Ideia para dedicar alguns minutos à Ciência:
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A velocidade da luz no vazio, c, é a 299792458 m/s, ou aproximadamente, 300 000 000 m/s. Nem sempre se associou à luz um valor finito para a sua velocidade de propagação, mas em 1676, o astrónomo O. Roemer, através da observação da duração tempporal dos eclipses da lua Io (Júpiter), chegou à conclusão que a a velocidade da luz era 30800 Km/s.
Desde então foram criadas muitas técnicas para a medição experimental da velocidade de propagação da luz, mas esta é talvez a mais saborosa:
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Site: Ciência em Casa
Experiência: Líquido a mais num copo
Vimos até aqui que, por tudo o que Freud escreveu, sobretudo a partir de 1920 com a introdução do conceito de pulsão de morte, a felicidade para o pai da psicanálise é um sonho humano fatalmente destinado à frustração. Espero ter deixado claro que essa conclusão faz todo o sentido se levarmos em conta as premissas que guiaram o pensamento do médico vienense.
De fato, se pressupormos como verdadeiras as seguintes asserções:
(1) que entre o indivíduo e a cultura há um conflito inexorável oriundo da presença em cada organismo humano de uma pulsão destrutiva que se contrapõe à vida em sociedade;
(2) que, para que o indivíduo possa se inserir no campo que Lacan chamará de grande Outro, isto é, o campo da cultura, cuja estrutura basilar é a linguagem e suas leis, ele deve necessariamente abdicar de parte de suas tendências pulsionais – o que coloca em jogo novamente um conflito eterno entre o indivíduo e a pulsão;
(3) que a felicidade seria a possibilidade de que tal conflito inexistisse, ou seja, que, no limite, pudéssemos atualizar nossas intencionalidades sem qualquer tipo de impedimento por parte da cultura;
Logo,
(conclusão) a felicidade é de fato impossível.
Em outras palavras, para Freud a felicidade é impossível porque, ao defini-la, ele se coloca na posição do neurótico clássico, incapaz de superar o drama edipiano. Ora, o que significa ser feliz para tal neurótico? Fantasisticamente, poder ter a mãe só para si. Nos termos de Jacques Lacan, poder ter acesso a um gozo pleno, que não existe, mas que o neurótico, em sua fantasia, supõe que exista em algum lugar da terra.
Ora, por que o limite imposto pela cultura aos nossos desejos tem que ser visto necessariamente a partir da ótica da falta, da insatisfação, do mal-estar? Esse é o ponto de vista do neurótico, que sonha em ultrapassar o rochedo da castração. Por que não podemos enxergar no limite a instauração da dimensão do possível na existência humana? Sim, porque todo limite, ao mesmo tempo em que impede a execução de uma determinada intenção, nos mobiliza a inventar uma nova forma de agir, de modo que o limite ou a resistência do real aos nossos desejos nos põe na trilha da criatividade, da invenção. Não obstante, para que paremos de nos queixar diante do limite e passemos a utilizá-lo como motor de criação, nossa âncora subjetiva deve estar em outro lugar que não o da satisfação pulsional.…
O projeto, que é pioneiro e totalmente gratuito, é realizado pela UFMG com finacimento da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia).
Então, divirtam-se no Ponto Ciência!