Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the Física

Descoberto sistema planetário semelhante ao Sistema Solar

 Um sistema planetário, como o sistema solar, engloba, entre outros corpos, uma estrela, em torno da qual orbitam vários planetas. No universo existem vários sistemas planetários e uma equipa internacional de investigadores, da qual faziam parte dois portugueses, identificou aquele que, até ao momento, é o sistema mais parecido com o nosso (sistema solar).

 Neste sistema planetário existem provavelmente sete planetas principais, ou seja, menos um que no nosso (de lembrar que Plutão é considerado um planeta-anão), que orbitam em volta da estrela HD 10180, uma estrela de massa similar à do Sol. É certa a presença de cinco planetas no sistema planetário, todos eles gasosos, sendo que os cientistas suspeitam da presença de outros dois - um similar a Saturno e outro com 1,4 vezes a massa da Terra.

 Este sistema planetário está situado a 127 anos-luz da Terra, sendo que o planeta pouco maior que a Terra deverá ser rochoso. Contudo, exclui-se a hipótese de existência de vida nesse planeta, pois encontra-se demasiado próximo da estrela, demorando um ano, naquele planeta, cerca de 28 horas.

Fonte: http://www.publico.pt/Ciências/descoberto-o-sistema-solar-mais-parecido-com-o-nosso_1452689
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Uma ideia verdadeiramente fascinante



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Workshop: dinâmica de sistemas complexos

A UnB sedia entre os dias 29/08 a 03/09/2010 um workshop aberto ao público sobre o tema de “dinâmica de sistemas complexos”.

No site da UnB agência temos a seguinte descrição:

O clima é um sistema complexo. Uma avalanche também. Bem como o sobe e desce da Bolsa de Valores. O professor Fernando de Oliveira, do Instituto de Física (IF), explica que todo fenômeno afetado por elementos que não podem ser medidos com precisão é complexo. “O clima depende da incidência solar, da velocidade do vento, das nuvens, da vegetação local. Por isso não é possível fazer previsões exatas”, afirma. O mesmo ocorre com a avalanche. A neve vai caindo, caindo, até o deslize de uma grande massa. Mas o momento exato do fenômeno é impossível saber.

A professora Márcia Barbosa é especialista em Mecânica Estatística da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e uma das convidadas para o evento. Ela explica que, apesar da complexidade, há uma lei que rege esses fenômenos. É a chamada Lei da Potência. “Eles ocorrem em todas as escalas. E quanto maior a intensidade, menor a probabilidade de acontecer”, conta. A todo o momento ocorrem tremores de terra imperceptíveis. Mas terremotos como o que devastou o Haiti, em janeiro, são raros. A pergunta entalada na garganta dos cientistas é: por que isso ocorre?

Para ler o resto da postagem e saber mais sobre o evento clique aqui (Unb Agência).

É aberto ao público.

http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=3800
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Jokes: Physics Edition

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Descoberto sistema solar com sete planetas

Há dois portugueses na equipa que fez a descoberta. O grupo planetário está a 127 anos-luz da Terra e é o primeiro que se assemelha ao nosso sistema solar. São sete planetas e um deles é rochoso e o mais pequeno até agora descoberto fora do sistema solar, com 1,4 vezes a massa da Terra.
Trata-se do sistema planetário mais parecido com o nosso sistema solar até agora identificado, a 127 anos-luz da Terra. A sua descoberta, anunciada ontem, numa conferência sobre planetas extra-solares, em França, causou sensação. "É o resultado mais importante apresentado no encontro", adiantou ao DN o investigador Alexandre Correia, da Universidade de Aveiro, que, com outro português, o astrónomo Nuno Santos, da Universidade do Porto, faz parte da equipa internacional que fez a descoberta.Ler o resto da notícia. (Retirado do DN, 25 de Agosto de 2010)


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Powers of Two

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MEDICINA QUÂNTICA?! (I)


Novo texto de António Piedade saído no "Diário de Coimbra" (na foto imagem de ressonância magnética nuclear):

“Toda a tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da pura magia”

Esta é a asserção da terceira lei de Sir Arthur C. Clarke, inclusa no seu livro "Profiles of The Future", escrito em 1961. Arthur Clarke, escritor de obras de ficção científica incontornáveis, como “2001, Odisseia no Espaço”, propôs, em 1945, os fundamentos do sistema de comunicações por satélites em órbitas geoestacionárias. Fez, para isso, uso do conhecimento sobre a radiação electromagnética adquirido cumulativamente por várias gerações dos melhores cientistas da humanidade nos últimos 200 anos (Maxwell, Hertz, Weber, Faraday, Snell, Marconi, Einstein, Planck, entre outros). De facto, muita da tecnologia que sustenta a nossa sociedade actual é fruto do conhecimento que temos dos campos, da forças e das radiações electromagnéticas, de que o espectro da luz visível, estudado por Newton, é só uma pequena parte.

Desde as ondas de rádio até aos raios gama, passando pelas microondas e pelos raios X, não é difícil identificarmos actividades, processos e instrumentação, no nosso dia-a-dia, que decorrem da natureza da radiação electromagnética, que por sua vez dependem da frequência ou do comprimento de onda e da amplitude. Einstein teorizou a relação entre matéria e energia, através da famosa constante “c” que mais não é do que a velocidade a que qualquer radiação electromagnética, independentemente da sua frequência, se propaga no vazio. E Planck estabeleceu através da constante “h”, que tem o seu nome, a relação entre a energia de uma dada radiação electromagnética e a sua frequência. De facto, a velocidade de propagação das ondas electromagnéticas varia com a frequência, ou com a sua energia, se o vazio for preenchido por matéria (recorde-se que o som não se propaga no vácuo, por se tratar de uma onda mecânica e não electromagnética). O meio de propagação (ar, água, metal, tecido biológico, etc.) afecta a velocidade de propagação e até a própria capacidade de penetração de uma dada radiação electromagnética, e isto proporciona-nos tecnologias muito úteis que usamos sem nos apercebermos

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Curso Einstein – UFMG – segundo semestre 2010

= inscrições abertas na FUNDEP =

O Curso Einstein no Terceiro Milênio – UFMG foi preparado para pessoas sensíveis à beleza e  harmonia do Universo, que querem entender o seu funcionamento micro- e macroscópico e como tudo está interrelacionado, sem ter que recorrer a formalismos complexos. De maneira bastante simples e ao mesmo tempo profunda, conceitos da Mecânica Quântica, Relatividade Especial e Geral e da Cosmologia são transmitidos para o seu público-alvo, formado por profissionais e estudantes de nível superior de qualquer área do conhecimento. Desta forma as questões das ondas de matéria, Princípio da Incerteza, realidade não-localizada, contração do espaço, dilatação do tempo, nova Teoria da Gravidade, Big Bang, buracos negros e muitas outras serão estudadas de modo simples e com riqueza de detalhes. Assim, o cidadão do terceiro milênio terá uma melhor compreensão das maravilhas do mundo que o cerca, podendo, com conhecimento de causa, saber o que está por trás da Ciência e Tecnologia dos nossos dias.

As aulas teóricas serão ministradas com uma série de recursos didáticos, como demonstrações em sala, animações e visitas a laboratórios. Além da teoria, apresentada   pelo prof. Aba Cohen do Departamento de Física da UFMG, cada aula será ilustrada com uma palestra convidada, proferida por físicos e especialistas nos respectivos temas, como os professores Alaor Chaves, Benedicto Franco, Carlos Heitor Fonseca, Fernando Batista, José Francisco Sampaio, Rodrigo Tarsia, do corpo docente do DF-UFMG . Ao final do curso as discussões são estendidas para além do campo da Ciência, englobando sua relação com outras componentes do conhecimento e culturais, nos campos da Filosofia, Arte e Fé.

Esta será a oitava e última edição programada de um curso em que já participaram  mais de 300 inscritos, a maoria formada por profissionais e estudantes de nível superior de todas as habilidades e vocações, tendo se esgotado todas as vagas oferecidas nas 7 edições anteriores. Voltamos assim mais uma vez com este curso de grande sucesso, a ocorrer no bimestre setembro-outubro/2010. As aulas serão às 5as-feiras das 18:00 às 21:10  -entre 09/09/10 e 28/10/10. Os interessados poderão obter mais informações pelo telefone (31) 3409 4220 e também se inscrever ou nos postos da Fundep (Praça de Serviços -Campus UFMG-Pampulha, no Coservatório da UFMG – Av Afonso Pena) ou online, através do site da UFMG/Fundep. Informamos que, com um montante de 30 horas-aula, o curso confere certificado de Extensão/Atualização da UFMG (sem necessidade de o inscrito ser aluno da mesma) e pode gerar créditos acadêmicos em cursos regulares. A Fundep manterá

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Hoag’s Object

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A Física enquanto uma nova visão de mundo

Ao longo do curso da licenciatura em Física, nós, alunos, somos estimulados a fazer algumas leituras e escrever curtas resenhas sobre assuntos que, ao menos ao meu ver, são muito interessantes. Em uma das disciplinas desse curso, tive contato com um trabalho que me chamou a atenção por tratar da importância da Física fazer parte do currículo escolar.

Maurício Pietrocola publicou o artigo “Construção e Realidade: modelizando o mundo através da Física”, presente no livro “Linguagem e Estruturação do Pensamento na Ciência e no Ensino de Ciências” (publicação viabilizada pelo Núcleo de Pesquisa em Inovação Curricular, órgão vinculado à Fapesp), do qual Pietrocola foi organizador. Nessa publicação, dedicada à problematização da extensão da linguagem no pensamento científico, o autor faz uma reflexão acerca da Física e de sua importância enquanto uma forma inovadora de se representar o mundo.

A busca por uma justificativa para a institucionalização da Física no currículo escolar é capaz de resultar em uma longa lista de motivações, das mais práticas – como fornecer condições para o indivíduo se estabelecer no mercado de trabalho e assim enriquecer – até as mais românticas – como instigar o prazer pelo conhecimento em si, sem respaldo no pragmatismo exacerbado que contagia nosso espírito de época, principalmente no mundo ocidental. Todavia, tal reflexão aparentemente não surte resultados práticos: qualquer que seja a justificativa para o ensino de Física nas escolas, sua prática parece estar cada vez mais distante dos supostos objetivos da Escola brasileira.

No texto, Pietrocola mostra como o conhecimento abarcado pela Física enquanto ciência e o conhecimento que faz parte do cotidiano, apesar de constituírem realidades construídas paralelamente, podem se encontrar em um horizonte no qual as pessoas constroem o que ele diz ser seu “sentimento de realidade”, ou seja, uma forma subjetiva de se criar uma representação coerente do universo de experiências em que cada indivíduo se insere.

Por ser o conhecimento científico algo que atinge práticas sociais restritas a grupos específicos – não é comum, salvo raras exceções, dialogar em termos científicos com a família ou com os amigos em momentos descontraídos – a escola, a partir de seu currículo, desempenha papel fundamental de viabilizar a todos uma nova visão de mundo a partir da realidade Física.

É da aproximação entre realidade Física e realidade no sentido cotidiano que o autor enxerga a Física como uma espécie de estratégia para se atingir representações alternativas ao “senso comum”…

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