Jul 09
Dino Lisa
Ciencia Ao Natural @ Ciência Ao Natural Categorias: Ciência Geral, Dinossáurios, Disparates
Imagem - daqui
Imagem - daqui
É com enorme alegria que vejo que o primeiro paleontólogo de vertebrados português (neste caso uma paleontóloga) a adaptar a sua tese e a publicá-la sob a forma de obra de divulgação científica.É um livro sobre o registo de pegadas de dinossáurio em Portugal, onde é abordado o seu valor científico e patrimonial.Para além de todas as jazidas portuguesas, individualizadas, é feita introdução sobre os diversos tipos de dinossáurios e os processos geológicos que proporcionaram a sua fossilização.Acima de tudo, um livro muito pedagógico, com excelentes ilustrações de Mário Estevens, também ele doutorado em Paleontologia.
"Em Portugal existem pegadas e pistas de dinossáurios em zonaslitorais e em antigas pedreiras. O estudo destes icnofósseis permiteconhecer a anatomia dos pés e das mãos dos dinossáuriosque os produziram, o seu modo de locomoção, o seu comportamentoindividual e social, os ambientes que frequentaram,entre outros aspectos. As jazidas com pegadas de dinossáuriossão, assim, uma importante fonte de informação sobre estegrupo de animais já extintos há 65 milhões de anos e constituem,igualmente, locais privilegiados para o ensino de temasrelacionados com a Geologia ...
Retomo um texto que publiquei no jornal Diário de Aveiro em Agosto de 2004.Para que não me esqueça... “Tenho tanta curiosidade da Terra...traz-me coisas da Terra.”Este trecho do livro “A Menina do Mar”, de Sophia de Mello Breyner, paradoxalmente ou não, fez-me pensar que nos tempos que correm é cada vez mais difícil explicar às pessoas o porquê e para quê serve a Paleontologia.A Paleontologia não é uma história da vida que esteja escrita nos manuais e nos artigos científicos da especialidade; é contada antes pelos fósseis e pelos estratos rochosos. Estes, são pequenos fragmentos de uma história muito maior e complexa que necessita ser interpretada e explicada. É aqui que a Paleontologia poderá ir buscar motivos para a sua existência. Certo é que os fósseis existem por si; poder-me-ão dizer que não necessitam de mais explicações. A verdade é que eles ganham “vida” quando os colocamos no “sítio” certo, no “filme” que foi, é e (provavelmente) será a vida neste planeta. Este filme, apesar de cada vez mais completo, nunca passará de um conjunto pequeníssimo de fotogramas. É a Paleontologia que faz a análise do “filme ...
Sempre pensei que o erro e o fracasso constituiam componentes fundamentais do "processo científico".Agora o governo chinês vem descansar os seus cientistas para que não temam o falhanço e o fracasso.Esta desculpabilização institucional visa fomentar a "criatividade", aliviar a enorme "pressão" bem como evitar a "fraude científica".Quando por lá trabalhei e contactei com diversas realidades de investigação paleontológica, verifiquei a enorme tensão produtiva em que viviam os meus colegas chineses.
Parecia-me que esse comportamento semi-obsessivo se devia mais ao carácter laborioso típico dos asiáticos do que, mais pragmaticamente, aos enormes "incentivos" financeiros concedidos pelo governo sempre que, por exemplo, uma nova espécie de dinossáurio é descoberta ou um paper na Nature é publicado.Por respeito e pudor não avançarei valores.Agora constato que não era nenhuma produtividade típica dos asiáticos.A pressão oficial devia ser tanta que, oficialmente, tiveram que a conter.Fonte da notícia - aqui
O documentário da PBS, canal público norte-americano (sim, ele existe), a ser exibido no próximo dia 26 de Fevereiro, vai abordar a questão de como voava o Microraptor.Este animal, descoberto na China, apresentava cobertura de penas não só nos membros anteriores mas igualmente nos membros posteriores.Este facto intriga os paleontólogos já que se pode especular se aqueles animais não teriam um voo a 4 asas.A ver, com duas equipas de paleontólogos (ok, pode parecer um concurso televisivo...) a proporem hipóteses biomecânicas de voo para o Microraptor - túneis de vento, e tudo!É sempre bom rever Xu Xing, com quem trabalhei no IVPP...Trailer Aqui, uma actividade inter-activa em que se podem controlar alguns parâmetros biomecânicos de voo do Microraptor.Imagens - PBS
O documentário da PBS, canal público norte-americano (sim, ele existe), a ser exibido no próximo dia 26 de Fevereiro, vai abordar a questão de como voava o Microraptor.Este animal, descoberto na China, apresentava cobertura de penas não só nos membros anteriores mas igualmente nos membros posteriores.Este facto intriga os paleontólogos já que se pode especular se aqueles animais não teriam um voo a 4 asas.A ver, com duas equipas de paleontólogos (ok, pode parecer um concurso televisivo...) a proporem hipóteses biomecânicas de voo para o Microraptor - túneis de vento, e tudo!É sempre bom rever Xu Xing, com quem trabalhei no IVPP...Trailer Aqui, uma actividade inter-activa em que se podem controlar alguns parâmetros biomecânicos de voo do Microraptor.Imagens - PBS
Nos últimos dias, foram publicadas 5 novas espécies de dinossáurios.A saber:-o herbívoro Sahaliyania elunchunorum, pertencente aos Hadrosauridae, do Cretácico superior da China;-o herbívoro Wulagasaurus dongi, pertencente aos Hadrosaurinae, do Cretácico superior da China;-o carnívoro Kryptops palaios, pertencente aos Abelisauridae, do Cretácico inferior do Níger;-o carnívoro Eocarcharia dinops, pertencente aos Carcharodontosauridae, do Cretácico inferior do Níger;- o saurópode (!!!), Tastavinsaurus sanzi, um Titanosauriformes, do Cretácico inferior de Espanha.Ainda não confirmei a etimologia do novo saurópode mas parece-me dedicado ao professor José Luis Sanz. Se assim for, parabéns à equipa e ao "Pepelu"!!Referências:Kryptops palaioshttp://www.app.pan.pl/acta53/app53-015.pdfSahaliyania elunchunorum e Wulagasaurus dongihttp://www.app.pan.pl/acta53/app53-047.pdfNão tenho referência do Eocarcharia dinops(ainda não publicado) Canudo, J. I., Royo-Torres, R. & Cuenca-Bescós, G. 2007. A newTitanosauriformes sauropod: Tastavinsaurus sanzi gen. et sp. nov. fromthe Early Cretaceous (Aptian) of Spain. Journal of VertebratePaleontologyImagem: M. Hettwer
...vertebrados, dodós, pigmentos, conchas, xistos de Burguess, espectros, reflexo, visão, predador, ultra-violeta, T-Rex, análogos modernos, púrpura, mimetismo, rãs, verde, paleobotânica, tecidos, ciência, fósseis, Antropocénico, geologia, "Plastocénico", 3D, simetria, forma, função, neve, universos multidimensionais, matemática, futebol, pentágonos, monstros, graus de liberdade, atracção sexual, cartoons,...,e.........................................sobretudo.........................divertido e excelente divulgação científica!
BBC4 - Material WorldPara ouvir - aqui (não liguem aos primeiros 30 segundos que são o final das notícias...)Imagens - iStockphoto; BBC4; Andrew Parker, Natural History Museum
Não tenho tempo para comentar esta notícia.Apenas para a recordação emotiva do primeiro dinossáurio que estudei – o Tenontosaurus – no American Museum of Natural History, em Nova Iorque.Mais do que um Museu, uma casa de Ciência.Às vezes dá-me para isto…Referência: Lee, A.H. and Werning, S. 2008. Sexual maturity in growing dinosaurs does not fit reptilian growth models. PNAS. January 15, vol. 105 | no. 2, 582-587.
Não tenho tempo para comentar esta notícia.Apenas para a recordação emotiva do primeiro dinossáurio que estudei – o Tenontosaurus – no American Museum of Natural History, em Nova Iorque.Mais do que um Museu, uma casa de Ciência.Às vezes dá-me para isto…Referência: Lee, A.H. and Werning, S. 2008. Sexual maturity in growing dinosaurs does not fit reptilian growth models. PNAS. January 15, vol. 105 | no. 2, 582-587.
A “história” chinesa foi bastante complicada – ver post com outra das histórias.O contacto inicial foi feito com Xu Xing do IVPP. Ele é responsável por mais 20 espécies novas de dinossáurios e publicou mais de 10 artigos na Nature.Para além de me receber, propôs-me também iniciar trabalho de análise morfológica 3D de crâneos de Psittacosaurus, em conjunto com um aluno seu de doutoramento (foto).Durante a primeira semana de estadia em Pequim, Dong Zhi-ming, um dos “pais” da Paleontologia de dinossáurios na China, encontrava-se em Pequim de visita. Falei com ele, contei-lhe o meu projecto e ele convidou-me para, passados 4 dias, nos encontrarmos no sul da China, em Lufeng. Comecei logo a tratar das coisas (arranjar avião pois Lufeng, na província de Yunnan, fica próximo da fronteira com o Vietname e do Laos) e a improvisar os meus planos iniciais.
Passados esses dias aterrava em Kunming onde tinha colaboradores de Dong Zhi-ming à minha espera, para uma viagem de carro de cerca de duas horas até Lufeng.Estive cerca de uma semana trabalhando sobretudo em prossaurópodes, o ...
A “história” chinesa foi bastante complicada – ver post com outra das histórias.O contacto inicial foi feito com Xu Xing do IVPP. Ele é responsável por mais 20 espécies novas de dinossáurios e publicou mais de 10 artigos na Nature.Para além de me receber, propôs-me também iniciar trabalho de análise morfológica 3D de crâneos de Psittacosaurus, em conjunto com um aluno seu de doutoramento (foto).Durante a primeira semana de estadia em Pequim, Dong Zhi-ming, um dos “pais” da Paleontologia de dinossáurios na China, encontrava-se em Pequim de visita. Falei com ele, contei-lhe o meu projecto e ele convidou-me para, passados 4 dias, nos encontrarmos no sul da China, em Lufeng. Comecei logo a tratar das coisas (arranjar avião pois Lufeng, na província de Yunnan, fica próximo da fronteira com o Vietname e do Laos) e a improvisar os meus planos iniciais.
Passados esses dias aterrava em Kunming onde tinha colaboradores de Dong Zhi-ming à minha espera, para uma viagem de carro de cerca de duas horas até Lufeng.Estive cerca de uma semana trabalhando sobretudo em prossaurópodes, o ...
Perdoem-me a promoção a este número fantástico da National Geographic mas, para além de confiar plenamente na revisão científica - auto-promoção -, tem excelentes imagens e textos.
Sábado, dia de 8 Dezembro, pelas 18h, palestra no Museu Nacional de História Natural, com Jeffrey A. Wilson, da Universidade do Michigan, um dos descobridores e autores do Nigersaurus taqueti.Este investigador é responsável pela actual filogenia dos dinossáurios saurópodes e um dos especialistas mundiais nestes animais.
A palestra está integrada nas actividades da XXI Feira de Minerais, Gemas e Fósseis, organizada pelo MNHN.
Duas breves mais uma.Um ornitópode descoberto no estado norte-americano do Dakota apresenta o que a maioria dos restos de dinossáurios não apresenta - tecido moles preservados, nomeadamente pele.os tecidos preservados permitirão inferir sobre a massa muscular do animal, uma das questões polémicas em paleontologia de vertebrados, e compreender melhor padrões biomecânicos e respectivos desempenhos.Um inquérito realizado em 34 países, em 2006, sobre a aceitação pública da Evolução apresentou os seguintes resultados:
Segundo os investigadores os resultados nos EUA devem-se, sobretudo, ao "poor understanding of biology, especially genetics, the politicization of science and the literal interpretation of the Bible by a small but vocal group of American Christians".Portugal está no "meio" da tabela mas, curiosamente, muito abaixo no nível da aceitação da Espanha. Não tenho dados sobre a "taxa de religiosidade" nos dois países mas parece-me que deverão ser semelhantes.Quanto à literacia científica as coisas já serão diferentes concerteza...O "chief astronomer" do Vaticano considerou que o «"intelligent design'' isn't science and doesn't belong ...
Até que ponto devem ser atribuídos os créditos pelas correcções/informações de âmbito profissional que se fazem a uma exposição ou a uma notícia de jornal?Esta questão por várias vezes tem cruzado a minha atitude profissional perante a divulgação científica.Explico.Após ter organizado e produzido uma revisão científica (pois eram mais do que muitos os erros...) da exposição "Monstros Marinhos", do Oceanário de Lisboa, e de ter enviado a dita aos responsáveis da instituição, recebi, ao fim de mais de 4 meses, um agradecimento “A participação positiva dos nossos visitantes e «amigos» é de facto uma mais valia para o Oceanário de Lisboa e para a manutenção da sua qualidade.”Igualmente fui informado de que as várias correcções que tinha feito não poderiam ser-me referenciadas, pois o contrato que tinham com a empresa responsável pela montagem da exposição não lhes permitia uma referência externa, i.e., à minha pessoa.Aproveitavam para me dizer que me iriam enviar um convite para a exposição - a primeira visita paguei-a eu; desta vez ofereci o convite recebido...Fizeram-no. Obrigado.Meus caros, se quiserem mais correcções façam-nas vocês, que, apesar de ...
Apenas um trocadilho, das profundezas da pesquisa bibliográfica.Procurava uma referência de Prosauropoda do Lesotho e dei de caras com esta imagem.A bela não está identificada; o fémur direito é de um plateosaurídeo indeterminado.A escala humana é sempre aconselhável, até em fotos de campo.
Referências:Primeira foto, tirada em 1955, em Maphutseng, Lesotho.
Knoll, F. 2004. Review of the tetrapod fauna of the "Lower Stormberg Group" of the main Karoo Basin (southern Africa) : implication for the age of the Lower Elliot Formation. Bulletin de la Société Géologique de France. v. 175 no. 1 p. 73-83 DOI: 10.2113/175.1.73Segunda foto - fémur esquerdo de Plateosaurus engelhardti, Museum für Naturkunde, BerlinLuís Azevedo Rodrigues, 2006
Começo a sentir-me isolado. Não pelo carácter desértico e estéril da paisagem patagónica - a vastidão da paisagem desenvolve em mim um distender da imaginação onde a solidão não teme espaço -, mas pelo hábito de estar sempre contactável pelo telemóvel, aqui sem a mínima cobertura.No entanto, nestas enormes extensões de chão, um outro produto da tecnologia é absolutamente necessário – o GPS. As grandes distâncias e o carácter monótono da paisagem exigem que se utilize este instrumento tecnológico para se referenciarem e localizarem zonas fossíliferas.Era isto que pensávamos Alberto, Xavier e eu quando nos dirigíamos onde, no dia anterior, Xavier havia descoberto vestígios de saurópodes. Não tendo tido tempo para proceder a uma avaliação cuidada e necessitando de uma opinião mais especializada, Xavier pediu-nos que regressássemos ao local.Uma tarefa pouco fácil. Embora a área de prospecção se encontre numa das raras elevações, continua a ser muito difícil reconhecer e localizar o mesmo sítio de um dia para o outro.
Referências visuais facilmente identificáveis aqui são escassas. Apesar do sentido de orientação apurado dos ...
Enquanto procedíamos à prospecção e escavação de alguns fósseis, contaram-me um pouco da história desta região e da fundação de Plaza Huincul. No final do séc. XIX esta era uma área que se encontrava sob forte colonização. Inicialmente eram estabelecidos fortes militares que serviam de guarda-avançada aos colonos que posteriormente se instalavam. A prévia instação militar justifica-se pela existência de indígenas Mapuche. ...
Não houve um único dia que não tivesse acordado gelado. A amplitude térmica varia entre os 28º-30º C durante o dia e os cerca de -8ºC à noite. Estas variações contribuem igualmente para o carácter inóspito da região e para aumentar o cansaço da expedição.Rodolfo Coria incitava o grupo dizendo que hoje lhe parecia um dia prometedor – para nós portugueses esta campanha já havia superado as expectativas. O referencial é completamente distinto entre os dois lados do atlântico - deixarmos no campo alguns fósseis em Portugal seria um pecado paleontológico.
Não sei se foi o sexto sentido paleontológico ou uma informação de campanha anterior o certo é que neste dia Coria “trouxe” à luz do dia três dentes de terópode (dinossáurio carnívoro) e uma mandíbula de crocodilo.Nesta área (a cerca de 100 km de Plaza Huincul) foram encontrados diversos ovos de saurópodes e os primeiros com embriões preservados, alguns deles com fragmentos de pele preservada. A primeira vez que os vi e estudei não pude deixar de me sentir ...
Iniciámos hoje a prospecção na vertente norte. Íamos a caminho quando fomos chamados via rádio. “ Los portugueses están por allí?”, alguém do Museo de Zapala tinha encontrado aquilo que pareciam ser pegadas de dinossáurio e pediam ajuda à única especialista presente – Vanda Santos.Dirigimo-nos para o local, a cerca de 30 minutos de caminho. Chegados ao ponto indicado pensámos: “Mas como é que eles lá foram parar?”. Cem metros abaixo, numa vertente com uma inclinação enorme víamos os nossos companheiros que nos acenavam. Iniciámos a longa descida, fazendo lentos e demorados ziguezagues para evitarmos a queda certa. Vanda só me lembrava que nem quando esteve suspensa por cabos a estudar as pegadas do Cabo Espichel teve tanto medo …
Fomos recebidos com mate – “Nem à beira do precipício deixam de beber mate?”, na verdade serviu para nos acalmar. Iniciámos a avaliação da laje em condições novas - ambos suspensos e preocupados mais com a necessidade básica de sobrevivência do que com a importância científica da laje.Apesar de tudo a ...
A rotina matinal, após o pequeno-almoço, consistia em efectuarmos o trajecto que nos separava da base do Serro Portezuelo no Unimog– os cerca de 5km moía-nos o corpo logo pela manhã.Chegados, separávamo-nos em grupos de três ou quatro e procedíamos à selecção das áreas a serem “batidas”. Cada grupo ficava com um rádio walkie-talkie, que nos permitia comunicar achados importantes ou criar uma espécie de banda-da-amizade paleontológica.Iniciávamos a caminhada diária (cerca de 10 kms) subindo e descendo imenso, sempre a olhar e a ver. Dirigíamo-nos aos afloramentos rochosos potencialmente fossilíferos e aí chegados apurávamos os “sentidos” paleontológicos.
Descobriu ainda restos fossilizados do maior dinossáurio carnívoro, Giganotosaurus (maior do que o famoso T-rex), em conjunto com Phillipe Currie do Tyrrel Museum ...
(Num momento de enorme trabalho na tese, e em que me encontro num vai-não-vai para suspender o Ciência Ao Natural, publico, em várias partes, um resumo do trabalho de campo efectuado na Patagónia argentina, em 2005. Recordei-me deste diário devido à estreia - nos EUA - do documentário Dinosaurs 3D: Giants of Patagonia. Este trabalho foi efectuado na província de Neuquén. em 2004 já havíamos estado na províncias de Chubut e Rio Negro)“Sur o no Sur” (Sul ou não Sul) Kevin JohansenChegámos a Plaza Huincul depois de mais de 24 horas de viagem. A cidade, num sábado à tarde de calor, parecia deserta. Lembrava as cidades de um México cinematográfico - paradas à espera de algo que nunca acontece.A equipa tinha-se instalado na base do Serro Portezuelo havia dois dias e enquanto esperávamos que nos viessem buscar procurámos um sítio onde comer. As horas não eram as mais adequadas – estava calor e tudo fechado.
Quando a noite já tinha caído apareceu um dos membros ...
Ao contrário do que se pensava os dinossáurios não dominaram todo o Mesozóico (251-65 milhões de anos).Os vertebrados terrestres dominantes eram outros.Até ao final do Triásico, algumas das faunas dominantes eram, por exemplo, os grupos Rhynchosauria, répteis herbívoros, os Aetosauria (1, 2), também herbívoros, e os carnívoros Phytosauria.Entre os representes mais antigos do clado Dinosauria contam-se o Herrerasaurus ischigualastensis e o Eoraptor lunensis, ambos procedentes de jazidas da Formação Ischigualasto do Triásico superior Argentina.Para além das análises filogenéticas que proporcionaram formular, permitindo perceber o enquadramento dos vários elementos basais de Dinosauria, aquelas duas espécies revelaram igualmente pormenores anatómicos que permitem compreender a evolução locomotora do grupo*.A transição entre as faunas de não-dinossáurios para um domínio faunístco de dinossáurios, ao nível de diversidade e ocupação de ecossistemas, deu-se, segundo a revista Science, de forma diferente e menos rápida do que se supunha**.
O grupo de paleontólogos que apresentou estes resultados propôs que essa substituição faunística, ao nível de vertebrados ...
Camponeses comiam ossos de dinossauro"Diversos camponeses do centro da China desenterraram mais de uma tonelada de ossos de dinossauro, que cozeram e moeram para usar na medicina tradicional, noticia hoje a imprensa chinesa.Os camponeses acreditavam que os ossos pertenciam a dragões voadores e tinham poderes curativos, segundo o jornal oficial New Beijing Daily.Até ao ano passado, os fósseis eram vendidos na província central de Henan como ossos de dragão por cerca de quatro renminbi (40 cêntimos de euro) por quilo, disse o cientista Dong Zhiming ao jornal Luoyang Daily.Durante pelo menos duas décadas, conta Dong, o professor do Instituto de Paleontologia da Academia Chinesa de Ciências, «eles acreditaram que os ossos eram de dragões que voavam pelos céus».Os ossos, ricos em cálcio, eram fervidos juntamente com outros ingredientes e dados às crianças como um tratamento para as vertigens e cãibras nas pernas."P.S. - Foto Dong Zhiming e a minha pessoa (Lufeng, 2006) - juro que não tínhamos comido nada neste momento...depois é que vieram, para a mesa, as larvas de vespa!!Notícia- fonte
Recent Comments