Nov 23
A empresa é intrinsecamente amoral?
De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, economia, ética
O assunto da ética nos negócios está em Portugal na ordem do dia. O nosso leitor Filipe J. Sousa, Professor do Departamento de Gestão e Economia da Universidade da Madeira, enviou-nos, com uma introdução, um excerto de uma tradução sua do livro "The Concept of Corporate Strategy" de Kenneth Andrews, famoso professor de Economia de Harvard (na foto), sobre a necessidade de incorporar a ética na estratégia empresarial:A propósito da recente mediatização de recorrentes comportamentos éticos impróprios e reprováveis no mundo empresarial, penso ser conveniente revisitar os ensinamentos de Kenneth Andrews (1926-2005) - professor emérito da Harvard Business School e um dos precursores académicos da área da Gestão Estratégica - no seu livro seminal de 1971 sobre a estratégia da empresa, nomeadamente no que concerne ao que a empresa deve fazer (ao invés do que faz de facto)."O comportamento ético, à semelhança do exercício da preferência [individual], pode ser considerado um produto de valores. (...)A definição legal e económica do propósito da empresa como a maximização da riqueza do accionista [ou proprietário] leva, todavia de forma indirecta, a conclusões de que o comportamento [humano] que não seja claramente ilegal ...








Interessante que alguns grupos já se pronunciaram felizes com essa pesquisa, uma vez que as células, não sendo embrionárias, não apresentariam nenhum entrave ético à pesquisa. Mas a minha leitura disso é diferente. Eu acho que o que esta pesquisa acaba com a questão ética porque ela iguala um embrião a uma colônia desenvolvida em laboratória a partir de células adultas. Em outras palavras, se podemos utilizar uma célula desenvolvida em laboratório que é idêntica a uma célula "natural", então podemos usar a célula "natural". Sempre se pode alegar que os embriões possuem um je ne sais quois que as células produzidas não tem. Mas aí, 


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