Será o fim da “meritocracia” brasileira?

geofagos @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Geral, Vestibular, cotas, educação, meritocracia
Honestamente, venho me decepcionando cada vez mais com os rumos tomados pelo país. Digo isto pelos diversos acontecimentos recentes. É juiz mandando prender e o supremo mandando soltar. É presidente do supremo condenando uso de algemas (ora, daqui a pouco pra conduzir um acusado à cadeia terá que se pedir por favor, faça-me rir) e agora, a aprovação da lei que destina 50 % das vagas das universidades públicas para estudantes “carentes”. Antes de mais nada, já prevendo polêmica com relação a esse tema, gostaria de dizer que posso falar à vontade de tal pois frequentei durante toda minha vida escola pública, nunca tendo estudado em uma particular. Ao meu ver, o sistema vestibular era um dos poucos que ainda contemplavam o mérito do cidadão em detrimento a outras formas de seleção. Entra quem demonstra mais capacidade. Um critério objetivo, onde a subjetividade passa longe. Ao contrário, nas seleções de pós-graduação ou para professores de universidades federais, onde a “articulação” do sujeito tem-se tornado, muitas vezes, mais importantes do que a capacidade do mesmo. Nesses últimos casos, cada vez mais tem-se percebido que a “máfia das publicações” tem ganhado espaço. O ato de se colocar nomes em diversas publicações, variando-se a ...

Pesquise antes de perguntar

Mauricio Tuffani @ Laudas Críticas Categorias: Ciência, Ciência Geral, educação, jornalismo
Este blog tem recebido muitas perguntas que demonstram que seus remetentes não têm o hábito de pesquisar coisa nenhuma, apesar de terem acesso à rede mundial de computadores. O pior é que muitos deles são estudantes universitários. Sem falar nos jornalistas. De agora em diante, perguntas como essas serão respondidas por meio de link para [...]

Que tipo de relação deve existir entre os cidadãos e o Estado?

Sara Raposo @ Dúvida Metódica Categorias: Ciência Geral, Filosofia política, Livros, Opinião, Portugal, Stuart Mill, educação, estado
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Desobediência civil: não entregaremos os “objectivos individuais”

Rui Barqueiro @ Dúvida Metódica Categorias: Ciência Geral, Opinião, Portugal, educação
Na passada quinta-feira, dia 13 de Novembro, fizemos uma reunião de professores na Escola Secundária de Pinheiro e Rosa, onde discutimos o problema da avaliação do desempenho. Estiveram presentes 53 professores (pouco mais de metade do total). Com 48 votos a favor e 5 abstenções, aprovámos uma moção propondo a suspensão do processo de avaliação na nossa Escola. Concordámos em não entregar os objectivos individuais (cuja data de entrega é o próximo dia 17). Entretanto, a moção foi também assinada por diversos professores que não tinham estado presentes na reunião. É previsível que no início da próxima semana surjam mais assinaturas.Queremos sublinhar que a nossa decisão de não entregar os objectivos individuais não se teria alterado mesmo que fôssemos poucos a fazê-lo. Mas felizmente seremos muitos – não só na nossa Escola como em quase todas as Escolas do país.Talvez não valha a pena acrescentar mais argumentos. Não é por falta de argumentos contra o actual modelo de avaliação dos professores que a ministra da Educação e os seus poucos aliados se têm obstinado na sua defesa.Este modelo de avaliação é tão injusto que recusá-lo constitui um acto de desobediência civil legítimo e moralmente justificável. Exortamos outros professores a fazê-lo.No ...

A MATEMÁTICA NÃO É NENHUM PAPÃO

Carlos Fiolhais @ De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, Matemática, educação
Minha crónica no "Sol" de hoje:Carlos FiolhaisBem podem dizer que a média dos exames nacionais de Matemática do 12.º ano subiu nos últimos anos. Contudo, só por um passe de mágica poderá a média dos alunos internos ter subido de seis valores em dois anos. O facto é que os alunos portugueses têm tido maus resultados em testes internacionais que procuram medir os conhecimentos e capacidades nessa disciplina e, como no plano internacional não funciona a magia lusitana, provavelmente não haverá melhorias tão cedo.Quererá isto dizer que os portugueses estão condenados a ser maus a Matemática? Não seremos capazes? Não, quer só dizer que o ensino dessa disciplina não está a ser o que devia. A Matemática não é nenhum papão que amedronte os meninos no escuro, pois, se se abrir a luz, verificar-se-á que não há lá monstro nenhum. É isso que o ensino da Matemática, ao nível básico e secundário, devia fazer: abrir a luz. Sobre os modos de alcançar esse fito irá realizar-se, a 17 e 18 de Novembro, na Fundação Gulbenkian uma conferência internacional. Outros países estão a encarar de frente o problema do insucesso ...

Quantas horas por dia trabalham os professores?

Carlos Pires @ Dúvida Metódica Categorias: Ciência Geral, Opinião, Outros sítios, Portugal, educação
Pode ler no (interessante) blogue Ciência ao Natural uma pequena e curiosa história (“Treino diferente” - http://cienciaaonatural.blogspot.com/2008/11/treino-diferente.html).Esta ajuda a perceber porque é que, apesar dos professores terem obviamente razão nas críticas que fazem a diversas políticas do Ministério da Educação (o novo Estatuto do Aluno, o novo Estatuto da Carreira Docente, o modelo de avaliação que está a ser imposto…), tem sido difícil fazer a opinião pública perceber isso. É que muitas pessoas pensam que os professores trabalham pouco e desconfiam deles – não deste ou daquele em particular, mas da classe inteira.Tendo em conta que os professores têm como profissão explicar e esclarecer ideias, é um pouco estranho que não consigam mostrar ao resto da sociedade portuguesa que as horas que passam na escola, apesar de serem muitas (e excederem largamente as 4 ou 5 horas em que dão aulas) , são só uma parte do seu trabalho, pois em casa também trabalham como professores: ao preparar aulas, elaborar materiais, conceber e corrigir testes, etc. Qual será a causa dessa dificuldade de comunicação?Acessoriamente, na leitura dessa história vale a pena prestar atenção à frase “Deve ser um gene meu, isto de conseguir ...

CUIDADO COM A LÍNGUA

Carlos Fiolhais @ De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, educação, literatura
"Cuidado com a Língua!" é um programa da RTP sobre erros de português, da autoria do jornalista José Mário Costa, com a colaboração da professora de Português Regina Rocha. Um livro baseado no programa (e com um DVD a acompanhar, contendo 13 episódios), publicado pela Oficina do Livro, vai ser lançado na FNAC de Coimbra no próximo dia 20 de Novembro.A Professora Regina Rocha, da Escola Secundária José Falcão, em Coimbra, é um exemplo, um magnífico exemplo,dos muitos professores competentes e dedicados que, felizmente, temos.

O MINISTÉRIO DE KAFKA

Carlos Fiolhais @ De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, Política, educação
A sobrecarga de burocracia na pseudo-avaliação em curso está feita para alimentar a máquina do Ministério da Educação que tem dimensão desproporcionada e que, numa época de contenção orçamental, já devia ter sido reduzida. Ler Kafka ajuda a perceber o que é e como funciona a opressão do Estado. Parafraseando-o, pode dizer-se que um burocrata é alguém "que escreve um documento de dez mil palavras e lhe chama sumário."

O pesadelo de uma avaliação absurda

Carlos Pires @ Dúvida Metódica Categorias: Ciência Geral, Opinião, Portugal, educação
Aires Almeida escreveu no Público de hoje um artigo chamado “O pesadelo burocrático e a desobediência à lei” em que descreve sem papas na língua a confusão introduzida nas escolas portuguesas pelo modelo de avaliação que o governo está a tentar impor e em que desmonta algumas das perversidades que este encerra. Conclui dizendo que este é um caso em que a desobediência civil faz sentido. Vale mesmo a pena ler:http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1349637

Se é professor, é melhor evitar desgostos de amor

Carlos Pires @ Dúvida Metódica Categorias: Ciência Geral, Opinião, Portugal, educação
Sugiro aos leitores interessados no problema da avaliação dos professores que leiam os comentários ao post aqui publicado na passada quinta-feira (“Como deveriam os professores ser avaliados?”). Encontrarão uma interessante troca de argumentos, nomeadamente entre Porfírio Silva e Aires Almeida. Este último, que é professor de Filosofia no ensino secundário, descreve com muita clareza alguns dos aspectos absurdos do modelo de avaliação que o governo está a tentar impor. Parte desses aspectos absurdos prende-se com a sobrecarga de trabalho a que actualmente muitos professores estão sujeitos – esse modelo de avaliação agravou a sobrecarga que já existia e ainda a agravará mais se for completamente implementado.Quem não é professor ou não conhece professores, provavelmente desconhece que a maior parte desse trabalho é meramente burocrático e contribui pouco ou mesmo nada para a qualidade do ensino. A quantidade de reuniões acerca de assuntos vácuos (Projecto Curricular de Turma, Projecto Educativo da Escola, Plano de Actividades, etc.) e de papelada inútil ou pouco relevante que é preciso preencher é sufocante. Eis alguns exemplos que comprovam que este é, de facto, o “país dos papelinhos”: avisos a torto e a direito informando os pais acerca das faltas dos alunos, actas das inúmeras ...

Será que é desta?!

Rui Barqueiro @ Assim como assim Categorias: Ciência Geral, Reflexões, educação
Não me parece... Mas somos, pelo menos, 120 000!

É legítimo desobedecer às leis do Estado? - Algumas considerações acerca do problema filosófico da desobediência civil

Sara Raposo @ Dúvida Metódica Categorias: Ciência Geral, Desobediência Civil, Filosofia política, John Rawls, educação, ética
Martin Luther King Jr. a ser detido pela polícia em 16/4/1963....

Separar o trigo do joio

Rui Barqueiro @ Dúvida Metódica Categorias: Ciência Geral, Opinião, Outros sítios, educação
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Como deveriam os professores ser avaliados?

Rui Barqueiro @ Dúvida Metódica Categorias: Ciência Geral, Opinião, Portugal, educação
O modelo de avaliação dos professores que este governo tem tentado impor possui inúmeros defeitos. Estes têm sido alvo de justas e frequentes críticas. Por parte dos professores e não só.Infelizmente, essas críticas não têm sido acompanhadas de propostas alternativas ao dito modelo. Essa incapacidade de apresentar propostas alternativas (nomeadamente por parte dos sindicatos e de outros movimentos de professores) contribuiu para descredibilizar – aos olhos da opinião pública – os professores, pois permite a suspeita de que estes não querem ser avaliados.E é realmente verdade que muitos professores não querem ser avaliados – nem desta maneira absurda nem de nenhuma outra. Mas não é o nosso caso. Nós queremos ser avaliados.Como deveria ser feita a avaliação dos professores? Qualquer avaliação inclui sempre vários parâmetros e não seria possível analisar todos eles num simples post. Por isso, vamos apenas falar daquele que, na nossa opinião, deveria ser considerado o parâmetro principal de uma avaliação dos professores.Se quiséssemos, por exemplo, avaliar um fabricante de tesouras o parâmetro principal dessa avaliação consistiria certamente em verificar se as tesouras cortavam ou não cortavam bem o papel, os tecidos, etc. Contrariamente às tesouras, um professor não tem apenas uma função (actualmente pode-se até dizer ...

O falso milagre da melhoria dos resultados dos exames

Rui Barqueiro @ Dúvida Metódica Categorias: Ciência Geral, Portugal, educação
"O ANO LECTIVO DE 2007/2008 ficará para sempre na história da educação em Portugal. Nunca saberemos exactamente o que se passou. Mas a verdade é que ocorreu um milagre nos resultados dos exames (do básico e do secundário) e na avaliação das escolas e dos estudantes. Centenas e centenas de escolas viram as suas médias saltar, é esse o preciso termo, de negativas e medíocres níveis para positivas e gloriosos escalões. Mais de 400 escolas que hoje exibem médias positivas em todos os exames nacionais encontravam-se há um ano na lista negra das negativas. Considerando as vinte disciplinas do secundário com mais inscritos, mais de 82 por cento das escolas têm agora médias positivas. A média nacional dos exames de matemática, negativa há um ano, é agora de mais de 12 valores! Há um ano, apenas 200 escolas conseguiam média positiva a matemática. Agora, são mais de mil! Mais de 90 por cento das escolas têm agora média positiva a matemática. Há escolas com médias a matemática de 18 valores! No conjunto das duas disciplinas, Matemática e Português, 97 por cento obtiveram média positiva! Nas oito disciplinas principais do secundário, a média positiva foi atingida por 87 por cento das ...

Portugal as a living what?

De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, Ensino, economia, educação, inovação
Novo post convidado de J. Norberto Pires, professor de Engenharia Mecânica da Universidade de Coimbra e CEO da Coimbra Inovação:Fico indignado com a estória do "Magalhães" ser "totalmente concebido e produzido em Portugal", como dizia o nosso Primeiro Ministro (PM) na recente Cimeira Ibero-Americana. Sinceramente não percebo esta atitude. Não faz nenhum sentido. Não promove Portugal, não ajuda na atitude que temos de adoptar para melhorar a competitividade e a produtividade e não resolve nada relativo à nossa imagem externa.O "Magalhães" é um CLASSMATE da Intel (http://www.classmatepc.com/). Basta ver o site, na secção de vídeos, para ver a versão da Tailândia, Nigéria e Brasil.Talvez o "Magalhães" seja um bom negócio, algo que até justificasse o envolvimento do governo para trazer a produção para Portugal. Porque não? Talvez isso seja interessante, não sei se é. Poderia envolver a indústria de moldes e dos plásticos, anunciando uma parceria com a Intel para co-produzir um computador para o mercado estudantil. E até poderia envolver a indústria nacional do software, para produzir conteúdos em português, etc. E aí o PM dizia que, no quadro da política governativa para a educação, queriam introduzir um ...

ATÉ QUE A CASA CAIA

De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, Ensino, educação
Já saiu no passado dia 28 um artigo de Helena Matos na sua coluna de opinião no jornal "Público". Mas vale a pena recordar o que ela escreveu, sob o título que está em cima, republicando aqui um excerto da sua crónica:"Nos últimos anos, nos ensinos básicos e secundário, institucionalizou-se uma espécie de loucura pedagógica. As disciplinas onde se transmitem saberes foram perdendo importância. Se eram difíceis, tornavam-se fáceis ou dispensáveis, como agora se viu com a Matemática. Simultaneamente todos os dias se repetia (e repete!) que os conteúdos têm de ser apelativos, pois supostamente o ensino deve ser lúdico e os alunos devem aprender sem esforço. À conta desta política de promoção do sucesso, entra-se em Engenharia sem ter estudado Matemática e a disciplina de Química corre o risco de desaparecer no ensino secundário porque os alunos não a escolhem. Idem para o Latim e para a Filosofia. Adeus equações, declinações e pensamento racional. Estuda-se um bocadinho de Psicologia e o resultado é o mesmo. Uma vez na faculdade, logo se vê. E se os engenheiros ainda vão estudando Matemática durante o curso - embora não a suficiente, porque mais de ...

O dever de educar para os Jesuítas

De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, Ensino, educação, educação escolar
Segunda sessão do ciclo de Conferências O dever de educar, no próximo dia 4, pelas 18h15, na Livraria Minerva Coimbra.A preparação do aluno para ser autónomo e participar no mundo de forma responsável, a sua centralidade na tarefa educativa, o respeito pela sua pessoa, a aula como um laboratório de vida, a necessidade de "aprender a aprender", parecem-nos ideias novas, mas... não são.Uma incursão histórica pode fazer-nos atribuir essas ideias à pedagogia jesuíta, pois elas estão já presentes nos seus primeiros passos. Porém, o seu mentor, Santo Inácio de Loyola, admitiu não ter inovado grandemente, uma vez que procurou inspiração noutros autores, na altura, tradicionais…Para falar da influência dessa pedagogia na actualidade foi convidada Margarida Miranda, professora do Instituto de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra que, além de ter realizado a primeira tradução moderna em Portugal da Ratio Studiorum (o currículo que presidiu à primeira rede escolar internacional com que os Jesuítas educaram a Europa), tem publicado diversos estudos sobre a pedagogia dos Jesuítas, nomeadamente sobre o papel que o teatro teve e tem nessa pedagogia.Local: Livraria Minerva (Rua de Macau, n.º ...

Estamos tramados… ou talvez não

PLnauta @ Viver no Campo Categorias: Ciência Geral, educação
Discuti com a minha filha o problema da Educação, tendo como ponto de partida os resultados dos exames nacionais e os rankings daí obtidos. A propósito gostava muito de ver um ranking baseado num indicador simples de obter que relacionasse a média das notas com o custo médio suportado pelo aluno por escola (entre outros).Ela reduziu a razia na escola pública a um simples e linear, bem condimentado e apimentado com exemplos práticos da sua vida escolar, "os professores nas escolas públicas baldam-se e não têm brio no que fazem".Ela acha também, que os professores são o elemento fundamental para o sucesso escolar (mas sabe distinguir muito bem o verdadeiro sucesso escolar), mais do que o ambiente e as condições logísticas. A conversa até foi bem gira. É engraçado ver a paixão com que os adolescentes discutem e tentam explanar as suas ideias. Eu gostei (para dizer a verdade, fiquei orgulhoso e embevecido), mas penso que isto mostra também como a imagem do "professor" perde face à sensibilidade das pessoas, dos alunos e da percepção geral da sua profissão. Se os professores não perceberem isso, correm o risco de a maioria não entender as suas razões.Para as entender, melhor, ...

ENGENHO LUSO E OUTRAS CRÓNICAS

De Rerum Natura Categorias: Ciência, Ciência Geral, Livros, cultura, desporto, educação
Informação recebida da Gradiva:Já saiu, na Gradiva, o livro "Engenho Luso e Outras Crónicas" de Carlos Fiolhais. Para mais informações ver aqui.

21th Century Learning Matters?

De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, Tecnologia, educação, política educativa, professores
Novo post convidado de Norberto Pires, director da revista "Robótica". Este texto será o editorial do número de Novembro da revista e agradecemos ao autor colocá-lo à disposição dos nossos leitores (as referências [1], [2] e [5] são os vídeos intercalados no texto):Este mundo focado no curto prazo e numa ideia muito particular de sucesso e felicidade tem coisas perversas. A aversão pela reflexão, pela ponderação, pelo raciocínio estratégico baseado em objectivos de longo prazo tem, como não podia deixar de ser, consequências muito complicadas. As pessoas só se apercebem disso quando acontece um desastre e afinal se conclui que a auto-regulação não funciona e que é necessária uma regulação responsável (ou seja, com regras claras), que permita um desenvolvimento sustentado (verdadeiro suporte da liberdade e da democracia): passo-a-passo, sem cortar etapas, só passando para o degrau seguinte quando o anterior está sólido. O curto prazo não permite isso, porque são necessários resultados imediatos, é preciso vender ilusões e mostrar números. Para descobrir, anos depois, que afinal era tudo muito frágil ao observar horrorizados como tudo se desmorona com uma simples brisa.Agora existe a aprendizagem do século XXI [1], invariavelmente reduzida a tecnologia (e portanto incapaz ...

Ranking de Universidades - 2

Paulo Gama Mota @ De Rerum Natura Categorias: Ciência, Ciência Geral, Ensino Superior, educação, política educativa
O post do Carlos sobre o ranking das universidades portuguesas suscitou alguns comentários ao texto que me decidiram a acrescentar alguma informação e esclarecer alguns aspectos do investimento em ensino superior público em Portugal.Parte dos dados provêm do Relatório de 2008 da UE ‘Education and training 2010’:http://ec.europa.eu/education/policies/2010/progressreport_en.htmlRanking das universidades portuguesasO THES-QS é um dos dois rankings utilizados pela UE. O Outro é o ARWU produzido por uma universidade chinesa. Estes rankings produzem resultados diferentes, porque usam metodologias distintas. A U. Coimbra é a primeira portuguesa no ranking THES, surge em 387 lugar e não aparece no ARWU. Passa-se o contrário com as U. Porto e U. Lisboa que estão no ARWU. A U. Porto está para lá das 500 no THES. O Reino Unido tem 19 universidades no top 100 segundo o THES e 11 segundo o ARWU. A França tem 2/4, a Holanda 4/2, a Alemanha 3/6 e a Espanha e Portugal 0. Mas, no top 500, a Espanha já tem 9 e nós apenas ...

Teste de relevância

Mauro Rebelo @ Você que é Biólogo... Categorias: Ciência Geral, Ensino, Informação, Pesquisa, educação, paradigma, relevância
Preciso falar sobre isso porque é algo que tomou grande parte do meu tempo esse ano. Essa semana começa o meu módulo no curso de especialização em Gestão em Educação a distância da Universidade Aberta do Brasil.Uma das aulas que escrevi, trata do papel do professor em um mundo saturado de informação. É uma aula muito boa, que vem sendo bastante elogiada e da qual eu estou muito orgulhoso. Para essa edição da disciplina que se aproxima, bolei uma atividade online bastante simples, mas tão interessante e rica, que resolvi dividí-la com vocês.O texto a seguir é um trecho da discussão entre o prof. Coleman Silk e a profa. Delphine Roux, personagens do livro “A Marca Humana” de Philip Roth (pp. 246-247).“O grau de conhecimento desses alunos é, sacou, tipo assim, zero. Depois de quarenta anos lidando com esse tipo de aluno – e a senhorita Mitnick é bem típica – posso lhe afirmar que nada poderia ser pior para eles que uma leitura de Eurípides com uma perspectiva feminista. Apresentar aos leitores mais ingênuos uma leitura feminista de Eurípides é uma das melhores maneiras que se pode ...

“RANKING” DE UNIVERSIDADES

Carlos Fiolhais @ De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, educação
Foi recentemente divulgado o "ranking" de universidades do ano de 2008 do "Times Higher Education", que pode ser visto aqui.Estamos ainda longe, muito longe, de ter uma universidade no top 100 mundial. A Universidade de Coimbra continua a ser a universidade portuguesa mais bem classificada, aparecendo na posição 387, apesar de ter caído do lugar 319 que ocupava no ano passado. A nível europeu está no 169º lugar (ver aqui ).Nas primeiras 400 posições, além de Coimbra, situam-se a Universidade Nova de Lisboa e a Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, em lugares não numerados entre o 400 e o 500 (a Universidade Nova também caiu pois estava no lugar 341). A Universidade do Porto aparece pela primeira vez neste "ranking" embora num lugar não numerado depois do 500.Para efectuar comparações com países com proximidade geográfica e linguística refira-se que a Espanha tem universidades acima da primeira portuguesa: Barcelona (186), Autónoma de Madrid (255), Autónoma de Barcelona (256), Complutense de Madrid (306) e Pompeu Fabra (342). E o Brasil tem, também acima de Coimbra, São Paulo (lugar 196), Campinas (249) e Federal do Rio de Janeiro (lugar 334)....

O PESSIMISMO NACIONAL

Carlos Fiolhais @ De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, Livros, educação
O médico e escritor Manuel Laranjeira (1877- 1912, por suicídio) publicou em 1907 e 1908 no jornal "O Norte", diário republicano da manhã do Porto, quatro artigos com o título "O Pessimismo Nacional". São esses artigos devidamente compilados e antecedidos de uma introdução (não assinada) que foram, em Setembro passado, republicados pela Padrões Culturais Editora, de Lisboa. O título continua no subtítulo "Ou de como os portugueses procuram soluções de esperança em tempos de crise social".Vale a pena saber as razões pelas quais, segundo ele, Portugal não era um caso perdido. Ainda havia razões para ter esperança, desde que houvesse educação. Ouçamo-lo:"Bem sei a grande objecção dos que crêem e profetizam que 'isto está irremediavelmente perdido'.Lá vamos.A famosa objecção consiste, afinal, em afirmar - gratuitamente, vê-lo-emos - que o nosso mal tem raízes mais fundas, inextirpáveis, e que a falta de coesão da sociedade portuguesa assenta em factores antropológicos, indestrutíveis, isto é, que sobre a raça portuguesa pesa uma fatalidade mórbida originária, de natureza degenerativa, uma tendência irreprimível, progressivamente crescente para a dissolução. Nestas condições na desagregação da alma nacional significaria mais do que uma psicose passageira: ...

EINSTEIN E O MAGALHÃES

Carlos Fiolhais @ De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, Tecnologia, educação
É atribuída a Einstein a seguinte frase: "Só há duas coisas infinitas: o Universo e a estupidez humana, mas quanto ao primeiro não tenho a certeza". A bambochata de apresentação dos computadores Magalhães nas escolas portuguesas mostra bem como Einstein tinha razão. Ah, como eu compreendo os milhares de professores que, para prevenção da sua saúde mental, estão a pedir a reforma antecipada...

Sucesso nas escolas: o que é?

Rui Barqueiro @ Assim como assim Categorias: Ciência Geral, educação
O ex-ministro da Educação Marçal Grilo, numa entrevista de Cátia Mateus e Marisa Antunes ao Semanário Expresso de hoje, fez afirmações que raramente tenho lido ou ouvido quando se fala da educação que temos. Aqui reproduzo aquelas que entendo nos deveriam fazer parar para pensar. "Preocupa-me (…) a atitude que muitos compatriotas têm em relação à escola. Eles não olham para a escola como algo

Magalhães e Obesidade

De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, Tecnologia, educação, nutrição
Sobre a distribuição massiva de computadores às crianças, novo post de Rui Baptista: "É preferível que as crianças joguem mal a verem jogar bem" (Bertrand Russel) Numa altura em que o tempo passado em frente do computador já superioriza para muitos jovens as largas horas diárias frente aos ecrãs de televisão, o post “Livros e Magalhães”, aqui publicado, da autoria de J. Norberto Pires, mereceu este oportuno comentário de Fernando Martins: [O Magalhães] “vai ser levado para casa, para sedentarizar e embrutecer a esmagadora maioria dos nossos alunos. E gordos e burros já temos que chegue na nossa sociedade”. O assunto merece atenção. E esse merecimento não é de agora... Em ...

VÍDEO-JOGOS E CIÊNCIA

Carlos Fiolhais @ De Rerum Natura Categorias: Ciência, Ciência Geral, educação
É lugar comum pensar-se que as crianças e jovens preferem vídeo-jogos à ciência. Mas leia-se aqui (na revista "Wired") uma surpreendente relação entre esses jogos e o método científico.

E onde fica a História sem Adão?

Igor Pivomar @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Bafana Divulga, Ciência Geral, Divulgação Científica, Evolução, História, História da Ciência, ancestralidade, bíblia, crítica, educação
No artigo anterior Ademir Luiz, dissertou sobre os problemas de um professor de História ao ensinar as crianças a evolução e os ancestrais da espécie humana. Segundo ele, alunos dizem não acreditar no processo de seleção natural e então estudam por obrigação, “já que aquilo não está nas Escrituras”. Isto sinceramente me soa não como crendice [...]
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