Citando Fernando Pessoa

NA COPA DAS ÁRVORES Categorias: Citações, Ciência Geral, Fernando Pessoa
Retrato do poeta Fernando Pessoa, de Almada Negreiros (1954). Homenagem a dois grandes Homens. Citando Alberto Caeiro, um dos pseudónimos de Fernando Pessoa: "Porque eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura..." Este blog pretende fazer-nos maiores, tornar-nos capazes de ver o mundo de outra perspectiva e aumentar o nosso sentido crítico.in "guardador de rebanhos"Via "A

Bosque encantado

Maria Carvalho @ Dias com árvores Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral, Fernando Pessoa, Londres
Hampstead Heath - Londres «Passávamos, jovens ainda, sob as árvores altas e o vago sussurro da floresta. Nas clareiras, subitamente surgidas do acaso do caminho, o luar fazia-as lagos e as margens, emaranhadas de ramos, eram mais noite que a mesma noite. A brisa vaga dos grandes bosques respirava com som entre o arvoredo. Falávamos das coisas impossíveis; e as nossas vozes eram parte da noite,

Bosque encantado

Maria Carvalho @ Dias com árvores Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral, Fernando Pessoa, Londres
Hampstead Heath - Londres «Passávamos, jovens ainda, sob as árvores altas e o vago sussurro da floresta. Nas clareiras, subitamente surgidas do acaso do caminho, o luar fazia-as lagos e as margens, emaranhadas de ramos, eram mais noite que a mesma noite. A brisa vaga dos grandes bosques respirava com som entre o arvoredo. Falávamos das coisas impossíveis; e as nossas vozes eram parte da noite,

O primeiro espelho

Maria Carvalho @ Dias com árvores Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral, Fernando Pessoa
«O homem não deve poder ver a sua própria cara. Isso é o que há de mais terrível. A Natureza deu-lhe o dom de não a poder ver, assim como de não poder fitar os seus próprios olhos. Só na água dos rios e dos lagos ele podia fitar seu rosto. E a postura, mesmo, que tinha de tomar, era simbólica. Tinha de se curvar, de se baixar para cometer a ignomínia de se ver. O criador do espelho envenenou

Allium alexejanum

Maria Carvalho @ Dias com árvores Categorias: Alliaceae, Ambiente e sustentabilidade, Fernando Pessoa
«A literatura, que é a arte casada com o pensamento e a realização sem mácula da realidade, parece-me ser o fim para que deveria tender todo o esforço humano, se fosse verdadeiramente humano, e não uma superfluidade do animal. Creio que dizer uma coisa é conservar-lhe a virtude e tirar-lhe o terror. Os campos são mais verdes no dizer-se do que no seu verdor. As flores, se forem descritas com

Violet queen

Maria Carvalho @ Dias com árvores Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Capparidaceae, Fernando Pessoa
Cleome sp. - Sintra (fotos gentilmente cedidas por Paulo) «Não sei que coisa estranha e pobre existe na substância íntima dos jardins citadinos que só a posso sentir bem quando me não sinto bem a mim. Um jardim é um resumo da civilização - uma modificação anónima da natureza. As plantas estão ali, mas há ruas - ruas. Crescem árvores, mas há bancos por baixo da sua sombra. No alinhamento virado

Narciso à beira-mar

Paulo Araújo @ Dias com árvores Categorias: Amaryllidaceae, Ambiente e sustentabilidade, Fernando Pessoa
Narciso-das-areias (Pancratium maritimum) - Parque das Dunas da Aguda É doce morrer no mar, Nas ondas verdes do mar. ...................Dorival Caymmi Aqui na orla da praia, mudo e contente do mar, Sem nada já que me atraia, nem nada que desejar, Farei um sonho, terei meu dia, fecharei a vida, E nunca terei agonia, pois dormirei de seguida. ....................................................

Andar na cidade como quem anda no campo

manueladlramos @ Dias com árvores Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Fernando Pessoa, Poesia
. «Ao entardecer, debruçado pela janela, E sabendo de soslaio que há campos em frente, Leio até me arderem os olhos O livro de Cesário Verde. Que pena que tenho dele! Ela era um camponês Que andava preso em liberdade pela cidade. mas o modo como olhava para as casas, E o modo como reparava nas ruas, E a maneira como dava pelas cousas, É o de quem olha para árvores, E de quem desce os olhos pela
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