Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the economia

Fundação Gates investe na Monsanto

No Huffington Post  de hoje.
Destaco este trecho e os meus sublinhados:

Under the guise of "sustainability" the Foundation has been spearheading a multi-billion dollar effort to transform African into a GMO-friendly continent. The public relations flagship for this effort is the Alliance for a Green Revolution in Africa (AGRA), a massive Green Revolution project. Up to now AGRA spokespeople have been slippery, and frankly, contradictory about their stance on GMOs.
The first Director of AGRA was Gary Toenniessen, a career program officer for Rockefeller Foundation. He said AGRA was not ruling out GMOs and if and when they were introduced it would be with all the appropriate "safeguards." After AGRA was criticized for not having any Africans, Kofi Anan was named Chairman in 2007. He first said GMOs were out of the picture, the next day he recapitulated. Last Spring, Joe DeVries, who runs the AGRA seed program was asked by a Worldwatch blogger if they were engaging in genetic engineering. "Read our lips," said Joe DeVries. "We are not promoting or funding research for GMOs (genetically modified organisms)..." In fact, in Kenya alone AGRA has used funds from the Gates Foundation to write grants for research in genetically modified agriculture. Nearly 80% of Gates' funding in Kenya involves biotech and there have been over $100 million in grants to organizations connected to Monsanto. In 2008, some 30% of the Foundation's agricultural development funds went to promoting or developing genetically modified seeds (See Ending Africa's Hunger)..
More to the point is that--as Monsanto and Gates are fully aware--to establish a healthy GMO industry one first needs a strong conventional breeding program in place: labs, experiment stations, agronomists, extensionists, molecular biologists... and farmer's seeds. All of which Gates, Rockefeller, Monsanto and AGRA are actively lining up.
They also need the power of U.S. government funding. That is where the U.S. Agency for International Development and the Casey-Lugar come in. USAID is now headed up by former Gates employee Rajiv Shah. The Casey-Lugar Global Food Security act ties foreign aid to GMOs. When the Gates Foundation places a bet, they like to hold all the cards.

Conheça a página AGRA Watch


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William Engdahl * Organismos geneticamente modificados: A catástrofe dos OGM nos EUA. Uma lição para o mundo (tradução para Português)

 



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Mitos e verdades sobre o fogo e a floresta – a ler, partilhar, debater




1.Este ano ardeu mais, ou menos, do que a média da última década?

Até 15 de Agosto, segundo os dados da Autoridade Florestal Nacional, arderam 71.687 hectares, ou seja, menos 30.962 hectares que a média dos últimos dez anos no mesmo período. Esta média inclui anos trágicos como 2003 (425 mil hectares) e 2005 (338 mil hectares) - no conjunto perto de 14 por cento da área florestal nacional -, mas também anos benignos como 2007, com pouco mais de 17 mil hectares ardidos, o valor mais baixo desde que há registos. A área ardida deste ano é muito superior à dos últimos três anos. No ano passado, até 15 de Agosto tinham ardido 26 mil hectares, mais vinte mil hectares que em 2007. Em 2003, nesta altura as chamas já tinham destruído 372 mil hectares. Mariana Oliveira


2. As condições do clima este ano foram piores do que em anos anteriores?

O valor médio mensal do índice de risco de incêndio FWI para o mês de Julho foi ligeiramente inferior ao valor de 2005, estando acima dos valores dos últimos cinco anos e do valor médio considerado, refere o Instituto de Meteorologia (IM). Até meados de Agosto, o índice de severidade diário era superior ao de 2003 e apenas inferior ao de 2005 e 2006. O IM nota que, entre 1 a 12 de Agosto, o território continental registou uma média da temperatura máxima do ar de 33,9ºC, o que significa uma anomalia de mais 5,1ºC em relação ao valor normal de 1971-2000 (28,8ºC) para este mês. "Estas condições traduziram-se num aumento significativo do risco meteorológico de incêndio e, consecutivamente, do índice de severidade diário, resultando em maiores dificuldades no controlo e supressão dos incêndios florestais", lê-se no último relatório da Autoridade Florestal Nacional. Em termos do clima, Julho foi um mês seco e muito quente, registando o maior valor da temperatura máxima do ar, 31,7ºC, desde 1931. Neste mês ocorreram duas ondas de calor e, em relação à precipitação, Julho foi o mais seco dos últimos 24 anos. M.O.


3. Como se pode explicar o elevado número de incêndios registados por dia em Agosto?

O número de ignições registadas em Portugal é um dado que ainda hoje intriga

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Ainda a Pegada Ecológica, Overshoot , Relatório Meadows e Sustentabilidade: conhecer Enrique Leff


Enrique Leff
Enviado por 6tocongresoea. - Ver videos internacionais de webcam

Enrique Leff é um economista mexicano. doutor em Economia do Desenvolvimento pela Sorbonne (1975), é professor de Ecologia Política e Políticas Ambientais na Pós-Graduação da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) e, desde 1986, coordenador da Rede de Formação Ambiental para a América Latina e Caribe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
Leff também é conhecido no Brasil como professor do Curso de Doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento da Universidade Federal do Paraná.

Entrevista de Enrique Leff. Revista Senac e educação ambiental - Ano 16 n.1 jan/abril 2007. (em português)




Ler até ao fim esta crónica de Enrique Leff
Em 1972, um estudo do Clube de Roma apontou, pela primeira vez, “Os limites do crescimento”. Quatro décadas depois, a destruição das florestas, a degradação ambiental e a poluição aumentaram de forma vertiginosa, gerando o aquecimento do planeta pelas emissões de gases causadores do efeito estufa. A solução para esse grave problema é mais crescimento? 

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Aviso de sobrecarga da Terra: HOJE 21 de agosto, excedemos o orçamento da natureza

PLANETA FALIDO
Como já tinha escrito em 2008, aqui



A humanidade levou menos de nove meses para esgotar seu orçamento ecológico anual, segundo dados da Global Footprint Network, uma organização de pesquisa ambiental com sede na Califórnia.


A Global Footprint Network calcula o estoque da natureza sob a forma de biocapacidade – o montante de recursos que o planeta regenera a cada ano – e o compara à demanda humana: o montante necessário para produzir todos os recursos vivos que consumimos e absorver nossas emissões de dióxido de carbono. Seus dados revelam que a partir de 21 de agosto, a humanidade terá demandado todos os serviços ecológicos que a natureza pode oferecer este ano, desde a filtragem de CO2 até a produção de matérias-primas para a alimentação.


De agora até o final do ano, vamos alcançar nossa demanda ecológica esgotando estoques de recursos e acumulando gases de efeito de estufa na atmosfera.


"Se você gastasse todo o seu rendimento anual em nove meses, você provavelmente ficaria extremamente preocupado", disse o presidente da Global Footprint Network, Mathis Wackernagel. "A situação não é menos terrível quando se trata do nosso orçamento ecológico. As alterações climáticas, a perda de biodiversidade, o desmatamento, a escassez de água e de comida - todos estes são sinais claros de que não podemos mais financiar o consumo a crédito. A natureza está abrindo falência”.


Saiba mais (em inglês)


O que é Overshoot?


Durante a maior parte da história humana, a humanidade foi capaz de viver as custas dos juros da natureza - consumindo recursos e produzindo dióxido de carbono a uma taxa menor do que o planeta era capaz de regenerar e reabsorver a cada ano.


Mas há cerca de três décadas, nós cruzamos um limiar crítico e a taxa de demanda humana por serviços ecológicos passou a superar a taxa em que a natureza podia fornecê-los. Esta lacuna entre oferta e demanda – conhecida como overshoot ecológico - tem crescido a cada ano. Agora é preciso um ano e seis meses para regenerar os recursos que a humanidade requer em um ano.


Alocar o carbono é fundamental para equilibrar o orçamento


A mudança climática é talvez o sinal mais importante do

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Água de Colónia: a "original" versus a "autêntica"














Ir a Colónia e não trazer água de Colónia é como ir a Roma e não ver o papa, ou melhor, ir a Colónia e não ver a catedral. Mas, em Colónia, fiquei indeciso entre a "original", associada ao nome do italiano Giovanni Maria Farina, e a "autêntica", que usa o nome de 4711, do antigo número de porta da casa onde era fabricada. O segundo perfume é talvez mais conhecido até porque se vende mais. Mas o perfume mais antigo foi criado na cidade de Colónia pelo italiano em 1709, portanto há mais de 300 anos. O "4711", que tem uma fórmula química diferente (as duas são um segredo bem guardado!), só viu a luz do dia em 1804, graças a um comerciante alemão de seu nome Wilhelm Muehlens, não chegando por isso aos 200 anos. Seria uma história complicada contar como Muehlens tentou por todos os meios usar o nome de Farina, incluindo a compra do nome a um Farina que não era da família original e que não teve escrúpulos de o vender a dezenas de outros perfumistas... Ao contrário de Farina, o nome de "água de Colónia" é hoje uma designação genérica, com vários fabricantes em vários sítios do mundo, que desenvolvem campanhas de marketing agressivas. É curioso notar que o escritor francês Honoré de Balzac escreveu um romance onde descreve lutas entre perfumistas na Paris do século XIX, antecedendo no tema o alemão Patrick Sueskind, autor de "O Perfume".

Em Colónia, vale a pena ver o Museu do Perfume na casa onde trabalhou o italiano Farina, que continua de posse da mesma família, oito gerações depois, em frente à praça de Juelich, muito perto do magnífico Museu Wallraff-Richartz e da velha Rathaus (Câmara Municipal), e relativamente perto da Catedral, a única coisa que em Colónia é mais famosa do que a água de Colónia. O original sempre é o original. E aprende-se lá que Napoleão, querendo estar sempre bem-cheiroso, usava um frasco inteiro de água de Colónia por dia. Mais modernamente, e embora em menor quantidade, eram dados frascos aos marinheiros dos submarinos alemães na Segunda Guerra Mundial. Consta que eles, em vez de os usarem, os traziam para oferecer às namoradas ou esposas, uma vez que o perfume, de aroma suave, é unisexo...Continue a ler Água de Colónia: a "original" versus a "autêntica"

Boas Notícias:: Portugal dá a si próprio uma reforma de energia limpa (NY Times)


Na série de longos artigos do NY Times "Beyond Fossil Fuels- Lessons From Europe" a 9 de Agosto, de 2010, a cronista Elisabeth Rosenthal dirigiu a sua atenção para Portugal. 
Embora com alguma agenda política no meio, creio que não ficamos mal no figurino, pois em boa verdade Portugal tem crescido imenso em energias renováveis. 






O artigo tem despertado imenso debate (mais de 230 comentários!!) e entendo que devemos aproveitar esta onda e bons ventos para um lugar ainda mais ao Sol!


Fonte: NY Times

Portugal Gives Itself a Clean-Energy Makeover

LISBON — Five years ago, the leaders of this sun-scorched, wind-swept nation made a bet: To reduce Portugal’s dependence on imported fossil fuels, they embarked on an array of ambitious renewable energy projects — primarily harnessing the country’s wind and hydropower, but also its sunlight and ocean waves.


Today, Lisbon’s trendy bars, Porto’s factories and the Algarve’s glamorous resorts are powered substantially by clean energy. Nearly 45 percent of the electricity in Portugal’s grid will come from renewable sources this year, up from 17 percent just five years ago

Land-based wind power — this year deemed “potentially competitive” with fossil fuels by the International Energy Agency in Paris — has expanded sevenfold in that time. And Portugal expects in 2011 to become the first country to inaugurate a national network of charging stations for electric cars.

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Boas Notícias:: Portugal nada mal colocado como País com boa qualidade de vida

A nossa economia tem necessidade de muito mais transparência, muito mais participação activa de todos os cidadãos, menos chico-espertismo [o mais recente caso refere-se aos Certificados do 12º ano à venda na Internet] e menos economia da cunha/pequenos interesses [artigos aqui, aqui, aqui e o que diz a lei aqui].

Mesmo assim, Portugal, ficou em 19º lugar, como o país com qualidade de vida, num ranking  publicado pela International Living e de acordo com a Nesweek, em 27º lugar [consultar infografia]

E já agora, Portugal Natural existe? Sim, mas é necessário injecção de verbas e mais meios de segurança e vigilância das nossas áreas protegidas. Fica um slideshow do formidável trabalho de Luís Quinta.

Portugal Natural


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Douro Poluído

Foto CQ

O Douro está poluído. Não será isto novidade para ninguém, mas o que é de realçar é que está cada vez pior, o estado do grande rio. O estudo sistemático e continuado do seu troço final, levado a cabo pelo hidrobiólogo Bordalo e Sá, e revelado aqui no JN há dias, traz motivo para inquietação. Contaminação fecal 200 a 500 vezes superior ao que seria desejável. Poluição por bactérias, vírus e protozoários, a que se soma o crescente afluxo de químicos diversos, de pesticidas, além de antibióticos e contraceptivos presentes na urina humana. Peixes e moluscos acusando perturbações sérias, enguias com patologias neurológicas, tainhas e solhas que mudam de sexo por efeito da « sopa letal» onde vivem.
Face a isto, que se faz? Boa parte das ETAR não funciona de todo ( caso da de Rio Tinto) ou não fazem desinfecção do efluente. As redes de saneamento estão longe de cobrir o território, apesar de avanços. Não se vislumbra cooperação e decisão conjunta entre os municípios próximos do Estuário do Douro.
Um cenário de poluição grave e de incompetência política mais grave ainda! 

in crónica de Bernardino Guimarães, JN, em 3/8/2010 






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Genetically Manipulated Crops: The GMO Catastrophe in the USA. A Lesson for the World , por F. William Engdahl

Superweed
Global Research, August 18, 2010

Recently the unelected potentates of the EU Commission in Brussels have sought to override what has repeatedly been shown to be the overwhelming opposition of the European Union population to the spread of Genetically Modified Organisms (GMO) in EU agriculture. EU Commission President now has a Maltese accountant as health and enviromnent Commissioner to rubber stamp the adoption of GMO. The former EU Environment Commissioner from Greece was a ferocious GMO opponent. As well, the Chinese government has indicated it may approve a variety of GMO rice. Before things get too far along, they would do well to take a closer look at the world GMO test lab, the USA. There GMO crops are anything but beneficial. Just the opposite.

What is carefully kept out of the Monsanto and other agribusiness propaganda in promoting genetically manipulated crops as an alternative to conventional is the fact that in the entire world until the present, all GMO crops have been manipulated and patented for only two things—to be resistant or “tolerant” to the patented highly toxic herbicide glyphosate chemicals that Monsanto and the others force farmers to buy as condition for buying their patented GMO seeds. The second trait is GMO seeds that have been engineered genetically to resist specific insects. Contrary to public relations myths promoted by the agribusiness giants in their own self-interest, there exists not oné single GMO seed that provides a greater harvest yield than conventional, nor one that requires less toxic chemical herbicides. That is for the simple reason there is no profit to be made in such. 

Giant super-weeds plague

As prominent GMO opponent and biologist, Dr Mae-Wan Ho of the  Institute of Science in  London has noted, companies such as Monsanto build into their seeds
herbicide-tolerance (HT) due to glyphosate-insensitive form of the gene coding for the enzyme targeted by the herbicide. The enzyme is derived from soil bacterium Agrobacterium tumefaciens. Insect-resistance is due to one or more toxin genes derived from the soil bacterium Bt (Bacillus thuringiensis). The United States began large scale commercial planting of GMO plants, mainly soybeans and corn and cotton around 1997. By now, GM crops have taken over between 85 percent to 91 percent of the areas planted with the three major crops, soybean, corn and cotton in the US,

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