Archive for the Ficção Científica
Onde estão os ET?

A esta pergunta, colocada originalmente pelo físico Enrico Fermi, responde outro físico, Robert Park, na sua coluna "What's New" de 6 de Agosto: Estão em, casa deles, pois não dispõem de fonte de energia que lhes permita acelerar uma nave que vença as distâncias intergalácticas.Continue a ler Onde estão os ET?
"FERMI PARADOX: WHERE ARE ALL THE SPACE ALIENS?
The question of whether we are alone gnaws at us. In 1950, in a discussion of whether advanced civilizations might exist elsewhere in the Milky Way galaxy, Enrico Fermi famously asked, "Where are they?" This has come to be known as the Fermi paradox. If planets are a common feature of stars, the naturalistic assumption would be that life exists throughout the Milky Way galaxy. Sentient beings with the capacity to develop advanced technologies would be expected to evolve. Implicit in Fermi’s question was an assumption that advanced technologies would be capable of interstellar travel. Where are they? At home, as we are. Interstellar distances are too great. Travel time is not the principal obstacle. The barrier is the energy it would take to accelerate a spacecraft to a reasonable fraction of the speed of light. I hope that's the end of the Fermi paradox, and the Dyson sphere, and all that science fiction crap."
Robert Park
Conhecer a Terra ou o espaço
O Carl Sagan foi quem despertou meu interesse pela ciência, já lá vão muitos anos. A leitura de verão d’ «O Contacto» levou-me a ler «Cosmos» e por daí em diante. Primeiro muita física (de astronomia à das partículas) e eventualmente muito mais biologia (onde me vim a especializar). Há hoje uma área que pretende fundir os dois campos, a Astrobiologia, que em parte se preocupa com a descoberta de formas de vida noutros planetas. Não me parece uma área de estudo demasiado descabida. Admito que suscite alguma curiosidade. Mas num contexto de recursos financeiros e humanos limitados, parece-me um enorme desperdício de tempo e dinheiro, que não me entusiasma particularmente e por vezes chego a considerar uma aberração.
Como é que se admite que se conheça melhor a superfície da Lua e Marte que a do fundo dos oceanos na Terra (que como Arthur C. Clarke disse apropriadamente, dada a percentagem de coberto oceânico do nosso planeta, se devia chamar antes Mar)?
Como é que se admite que havendo ainda tanta espécie de vida, macro- e, sobretudo, microscópica no nosso planeta se invista dinheiro na vã tentativa de descobrir indícios de vida noutros planetas?
É certo que as missões espaciais não têm como principal objectivo a descoberta de vida, mas sim a exploração do espaço. Os instrumentos de detecção de vida vão à boleia. Mas mesmo esse esforço de exploração do espaço me parece, reitero num contexto de recursos limitados, um desperdício. Gastam-se milhares de milhões para planear, construir, preparar equipa e lançar um Vai-Vem, mas uma quantia comparativamente menor em explorar o fundo dos nossos Oceanos, que contêm não só inúmeras e curiosas espécies, muito distintas das terrestres e das marinhas que vivem perto da costa ou superfície. Provavelmente existem milhões de espécies de bactérias nos oceanos ainda por descobrir, algumas certamente com sistemas químicos totalmente distintos, que muito nos poderiam ensinar sobre a história da vida na Terra. Mas há quem defenda de alma e coração, no espírito dos descobrimentos e certamente depois de uma overdose de ficção científica, que a próxima fronteira é o espaço. Um certo cinismo da minha parte, não pode deixar de pensar que os produtos militares que resultam da investigação para a exploração espacial, e que a perspectiva de explorar recursos naturais nos planetas mais próximos é o que realmente motiva os que promovem a exploração espacial. A suportar esta hipótese está…
Continue a ler Conhecer a Terra ou o espaçoA ORIGEM
Já está nos cinemas o último filme de Christopher Nolan, protagonizado por Leonardo DiCaprio, que é, ao mesmo tempo, ficção científica e thriller psicológico. Em cima um dos trailers, em formato gigante.Continue a ler A ORIGEM
2001 ODISSEIA NO ESPAÇO

Do meu livro (esgotado, ao que julgo saber) "A coisa mais preciosa que temos" (Gradiva) recupero o texto sobre "2001 Odisseia no espaço", escrito precisamente em 2001, vai fazer dez anos:
Foi em 1968 que se estreou o filme de Stanley Kubrick “2001 Odisseia no Espaço”. Passou muito tempo. Mas chegou, ao fim de 33 anos, o ano de 2001, aquele que decorre a acção escrita por Arthur Clarke e Stanley Kubrick. Já em 1984 tinha chegado o ano em que George Orwell colocou o seu romance com o mesmo título. O futuro, anunciado pelo cinema e pela literatura, continua pontualmente a chegar.
Que semelhanças há entre a ficção científica e a acção científica? Muitas. Não esqueçamos que o físico inglês Sir Arthur Clarke, residente desde há muito no Sri Lanka, participou na construção do primeiro radar, integrado numa equipa da Royal Air Force, durante a Segunda Guerra Mundial. Na sua imensa produção bibliográfica equilibram-se as obras de ficção e as de ensaio. No filme “2001” uma nave com astronautas a bordo começa por se deslocar à Lua. A mesma viagem espacial não demorou praticamente nada depois da estreia do filme a acontecer na realidade. Os astronautas da “Apollo 8”, que foram os primeiros a efectuar uma viagem em órbita da Lua, em Dezembro de 1968, já tinham visto o filme quando partiram para o espaço. Disseram mais tarde que estiveram quase a anunciar para a Terra a descoberta de um monólito no solo lunar, numa brincadeira sugerida pelo filme... Em 1969, o norte-americano Neil Amstrong pisou o solo lunar sem ter encontrado nenhum monólito.
No filme, o monólito acaba por indicar o caminho para Júpiter (na novela de Clarke, para o outro gigante do sistema solar, Saturno). E, se o leitor se bem recorda -- se não se recorda, ponha a cassete vídeo ou o DVD no aparelho de leitura -, é nessa altura que o computador HAL (repare-se que as iniciais são as que antecedem alfabeticamente às de IBM), perante uma avaria na antena, procura tomar o comando da nave, revoltando-se contra os humanos. Diz o robô para um dos astronautas: “Sorry to interrupt the festivities, but we have a problem” (“Desculpem interromper a festa, mas temos um problema”). Em 1970, sabemos o que aconteceu com a “Apollo 13” (a
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