Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the futebol

Campeonato Brasileiro!


Após o término do Campeonato Brasileiro de futebol, resolvi brincar um pouco com os números.

Como todos sabem, a pontuação é dada da seguinte forma: os vencedores ganham três pontos, quem empatar leva um ponto, e os derrotados mantém sua pontuação de antes do jogo inalterada, ou seja zero ponto. Então, resolvi alterar um pouco as coisas e tentei aplicar uma pontuação que considerei mais justa e sem complicar demais. Ela é da seguinte forma:

1 - Os derrotados “perdem” 01 (um) ponto, se perdeu no campo tem que perder ponto!

2 - Em caso de empate, há duas situações:
(a) o brochante 0×0, onde o jogo termina como começou. Então que a pontuação permaneça como estava. Zero ponto para os dois times que empataram sem gols; e
(b) o empate com gols (1×1, 2×2, 3×3…), neste caso, 1 (um) ponto pra ambos os times acho que fica justo mesmo!

3 – Os vitoriosos. Nesta situação considerei dois tipos de vitórias:
(a) as “mixurucas”, onde os jogos terminam em 1×0 ou 2×1, e apenas estes dois casos; e
(b) as “imponentes”, que seriam os demais resultados (2×0, 3×1, 3×2, 4×3, 1000×0,…) onde o jogo “deve” ser mais animado e vale o dinheiro investido.
No primeiro caso (mixuruca), o vencedor levaria os já famosos três pontos, enquanto que no segundo caso, o vencedor teria feito por merecer “quatro” pontos. O perdedor, claro, entra no item 1 logo acima, e perde 1 ponto em qualquer das duas situações.

Para complicar um pouco mais (e fazer um pouco mais de justiça), ao fim do campeonato o time com melhor ataque ganha dois pontos extras! O de melhor defesa outros dois pontos extras! O que levou menos cartões vermelhos também teria dois pontos a mais, enquanto que o clube que tivesse levado o maior número de cartões vermelhos perderia dois pontos. Aqui considerei o fator “Fair Play” contabilizado pelo número de cartões vermelhos.

Seguindo essa minha pontuação, os times se preocupariam em atacar mais para conseguir os dois pontos extras ao fim do campeonato, e teriam que se preocupar mais com as defesas também por outros dois pontos. Além disso, violência seria algo completamente idiota (na verdade, já é mesmo) pois ao fim do campeonato,

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João Pessoa 2014


Já foram decididas quais serão as cidades-sede da Copa do Mundo de Futebol de 2014.

Natal está no meio e os poderes daqui pretendem aplainar a sede do Governo do Estado (que chamamos de Centro Administrativo) e derrubar o estádio mais antigo daqui (tão antigo que já até mudou de nome, de Castelo Branco para João Machado) para a construção de um Estádio, com “E” maiúsculo, para a Copa da FIFA.

Isso vai custar caro, muito caro.
Oito meses atrás, o custo era metade do que é agora e ontem eu ouvi na TV que já vai em trezentos e tantos milhões.

Isso é o projeto de CONSTRUÇÃO do estádio somente.
Ao se extinguir o Centro Administrativo, as secretarias do Estado terão que se mudar, o que implica mais dinheiro ou na construção de uma nova sede administrativa ou no aluguel de um prédio. Ou ainda (o que não me surpreenderia por um minuto sequer) a derrubada do estádio novo para a re-reconstrução dos prédios executivos em 2015.
Por que é assim que as coisas são no meu estado.

Em Pernambuco será diferente. Usando como exemplo a Rodoviária do Recife (que fica a seiscentos quilômetros da entrada da cidade), o Estádio da Copa não ficará dentro da capital, mas num município vizinho, incentivando o desenvolvimento da região metropolitana que (aham) precisa crescer ainda mais.

Mas aqui não! Reiem-se todos os municípios vizinhos! Só a Capital tem vez!
Vamos travar o movimento da cidade inteira colocando cinco milhões de pessoas merm’nu’mêi da passagem. O milhão e pouco que aparece todo Carnatal já não dá mais, tem que gente que consegue arrodear pelo campus, vamos matar o direito das pessoas de ir e vir, esquartejá-lo e pendurar seus pedaços nos postes dos bairros vizinhos e proibir a passagem dos cidadãos pelas ruas ao redor dos tais postes, enchendo tudo no mundo com gente do mundo todo, sem triagem e sem exigência alguma senão dinheiro para gastar em puta na Cidade/Noiva do Sol (daqui até lá Natal já deve ter outro slogan, depepndendo de quem sejam os governantes, Maia ou Alves).

A História já ensinou mas poucos aprenderam, ao que parece, pois todos estão excitadíssimos com “as possibilidades” do projeto.
Eu digo quais são elas:
1 – meio bilhão de Reais a mais do que o projeto inicial, já bastante superfaturado, mas “começou, tem

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Homens – Cena 1


74Ele está na casa da namorada. É domingo, único dia da semana em que a sogra e o sogro se lembram que ainda são casados e que, sim, eles podem trocar a revista de fofoca e o jornal barato pelo aconchego da própria cama – nem que seja para fazer palavras-cruzadas juntos…

Enfim, o casal de namoradinhos está sozinho. Ele se mantém na mesma posição, apenas a afagar-lhe os cabelos, com medo de que os velhos tenham ido apenas buscar uma munição reforçada (no caso, uma Marie-Claire ou A Folha de São Paulo). Ela, conhecendo a estratégia do inimigo e sabendo que a retirada foi estratégica, já inicia uma massagem provocante. Ele apenas fecha os olhos e aprecia o caminhar das mãos dela, pensando: “Não há motel de luxo que substitua o sabor do perigo de uma transa na casa da namorada…”

Eis que o telefone (dele) toca.

- Alô.

- Alô. Beto?

- Fala Nogueira! Beleza?

- Tudo em cima! Vai no jogo hoje?

- Que jogo?

- Como que jogo? A final do Campeonato Tupinambense, homem! Cê tá doente?

- Putz! Tinha me esquecido! Não posso perder mais esse triunfo do 7 de setembro!

- Pois é, é melhor correr senão a gente não acha ingresso.

- Me espera aí que já tô chegando…

A namorada, compreensiva, pára a massagem, resignada. Ela sabe que ele preferirá ser massageado pelos braços e cotovelos de dezenas de homens na arquibancada de um estádio (porque dá mais emoção). Todos eles a soltarem gritos e urros que não são de orgasmo.

Tudo por mais um triunfo do 7 de setembro…

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Mais que apenas um jogo

Um dos chavões sobre a esquerda brasileira é que ela não era unida nem na prisão. Bem, parece que isto não é só um defeito de brasileiros. Na Robben Island, ilha símbolo do regime racista sul-africano conhecido como apartheid, os presos políticos de diversas facções também não se bicavam, nem na hora do futebol. Futebol [...]
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“Na dúvida, é melhor ser passivo”: Ronaldo, o ato-falho encarnado


ronaldo-gordoFoi com o chiste acima que o jogador Ronaldo Nazário de Lima, vulgo Ronaldo Fenômeno terminou de responder a uma pergunta sobre a influência do sexo antes de uma partida no programa Altas Horas da TV Globo.

Essa foi mais uma amostra da característica mais marcante de Ronaldo. Não, não estou falando de suas arrancadas ou de sua facilidade para marcar gols. Falo desse traço de caráter bastante comum nas celebridades que chamei de “auto-sabotador”. Ronaldo parece fazer questão de queimar o próprio filme. Que os freudistas de plantão não pensem que estou falando do tal masoquismo. Não! Apesar do jogador ter certa predileção por “mulheres com algo a mais” não creio que ele seja perverso.

Ronaldo está mais para aquele tipo de pessoa que Freud chamou de “arruinados pelo êxito” no texto “Alguns tipos de caráter encontrados no trabalho psicanalítico”, de 1916. Tais pessoas parecem ser incapazes de tolerar a felicidade, acabando por prejudicarem a si mesmas no momento em que realizam seus desejos e anseios. Isso é absolutamente paradoxal e sobretudo para Freud o foi, uma vez que ele estava acostumado a tratar pacientes cuja neurose se inciava a partir de uma frustração, de um desapontamento e não do sucesso.

O histórico de “auto-sabotagens” de Ronaldo começou a partir da Copa do Mundo de 98. Lembram-se da “amarelada”, que na verdade foi uma convulsão cujo mistério poderia estar no livro “Estudos sobre Histeria”? A partir dali, foi ruína em cima de ruína: a começar pelas contusões. A cada vez que Ronaldo estava num momento ótimo de sua carreira, sobrevinha uma contusão no joelho, que, salvo a selvageria analítica, poderia muito bem ser enquadrada no que a gente chama de “compulsão à repetição”. A partir do ano passado as “auto-sabotagens”, além do corpo, foram estendidas para a imagem de Ronaldo na mídia: o escândalo com os travestis, as fotos tiradas do jogador bem rechonchudo fumando e, mais recentemente, as baladas e atrasos nos treinos.

Como é que a gente explica todos esses comportamentos esdrúxulos?

Para Freud, trata-se do bom e velho superego dizendo: “Você pode ser tudo menos igual ou maior que seu pai. Goze da vida do jeito que dá: sendo mais um Zé Mané como os outros.”  Forbes  compartilha dessa idéia de Freud, mas prefere analisá-la sob um outro ponto de vista.

O psicanalista vê nas “auto-sabotagens” de Ronaldo, Amy Winehouse, Britney Spears, Michael Jackson e companhia limitada, uma maneira burra de lidar

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Enquanto isto na África do Sul

Oi gente! Como alguns de vocês sabem minha esposa, a professora Adriana Rosa Carvalho tem um projeto aprovado no edital Pró-África do CNPq e por isto estamos aqui na maravilhosa Cape Town para que o projeto com os pescadores do estuário do Rio Olifants possa seguir em frente. Se quiser ler mais sobre o projeto clique [...]
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Ludopédio


Eu não gosto de futebol.
Acho uma entre as coisas mais chatas do mundo.
Sem propósito e sem futuro.
Eu até gosto de jogar, apesar de não saber (minha especialidade: marcar gols-contra em jogos importantes), mas não gosto de assistir. E tenho um lugar reservado em meu coração para o ódio que sinto em comentar e discutir o jogo e o mérito dos times.

Copa do Mundo eu gosto de assistir.
Precisa nem ser jogo do Brasil, Gana x Iraque já é um jogo bom.
Eu não gosto de Copa pelo esporte, gosto pelo espetáculo (geralmente são jogos bem jogados, com lance de habilidade rara) e pela competição.
Não é uma competição do tipo bairro-contra-bairro, mas uma entre países. E é exatamente disso que eu gosto. Uma (representação de uma) nação contra outra.
Não por política ou rivalidade, mas pelo puro fair play.

Acho que associei com filmes de Jean-Claude Van Damme, do tipo que vem um lutador de cada país (Desafio Mortal).

Mas essa introdução é para dizer que não gosto muito de olimpíadas.
É muita informação, muita regra de muito jogo para ficar guardando na área de acesso rápido da minha memória.
Por mais que exista o mesmo sentimento de Copa, os Jogos Olímpicos não me atraem, é tudo muito disperso e aleatório (no meio de um jogo de vôlei aparece um quadrado com dois lutadores de Tae Kwon Do).

Isso mais o fato de eu não ter televisor em casa. Aí além de não gostar, mesmo se quisesse, náo teria como assistir (não sou de sair de casa para ver TV).

Jogo bom é BOCHA!

p.s. quem apontar a referência a Douglas Adams no artigo acima ganha alguma coisa a ser ainda decidida.

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A busca pela glória olímpica

Coluna Física sem mistério
Publicada no Ciência Hoje On-line
15/08/2008

Nos últimos dias, os Jogos Olímpicos de Pequim têm atraído a atenção de todos. Sem dúvida, esse é um evento único, no qual os melhores atletas de diversas modalidades esportivas estão reunidos para disputar medalhas e bater as marcas existentes. Os esportes cativam, pois o ser humano é competitivo e se sente estimulado a mostrar a sua capacidade de se superar.

As provas de atletismo e de natação, por exemplo, mostram como a capacidade humana de superar desafios é imensa. A superação ocorre na escala dos centésimos de segundo, tempo muito pequeno para que nossos olhos percebam. O tempo de reação típico de um ser humano comum é da ordem de 1 ou 2 décimos de segundo. Como tem sido visto em Pequim, a diferença entre os tempos das provas de natação entre os competidores é muitas vezes da ordem de 0,01 segundo, dez vezes menor.

Quando um novo recorde é estabelecido, sempre surge a questão: por quanto tempo ele durará? Qual é o limite do homem?

O estabelecimento de um novo recorde acontece quando um atleta possui condições físicas, psicológicas e genéticas que favoreçam a obtenção de uma nova marca. A cidade e as instalações esportivas onde a prova é disputada são fatores determinantes, pois o desempenho do atleta depende das condições climáticas (temperatura, velocidade e direção do vento, umidade do ar etc.) e geográficas (altitude) em que é realizada a prova. O uso de materiais esportivos especiais também está fazendo diferença, como é o caso do maiô utilizado pelos nadadores em Pequim. Cada pequeno detalhe é relevante.

Cada modalidade esportiva tem uma determinada técnica desenvolvida ao longo dos anos para se conseguir melhores resultados. Atualmente, o grau de sofisticação de alguns esportes é enorme e conhecimentos científicos de diversos ramos – como física, biologia, química, fisiologia e outras disciplinas – são usados para melhorar as marcas dos atletas.

A física do atletismo

Vejamos o exemplo da prova de salto em distância. Um atleta necessita não apenas ter força física e boa velocidade, mas também precisa saltar de maneira a maximizar o alcance do pulo. Com um pouco de física elementar, é fácil mostrar que o ângulo com que ele deve arremessar o seu corpo para alcançar a maior distância em um salto deve ser de 45º em relação ao

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Há 50 anos o Brasil foi campeão do mundo

Hoje completa 50 anos da primeira conquista mundial do Brasil. Eu que nem era nascido naquela época apenas vi e ouvi sobre a seleção de 58 como um dos melhores times de todos os tempos.
Há dois anos publiquei um texto sobre como a ciência poderia ver um lance de futebol, em particular o lance mágico do Ronaldinho Gaúcho na Copa do Mundo de 2002, contra a Inglaterra quando enconbriu o golerio Shemann. Naquele ano o Brasil foi campeão pela 5a. vez.
Apenas relembrando, que quiser dar uma olhada no texto acesse o link:
"A Ciência pode explicar até o Futebol?"Continue a ler Há 50 anos o Brasil foi campeão do mundo

As bodas de ouro do futebol!!!

Dizem que o futebol foi criado oficialmente em 1863 na Inglaterra. Mas isto, convenhamos, é o mesmo que afirmar que a história da humanidade se iniciou quando nossos ancestrais primitivos desceram das árvores e foram se modificando, por meio da seleção natural. Na verdade, o que aconteceu antes dos pré-socráticos só interessa a paleontólogos e, talvez, colecionadores de antiguidades.

Neste sentido, vou me arriscar à dizer que o futebol começou à exatos 50 anos em 15/06/1958, quando Garrincha foi finalmente escalado para um jogo de Copa do Mundo à fim de enfrentar o “científico” e “imbatível” time soviético. O jornalista Ney Bianchi descreveu na Manchete Esportiva, aqueles que já foram considerados os três maiores minutos do futebol (imagens Seleção Brasileira e Seleção Russa):

“Monsieur Guigue, gendarme nas horas vagas, ordena o começo da partida. Didi centra rápido pra direita: 15 segundos de jogo. Garrincha escora a bola com o peito de pé: 20 segundos. Kuznetzov parte sobre ele. Garrincha faz que vai para esquerda, mas não vai, sai pela direita. Kusnetzov cai e fica sendo o primeiro João da Copa do Mundo: 25 segundos. Garrincha dá outro drible em Kusnetzov: 27 segundos. Mais outro: 30 segundos. Outro. Todo estádio levanta-se. Kuznetzov está sentado, espantado: 32 segundos. Garrincha parte para a linha de fundo. Kunetzov arremete outra vez, agora ajudado por Voinov e Krijveski: 34 segundos. Garrincha faz assim com a perna. Puxa a bola para cá, para lá e sai de novo pela direita. Os três russos estão esparramados na grama, Voinov com o assento empinado para o céu. O estádio estoura de riso: 38 segundos. Garrincha chuta violentamente, cruzado, sem ângulo. A bola explode no poste esquerdo da baliza de Iashin e sai pela linha de fundo: 40 segundos. A platéia delira. Garrincha volta para o meio de campo, sempre desengonçado. Agora é aplaudido.”

A torcida fica de pé outra vez. Garrincha avança com a bola. João Kuznetzov cai novamente. Didi pede a bola: 45 segundos. Chuta de curva com a parte de dentro do pé. A bola faz a volta ao lado de Igor Netto e cai nos pés de Pelé. Pelé dá a Vavá: 48 segundos. Vavá a Didi, e esta a Garrincha, outra vez a Pelé, Pelé chuta, a bola bate no travessão e sobe: 55

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