Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the Ensino

IBGE – Países no mapa-mundí

O IBGE (Brasil) lançou em 2007 um serviço muito útil que informa todos os dados principais de 196 países do mundo num mapa interactivo. Também inclui os Objectivos do Milénio e é bastante bonito. Todas as informações são dadas em português (disponível ainda em inglês e espanhol). Guarde esta postagem ou copie o sítio para os Favoritos. Agora que nos aproximamos a passos largos do arranque do novo ano lectivo, este recurso é muito interessante e útil para quem está na faculdade ou com filhos ou netos na escola, ou simplesmente para consulta.

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Jovens criativos por um futuro sustentável

É isto mesmo. Abunda muita criatividade entre os jovens, que nos surpreendem sempre. 

Youngs are very criative. See this video related to BP oil spill and bellow some blogs from my students!





Já agora visitem os blogues dos meus alunos resultantes de trabalhos de Área de Projecto  12º Ano que desenvolvi com eles neste ano lectivo:

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O prazer de avaliar vem dos infernos?!

Não foi só nesta semana, nem há dois anos, nem há trinta, nem há cem, que a avaliação escolar, os seus resultados e consequências foram postos em causa. Podemos afirmar que o debate em torno destes aspectos acompanha a avaliação desde a sua "invenção".

De entre os diversos argumentos invocados, num passado próximo, para a contestar destaca-se a "perversidade dos professores", avançada e defendida por diversas correntes mais ideológicas do que pedagógicas. Afirmavam tais correntes que os professores se agarravam à avaliação como forma de preservar o seu poder, único argumento que justificaria a sua manutenção.

Trata-se de um argumento do qual discordo que não tenho ouvido nestes últimos tempos - preferindo-se o argumento do acompanhamento diferenciado dos alunos para que possam aceder ao sucesso -, ainda assim tem interesse perceber até que ponto os discursos se podem radicalizar nesta como noutras matérias educativas:

“Os professores sabem que as notas não são fiáveis, que não dariam a mesma nota ao mesmo trabalho se lho apresentassem algumas semanas mais tarde e que os seus colegas dariam notas diferentes a esse mesmo trabalho. Eles sabem que são incapazes de precisar, mesmo para si mesmos, os objectivos e critérios de notação. Eles sabem que não sabem em que consiste o «nível» mínimo que permite «passar». Sabem que escapar à média é absurdo. Conhecem os efeitos da esteriotipia e de halo. Sabem mas não querem saber que sabem. Sabem insconscientemente. E é por isso que podem em boa fé falar da sua consciência profissional. Ela é, de facto, inocente: trata-se sim do inconsciente!
Mas porquê? O que é que eles defendem com esta resistência? (...) Defendem um prazer. Um prazer de má qualidade mas seguro, garantido, quotidiano. Um prazer que se tem de disfarçar para ser vivido sem culpabilidade (...). Esse prazer, é o prazer do Poder com P maiúsculo. O professor é o mestre absoluto das suas notas. Ninguém, nem o seu director, nem o seu inspector, nem mesmo o seu ministro, podem fazer nada quanto às notas que ele deu. Pois foi de acordo com o seu carácter e a sua consciência que ele as deu. Com o seu diploma, foi-lhe reconhecida a competência de avaliar (o que não deixa de ter graça!). A sua consciência profissional é inatacável. Na sua tarefa de avaliador, ele é omnipotente. E esse domínio significa poder

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Financiamento para pesquisa e ensino superior na Europa

O último número da revista Chemistry World, editada pela Royal Society of Chemistry, traz notícias nada animadoras para os profissionais da educação superior na Europa. Segundo a revista, os efeitos da crise econômica já se fazem sentir em cortes no financiamento de pesquisa de vários países: Itália (10%), Romênia (10%), Estônia (10%), Irlanda (9,4%), Reino Unido (6,6%). Os orçamentos de pesquisa foram congelados na Bélgica e na Hungria, enquanto que na Espanha e na Áustria os governos locais declararam que a crise ainda afetará o orçamento de pesquisa nas universidades.

Contra esta tendência, o governo da Alemanha aumentou o orçamento de educação em nível superior e pesquisa em 800 milhões de euros, e anunciou que investirá 2,7 bilhões de euros entre 2012 e 2015 para apoiar pesquisa e inovação com alto nível de excelência. O governo francês também anunciou um incremento de 30 bilhões de euros no orçamento da educação em nível superior.

Já nos EUA o governo anunciou que o financiamento da pesquisa deverá estimular maior competitividade, objetivando estimular pesquisa dentro das prioridades nacionais. A íntegra da notícia pode ser lida aqui.

Outra notícia publicada no mesmo número da revista Chemistry World apresenta a discussão em torno do aumento das taxas dos cursos universitários do Reino Unido (UK). O assim chamado Grupo Russell, que representa a elite das universidades do UK, considera que os alunos deveriam pagar mais por seus estudos, e serem menos subsidiados. Por outro lado, o mesmo Grupo Russell adverte que uma tal medida deverá afetar a pesquisa nas universidades e a formação de doutores. O Grupo Russell manifestou sua opinião dizendo que o aumento no valor das anuidades deverá ser um reflexo no real interesse dos estudantes de nível superior, e que o sistema nacional de estabelecimento dos valores das anuidades deveria ser substituído por valores a serem estabelecidos por cada instituição de nível superior. De acordo com o Grupo Russell, o atual sistema de subsídio do ensino superior é insustentável. No entanto, associações estudantis, como a União Nacional dos Estudantes (National Union of Students, NUS), manifestou-se contra as declarações do Grupo Russell, argumentando que a dívida dos estudantes ao término de seus cursos de graduação é, na média, de £ 20,000 (vinte mil libras esterlinas, ou cerca de R$ 55.300,00). Adicionalmente, o problema pode ser ainda mais grave, pois, com o eventual aumento das anuidades escolares, os estudantes…

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Vida Universitária


Por Diego Fachin


Todo ano é a mesma coisa, muitos alunos entram na Universidade e muitos saem. Aqueles que entram, trazem a lembrança do Ensino Médio e alguns do Cursinho Pré-Vestibular,nos quais estudar e se dedicar integralmente são as palavras-chaves e é o que definirá o seu futuro ou não. Aqueles que saem, levam consigo a lembrança de um período fenomenal e incomparável, que foi a graduação, quando é aproveitada da melhor maneira possível e de acordo com as necessidades e objetivos de cada um.
Ao entrar na Universidade, nos deparamos com um mundo novo, onde quase tudo é desconhecido. Na maioria das vezes, não conhecemos ninguém e o que eles querem de nós, não sabemos o que, realmente, se faz, se ensina, se aprende ou com o que se trabalha em um ambiente desses. Mas ao passo que tudo é novo para nós, há pessoas que também querem nos conhecer, saber quem somos, onde moramos e o que fazemos. Nos encontramos na estaca zero, muitas vezes totalmente perdidos e necessitamos de um referencial. Entretanto, outros sabem exatamente o que querem e desde o início adentram ao desconhecido, mesmo que falte experiência e conhecimento. Eis que partimos e tudo começa a se moldar, estamos seguindo uma rotina: a Universitária. 
 Acostumados a seguir uma rotina que parece imutável, muitas vezes, fazemos da universidade, do nosso curso escolhido um simples prolongamento do ensino médio e/ou do Cursinho, sendo que apenas estudamos, incansavelmente. Perdemos almoços, conversas com amigos, passeios, filmes, projetos paralelos, apenas pela simples obrigação de fazer relatórios, seminários, provas e tudo aquilo referente ao curso e ainda, fazer o mais rápido possível, sempre correndo contra o tempo. Afinal, espera-se que façamos isso, mas não apenas isso, uma que vez a universidade não se resume ao ensino.Além disso, deveríamos dedicar tempo ao ambiente no qual vivemos, participar de reuniões, centros estudantis, centros acadêmicos, associações, prestigiar palestras, dedicar mais tempo à leitura, praticar esportes, conhecer mais os professores e os alunos de outros anos, outros cursos. Muitas vezes não sabemoso que estamos fazendo na universidade, além do nosso curso, é claro. Estamos robotizados. Nada muito diferente da época de Cursinho Pré-Vestibular, não é?
Mas, após tudo isso, surgem as dúvidas! Porque fazer diferente? Porque me dedicar, gastar omeu tempo com outros assuntos e não com o meu estudo e com a minha exclusiva dedicação ao meu curso? Qual a importância disso

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O SEGREDO…

História chegada à caixa de correio do De Rerum Natura, escrita em português do Brasil, mas que poderia ser escrita em português de Portugal...

Um médico saiu a caminhar e viu uma velhinha sentada no banco de uma praça, fumando um cigarrinho. Aproximou-se e perguntou:
- "Nota-se que está bem, qual é seu segredo??

Ela respondeu:
- "Sou PROFESSORA. Não adormeço até às 4 da manhã elaborando provas, depois me levanto às 6. Nos fins de semana não pratico desporto, não me divirto. Trabalho corrigindo avaliações, organizando as aulas, preenchendo diários de Frequência, fazendo planificações, procurando músicas para passar para os alunos, procurando vídeos na INTERNET para não deixar as aulas MONÓTONAS, não tenho tempo para os meus filhos, só para os FILHOS DOS OUTROS, no fim-de-semana estou sempre com algo para elaborar ou corrigir, inclusive nos feriados, como hoje, 1.º DE MAIO, DIA DO TRABALHADOR. Não tomo café da manhã, não almoço e nem janto, porque não dá tempo.
.
O doutor, então, exclamou:
-"Mas isso é extraordinário! A senhora tem quantos anos?"

- "37".
Respondeu-lhe a velhinha...Continue a ler O SEGREDO…

Quer ser um astrônomo mirim?

Tela de abertura do programa

Já parou para pensar em qual a origem dos elementos químicos? De onde saíram todos os átomos que constituem a estrutura da matéria e o que os faz diferentes uns dos outros?

Pode parecer muito distante da realidade com a qual lidamos em nosso dia-a-dia, mas todos os elementos químicos têm principalmente duas origens: ou vieram das estrelas ou nasceram pouco tempo após o Big Bang, evento que deve ter dado origem ao universo em que habitamos.

Não só aqui na Terra podemos encontrar os elementos químicos resultantes desses dois processos: eles estão espalhados por todo o universo, tanto em outros planetas como também nas estrelas e no meio interestelar. E um dos fatores que fazem com que cada estrela seja diferente das outras é justamente sua composição química, ou a quantidade de átomos de cada espécie que faz parte dessa estrela.

Isso pode parecer impressionante, mas não acaba aí! Muito do que se conhece do universo atualmente se deve ao sucesso dos astrônomos em  desvendar a composição química das estrelas e de outros objetos astronômicos. Ter acesso às informações de personagens que estão a distâncias de nosso planeta muitas vezes inconcebíveis é consequência de teorias capazes de descrever como a luz interage com a matéria.

Sabe-se que a luz pode ser decomposta em cores – o arco-íris é explicado por esse fenômeno. Ao se separar a luz que vem das estrelas em cores, é possível descobrir quais são os elementos químicos que constituem a matéria com a qual essa luz interagiu antes de chegar aos nossos olhos ou aos detectores dos telescópios.

Em resumo, a luz emitida pelas estrelas transporta informações sobre seus elementos elementos químicos.

Diante de todas essas informações, um grupo de educadores e astrônomos construiu um software que simula o trabalho do pesquisador dedicado a descobrir a composição química das estrelas. No programa “Astrônomo mirim”, produzido em Java, o usuário tem a oportunidade de trabalhar como auxiliar do astrônomo Henrique Charles Morize, um antigo diretor do Observatório Nacional (uma das instituições mais antigas existentes hoje no Brasil, fundada pelo Imperador D. Pedro I em 1827) em São Cristóvão, Rio de Janeiro. O trabalho se resume a identificar elementos químicos das estrelas da bandeira nacional pela comparação entre espectros (nome dado à luz decomposta em cores) de elementos químicos conhecidos.

O programa é destinado…

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O Ensino da Fraude

Em comentário, o leitor Gil Fonseca enviou-nos o link de um artigo de que é co-autor. Nesse artigo, com quase uma década, está patente a visão de muitos professores, independentemente do nível de ensino em que se situem. Dele deixamos algumas passagens:

"O presente artigo foi escrito em 2000/2001 por dois professores, ligados ao ensino secundário e superior (...). Destina-se a alertar a sociedade Portuguesa relativamente ao estado catastrófico em que o sistema de ensino se tem vindo a encontrar, e das razões que justificam essa situação. Se na leitura do mesmo ocorrer uma sensação de ter estado a dormir durante as últimas décadas, será então a altura de acordar. Este assunto diz-nos respeito a todos, e as consequências desta fraude politicamente correcta a que continuamos a chamar ensino serão irremediáveis."

"Muito se tem discutido, nos últimos anos, acerca da qualidade do ensino em Portugal. Não é segredo para ninguém que, após o 25 de Abril, o sistema de ensino sofreu profundas remodelações e que a própria filosofia do sistema de ensino se tenha modificado de uma maneira irreversível (...). Essencialmente, a política demagógica dos últimos governos está a transformar o ensino numa espécie de fábrica de diplomas, onde são observadas como determinantes as estatísticas de progressão e de aprovação dos alunos, sem que haja a preocupação com a qualidade do ensino, onde a autonomia e o poder dos professores é reduzida ao mínimo, de modo a que possa haver o máximo controle destes por parte do estado; onde são aprovadas leis que dão ao ensino uma imagem de pseudo-democracia e pseudo-humanismo, à custa da transferência das responsabilidade de pais e de alunos para professores e de poderes de professores para pais e para alunos, mas onde em vez de se promover a autonomia, a criatividade e a qualidade dos alunos, se procura neles integrar, de uma maneira medíocre, uma filosofia de aceitação, de seguidismo, de estupidez intelectual, sem que haja a mínima preocupação com a qualidade dos conhecimentos que adquiriram ou desenvolveram.

Sem que haja, de nossa parte, um particular esforço em inventar expressões politicamente-correctas para descrever o estado de profunda catástrofe em que este e anteriores governos mergulharam o ensino, a expressão «fábrica de diplomas» adequa-se de uma forma perfeita aquilo que é hoje o ensino em Portugal; essencialmente, uma

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BENGAL, o herdeiro manso das selvas…

Cedido (em colaboração) pelo criador Guilherme Leandro – via Ipod Recente e única, esta raça descende diretamente de felinos selvagens, mas age como gato doméstico... Produzir um gato bonito como os felinos selvagens, mas com o temperamento dócil dos domésticos. Este foi o desafio que Jean Mill, radicada na Califórnia - EUA, topou vencer para dar origem ao Bengal. Uma história que começou há 30 Continue a ler BENGAL, o herdeiro manso das selvas…

Foto do Dia: Organização de Cabos

thank you god for showing me this picture xD






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