Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the Divulgação Científica

Tudo em um ano 5 – Nossa casa, a Terra

Finalmente no dia de hoje, 4,6 bilhões de anos atrás, nossa casa se formou. Imagine que os fogos de ano novo de 2010 foram o Big Bang, nosso pálido ponto azul, a terceira esfera rodopiante desde o sol apenas teria se formado no dia 1º de setembro.

As nuvens de poeira cósmica que vinham viajando desde o Big Bang se tornaram mais e mais densas. Pontos onde poeira e gases quentes se adensaram mais são chamados de anãs marrons, até que uma hora a temperatura e adensamento são tão grandes que átomos de hidrogênio começam a fundir-se formando hélio. Pronto, temos uma estrela.

No nosso ano universal o sol se formou anteontem. Junto a ele, rodeando-o graças a sua atratividade gravitacional, estavam aglomerados de partículas na forma de anéis (como se o sol fosse saturno). As partículas de alguns destes anéis foram colidindo, aglomerando-se e dando origem a protoplanetas, um deles foi a Terra.

A proto-Terra cresceu aglutinando partículas ao seu redor até que seu centro tornou-se tão quente que os metais que a compunham derreteram. Assim, seu núcleo é formado por ferro derretido, entre outros elementos. Neste momento uma nuvem de gás de silício condensou-se ao redor de nosso planeta, solidificando-se em sua superfície na forma de rochas duras. Havia ao nosso redor uma atmosfera de gases leves como hidrogênio e hélio. É possível que um vento solar tenha soprado para longe estes gases. Dez milhões de anos mais tarde, o volume que nosso planeta já havia atingido foi suficiente para atrair outros gases para nossa atmosfera, como o vapor d'água.

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Lua crescente, declaro ser o seu mais lindo amante e com você quero me casar

Fonte: novacelestia.com

Mais ou menos há uns 4,4 milhões de anos acredita-se que outro proto-planeta (meio barbeiro) que orbitava próximo ao nosso desestabilizou sua órbita e colidiu com a Terra ainda em condensação. Isto fez com que uma parte pouco densa de nossa superfície nos deixasse, constituindo a lua.

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fronteiras da ciência


Começa hoje um evento imperdível! Trata-se do Frontiers of Science, um encontro multidisciplinar que reúne futuros líderes científicos para discutir, de maneira integrada e informal, a pesquisa de ponta em suas áreas de atuação.

Biocombustíveis, plasticidade neural, modelos matemáticos para estudos ecológicos e epidemiológicos, formação planetária, mudanças climáticas e metabolismo energético são alguns dos temas em debate. Detaque para uma das apresentações do domingão, às 17h30: Science Journalism and Public Perception on Science.

O simpósio será transmitido pela internet em http://itv.netpoint.com.br/uk. A programação está disponível aqui e as informações completas sobre o evento e os palestrantes podem ser acessadas aqui.


Filed under: eventos Tagged: astronomia, biocombustíveis, divulgação científica, epidemiologia, Frontiers of Science, matemática, mudanças climáticas, neurociências, percepção pública da ciência

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Insetos servem de prova para crimes

“Passeando” pela internet para encontrar algum assunto bem interessante para inserir aqui no blog, encontrei um vídeo bem curioso, de uma entrevista entre dois pesquisadores sobre insetos que são utilizados em práticas forenses.

A entrevista de Marcelo Hermes-Lima foi feita há 3 anos e alguns meses, quando iniciou as atividades do seu blog, Ciência Brasil. Seria muito legal conhecer outras iniciativas como esta!


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Pensamento de Segunda

"Os homens tropeçam de vez em quando na verdade, mas a maior parte volta a levantar e continua depressa o seu caminho, como se nada tivesse acontecido."

Winston Churchill

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sons da ciência

O blog da Associação Viver a Ciência vem publicando uma série de posts intitulada Os sons da ciência. A seleção é muito bacana e vale a visita! Além dos clipes das músicas selecionadas, os posts apresentam a letra e o contexto de sua concepção.

Minha preferida até agora é uma homenagem “classic medieval metal” a Galileu Galilei da banda alemã Haggard, que dedicou todo um álbum em homenagem ao cientista denominado Eppur Si Muove:

Mais sons da ciência

No final do ano passado publiquei aqui uma retrospectiva ciência na mídia e o primeiro post da série foi sobre música. Elegi como campeã uma das músicas das The Horrible Cernettes sobre o LHC (veja lá!), mas o Roberto Takata, nos comentários, também indicou uma muito divertida, sobre o Tiktaalik:


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Ciência que rouba

Li em algum lugar, talvez no blog do Mauro, que o melhor lugar para se fazer ciência não é sempre no laboratório, e sim muitas vezes em uma mesa de bar.

Alguns dias atrás, num boteco no centro antigo de Curitiba estava eu e meu grande amigo Químico, o Giorgio, conversando sobre o ensino de ciências, ambos já lecionamos, e obviamente já fomos (e ainda somos) estudantes. O tema principal foi a Eletrodinâmica e a Cromodinâmica Quântica, a Epigenética, metaloproteínas, ligações orgânometálicas, transposons e agentes quelantes. MINDFUCK!Mas isso foi só pano de fundo, a ciência, pois a grande questão em meio aos copos de cerveja e o frio estranho a mim, foi o porque dos métodos de lecionar ciência eram tão chatos quando estávamos na escola (e ainda é?), o que nos admira estarmos fazendo uma graduação em licenciatura em ciências e com objetivos de passar esse conhecimento para frente.
E pelas notícias do ministério da educação, falta professores de ciências, e os poucos com formação na área e já lecionam, tornam a matéria dura, enfadonha, e simplesmente chata!!!o que fazer na nossa humilde opinião? Introduzir exatamente estes assuntos complexos, que conversamos no bar, em tom de conversa, com o objetivo de "roubar "a atenção dos estudantes! certo que a primeira vista é paradoxal, ensinar por exemplo, a Relatividade, quando os alunos mal compreendem ou não gostam da física Newtoniana, mas a idéia é exatamente seduzir mesmo! através destes temas considerados "esotéricos", um roubo no sentido mais belo da palavra. Dai então ficaria mais suave a transição para outros temas mais "prosaicos", que são aqueles que a gente vê na escola, e claro no dia a dia.

E o mais precioso, o catalisador dessa sedução é o professor, ele que irá mostrar como é esse método especial de descobrir as coisas, que é a ciência. Que nada tira da beleza do mundo, mas só adiciona. Abrir as janelas da mente... Parece utópico eu sei, mas das vezes que toquei em assuntos complexos em aulas, os olhos da gurizada brilhavam, com esse mundo novo, grande e assombroso que se descortina quando estudamos a natureza das coisas através da ciência.
Tem o efeito Mpemba, descoberto por um estudante secundário africano, e que consiste no fato da água morna congelar mais rápido do que agua fria! muitas pessoas duvidam desse fato,

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Arte e Ciência I – Ilustrações Científicas

Quem estiver em Brasília poderá conferir a exposição Ilustração científica, no pavilhão de acesso à câmara dos deputados com entrada franca e aberta das 10 às 17h. A exposição traz pranchas de plantas, insetos, aves e anatomia humana, elas são resultado do III Encontro Brasileiro de Ilustradores Científicos. As técnicas vão desde o grafite e nankim até a ilustração digital e o acrílico, mas o grosso da exposição é composto de aquarelas de realismo impressionante. As obras também têm autores diversos, mas fiquei especialmente satisfeito de ver entre eles um colega da USP, Rogério Lupo. Outro cujas obras me encantaram foi o português Fernando Correia, habilidoso ilustrador digital.

Rogerio Lupo

A Erva Mate segundo Rogério Lupo

Fonte: http://rogeriolupo.blogspot.com/

A ilustração científica é a arte de mostrar, através de desenhos, organismos, estruturas ou ambientes reais de forma a passar uma informação científica. Sua época áurea talvez tenha sido a dos grandes exploradores e naturalistas. Obras como as de Buffon, Cuvier e von Martius eram ricamente ilustradas com nankins e aquarelas de precisão assombrosa. Com o advento da fotografia a ilustração científica padeceu um pouco, já que fotografias são fiéis e manejar uma câmera fotográfica (não discuto aqui a habilidade estética para tal, apenas a capacidade de obter uma imagem precisa) é mais fácil do que pincéis e canetas. No entanto, nada como uma bela ilustração científica para especificar detalhes que muitas vezes aparecem poluídos em uma fotografia, sem falar em seu valor artístico. Atualmente, uma nova onda de interesse nesta arte vem da importância de ilustrações para livros-texto e similares utilizando recursos digitais. Assim, permanece o espaço para bons ilustradores, seja nos trabalhos científicos de taxonomistas e anatomistas, seja nas paredes e páginas de exposições de arte.

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Pensamento de Segunda

"Deus mora nas coincidências"

Nelson Rodrigues

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Extinção e esquecimento


"Todos os meus amigos estão mortos...
Assim como os Brontossauros (apatossauros)
.
A maioria dos meus amigos estão mortos...
Assim como o Dodô.
Todos os meus amigos expiraram na terça...

Assim como o leite."

Livro de Avery Monsen e Jory John, minha próxima aquisição aqui... Existe um poema lindo de John Griffin: Extinction, leiam...
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Pensamento de Segunda

"As respostas certas não importam nada. o que importa é que as perguntas estejam certas."

Mário Quintana

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