Nov 23
A empresa é intrinsecamente amoral?
De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, economia, ética
O assunto da ética nos negócios está em Portugal na ordem do dia. O nosso leitor Filipe J. Sousa, Professor do Departamento de Gestão e Economia da Universidade da Madeira, enviou-nos, com uma introdução, um excerto de uma tradução sua do livro "The Concept of Corporate Strategy" de Kenneth Andrews, famoso professor de Economia de Harvard (na foto), sobre a necessidade de incorporar a ética na estratégia empresarial:A propósito da recente mediatização de recorrentes comportamentos éticos impróprios e reprováveis no mundo empresarial, penso ser conveniente revisitar os ensinamentos de Kenneth Andrews (1926-2005) - professor emérito da Harvard Business School e um dos precursores académicos da área da Gestão Estratégica - no seu livro seminal de 1971 sobre a estratégia da empresa, nomeadamente no que concerne ao que a empresa deve fazer (ao invés do que faz de facto)."O comportamento ético, à semelhança do exercício da preferência [individual], pode ser considerado um produto de valores. (...)A definição legal e económica do propósito da empresa como a maximização da riqueza do accionista [ou proprietário] leva, todavia de forma indirecta, a conclusões de que o comportamento [humano] que não seja claramente ilegal ...






Quero fazer algo inédito aqui no blog. Propor um debate mesmo. Segundo notícias que ouvi e li, a França, a Alemanha e o Reino Unido pediram nesta quarta-feira uma revisão do sistema financeiro internacional - as bases foram inauguradas na Conferência de Bretton Woods, em julho de 1944. Também, solicitaram que os líderes do G-8 – quero entrar nessa cúpula! - e as principais economias emergentes se encontrem no próximo mês para debater o tema. Eles querem re-fundar o capitalismo, mas, desta vez, que as finanças sirvam os cidadãos. E não o contrário.
Um amigo jornalista de perfil “agressivo” – na linguagem econômica – está fazendo um curso na área. Seu receio sobre a atual crise é tão grade, que ele investiu boa parte do dindin na poupança. Teoricamente, o rendimento que menos rende – escrito dessa forma mesmo. Ontem estava conversando com um investidor mais “agressivo” ainda, para uma matéria. Ele é pessimista quanto às ações. Acredita que elas seguirão caindo despenhadeiro abaixo – e ficarão assim por bons anos.
Daí, um outro amigo mandou essa: “O comunismo espalhava a pobreza, o capitalismo concentrava a riqueza e agora, o que virá?”. Eu tenho a impressão ... 










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