Pero Vaz de Caminha, a Heterose, a Evolução e a Raça Brasileira: Um Ensaio

Elton Luiz Valente @ Geófagos Categorias: Aimorés, Anatomia, Antropologia, Bartira, Baía de Guanabara, Brasil Colônia, Brasilidade, Carta de Pero Vaz de Caminha, Ceci e Peri, Chica da Silva, Ciência Geral, Ciência Geral, Colonização, Cunhambebe, Cunhã-Porã, Cântico dos Cânticos, Darcy Ribeiro, Dicionário Tupi-Françês, Etnologia, França Antártica, Gilberto Freyre, Henriville, Heterose, História do Brasil, Iracema, Jaci, Jesuítas, José de Alencar, João Ramalho, Juliana Paes, Lorena, Martius, Mulher Brasileira, Nicolas Durand de Villegagnon, Padre Anchieta, Pedra Lorena, Pero Vaz de Caminha, Pindorama, Piratininga, Planalto de Piratininga, Raça Brasileira, Roquette-Pinto, Salomão, Século XVI, Sérgio Buarque de Holanda, Tibiriçá, Tupinambás, Xica da Silva, anatomia pubiana, calvinistas, cotas raciais, digressão, endogamia, evolução humana, grumetes, mamelucos, meio ambiente, mulatos, negros, nudez, segregacionistas, segregação racial, sevícia, índios
Por Elton Luiz Valente Senhores, isto não é uma hipótese, muito menos uma tese, nem contestação, talvez uma constatação e apenas um ensaio, uma digressão para aproveitar o restinho das férias. Nestes tempos politicamente corretos, mas de idéias vazias e interesses torpes, uma expressão que traz a palavra “raça”, no que se refere às populações humanas, deve causar algum frisson, tanto entre os bem intencionados quanto entre os hipócritas. Digo já! Sou contrário às “cotas raciais” ou qualquer outra coisa do gênero. Na sua tentativa de juntar pela força da lei, as cotas segregam e eu sou a favor da mistura livre, da beleza da miscigenação. Nesse quesito, a História Brasileira é quase uma fábula, e nem é necessário citar Darcy Ribeiro, Gilberto Freyre ou Sérgio Buarque de Holanda, renomados estudiosos da Brasilidade. Mas sobre a fábula, o médico, antropólogo, etnólogo, professor, ensaísta, poeta e primeiro radialista do Brasil, Roquette-Pinto, disse certa vez: “Martius demonstrou que a história do Brasil seria fábula ou romance se lhe faltassem as bases da etnografia regional, e da etnografia geral“. Então vamos à História e aos fatos. Aqueles europeus caucasianos, ou judeus, ou outros quaisquer, segregacionistas, endogâmicos, principalmente os mais ricos, os da “nobreza”, da Europa, ...

Evolução humana e pedologia II

Carlos Pacheco @ Geófagos Categorias: Antropologia, Ciência Geral, Ciência Geral, Ciência do Solo, Fertilidade do Solo, agricultura, evolução humana, meio ambiente, pedogeomorfologia, população mundial, revolução industrial, revolução verde, técnicas agrícolas
Bem, em recente post discuti a respeito da influência pedológica e geomorfológica no sucesso da evolução do homem primitivo. Agora discutirei acerca da influência dos solos na evolução do homem moderno. Para início de conversa é necessário entendermos um pouco mais sobre algumas características de grupos antigos e recentes. No início o gênero “homo” era nômade e vivia basicamente da caça e de frutos nativos. A fixação do homem em um determinado espaço com o consequente desenvolvimento da feição social hoje existente só foi possível graças ao aprendizado de como cultivar a terra. A essência agrícola do homem perdurou até o desenvolvimento de técnicas industriais. O próprio sucesso das sociedades feudais só foi possível porque existiam quem abastecesse os feudos com produtos essenciais para a sobrevivência da população. Com a advento das técnicas industriais e sobretudo após as duas revoluções industriais no século XIX ocorre uma elevada migração de pessoas para os então denominados centros urbanos. Esse fato agrava a necessidade de produção de alimentos em larga escala. O problema é que com a expansão de tais centros urbanos, cada vez mais tinha-se menos pessoas para produzir e mais pessoas para consumir os alimentos. Além disso, começa-se a limitar ...

Evolução humana e pedologia

ceplima @ Geófagos Categorias: Antropologia, Arqueologia, Ciência Geral, Ciência Geral, evolução humana, paleossolos, pedogeomorfologia, savanas, solos de regiões calcárias
Caros amigos leitores, seguindo a linha proposta pelo meu amigo Ítalo discutirei alguns aspectos ao meu ver interessantes sobre a evolução humana e sua possível associação com determinadas características dos solos por onde passou a espécie. Há já um consenso científico em torno do fato de a evolução humana ter se iniciado no continente africano, mais especificamente em áreas savanizadas (áreas onde predomina a vegetação em forma de savana, semelhantes ao cerrado brasileiro). Ora, a savanização do continente africano deveu-se a restrições pluviométricas de parte daquele continente. Até hoje, a savanização do continente é considerada o principal fator do sucesso das espécies “homo” que posteriormente se espalharam pelo mundo. Mas consideremos alguns aspectos por vezes “esquecidos” por antropólogos e arqueólogos e, que ao meu ver, também devem ser considerados para explicar a evolução humana. À savanização é atribuída o maior sucesso de defesa do gênero “homo”, que desenvolveu a capacidade de se movimentar “de pé”, tornando-se bípede e que, por causa de um predomínio de vegetação rasteira apresentava maior raio de alcance da visão. Porém, além disso, as restrições climáticas em áreas de materiais de origem “ricos” (em geral, rochas com abundância de elementos alcalinos, entre outros) geram solos pouco intemperizados e via de regra ...
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