Palheiro grande: Antes e depois
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Deu bastante trabalho, mas de certa forma foram momentos muito bons. Pode parecer estranho, mas sinto alguma falta da intensidade desses dias.
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Deu bastante trabalho, mas de certa forma foram momentos muito bons. Pode parecer estranho, mas sinto alguma falta da intensidade desses dias.
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O terreno tem um interessante palheiro de arquitectura o mais popular possível. Este tipo de construção dá muita personalidade aos locais, é uma pena que estejam todos ao abandono, a cair ou já em ruínas. Diz-me a senhora, que foi construido pelo pai há muitos anos. Tendo aquele terreno ardido duas vezes, achei estranho o palheiro estar de pé, ainda para mais tendo a frente em madeira. Outra coisa que reparei é que ali parece bosque, não quelhas outrora cultivadas. A sombra é total e a vegetação já não inclui erva mas principalmente fetos.
O tempo passou muito rápido, do Cláudio nem sinal. Eu sei, por muitas e variadas experiências passadas, que infelizmente é assim. Não é a primeira, nem segunda vez, que sai para almoçar e já não volta, deixando para lá tudo à balda. Mas, fruto de uma vida complicada por factores muito difíceis de aqui explicar, há sempre a possibilidade de ter acontecido alguma coisa. E eu nunca sei, o que basta para quase me estragar o Sábado.
A nossa memória é muito benigna. A minha é-o especialmente, esqueço-me de tudo que não me interesse mesmo muito. Existem uns estudos interessantes sobre o efeito da “vida online” e do permanente registo de tudo o que fazemos. O texto que linkei atrás, relembra-me coisas que na verdade não incentivam uma amizade duradoura. Por muito desconto que dê e tenho dado muito.
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Pelas 18h10 estava noite. A moto-serra parou. Paramos. E lanchamos algo substancial que a Susana nos preparou. E começaram os melhores momentos. Devia ter levado duas cadeiras.
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Quando se cortou o primeiro, aconteceu algo não totalmente inesperado, mas que de certa forma tinha esperança que não acontecesse: ficou preso. E teve de se cortar também o outro para cairem os dois ao mesmo tempo, algo que não me agradou totalmente.
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Desmontar estar duas árvores deu um trabalhão.
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Além deste pinheiro bastante grande caído sobre o ribeiro e que devia remover antes das grandes chuvadas, temos no chão dois freixos (já estavam decrépitos e serviam de casa a pica paus e outros bichos), uma macieira e uma cerejeira. Antes destas, assinalável, apenas o grande Carvalho no Lameiro da Gracia. Já estava no chão quando compramos e tinha 41 anos.
Outra coisa estranha que reparei recentemente, foi uma pilha de composto queimada junto às laranjeiras antigas. Tentei lembrar-me se tinha sido eu a queimar algo ali e não fui. Depois olhei melhor e basicamente seria um monte pequeno de material daquela quelha, cujo interior ardeu completamente. E ardeu ao ponto de queimar folhas de uma laranjeira a uns três metros de altura. Ficou um buraco e parte das paredes da pilha ficaram intactas. Custa-me a acreditar em combustão espontânea, mas mesmo que tivesse havido ali jogada suja, porque não alastrou e queimou só o composto? Teria sido no Inverno? Menos lógico ainda.
Consultada a internet fui dar a uma página do governo de Alberta, no Canadá que não me sossegou nem um bocadinho. Outra da Universidade do Minnesota, diz que não há notícia de uma pilha com menos de dois metros pegar fogo. Mas fala em 200ºF e a de Alberta em 200ºC, ora 93ºC para combustão espontânea não é credível.
Notem que as pilhas que faço no Sargaçal são muito diferentes das de casa. Lá são feitas de uma vez só e têm muito pouca humidade.
Alguém teve pilhas de composto que tenham ardido? E pilhas que fiquem realmente quentes?
Quem segue o blogue há uns tempos, sabe que nunca vou ao Sargaçal para vir de lá só com contos idílicos. Há sempre filme e se não é uma coisa é outra. Estas são novas e preocupam-me.
Temos várias nascentes e onde costumo encher garrafões, é numa mina a meio do estradão de onde sai uma água gelada, límpida e muito agradável para beber. Agora, continua igual… Aparentemente. Não tem cor, não cheira. Mas, se for fechada num garrafão ou garrafa durante um dia, ao abrir o garrafão nota-se imediatamente um odor a hidrocarbonetos, a um combustível qualquer. Bebendo não se nota nada e passados uns minutos volta a ser inodora. Imagino duas hipóteses. A primeira, que o tubo de PVC preto inadequado para água potável mas que toda a gente utiliza, se está a degradar e a introduzir químicos na água; a segunda, que o lençol de água está a ser contaminado algures, longe.
Alguém tem alguma experiência parecida com a água? Pode ser do tubo (era o meu desejo)? A outra preocupação, amanhã.