Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the Fungos

Protetor solar para fungos

Alguns fungos do gênero Beauveria e Metarhizium produzem substâncias que são tóxicas para insetos. Por isso estes fungos são conhecidos por serem entomopatogênicos. O interessante é que a toxicidade destes fungos afeta somente insetos, e não mamíferos. As substâncias responsáveis por este efeito são depsipeptídeos cíclicos. Depsipeptídeos são peptídeos modificados, que, em vez de apresentarem somente ligações peptídicas (também conhecidas por grupos amida), também apresentam um ou mais grupos éster. As destruxinas são alguns destes depsipeptídeos cíclicos encontrados nestes fungos, que apresentam comprovada toxicidade contra insetos.

Por causa destas propriedades – de serem tóxicos para insetos, mas não para mamíferos – os esporos destes fungos são utilizados na agricultura para combater insetos que comprometem a produtividade de vegetais como, por exemplo, bananeiras e cana-de-açúcar. Um dos fungos utilizados para este fim é Beauveria bassiana. Depois de aplicados em um líquido, os esporos de B. bassiana se desenvolvem para se tornar a forma adulta do fungo, que irá atuar contra insetos que possam eventualmente ser pragas para as plantações. O problema é que os esporos de B. bassiana são sensíveis à luz solar. Desta forma, se aplicados às plantações sob intensa radiação luminosa, perdem sua eficácia.

fonte das estruturas

De maneira a evitar o comprometimento dos esporos de B. bassiana quando estes ficam expostos à luz solar, pesquisadores do Serviço de Pesquisa Agrícola do Departamento de Agricultura dos EUA desenvolveram um “protetor solar” para B. bassiana: utilizaram óleo de soja e ácido ferúlico. As isoflavonas presentes no óleo de soja absorvem significativamente a radiação ultravioleta, danosa para os esporos de B. bassiana. O ácido ferúlico exerce o mesmo efeito. Os esporos do fungo mantiveram-se viáveis (ou seja, não perderam a capacidade de se tornar o fungo) na mistura de óleo de soja + ácido ferúlico, durante até 28 semanas. Ao utilizar os esporos embebidos na mistura de óleo de soja + ácido ferúlico, os pesquisadores observaram que a taxa de mortalidade dos esporos sob radiação solar diminuiu significativamente. Desta maneira, será possível se utilizar os esporos de B. bassiana, sem que estes percam sua eficácia como agentes inseticidas.

Fonte da notícia, aqui.


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Cogumelos blindam o organismo e enriquecem o cardápio

Shitake e Shimeji reforçam as defesas e são excelente fonte de proteínas. Esta dupla poderosa de cogumelos incrementa qualquer receita, mas não é só o seu paladar que sai ganhando com as duas espécies. Sua saúde também agradece. "O shitake possui como carro chefe nutricional a lentiman, um substância que estimula o sistema imunológico, protegendo o organismo contra doenças", explica a Continue a ler Cogumelos blindam o organismo e enriquecem o cardápio

Lista de Espécies da Flora do Brasil

O Jardim Botânico do Rio de Janeiro publicou no dia 21 de maio de 2010 a Lista de Espécies da Flora do Brasil, que inclui em seu acervo milhares de espécies de algas, pteridófitas, briófitas, gimnospermas, angiospermas e fungos. O projeto é resultado do trabalho conjunto de várias instituições e pesquisadores, que disponibilizaram informações para compor a base de dados inicial do sistema.

Todas essas informações podem ser consultadas no site http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/ por meio de um formulário eletrônico (reproduzido acima), que leva em conta aspectos taxonômicos e geográficos.

A lista ainda é preliminar, mas já contém um total de 41.120 espécies da flora brasileira, sendo 3.633 de Fungos, 3.509 de Algas, 1.521 de Briófitas, 1.177 de Pteridófitas, 23 de Gimnospermas e 31.257 de Angiospermas.

É uma das melhores notícias dos últimos anos, pois de fato existe uma necessidade enorme de sintetizar o conhecimento existente sobre a biodiversidade no Brasil. Esperamos que esse seja apenas o começo. Para consolidar e complementar essa excelente iniciativa, o governo brasileiro deve direcionar um grande aporte de recursos para modernizar e ampliar as coleções biológicas em todo o país, atuando com veemência para impedir que tragédias, como a do Instituto Butantan em São Paulo, venham a destruir parte do nosso inestimável patrimônio cultural.


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Mais uma actividade EcoFungos, numa das regiões do país mais ricas em cogumelos: Pedrogão Grande

Outras Ligações


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Um mofo engenheiro de comunicações

Mapa de crescimento por horas de Physarum polycephalum sobre o mapa ferroviário de Tokio. A rede ferroviária de Tokio, no Japão, esta desenhada de maneira muito eficiente, ligando todas as cidades com suficiente redundância como para que uma falha numa linha não suponha o colapso da rede, e não tanta redundância como para que seja incomportável economicamente. Esta rede foi desenvolvida por
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Paul Stamets: Como os fungos podem salvar o mundo

Paul Stamets é um apaixonado micólogo norte-americano. Ele acredita que os fungos podem ajudar a melhorar a saúde do planeta, contribuindo para a restauração de ecossistemas, a biorremediação de solos, a produção de inseticidas naturais, a transformação de restos em alimentos, dentre muitas outras aplicações práticas.
Em 2005, ele publicou algumas de suas idéias no livro 'Mycelium running: how mushrooms can help save the world' e no começo de 2008 ministrou essa palestra, em que discute aspectos básicos da biologia dos fungos e as potenciais aplicações destes em serviços ambientais. Embora a aplicação desses conhecimentos seja incipiente no Brasil, ela representa um universo de oportunidades para os micólogos brasileiros, que tem a missão de gerar e aplicar o conhecimento em benefício da sociedade.
Assista a palestra de Paul Stamets abaixo [17'41", legendas em português].

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Saúvas, fungos, bactérias e nitrogênio

Saúvas dependem de fungos para poder se alimentar. E os fungos das saúvas dependem de bactérias fixadoras de nitrogênio. A fixação de nitrogênio por bactérias é um dos pontos chave do ciclo do nitrogênio na natureza, e é essencial para as plantas poderem biossintetizar aminoácidos e outras substâncias nitrogenadas. Pesquisadores da Universidade de Wiscosin em [...]Continue a ler Saúvas, fungos, bactérias e nitrogênio

Saúvas: uma sociedade de formigas

As Saúvas - Uma sociedade de formigas (Jo Fava Alves)

As formigas habitam o planeta Terra há mais de cem milhões de anos. Apesar de pequenas e da aparente simplicidade, elas têm uma complexa organização social com um sofisticado sistema de divisão de tarefas. Este vídeo mostra fenômenos e comportamentos que retratam a biologia e a ecologia desses insetos sociais.

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Diversidade em atividade: o papel dos fungos em florestas tropicais

Muito pode ser escrito a respeito da importância dos fungos em florestas tropicais. Porém, mesmo para o mais hábil dos narradores, descrever a diversidade de fungos em pleno funcionamento é uma tarefa utópica.

O ideal seria produzir uma série de vídeos como esse abaixo da série Planeta Terra da BBC, sobre as florestas tropicais. Ele foi editado pelo Prof. Toid para enfatizar os fungos. São 10 minutos fascinantes, conduzidos por David Attenborough com legendas em português. Ele ilustra de uma forma maravilhosa muito do que eu consegui transmitir através do programa Globo Ecologia (17/10/09). Excelente complemento.




No vídeo é possível ver várias espécies de fungos em atividade na floresta. A maioria das espécies é saprófita, se alimentando de troncos ou folhas, mas algumas atacam animais, como espécies do gênero Cordyceps que são parasitas de artrópodes, atacando formigas, grilos, aranhas, mariposas e bichos-pau. O vídeo mostra muito bem o crescimento dos corpos de frutificação de várias espécies, como Phallus indusiata e Polyporus tenuiculus, entre outras.

Observação: No início, aparece um "fungo" mixomiceto amarelo que a legenda pode confundir (vale lembrar que os mixomicetos não são fungos verdadeiros). Esse fungo foi legendado como "Ameba", mas o nome indicado é "fungos" mixomicetos (slime moulds em inglês). Esses organismos tem um comportamento amebóide (ameba-like) em uma das etapas do ciclo de vida, mas se comportam de uma maneira semelhante aos fungos, por isso são estudados pelos micólogos também.

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Evento na Inglaterra vai discutir a conservação de fungos

O evento, "Fungal Conservation: science, infrastructure and politics", que vai ocorrer em Whitby na Inglaterra entre 26 e 30 de outubro de 2009, visa reunir especialistas do mundo todo para discutir a aplicação dos critérios da IUCN (International Union for Conservation of Nature) sobre as espécies de fungos.

Por Ricardo Braga-Neto

Existem produtos científicos relevantes para a conservação de fungos? Qual é a realidade na infra-estrutura de pesquisa em diferentes países? Que estratégias políticas podem ser adotadas para fomentar a conservação de espécies ameaçadas? Essas questões representam profundos desafios para a conservação de fungos tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento e serão discutidas no evento para tentar estimular ações concretas.



O encontro está sendo organizado pela European Mycological Association, Darwin Initiative e IUCN Species Survival Comission. Além de um grupoespecializado em fungos de dentro da IUCN coordenado por Simon Stuart, participarão do evento micólogos de diversos países, inclusive do Brasil, que estão envolvidos com iniciativas relativas à conservação dos fungos em escala nacional e regional. Os participantes vão dividir experiências e buscar delinear algumas estratégias para melhorar a infra-estrutura básica de pesquisa e aumentar a representatividade política de temas relativos à conservação dos fungos.

A importância do Reino Fungi para a manutenção dos processos ecossistêmicos e para o bem estar da humanidade é imensa. No Brasil, não existe nenhuma espécie de fungo considerada ameaçada de extinção simplesmente porque não existe uma lista vermelha de fungos. Essa carência parece ser decorrente do pequeno número de micólogos (cientistas que estudam fungos) no país, já que as listas de fauna e flora dependem da avaliação de um grupo relativamente extenso de especialistas.
Em geral, o conhecimento sobre a diversidade de fungos no planeta está concentrado em países do hemisfério Norte e ainda ébastante escasso nos trópicos, justamente onde ocorre a maior parte dasespécies de fungos. Dessa forma, o desafio é evidente para os países tropicais: como conservar o que ainda não se conhece?

Promissoramente, a situação da micologia brasileira melhorou. Desde o início da década, o aumento do número de micólogos especializados na área de taxonomia vem sendo fundamental para aumentar o ritmo dos estudos, algo que está acontecendo de maneira consistente. O gráfico ao lado mostra um crescimento exponencial na produção de artigos que incluem a descrição de muitas novas espécies. Ele foi derivado de

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