Blogs de Ciência

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“Hidrogel” – substituto do plástico?

 Foi publicado, na revista Nature no mês de Janeiro, um artigo sobre a produção na Universidade de Tóquio de um gel com propriedades elásticas (hidrogel), por parte de cientistas japoneses e coreanos (Wang e colaboradores). Ao que parece, este produto pode ser um substituto para o plástico, já que não apresenta riscos para o Homem. Tendo em conta a quantidade de materiais que hoje são fabricados com plástico (que demora muito tempo a biodegradar-se), este material seria inclusive "mais amigo do ambiente", pois é, basicamente, constituído por água (cerca de 95%), dois gramas de argila e material orgânico. Este produto, apesar de ter uma textura gelatinosa, é extremamente elástico, estando-se a estudar a hipótese do hidrogel poder substituir todo o plástico usado, até porque o facto de ser constituído por água e argila na sua grande parte, torna-o economicamente acessível.


 Apesar de tudo, a ideia de fabricar um hidrogel não é nova, sendo o facto das ligações do hidrogel serem não-covalentes (ao contrário dos "hidrogéis" anteriormente fabricados), o que torna esta tentativa tão especial. Isto significa que este material é muito mais maleável. Uma curiosidade a assinalar, é o facto do hidrogel poder ser aquecido, pois apenas começa a ganhar "bolhas", provocando uma sensação de "cerâmica quente" acima dos 80ºC.


 Esta descoberta é uma esperança para a humanidade e, se for bem sucedido no mercado, os cientistas podem ter encontrado um modo de tornar o nosso planeta um pouco mais "saudável"


 Fonte: http://www.stumbleupon.com/su/1DFwph/www.disinfo.com/2010/01/japanese-scientists-create-elastic-water/ (12/02/2010 às 22:30)Continue a ler “Hidrogel” – substituto do plástico?

Pra que serve esse bicho?

(I)

Estive no litoral recentemente e, numa conversa com meus amigos, disse que a craca é o animal que tem o maior pênis em relação ao tamanho do corpo. Maior do que a surpresa deles ao ouvir essa curiosidade foi a minha quando uma amiga perguntou: “Mas o que é uma craca?”. No dia seguinte, na praia, havia um galho na areia cheio de cracas, e então peguei o galho e mostrei para ela. Ela, com cara de indignação, disse: “Nossa, ISSO é uma craca? Pra que serve esse bicho?”.

Ela era a única não-bióloga do grupo em que eu estava, e não simpatizou com a idéia de que os bichos não precisam servir pra alguma coisa. Falei que Darwin estudou cracas por muito tempo e que os historiadores acreditam que ele aprendeu muita taxonomia, morfologia e ontogenética em seu trabalho com esses cirripédios, além de ter percebido coisas que o ajudaram mais tarde a escrever sua obra prima, A Origem das Espécies. Mas não adiantou.

(II)

Existe um grupo de seres vivos “conhecido” (entre aspas porque na verdade pouca gente conhece, mesmo entre os biólogos) como slime molds. Sua posição filogenética ainda é controversa; uns acham que eles são um grupo de fungos e outros defendem que eles são um grupo à parte, apenas aparentado aos fungos. De qualquer forma, tem gente que faz pesquisa com eles. E alguns desses pesquisadores fizeram uma descoberta muito interessante recentemente. Em resumo (mas vale a pena ler o artigo), ao estudar o padrão de crescimento e forageio (busca por alimento) de uma espécie de slime, descobriram uma forma de revolucionar os problemas de logística e transporte do Japão (!!).

(III)

Então, pra que servem slime molds? Ora, agora podemos planejar redes de transporte a partir do padrão de crescimento deles. Mas, antes disso, eles não serviam pra nada, assim como o fungo P. notatum não servia pra nada antes de descobrirem a penicilina. Mas e as cracas? E as baratas que nos enojam e os pernilongos que nos estorvam a noite? Pra que servem? No máximo, para manter o equilíbrio ecológico em seus hábitats, de onde extraímos coisas “úteis”. Na verdade, se formos medir o valor das espécies pela serventia que elas podem ter ao homem, é provável que descubramos que boa parte das espécies “não serve pra nada”. Mas, mesmo assim, elas fascinam muita gente, que dedica a vida…

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Visita do Dr. Henrique Alves à Escola Secundária Dr. Ferreira Alves (Valadares)

 Uma vez que 2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade (ao qual temos vindo a fazer referência neste blogue) achamos que seria importante convidar um representante do Parque Biológico de Gaia para falar numa palestra a ter lugar na escola que frequentamos (Escola Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves, em Valadares, Vila Nova de Gaia) sobre a importância da Biodiversidade.
 Como tal, no dia 28 de Janeiro a Escola recebeu, a convite do nosso grupo de trabalho, o Dr. Henrique Alves, biólogo no Parque Biológico de Gaia que mencionou seis boas razões pelas quais devemos proteger a biodiversidade. São elas:

1 - A Biodiversidade oferece-nos protecção contra catástrofes naturais: Os mangais (plantas costeiras de raízes profundas), por exemplo, podem diminuir substancialmente os danos causados por um tsunami. Também os riscos de movimentos em massa são diminuídos quando as zonas de vertente estão cobertas por vegetação.

2 - A Biodiversidade é fonte de alimento: Actualmente cerca de 80% dos alimentos que consumimos regularmente provêm de apenas 20 espécies diferentes. Caso por qualquer motivo, a produção de uma dessas espécies caísse consideravelmente, a alimentação humana e a economia ressentir-se-ia fortemente.

3 - A Biodiversidade é fonte de recursos naturais: É graças a muitas espécies, sobretudo vegetais, que conseguimos obter importantes matérias-primas. As fibras naturais e a borracha (que provém da Árvore da Borracha) são bons exemplos do referido.

4 - Graças à Biodiversidade podemos obter inúmeros fármacos: Uma grande parte dos medicamentos consumidos são fabricados a partir de substâncias naturais. O ácido salicílico (constituinte da Aspirina), por exemplo, pode ser extraído naturalmente da casca do salgueiro.

5 - A Biodiversidade assegura o equilíbrio ecológico: As interacções existentes entre a Biosfera e os restantes subsistemas terrestres são fundamentais para assegurar o equilíbrio ecológico no planeta. 

6 - A Biodiversidade deve ser protegida por razões éticas, estéticas e de qualidade de vida

De referir que o Parque Biológico de Gaia está a desenvolver um trabalho ímpar, em termos regionais, para assegurar a Protecção da Biodiversidade, nomeadamente através de iniciativas como o Sequestro de Carbono.
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Nova espécie animal descoberta na Ria de Aveiro

No Canal da Ria de Aveiro, foi descoberta uma nova espécie animal a Diopatra micura, representada na imagem. Esta espécie animal foi descoberta por investigadores da Universidade de Aveiro. O animal trata-se de um verme marinho que, embora se assemelhe a outras espécies já encontradas no mesmo local, é uma novidade para a Ciência.

Depois de analisarem o material biológico da Diopatra micura, constataram que este verme também habita nas regiões costeiras de Aveiro, Nazaré, Baía de Cascais, a costa Oeste e o Largo de Vila Real de Santo António.

Segundo uma das investigadoras, Ana Rodrigues, a descoberta aconteceu à margem de uma trabalho de investigação sobre a Diopatra neapotitana, uma espécie abundante na ria e que é utilizada para fins comerciais. Os investigadores detectaram esta nova espécie muito semelhante, embora com dimensões inferiores e com barras azuis nos filamentos que funcionam como órgãos sensoriais, sendo que as duas espécies de animais são semelhantes em termos de estilos de vida. A  Diopatra micura é muito parecida ao casulo da Diopatra neapotitana, mas no entanto a primeira é mais pequena, pois o indivíduo maior encontrado desta espécie media oito centímetros. A constituição do material genético em ambas as espécies é igual.

Como não foram encontrados muito exemplares no local onde foi identificada essa espécie, os investigadores não sabem se esta espécie de verme habita a ria de Aveiro há muito tempo, sendo necessário um investimento na área da Biologia para o descobrir.

Já no ano paassado, os mesmos investigadores, tinham encontrado uma outra espécie de Diopatra - Diopatra marocensis foi a espécie encontrada no ano passado e que até então só era conhecida na costa de Marrocos, sendo que como qualquer espécie tem importância nos ecossistema, os investigadores querem saber qual será (caso haja) a interacção entre as três espécies e que outros locais vai a Diopatra micrura colonizar.

Os investigadores do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), um laboratório associado, revelarão os resultados desta investigação em publicações internacionais, dado que é muito positivo começar o Ano Internacional da Biodiversidade com a publicação de uma artigo de uma nova espécie.



Fontes: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=39076&op=all#cont (28/01/2010 - 16h)
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Macau abre as portas do seu primeiro Centro de Ciência


Vista Exterior do Centro de Ciência de Macau, © CCM

«Arrastou-se durante vários anos, perdeu dimensão por via dos arranha-céus que nasceram nas imediações, foi inaugurado em Dezembro com pompa, circunstância e honras de Hu Jintao. Ontem, abriu finalmente as portas ao público, sem estar porém a funcionar na totalidade. Há quatro galerias ainda em construção, mas há muito para ver (e tocar) no Centro de Ciência de Macau.» (Ler texto de Isabel Castro no jornal macaense Ponto Final)

O projecto arquitectónico tem a assinatura de I.M. Pei (o mesmo que concebeu a Pirâmide do Louvre, em Paris) e oferece espaço para um Centro de Exibições, um Planetário e um Centro de Conferências. Isto, à margem das 14 galerias de ciência, pensadas para todas as faixas etárias, que se dedicam a áreas como a robótica, a astronomia, a ecologia, a saúde no desporto e a ciência alimentar, entre outras. Einstein, Newton, Goldbach e Darwin dividem as galerias para os mais pequenos, numa divisão espacial que não esquece também uma abordagem às ciências e tecnologias antigas da China.

Interior do Centro de Ciência de Macau, © Isabel Castro (Ponto Final)

Mais: Museu de Ciência de Macau (Website oficial)

Publicado por Sílvio Mendes
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2010 – Ano da Biodiversidade

No âmbito do nosso projecto é importante salientarmos que 2010, o ano que iniciámos, assinala a celebração da biodiversidade, como o intuito de dar maior visibilidade ao problema da perda da biodiversidade. Assim sendo, coloco como tópicos de reflexão as seguintes questões:
  • Será o momento de avaliar o desempenho do progresso na redução da taxa de perda de biodiversidade a nível global?
  • Não se deveria chegar a conclusões relativamente à utilização de recursos genéticos e medidas de combate a este problema a nível internacional?
  • Não se deveria, estabelecer planos estratégicos de acção face à perda da Biodiversidade e à perda de qualidade de vida que actualmente se faz sentir? 

Na verdade, qualidade de vida, competitividade económica, emprego e segurança, tudo depende de todos e de cada um de nós – Governo, autarquias, empresas, particulares - zelar pelos nossos "bens" essenciais tem consequências para o mundo natural e para o bem-estar do ser humano e de todos os seres vivos com os quais interagimos e sem os quais não viveríamos.


Fontes: http://www.eea.europa.eu/pt/themes/biodiversity ( 25/01/2010 - 22h00)
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Respiração externa: Bactérias que respiram pedras

Bactérias da familia Shewanella, algumas das estudadas Existem muitos ambientes na Terra nos que não há oxigénio, e, no entanto, vivem bactérias neles, as bactérias anaeróbias. A respiração, a nível celular, consiste fundamentalmente na ruptura de ligações químicas obtendo a célula dessa maneira a energia necessária para o seu funcionamento. Neste processo produz-se uma libertação de
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Segunda maior central solar Portuguesa começa a produzir electricidade

A segunda maior central solar fotovoltaica Portuguesa começa a produzir electricidade parcialmente no dia 12 do corrente mês em Ferreira do Alentejo (no distrito de Beja), devendo começar a funcionar totalmente até ao final deste ano.

A central, que está instalada num terreno de quase 60 hectares, apresenta uma capacidade total instalada de 12 megawatts (MW) e começa a produzir esta terça-feira, com os primeiros 7 MW já instalados, sendo que até ao final do ano, segue-se a instalação dos restantes cinco.


A central produzirá então 21,3 gigawatts/hora de electricidade proveniente de fontes renováveis por ano, o que equivale a um pouco mais do que o consumo anual de electricidade do concelho de Ferreira do Alentejo, onde será instalada.

O funcionamento da central fotovoltaica em questão vai evitar a importação de sete mil toneladas de fuel por ano (cerca de 48 mil barris de petróleo não refinado) e permitir poupar 12 mil toneladas de emissões de CO2.


Tópico de discussão: Apesar do baixo rendimento dos painéis fotovoltaicos, deve Portugal continuar a apostar na energia solar? Ou deverá procurar outras alternativas energéticas?

Fontes: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Tecnologia/ (dia 9/01/2010 - 16h20)
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2010: Ano Internacional da Biodiversidade

 O ano de 2010 foi escolhido pela Organização das Nações Unidas como o Ano Internacional da Biodiversidade, sendo os dois principais objectivos definidos pela ONU os seguintes:
  • Aumentar a consciência da importância da conservação da biodiversidade para o bem estar humano e para a economia.
  • Aumentar o conhecimento dos factores que ameaçam a biodiversidade e de como podemos conservá-la.
 A biodiversidade engloba não só a variedade entre espécies, mas como também a diversidade existente entre indivíduos da mesma espécie e a diversidade de ecossistemas, sendo a sua protecção fundamental. 
 Na verdade, o desaparecimento de uma espécie num dado ecossistema compromete o seu equilíbrio, e mesmo o próprio ser humano está extremamente dependente da variedade biológica, quer em termos alimentares, quer para a produção de medicamentos, quer ainda para a obtenção de outros recursos naturais.
 A destruição de habitats, nomeadamente através da desflorestação (provocada sobretudo pela crescente urbanização, conflitos armados e obtenção de recursos naturais) é uma das grandes causas para o desaparecimento de espécies, assim como o tráfico de espécies exóticas e as bruscas alterações climáticas que se têm vindo a registar nos últimos anos.Em jeito de conclusão deste post apresentamos aqui dois vídeos. 
 O primeiro é um vídeo que mostra a importância da biodiversidade através de um programa de conservação dirigido pela União Europeia na República Democrática do Congo e o segundo aborda uma perspectiva mais humorística acerca da importância da biodiversidade:





Tópico de discussão: 
O que podemos fazer nós, enquanto cidadãos comuns, para ajudar a preservar a biodiversidade?

 Fontes: http://www.countdown2010.net/ (06/01/2009 - 18h)
             http://en.wikipedia.org/wiki/Biodiversity (06/01/2009 - 18h)
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ANO INTERNACIONAL DA BIODIVERSIDADE



Depois da Astronomia a Biologia e a Ecologia. As Nações Unidas determinaram que 2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade. No vídeo, o Secretário Geral das Nações Unidas faz o respectivo anúncio.Continue a ler ANO INTERNACIONAL DA BIODIVERSIDADE
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