O perdedor, claro, entra no item 1 logo acima, e perde 1 ponto em qualquer das duas situações.

Para complicar um pouco mais (e fazer um pouco mais de justiça), ao fim do campeonato o time com melhor ataque ganha dois pontos extras! O de melhor defesa outros dois pontos extras! O que levou menos cartões vermelhos também teria dois pontos a mais, enquanto que o clube que tivesse levado o maior número de cartões vermelhos perderia dois pontos. Aqui considerei o fator “Fair Play” contabilizado pelo número de cartões vermelhos.

Seguindo essa minha pontuação, os times se preocupariam em atacar mais para conseguir os dois pontos extras ao fim do campeonato, e teriam que se preocupar mais com as defesas também por outros dois pontos. Além disso, violência seria algo completamente idiota (na verdade, já é mesmo) pois ao fim do campeonato,

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João Pessoa 2014


Já foram decididas quais serão as cidades-sede da Copa do Mundo de Futebol de 2014.

Natal está no meio e os poderes daqui pretendem aplainar a sede do Governo do Estado (que chamamos de Centro Administrativo) e derrubar o estádio mais antigo daqui (tão antigo que já até mudou de nome, de Castelo Branco para João Machado) para a construção de um Estádio, com “E” maiúsculo, para a Copa da FIFA.

Isso vai custar caro, muito caro.
Oito meses atrás, o custo era metade do que é agora e ontem eu ouvi na TV que já vai em trezentos e tantos milhões.

Isso é o projeto de CONSTRUÇÃO do estádio somente.
Ao se extinguir o Centro Administrativo, as secretarias do Estado terão que se mudar, o que implica mais dinheiro ou na construção de uma nova sede administrativa ou no aluguel de um prédio. Ou ainda (o que não me surpreenderia por um minuto sequer) a derrubada do estádio novo para a re-reconstrução dos prédios executivos em 2015.
Por que é assim que as coisas são no meu estado.

Em Pernambuco será diferente. Usando como exemplo a Rodoviária do Recife (que fica a seiscentos quilômetros da entrada da cidade), o Estádio da Copa não ficará dentro da capital, mas num município vizinho, incentivando o desenvolvimento da região metropolitana que (aham) precisa crescer ainda mais.

Mas aqui não! Reiem-se todos os municípios vizinhos! Só a Capital tem vez!
Vamos travar o movimento da cidade inteira colocando cinco milhões de pessoas merm’nu’mêi da passagem. O milhão e pouco que aparece todo Carnatal já não dá mais, tem que gente que consegue arrodear pelo campus, vamos matar o direito das pessoas de ir e vir, esquartejá-lo e pendurar seus pedaços nos postes dos bairros vizinhos e proibir a passagem dos cidadãos pelas ruas ao redor dos tais postes, enchendo tudo no mundo com gente do mundo todo, sem triagem e sem exigência alguma senão dinheiro para gastar em puta na Cidade/Noiva do Sol (daqui até lá Natal já deve ter outro slogan, depepndendo de quem sejam os governantes, Maia ou Alves).

A História já ensinou mas poucos aprenderam, ao que parece, pois todos estão excitadíssimos com “as possibilidades” do projeto.
Eu digo quais são elas:
1 – meio bilhão de Reais a mais do que o projeto inicial, já bastante superfaturado, mas “começou, tem

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Homens – Cena 1


74Ele está na casa da namorada. É domingo, único dia da semana em que a sogra e o sogro se lembram que ainda são casados e que, sim, eles podem trocar a revista de fofoca e o jornal barato pelo aconchego da própria cama – nem que seja para fazer palavras-cruzadas juntos…

Enfim, o casal de namoradinhos está sozinho. Ele se mantém na mesma posição, apenas a afagar-lhe os cabelos, com medo de que os velhos tenham ido apenas buscar uma munição reforçada (no caso, uma Marie-Claire ou A Folha de São Paulo). Ela, conhecendo a estratégia do inimigo e sabendo que a retirada foi estratégica, já inicia uma massagem provocante. Ele apenas fecha os olhos e aprecia o caminhar das mãos dela, pensando: “Não há motel de luxo que substitua o sabor do perigo de uma transa na casa da namorada…”

Eis que o telefone (dele) toca.

- Alô.

- Alô. Beto?

- Fala Nogueira! Beleza?

- Tudo em cima! Vai no jogo hoje?

- Que jogo?

- Como que jogo? A final do Campeonato Tupinambense, homem! Cê tá doente?

- Putz! Tinha me esquecido! Não posso perder mais esse triunfo do 7 de setembro!

- Pois é, é melhor correr senão a gente não acha ingresso.

- Me espera aí que já tô chegando…

A namorada, compreensiva, pára a massagem, resignada. Ela sabe que ele preferirá ser massageado pelos braços e cotovelos de dezenas de homens na arquibancada de um estádio (porque dá mais emoção). Todos eles a soltarem gritos e urros que não são de orgasmo.

Tudo por mais um triunfo do 7 de setembro…

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Mais que apenas um jogo

Um dos chavões sobre a esquerda brasileira é que ela não era unida nem na prisão. Bem, parece que isto não é só um defeito de brasileiros. Na Robben Island, ilha símbolo do regime racista sul-africano conhecido como apartheid, os presos políticos de diversas facções também não se bicavam, nem na hora do futebol. Futebol [...]
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