Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the Filosofia política

José Saramago sobre a Democracia

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Voltaire – O direito à intolerância

O direito de intolerância é absurdo e bárbaro: é o direito dos tigres, e é bem horrível; porque os tigres matam para comer e nós andamos a exterminar-nos por causa de parágrafos.
Voltaire, Tratado sobre a tolerância, J. Justo, Prisa Innova, p. 254.
Imagem: Dali - The disappearing bust of Voltaire
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Noam Chomsky – Entrevista

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Thomas Pogge – Pobreza, direitos humanos e justiça global

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Moisés de Lemos Martins, “Espaço Público e Vida Privada”

Em termos sociais, todavia, o espaço público designa a constituição de uma intersubjectividade prática, do reconhecimento recíproco como sujeitos, da ligação das pessoas e do encadeamento das suas acções na cooperação social.
É. todavia problemática a noção de espaço público. Ela recobre simultaneamente lugares ou espaços físicos (praças, salões, cafés, assembleias, tribunais) e o princípio constitutivo de uma acção política que neles se desenrola ou pode desenrolar. Reconhecemos esta acção como democrática: recai sobre a deliberação em comum e opõe-se ao segredo, à razão de Estado e à representação absolutista da causa pública, que enuncia " l'État c'est moi".

(...)

Finalmente, a noção de espaço público é problemática por denotar uma realidade mediadora entre a sociedade civil e o Estado, a sociabilidade e a cidadania, os costumes e a política, o privado
e o público.
Na sua caracterização pública, o espaço público também se mantém problemático. A distinção público vs. privado é definida muitas vezes a partir de dois critérios, que se recobrem parcialmente, o critério material e o critério institucional. Em sentido material, é a natureza das actividades (fruição privada vs. participação política) que prevalece, assim como no caso da oposição entre a privacy e os problemas políticos. Este tipo de critério que é utilizado para traçar a fronteira entre estas duas esferas de actividade, a pública e a privada, tem o inconveniente de substancializar a noção de espaço público. O impasse a que este tipo de critério conduz comprovamo-lo com o liberalismo, que se mostra incapaz de estabelecer aquilo que releva do privado e escapa desse modo à intervenção e à visibilidade públicas.
Por sua vez, pelo critério institucional ou jurídico, são qualificados como públicos os lugares ou os problemas que relevam de uma instituição pública. Neste caso, o privado opõe-se ao público e o segredo ou a inacessibilidade constituem a condição da sua protecção. Podemos falar então do domicílio ou da empresa, que relevam de uma autoridade privada, e das ruas ou das praças, que relevam da ordem pública.

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Thomas Pogge – «Health Impact Fund»

Os exemplos de como a filosofia por mais abstracta que possa parecer está embutida na vida da forma mais concreta que se pode imaginar são muitos. Apontamos aqui um. O filósofo Thomas Pogge fala de um projecto liderado por si e de uma medida prática (Health Impact Fund) que visa melhorar a saúde pública a um nível mundial e não apenas no mundo ocidental.



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Abbé Pierre – A paz mundial

Para que serve escandalizarmo-nos com as guerras, as injustiças, a opressão política, económica e social, se nós negligenciarmos em conduzir ao interior de nós mesmos, a luta quotidiana pela libertação e pela paz interior? Eu estou convencido de que a paz social brotará da paz do coração. Se cada um progride na via de uma reconciliação interior aberta para a partilha, o respeito dos outros e a tolerância, então, necessariamente, saberemos criar juntos uma sociedade pacífica e fraterna. (…) Não é a paz mundial, a ausência de guerra, que eu reclamo, mas a paz do coração para cada homem. Porque é quando o coração dos homens estiver apaziguado que as guerras cessarão.
Abbé Pierre, Fraternidade, tr. Miriam Lopes, Editorial Notícias, p. 58.
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A estrada de Giges

  O que sucederia se uma grande catástrofe matasse a maior parte dos seres humanos, dos animais e das plantas e destruísse as cidades, a agricultura, a indústria, o comércio e as instituições sociais e políticas (nomeadamente o governo, os tribunais e a polícia)? O filme “A Estrada” (baseado no romance homónimo de Cormac McCarthy) sugere que a vida dos sobreviventes se tornaria miserável, Continue a ler A estrada de Giges

O fim da pobreza – Jeffrey Sachs

Um dos temas que incluo sempre na lista de opções para os meus alunos trabalharem o seu pequeno ensaio filosófico é a questão da obrigação moral dos ricos ajudarem os pobres. O fim-de-semana passado tropecei neste livro no Jumbo da Maia por apenas 5€ (O livro tem 542 páginas e na wook o seu preço é de 28,50€): «O fim da pobreza – como consegui-lo na nossa geração», de Jeffrey Sachs. O autor é director do Instituto da Terra, Professor na Universidade de Columbia, foi conselheiro especial do secretário-geral das nações unidas Kofi Annan, etc.; um currículo centrado nas questões económicas globais, na luta contra a pobreza, a doença, a fome e a dívida dos países do terceiro mundo. O livro é de 2005, mas pelo que já li, permanece actual. A sua importância maior não é directamente filosófica, mas sim informativa. O autor apresenta centenas de dados e informações relevantes para reflectirmos sobre a existência ou não de um imperativo moral em ajudar os países mais pobres. Os interessados que se apressem, ficaram apenas meia dúzia de exemplares.

«Pode parecer altamente imprudente pedir aos países ricos que tomem responsabilidade de ajudar os mais pobres entre os pobres a escapar da armadilha da pobreza. Não só a tarefa é ingrata e infindável, mas pode conduzir à bancarrota – ou algo parecido, diz esta linha de pensamento. Afinal, não têm os países ricos vindo a manter programas sociais que vão para além da sua capacidade? Não estão suficientemente metidos em apuros fiscais com os encargos que já assumiram? Como poderiam alguma vez responsabilizar-se por milhares de milhões de pessoas fora das suas fronteiras, em países com populações que crescem rapidamente? Todas estas perguntas são razoáveis, mas , felizmente, também têm respostas razoáveis. Quanto mais se olha para elas mais se vê que o problema não é se os países ricos podem pagar a ajuda aos pobres, mas sim se podem dar-se ao luxo de não o fazer.»
Jeffrey Sachs, O fim da pobreza, tr. Paulo Tiago Bento, Casa das Letras, p. 421.
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Houve ou não violação da liberdade de expressão?

Os argumentos do filósofo Stuart Mill em defesa da liberdade de expressão podem ser aplicados e discutidos a propósito de casos concretos. Veja-se, por exemplo, o facto da Câmara Municipal de Lisboa ter mandado retirar um cartaz nacionalista do PNR sobre a presença de imigrantes em Portugal. Os intervenientes no programa “Quadratura do Círculo” discutem este caso e apresentam diferentes Continue a ler Houve ou não violação da liberdade de expressão?
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