Archive for the economia
Constâncio: A culpa morreu solteira
A culpa morreu solteiraPor Lopo Lencastre, 16 de Fevereiro de 2010
Mais uma vez a culpa morre solteira neste país e os intervenientes são chutados para o alto e enviados em “missão estratégica” para a longínqua, distante, nublada Europa.
É inacreditável que a pessoa que falhou rotundamente como presidente do orgão de fiscalização e supervisão bancária em Portugal se escape assim, sem nenhuma responsabilização e ainda por cima premiado em mais €3,700 por mês face ao anterior ordenado e alcavalas (a somar à reforma que vai receber do anterior emprego), e ainda por cima vai para o cargo da supervisão.
É a travesssia dourada de mais um dos grandes deste país.
Se fosse um qualquer administrador de uma qualquer empresa séria tinha sido demitido e, eventualmente, processado; assim permite-se às declarações mais fantásticas como se nada se devesse a ele e como se não tivesse nenhuma responsabilidade em coisa absolutamente nenhuma do que se tem passado nestes últimos anos em Portugal.
Na política nacional já nem conta nem interessa; agora já só há a preocupação de negociar o próximo a ocupar a cadeira pública mais bem paga do país e arredores.
E foi “eleito” pelos eleitos desta Europa! E ainda querem que as pessoas acreditem na Democracia e participem. Muito pouca Ética. Muito pouca Transparência. Muito pouca Accountability. E como tudo isso nos parece cada vez mais importante antes que tudo naufrague no descrédito total…
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Crónica ( a ler até ao fim!) What Really Happened in Copenhagen?
When the 15th Conference of the Parties (COP15) of the UN Framework Convention on Climate Change (UNFCCC) "negotiations" ended in Copenhagen, a colleague from ATTAC France remarked that we might have just witnessed the tipping point of the end of capitalism and the New World Order.
On one hand, there was the official conference representing a corporate- and market-driven system being propped up by governments responsible for this crisis. On the other, there were the thousands that gathered from across the globe to protest false solutions and promote real ones. The road to Copenhagen for many activists began on September 18, 2008 when over 100 people from 21 countries came together to discuss mobilizing for Copenhagen. Over the next year, meetings were held in Poznan, Poland (2008 UN Climate Conference), in Belém, Brazil during the 2009 World Social Forum, and in Copenhagen. Somewhere in the midst of those meetings, Climate Justice Action was formed and became the major network for organizing the demonstrations in Copenhagen. Other Danish organizations pulled together the alternative Peoples' Summit Klimaforum09, which featured workshops, debates, art, and serious discussions that a new world was not only possible, but necessary. An estimated 10,000 people took part each day in Klimaforum09 activities.
The Negotiations
Outrage, confusion, and disgust were the reactions around the Bella Center when Barack Obama waltzed into the main plenary of the UN climate talks on December 18 to announce that the U.S. had struck an accord with the governments of China, Brazil, South Africa, and India. Accord? What happened to the official process?
In typical U.S. fashion, after years of global negotiations to bring all of the countries of the world into a consensus on how to combat climate change as part of the second round of commitments under the Kyoto Protocol, the imperial U.S. bypassed the Kyoto Protocol and its legally-binding commitments to reduce emissions. In his speech, Obama stated, "Here is the bottom line: We can embrace this accord, take a substantial step forward, and continue to refine it and build upon its foundation.... Or we can choose delay, falling back into the same divisions that
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Continue a ler Crónica ( a ler até ao fim!) What Really Happened in Copenhagen?OS PROBLEMAS DE PORTUGAL 3
"Leio na imprensa (Diário de Notícias, 3-12-2009) uma apreciação global do FMI sobre a situação portuguesa e um articulado de recomendações para a recuperação. Surpreende-nos a superficialidade do diagnóstico e a inadequação do plano de intervenção. Diagnóstico: "economia altamente endividada, condições monetárias provàvelmente mais restritivas, fraca produtividade e necessidade de consolidação da posição orçamental"; reconhece-se, é certo, que os problemas préexistiram à crise. Sem dúvida o alto endividamento e a fraca produtividade fazem parte da caracterização estrutural da economia portuguesa, mas não bastam, como vimos, para definir a sua estrutura. Toda a política proposta se norteia pelo objectivo de consolidação orçamental, que não passa, não deve passar de um instrumento de uma política económica global. Ora o que o FMI propõe é a contenção no aumento dos vencimentos na função pública - e sem dúvida também nos salários do sector privado -, condena a subida do salário mínimo, que é uma das medidas mais indispensáveis. A obsessão é evitar o aumento do défice em 2010 (em 2009 será de 8%), mas entendemos que pode ser necessário mantê-lo elevado por mais um ano ou dois ou mesmo mais. Para atingir aquele objectivo, recomenda o FMI cortes nos apoios sociais - quando se impõe mantê-los e até alargá-los -, e o cúmulo é atingido quando pretende restringir o subsídio de desemprego - a mais grave consequência da crise estrutural. Por outro lado, quere alargar a base contributiva, quando o importante é combater eficazmente a fraude fiscal e subir as taxas para os ganhos faraónicos: e aceita até a subida do IVA - notório atentado ao nível de vida dos desvavorecidos e mesmo da classe média. Para debelar a crise há que tomar medidas de emergência (como a regulação do sistema financeiro e os auxílios), mas simultâneamente realizar a refundição estrutural que leve à economia mixta norteada pelo interesse público."Continue a ler OS PROBLEMAS DE PORTUGAL 3
Programa Coca-Cola mais amigo do ambiente

Toda a notícia aqui: Coke Aims for Zero Waste, Zero Carbon Footprint at Winter Olympics
Consultar ainda Compromisso desta empresa pelo Ambiente
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Ainda o défice e orçamento de estado- intervenção de grande nível de Octávio Teixeira
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A DÍVIDA PÚBLICA – ONTEM COMO HOJE


Em cima O Século Cómico n.º 1131, 18.08.1919 e em baixo Ilustração Portuguesa n.º 703, 11.08.1919.Continue a ler A DÍVIDA PÚBLICA – ONTEM COMO HOJE
O FINANCIAMENTO DA IDA À LUA

Ontem, a interessantíssima sessão de Maria Luísa Malato Borralho no Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho, em Coimbra, sobre Júlio Verne levou-me a reler passagens o livro "Da Terra à Lua". E na edição do projecto Gutenberg (Imprensa Nacional, 1874, tradução de Henrique de Macedo, "Lente de mathematica na escola polytechnica e astronomo no observatorio de marinha") do livro foi fácil encontrar a única referência a Portugal, que participou no projecto global (globalização "avant la lettre"!) com 30000 cruzados, pouco mas que, apesar de tudo, foi mais do que deu a Espanha, que andava a construir ferrovias (o TGV da época) e cujo espírito anti-científico é ridicularizado por Verne. Transcrevo o delicioso texto verniano, onde é patente uma humorística sociologia das nações, com o itálico meu sobre a contribuição ibérica:
"Tres dias depois da publicação do manifesto do presidente Barbicane estavam subscriptos nas differentes cidades da União, quatro milhões de dollars. Com esta somma, por conta de maior quantia, já o Gun-Club podia ir fazendo alguma cousa. Dias depois, noticiavam os despachos telegraphicos á America que as subscripções no estrangeiro eram cobertas com verdadeiro enthusiasmo. Alguns paizes faziam-se notaveis pela generosidade da sua offerta. A outros lá custava mais a desapertar os cordões á bolsa. Questão de temperamento.
Em summa, mais eloquentes são os algarismos que as palavras, e eis a descripção official das sommas que foram escripturadas no activo do Gun-Club, logoque se encerrou a subscripção.
A Russia deu como contingente a enorme quantia de trezentos sessenta e oito mil setecentos e trinta e tres rublos, e só poderá causar espanto a grandeza da quantia a quem desconhecer o gosto dos russos pelas sciencias, e o progresso que imprimem aos estudos astronomicos, devido aos numerosos observatorios que possuem, dos quaes um, o de mais importancia, custou dois milhões de rublos.
A França começou por se rir das pretensões dos americanos. Serviu ali a Lua de pretexto a mil calembourgs já estafados, e a algumas dezenas de vaudevilles em que o mau gosto e a ignorancia disputavam primazias. Porém os francezes, que já de antiga data trazem o habito de cantar e ainda em cima pagar, d'esta vez riram, mas tambem depois pagaram, subscrevendo com a quantia de um milhão e duzentos e cincoenta tres mil novecentos e trinta francos. Por este preço realmente assistia-lhes o direito de
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Continue a ler O FINANCIAMENTO DA IDA À LUANicholas Hulot e o filme Le Syndrome du Titanic

Nicolas Hulot narra este filme e sobre ele escreveu:
As mudanças que fazemos nos nossos modos de vida não estão à escala dos desafios. O que está em causa, sem rodeios, é o nosso sistema económico. (Le Monde, 3 de abril 2009)
< - Clica na imagem para visitares a Fundação Nicolas HulotSinopse (em francês)
Je n'étais pas écologiste quand j'ai commencé, il y a 30 ans, à voyager de par le monde. J'ai vu la planète se rétrécir sous mes yeux, je suis passé de la conviction insouciante de vivre dans un monde infini et immuable à la conscience d'un monde fini et vulnérable. Depuis presque 20 ans, je me bats avec d'autres pour alerter mais surtout mobiliser face à la menace. Aujourd'hui, le cinéma m'apparaît comme le moyen essentiel pour que chacun puisse à son tour, en France et à l'étranger, s'approprier le constat et partager mes sentiments. Que chacun puisse voir la Terre et l'Humanité telles qu'elles sont et telles que je les ai vues. Que l'Homme retrouve sa propre échelle dans le temps et l'espace. Ce film est un cri d'alarme, ne laissons pas le temps nous dicter le changement, mais aussi un cri d'espoir, saisissons l'occasion pour nous retrouver, mobilisons le génie humain en donnant enfin du sens au progrès
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Moda sustentável
Para começar, moda é uma palavra referenciada à estatística, uma medida de dispersão, ou seja, a moda é o valor em uma amostra que detém o maior número de incidências, o valor mais frequente, ou seja, se em um grupo qualquer de 100 indivíduos, a maioria deles veste cueca verde de bolinhas roxas na cabeça, isto é moda. Então, de conseguinte, moda é o que você observa com maior frequência na população e não exatamente o que nos dizem os estilistas do momento.
Vamos então imaginar que cada estilista quando propõe cuecas verdes como boinas, a coisa ainda não é moda. Na verdade é somente uma aspiração a que aquilo que ele propõe se torne uma coisa usada por todos, consequentemente moda. Mas se você der uma circulada em pontos da cidade de grande afluência e observar as pessoas registrando o modo como elas se vestem, as coisas mais comuns serão moda.
Moda, portanto, não significa bom gosto.
Pensando assim, a moda verdadeira é aquela básica, de todos os dias, aquela que você, eu e todas as pessoas usamos. O que diferencia a moda é a população observada. Digamos que se você for um médico no centro cirúrgico, a moda é o lindíssimo pijamão com o avental cirúrgico como complemento, devidamente assessoriado por gorros, máscaras e luvas, mas que o outfit descrito, se aplicado a população no metrô da estação Tietê simplesmente seria igual ao ET em desfile.
Assim a função, o horário, o ambiente e o contexto, influenciam o que seria moda. Logo, você é quem faz a sua moda, de acordo com o seu perfil. Basta escolher a que população ou tribo, você pertence.
Sustentável é outro termo aparentemente singelo mas que esconde uma infinidade de armadilhas. Assim, termo muito adequado para exploração no marketing: algo complexo que ninguém saber exatamente o que é e que pode ser usado de tantas formas até prova em contrário.
Sustentável, instintivamente é algo que se mantém em pé, que se mantém ao longo do tempo.
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