e foi-se a Copa… – a ciência no futebol
Foi-se a Copa? Não faz mal. // Adeus chutes e sistemas. // A gente pode, afinal, // cuidar de nossos problemas.
Faltou inflação de pontos? // Perdura a inflação de fato. // Deixaremos de ser tontos // se chutarmos no alvo exato.
O povo, noutro torneio, // havendo tenacidade, // ganhará, rijo, e de cheio, // A Copa da Liberdade.
[Foi-se a Copa? - poema de Carlos Drummond de Andrade via Blog do Noblat]
E foi-se a Copa. Copa sem graça, o maridão insiste em repetir. Mas se alguns se sentiram privados de belos e memoráveis lances futebolísticos, algo não se pode negar: transbordou ciência nessa Copa.
Não estou falando apenas sobre os adventos tecnológicos que poderiam evitar erros irritantes dos juízes, coisa que se propõe há um par de Copas já. Nessa Copa houve de tudo: de discussão sobre discriminação genética à análise sobre a fisiologia dos jogadores durante uma partida, da física da bola (jabulaaaaaaaniii – mais aqui, com correções à matéria da Veja) à neurociência do futebol, da ciência dos pênaltis (mais aqui) à ilusão de ótica que acontece quando o bandeirinha marca erradamente impedimento.
Houve quem se perguntasse quais seriam os resultados se a Copa do Mundo fosse disputada em qualidade do ar e emissões de carbono. Lá no Ciência à Bessa, o Eduardo começou uma sequência de posts muito bacana sobre anatomia a partir dos gols brasileiros (Brasil x Costa do Marfim: a anatomia de um gol; Brasil x Chile: a anatomia de um gol) – pena que não deixaram ele seguir com a série… Seria “o professor” Dunga behaviorista?, debateram alguns, enquanto outros conferiam as dimensões do troféu e a frequência do som fundamental das vuvuzelas.
E, claro, as estatísticas… O que eu mais detesto em transmissão de jogos de futebol são as chatíssimas estatísticas sobre nada, como chamo aquelas intervenções nonsense para informar, por exemplo, quantas vezes o time X já ganhou do time Y em disputas realizadas em gramado alto, às quartas feiras e com chuva. Mas agora fomos apresentados a estatísticas bem mais…
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Ele está na casa da namorada. É domingo, único dia da semana em que a sogra e o sogro se lembram que ainda são casados e que, sim, eles podem trocar a revista de fofoca e o jornal barato pelo aconchego da própria cama – nem que seja para fazer palavras-cruzadas juntos…

