Archive for the Ensino
Jovens criativos por um futuro sustentável
É isto mesmo. Abunda muita criatividade entre os jovens, que nos surpreendem sempre.
Youngs are very criative. See this video related to BP oil spill and bellow some blogs from my students!

Já agora visitem os blogues dos meus alunos resultantes de trabalhos de Área de Projecto 12º Ano que desenvolvi com eles neste ano lectivo:
O prazer de avaliar vem dos infernos?!
De entre os diversos argumentos invocados, num passado próximo, para a contestar destaca-se a "perversidade dos professores", avançada e defendida por diversas correntes mais ideológicas do que pedagógicas. Afirmavam tais correntes que os professores se agarravam à avaliação como forma de preservar o seu poder, único argumento que justificaria a sua manutenção.
Trata-se de um argumento do qual discordo que não tenho ouvido nestes últimos tempos - preferindo-se o argumento do acompanhamento diferenciado dos alunos para que possam aceder ao sucesso -, ainda assim tem interesse perceber até que ponto os discursos se podem radicalizar nesta como noutras matérias educativas:
“Os professores sabem que as notas não são fiáveis, que não dariam a mesma nota ao mesmo trabalho se lho apresentassem algumas semanas mais tarde e que os seus colegas dariam notas diferentes a esse mesmo trabalho. Eles sabem que são incapazes de precisar, mesmo para si mesmos, os objectivos e critérios de notação. Eles sabem que não sabem em que consiste o «nível» mínimo que permite «passar». Sabem que escapar à média é absurdo. Conhecem os efeitos da esteriotipia e de halo. Sabem mas não querem saber que sabem. Sabem insconscientemente. E é por isso que podem em boa fé falar da sua consciência profissional. Ela é, de facto, inocente: trata-se sim do inconsciente!
Mas porquê? O que é que eles defendem com esta resistência? (...) Defendem um prazer. Um prazer de má qualidade mas seguro, garantido, quotidiano. Um prazer que se tem de disfarçar para ser vivido sem culpabilidade (...). Esse prazer, é o prazer do Poder com P maiúsculo. O professor é o mestre absoluto das suas notas. Ninguém, nem o seu director, nem o seu inspector, nem mesmo o seu ministro, podem fazer nada quanto às notas que ele deu. Pois foi de acordo com o seu carácter e a sua consciência que ele as deu. Com o seu diploma, foi-lhe reconhecida a competência de avaliar (o que não deixa de ter graça!). A sua consciência profissional é inatacável. Na sua tarefa de avaliador, ele é omnipotente. E esse domínio significa poder
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Continue a ler O prazer de avaliar vem dos infernos?!Financiamento para pesquisa e ensino superior na Europa
O último número da revista Chemistry World, editada pela Royal Society of Chemistry, traz notícias nada animadoras para os profissionais da educação superior na Europa. Segundo a revista, os efeitos da crise econômica já se fazem sentir em cortes no financiamento de pesquisa de vários países: Itália (10%), Romênia (10%), Estônia (10%), Irlanda (9,4%), Reino Unido (6,6%). Os orçamentos de pesquisa foram congelados na Bélgica e na Hungria, enquanto que na Espanha e na Áustria os governos locais declararam que a crise ainda afetará o orçamento de pesquisa nas universidades.
Contra esta tendência, o governo da Alemanha aumentou o orçamento de educação em nível superior e pesquisa em 800 milhões de euros, e anunciou que investirá 2,7 bilhões de euros entre 2012 e 2015 para apoiar pesquisa e inovação com alto nível de excelência. O governo francês também anunciou um incremento de 30 bilhões de euros no orçamento da educação em nível superior.
Já nos EUA o governo anunciou que o financiamento da pesquisa deverá estimular maior competitividade, objetivando estimular pesquisa dentro das prioridades nacionais. A íntegra da notícia pode ser lida aqui.
Outra notícia publicada no mesmo número da revista Chemistry World apresenta a discussão em torno do aumento das taxas dos cursos universitários do Reino Unido (UK). O assim chamado Grupo Russell, que representa a elite das universidades do UK, considera que os alunos deveriam pagar mais por seus estudos, e serem menos subsidiados. Por outro lado, o mesmo Grupo Russell adverte que uma tal medida deverá afetar a pesquisa nas universidades e a formação de doutores. O Grupo Russell manifestou sua opinião dizendo que o aumento no valor das anuidades deverá ser um reflexo no real interesse dos estudantes de nível superior, e que o sistema nacional de estabelecimento dos valores das anuidades deveria ser substituído por valores a serem estabelecidos por cada instituição de nível superior. De acordo com o Grupo Russell, o atual sistema de subsídio do ensino superior é insustentável. No entanto, associações estudantis, como a União Nacional dos Estudantes (National Union of Students, NUS), manifestou-se contra as declarações do Grupo Russell, argumentando que a dívida dos estudantes ao término de seus cursos de graduação é, na média, de £ 20,000 (vinte mil libras esterlinas, ou cerca de R$ 55.300,00). Adicionalmente, o problema pode ser ainda mais grave, pois, com o eventual aumento das anuidades escolares, os estudantes…
Vida Universitária
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Continue a ler Vida UniversitáriaO SEGREDO…

Um médico saiu a caminhar e viu uma velhinha sentada no banco de uma praça, fumando um cigarrinho. Aproximou-se e perguntou:
- "Nota-se que está bem, qual é seu segredo??
Ela respondeu:
- "Sou PROFESSORA. Não adormeço até às 4 da manhã elaborando provas, depois me levanto às 6. Nos fins de semana não pratico desporto, não me divirto. Trabalho corrigindo avaliações, organizando as aulas, preenchendo diários de Frequência, fazendo planificações, procurando músicas para passar para os alunos, procurando vídeos na INTERNET para não deixar as aulas MONÓTONAS, não tenho tempo para os meus filhos, só para os FILHOS DOS OUTROS, no fim-de-semana estou sempre com algo para elaborar ou corrigir, inclusive nos feriados, como hoje, 1.º DE MAIO, DIA DO TRABALHADOR. Não tomo café da manhã, não almoço e nem janto, porque não dá tempo.
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O doutor, então, exclamou:
-"Mas isso é extraordinário! A senhora tem quantos anos?"
- "37".
Respondeu-lhe a velhinha...Continue a ler O SEGREDO…
Quer ser um astrônomo mirim?

Tela de abertura do programa
Já parou para pensar em qual a origem dos elementos químicos? De onde saíram todos os átomos que constituem a estrutura da matéria e o que os faz diferentes uns dos outros?
Pode parecer muito distante da realidade com a qual lidamos em nosso dia-a-dia, mas todos os elementos químicos têm principalmente duas origens: ou vieram das estrelas ou nasceram pouco tempo após o Big Bang, evento que deve ter dado origem ao universo em que habitamos.
Não só aqui na Terra podemos encontrar os elementos químicos resultantes desses dois processos: eles estão espalhados por todo o universo, tanto em outros planetas como também nas estrelas e no meio interestelar. E um dos fatores que fazem com que cada estrela seja diferente das outras é justamente sua composição química, ou a quantidade de átomos de cada espécie que faz parte dessa estrela.
Isso pode parecer impressionante, mas não acaba aí! Muito do que se conhece do universo atualmente se deve ao sucesso dos astrônomos em desvendar a composição química das estrelas e de outros objetos astronômicos. Ter acesso às informações de personagens que estão a distâncias de nosso planeta muitas vezes inconcebíveis é consequência de teorias capazes de descrever como a luz interage com a matéria.
Sabe-se que a luz pode ser decomposta em cores – o arco-íris é explicado por esse fenômeno. Ao se separar a luz que vem das estrelas em cores, é possível descobrir quais são os elementos químicos que constituem a matéria com a qual essa luz interagiu antes de chegar aos nossos olhos ou aos detectores dos telescópios.
Em resumo, a luz emitida pelas estrelas transporta informações sobre seus elementos elementos químicos.
Diante de todas essas informações, um grupo de educadores e astrônomos construiu um software que simula o trabalho do pesquisador dedicado a descobrir a composição química das estrelas. No programa “Astrônomo mirim”, produzido em Java, o usuário tem a oportunidade de trabalhar como auxiliar do astrônomo Henrique Charles Morize, um antigo diretor do Observatório Nacional (uma das instituições mais antigas existentes hoje no Brasil, fundada pelo Imperador D. Pedro I em 1827) em São Cristóvão, Rio de Janeiro. O trabalho se resume a identificar elementos químicos das estrelas da bandeira nacional pela comparação entre espectros (nome dado à luz decomposta em cores) de elementos químicos conhecidos.
O programa é destinado…
Continue a ler Quer ser um astrônomo mirim?O Ensino da Fraude
"O presente artigo foi escrito em 2000/2001 por dois professores, ligados ao ensino secundário e superior (...). Destina-se a alertar a sociedade Portuguesa relativamente ao estado catastrófico em que o sistema de ensino se tem vindo a encontrar, e das razões que justificam essa situação. Se na leitura do mesmo ocorrer uma sensação de ter estado a dormir durante as últimas décadas, será então a altura de acordar. Este assunto diz-nos respeito a todos, e as consequências desta fraude politicamente correcta a que continuamos a chamar ensino serão irremediáveis."
"Muito se tem discutido, nos últimos anos, acerca da qualidade do ensino em Portugal. Não é segredo para ninguém que, após o 25 de Abril, o sistema de ensino sofreu profundas remodelações e que a própria filosofia do sistema de ensino se tenha modificado de uma maneira irreversível (...). Essencialmente, a política demagógica dos últimos governos está a transformar o ensino numa espécie de fábrica de diplomas, onde são observadas como determinantes as estatísticas de progressão e de aprovação dos alunos, sem que haja a preocupação com a qualidade do ensino, onde a autonomia e o poder dos professores é reduzida ao mínimo, de modo a que possa haver o máximo controle destes por parte do estado; onde são aprovadas leis que dão ao ensino uma imagem de pseudo-democracia e pseudo-humanismo, à custa da transferência das responsabilidade de pais e de alunos para professores e de poderes de professores para pais e para alunos, mas onde em vez de se promover a autonomia, a criatividade e a qualidade dos alunos, se procura neles integrar, de uma maneira medíocre, uma filosofia de aceitação, de seguidismo, de estupidez intelectual, sem que haja a mínima preocupação com a qualidade dos conhecimentos que adquiriram ou desenvolveram.
Sem que haja, de nossa parte, um particular esforço em inventar expressões politicamente-correctas para descrever o estado de profunda catástrofe em que este e anteriores governos mergulharam o ensino, a expressão «fábrica de diplomas» adequa-se de uma forma perfeita aquilo que é hoje o ensino em Portugal; essencialmente, uma
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