Assar castanhas no Sargaçal

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do Sargaçal, castanhas
Hoje fomos almoçar ao restaurante “O Meu Gatinho” e daí fomos até ao terreno apanhar e assar castanhas. O consumo imediatamente após a colheita é a melhor forma, mesmo com as castanhas que têm uma vida útil bastante apreciável. Muito boas castanhas assadas, muito boas mesmo. Algo que notei é que apesar da humidade total, tem chovido muito pouco. Tanto o ribeiro como as nascentes têm muito pouca água. A erva não cresceu muito, mas está verde e húmida. Dei uma pequena volta para ver como andam as árvores. Tudo quase bem… Uma camélia morta (a mais recente que adquiri nos Viveiros de Castromil, junto com as laranjeiras). E por falar em laranjeiras, as mais antigas recuperam bem de todas as agruras, as de Castromil apresentam-se raquíticas. Acho que foram comidas pelo gado há uns meses. Quase de certeza. Quanto às castanhas, não há muitas. Mas as que há são boas e praticamente sem bicharada. De resto, há lá tanto que fazer que nem vale a pena falar nisso. Este ano, para o Sargaçal, foi praticamente perdido.

Sábado no Sargaçal

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do Sargaçal, fogueira, fonte do cavalo, limpeza, o meu gatinho
O incio da limpeza às 16h19 Desta vez fomos mesmo almoçar ao restaurante “O Meu Gatinho”, coisa fina. Levou uma pequena remodelação, tem pratos novos e a comida continua excelente. A única coisa que não gostamos é do enquadramento, numa rua desinteressante, para dizer o mínimo. Aliás, é daquelas que com umas árvores de médio porte sofreria uma melhoria apreciável. Mas em Cinfães, apreciadores de árvores, deve haver poucos na câmara. Basta ver as podas radicais às tílias perto da igreja. O que podia ser um conjunto monumental, é um vulgar conjunto de árvores como tantos no país. Depois fomos para o Sargaçal, claro. Durante a limpeza às 17h45 A Susana ficou com os pais e os miúdos lá em cima e foram tratando de encher o jipe de lenha. Eu fui com o Cláudio para a Fonte do Cavalo, queimar uma montanha de coisas. Grande parte, ainda sobra da renovação das laranjeiras grandes (a este propósito, sempre lhes dei com adubo, mas próprio para agricultura biológica, que adquiri no Cantinho das Aromáticas — não passa de bosta de ...

Arranjar espaço para os Cedros-do-atlas crescerem

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do Sargaçal, castanheiro, cedros-do-atlas, limpeza, tanque 1
O incio da limpeza às 16h40 Como cheguei bem mais tarde que o previsto, fiz menos que o previsto. Mesmo assim, entre acartar lenha e regar, depois das 16h30 fomos para o topo poente, perto do tanque 1, limpar a quelha para os Cedros-do-atlas poderem crescer. O topo já entrava pela copa de várias árvores que para lá andavam inclinadas. Depois do salto, o durante e o depois. Continuação da limpeza às 17h30 Rapidamente se fez uma lavoura inacreditável. Ainda chegou a ficar bem mais congestionado que nesta fotografia. Depois fizemos duas pilhas, atirando tudo para a quelha de baixo. Uma de material lenhoso, outra de material mais facilmente compostável. Foi complicado evitar que as árvores ao cair arruinassem os cedros, mas lá se conseguiu. Limpeza quase no fim às 19h40 E pronto, quase no fim. O que custou bastante foi levar lá para baixo os troncos que se vêem à direita — isto só mesmo por gosto. Também foi tudo cortado a serrote. Por uma questão de exercício ...

Técnica avançada para comprimir pilhas de detritos vegetais

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do Sargaçal, detritos vegetais
Técnica avançada para comprimir pilhas de detritos vegetais Técnica avançada para comprimir pilhas de detritos vegetais Técnica avançada para comprimir pilhas de detritos vegetais A demonstração do Cláudio está evidentemente de trás para a frente. Eu não era menino para fazer isto, com a minha sorte seria bem capaz de espetar alguma coisa em algum lado.

A pilha

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do Sargaçal, detritos vegetais, limpeza
O Cláudio em frente da pilha que acabamos de fazer Ou melhor, uma das pilhas resultantes da limpeza da quelha do tanque 1. Esta de material lenhoso. Mandamos tudo para a quelha de baixo (uma espécie de varrer para debaixo do tapete), porque não há lugar para tanta coisa. Tem uns três metros de altura.

Novamente no Sargaçal

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do Sargaçal
Começou mal o dia. Eu que saí tão cedinho, fui pela A(não-sei-quantas) que se paga pouco. De cá para lá foi a primeira vez (já regressei várias vezes por essa autoestrada), falhei a saída não sei como e andei perdido. Demorei duas horas, em vez da hora e um quarto do figurino. Afinal ficou caro. Fui até lá passados dois dias, porque me apeteceu, porque queria limpar mais um bocado antes de andar a marcar piqueniques, porque o Cláudio vai apanhar maçãs para França… De resto, correu bem. Foi até às 21h00, nada mau para quem já não fazia nada há uns seis meses. Mas desconfio que amanhã nem me consigo mexer. Aliás, já hoje está a custar. Seguem depois umas poucas fotografias e outras coisas.

Regresso ao Sargaçal

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do Sargaçal, sequoiadendron giganteum
Hoje fomos até ao Sargaçal. Estava planeado almoçar no restaurante “O Meu Gatinho”, mas estando encerrado para férias, fomos ao “Solar de Montemuro”. Já não gosto tanto da “configuração construtiva” de acrescentos, que para mim não tem nexo. Mas a comida, nada má mesmo. Lá para as 15h00 chegamos ao Sargaçal, ao fim de seis meses, o que considero um bocado lamentável. A entrada, ou seja parte do caminho comum, está nada menos que vagabunda. Durante vários anos, não se distinguia muito a passagem do terreno desse senhor para o nosso. Agora, quando se entra no nosso, felizmente, nota-se bem. Levei máquina fotográfica, mas esqueci-me de tirar fotografias. Um sinal de um Verão excepcional, foi a presença de vários cogumelos. Habitualmente só aparecem a partir do Outono e com humidade. Outro sinal, é a verdura presente. Em condições normais, devia estar tudo acastanhado. No geral o Cláudio controlou tudo minimamente. Mas faltou recolher muitos detritos vegetais das limpezas, o que é típico. Assinalável o crescimento desta Sequóia gigante, uns 50-60cm (tanto como estes anos em vaso). Negativo o desaparecimento de vários Cedros-de-itália (o Cláudio diz que não os cortou e de facto não há vestígios) e vários castanheiros ...

A tábua

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do Sargaçal, costumes, lameiro pequeno
A tábua Aproxima-se a passos largos o dia de regressar ao Sargaçal. Mas ando sem disposição para nada — verdadeiramente incomodado. Pelo menos, o Cláudio tem regado duas vezes por semana (ontem quando lhe telefonei apanhei-o no Lameiro da Gracia a regar as bétulas). A má notícia é que ainda morrem castanheiros dos que plantamos — diz que em volta é só buracos de toupeiras. Atrás das toupeiras vêm os ratos (como é sabido, as toupeiras são exclusivamente carnívoras, mantendo a dieta nos insectos). Também diz que está tudo mais ou menos apresentável, a ver se fazemos o primeiro piquenique. Mas isto a propósito de quê?… Ah, da tábua. Esta fotografia é de Outubro de 2003. Quando compramos esta parte do terreno, havia um senhor que trazia aqui o gado. Falei com ele, disse-lhe que o gado estava de saída, ao que retorquiu que até era bom, pois estava a ficar demasiado velho. Não acabou sem um pedido que na altura considerei bizarro: Queria a tábua. Já não me lembro da justificação. Claro que lhe disse que podia ficar com a tábua. Outro senhor, levou dois ou três pedaços de madeira para ...

Fim da época de plantação de árvores

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do Sargaçal
Euphorbia Fui pela quarta vez consecutiva à Quinta-feira (início deveras literário). Para mim, terminou a época de plantação de árvores. Considerando as características do terreno e a pouca proximidade, não vale a pena plantar mais árvores se é para não se desenvolverem, agonizarem ou mesmo morrerem. Só tenho pena de ter levado oito e dessas, seis terem regressado. Pelo menos o ar dentro do jipe ficou bastante purificado. Quando chegamos (o meu pai também foi uma vez mais) andava para lá quase um rebanho… Era o gado do Cláudio. Não demorou muito até descobrir árvores plantadas a semana passada, já com princípios de arruinamento. Esclareci com ele que quando fosse almoçar levaria o gado e era isso, l-e-v-a-r-i-a. Para ficar, com características permanentes. Não quero lá gado. Querem ter gado, que tenham terrenos para os alimentar. À uma e pouco foi almoçar. Não houve nenhuma altercação por causa do gado, estava tudo correcto. O facto é que já não voltou. Uma pessoa nunca sabe muito bem o que se passa, há sempre desgraças a decorrer, mais vale não pensar em nada. O facto é que me adulterou completamente os planos. Só plantei ...

Plantação de árvores (17)

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do Sargaçal
1 x A Sequóia-gigante, Sequoiadendron giganteum (Taxodiaceae) 3 x Ciprestes-da-califórnia, Cupressus macrocarpa (Cupressaceae) 2 x Cipreste-de-monterey, Cupressus macrocarpa ‘Goldcrest’ (Cupressaceae) Estes dois ficam muito diminuídos este Inverno, desconheço a razão. Não devem ter futuro. 2 x Fiteira, Cordyline australis (Laxmanniaceae) 1 x Fiteira, Cordyline australis ‘Red Sensation’ (Laxmanniaceae) 4 x Liquidambar, Liquidambar styraciflua (Altingiaceae) No estradão, em frente à nascente. Dos que foram estragados pelas vacas, substituiu-se apenas um. O senhor Henrique diz que os outros recuperam e sugeriu preencher o espaço entre os cinco, com mais quatro. Sendo o liquidambar uma espécie de crescimento rápido, a ideia é daqui a uns anos transplantar estes quatro (ficando entretanto o espaço mais composto). Na primeira versão da plantação, considerei isso, mas depois ao pensar no trabalhão que dará transplantar liquidambares de vários metros, desisti. Mas daqui a uns anos, pode ser que as nossas condições por lá estejam melhoradas. Esta técnica era utilizada na Europa (e em Portugal com os ensinamentos de José Marques Loureiro e outros horticultores de grande categoria), inclusivamente na plantação de ruas e avenidas. Plantavam-se as árvores com um compasso de quatro metros e metade seriam posteriormente transplantadas para outro local, com a enorme vantagem de serem exemplares ...

Plantação de árvores (15)

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do Sargaçal
2 x Liquidambar, Liquidambar styraciflua (Altingiaceae) No estradão, em frente à nascente. Esqueci-me destes dois, entretanto arruinados. Vou repetir a plantação dos cinco.

As vacas outra vez…

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do Sargaçal
Pois é, fui até ao Sargaçal, todo satisfeito depois de comprar 10 laranjeiras nos Viveiros de Castromil (mais uma camélia) e ao subir o estradão, contemplei com gosto os liquidambares que plantei este ano. Com gosto? Não, com horror! Estavam uma perfeita ruína, uma vez mais à conta das vacas do senhor Américo. Foi a última vez que me deu prejuízo sem ser responsabilizado. Fica já aqui escrito. Local para as laranjeiras Se não fosse isto, o dia teria corrido de forma perfeita. Fui a meio da manhã com o meu pai. Passamos nos Viveiros de Castromil onde fui buscar 10 laranjeiras (e acabei por comprar uma e reservar duas camélias). Depois do episódio dos liquidambares, comecei imediatamente a plantar 10 camélias. O Cláudio só apareceu de tarde, pois de manhã teve de se deslocar à Régua (percebi ao Centro de Emprego?). Plantamos de seguida as 10 laranjeiras, duas de cada variedade para haver laranjas todo o ano. Colocamos um adubo apropriado para agricultura biológica que tinha adquirido no Cantinho das Aromáticas. Também aproveitei para fertilizar as árvores mais antigas e que bem precisam. Na próxima vez continuo ...

Plantação de árvores (14)

Categorias: Diário do Sargaçal
3 x Liquidambar, Liquidambar styraciflua (Altingiaceae) No estradão, em frente à nascente.

Plantação de árvores (13)

Categorias: Diário do Sargaçal
2 x Liquidambar, Liquidambar styraciflua (Altingiaceae) No estradão, em frente à nascente.

Bom Sábado (2)

Categorias: Diário do Sargaçal
Um pic-nic quase inopinado! Tinha combinado com o meu pai ir até ao Sargaçal na Quarta-feira e as famílias colaram-se. Entretanto, foi tudo cancelado devido a mais um dia daqueles que se tornaram típicos neste Verão. Mas afinal fomos lá hoje e correu óptimo. Aquilo não tem condições mas o facto é que toda a gente gosta de um dia passado debaixo das árvores a comer e a beber. Esqueci-me de tirar fotografias, mas acho que a Susana terá algumas. Enquanto foram todos dar uma volta, estive com o Cláudio a acartar pedras para a levada e depois a acartar “rolos” do carvalho que tinha caído há anos (antes de nós). Também recolhi sementes de Dedaleira (parece pó). Por fim, colhemos umas pêras (das pereiras novas, foi tudo roubado — anda para lá uma escumalha que já me começa a incomodar). Fora isso, só fizemos aquilo que se faz nos pic-nics.

Bom Sábado

Categorias: Diário do Sargaçal
Levada Apesar das ameaças de tempo menos bom, lá fomos para um agradável pic-nic. A maior parte das pessoas foi desistindo durante a semana e sobramos 12, a contar com as crianças. Chegou bem e com o Cláudio totalizamos 13. Quando chegamos continuava ele nas limpezas. Sempre dava para ganhar meio-dia. Tínhamos combinado que almoçaria connosco e que de tarde não era para trabalhar. Para jantar na associação, ficamos apenas nós e o Delfim. Levada O dia passou previsivelmente entre comes e algumas incursões pelas redondezas. Fomos ver um terreno que fica no meio do Ribeiro do Enxidrô, tipo ilha, mas com um ponto de acesso via uma ponte de uma margem para a outra (não directamente para o terreno). Tem três moinhos em ruínas, o acesso nem para tractor dá. O próprio facto de estar no meio do ribeiro, parece aproveitar uma situação favorável, mas os canais parecem ter sido construidos à força de braços. Nem imagino como era para os cereais lá chegarem e para a farinha sair. Seria com burros e com muito trabalho. Pelo vale, entre Bestança e ...

Palheiro grande, sempre charmoso

Categorias: Diário do Sargaçal
Palheiro grande Oscilo demasiadas vezes entre puramente desistir por falta de capacidade e continuar, quando vejo fotografias destas. E lá é melhor, há sempre um cheirinho a qualquer coisa no ar.

Preparar o largo

Categorias: Diário do Sargaçal
Largo antes Fui até ao Sargaçal. Bom tempo, não demasiado quente. No Sábado vamos fazer um pic-nic e fui preparar o local. Como vão uma série de pessoas com a idade já um pouco avançada, o meu pai diz que junto ao palheiro é impraticável — demasiados altos e baixos. Ficou para o largo, está razoavelmente plano, tem árvores e sombra, também está perto da levada e quem quiser pode ir para perto do palheiro, local mais agradável. Só havia um pequeno detalhe, o largo estava ocupado com detritos vegetais, alguns com mais de três anos e que eu a certa altura tive esperança que desaparecessem sozinhos. Assim sendo, ou os mudava de sítio ou, queimava. Compreensivelmente não é permitido queimar nesta altura do ano, mas olhei em volta e está tudo verde (o castanho da foto é erva que foi cortada). Fui buscar uma mangueira e aos poucos, comecei a queimar aquilo tudo. E outro tanto que lá andava noutros locais em volta, também com mais de três anos, ainda das primeiras limpezas. Já há uns tempos não tinha um dia assim, fiquei todo arranhado com as silvas velhas. ...

Dactylorhiza maculata subsp. caramulensis no Lameiro da Gracia.

Categorias: Diário do Sargaçal
Fiquei bastante satisfeito ao constatar que no Lameiro da Gracia existem alguns exemplares da orquídea silvestre Dactylorhiza maculata subsp. caramulensis, que eu tinha visto há uns tempos em terras bem mais altas. Não tirei fotografia porque já estavam bastante decadentes. Maio parece ser o seu mês.

Alergia no Sargaçal

Categorias: Diário do Sargaçal
Pequeno rebanho Rumei até ao Sargaçal com um amigo meu. O senhor Henrique também tinha ficado de ir, mas não foi. Chegamos bastante cedo, já andava lá o Cláudio a cortar erva — a tarefa principal para estas semanas. Não estavam os ancinhos, não se podia ajudar a recolher. Agora com a ladroeira, o Cláudio costuma levar a ferramenta para casa dele (depois do almoço traria de volta os ancinhos). Fomos até à laranjeiras retirar os líquenes e musgo dos troncos, com a ajuda de escovas de arame. Espero brevemente escrever algo sobre este assunto. Está a começar a ficar tudo muito seco. Aliás, uma das groselheiras parece que vai secar. Regar era uma das principais tarefas, o que também se começou cedo, exactamente pelas laranjeiras. Depois do almoço resolvi dar uma voltas alargada com o Mário. Ele já lá tinha estado, mesmo nos primeiros tempos, quando ainda só tínhamos uma parte do terreno. A erva em muitos sítios é pelos ombros, mais o facto do Cláudio a andar a cortar, começou a dar-me um ataque de alergia dos antigos. Cheguei a um ponto que a minha permanência no local ...

Renovação das laranjeiras

Categorias: Diário do Sargaçal
Laranjeira Quinta fui até ao Sargaçal com o senhor Henrique, com o objectivo de renovar as três laranjeiras mais velhas que lá temos. O Cláudio andava por lá nas limpezas (sempre as limpezas), se bem que num local diferente do que eu tinha indicado. Entre preparar as coisas, ferramenta, ir buscar a escada, colocar a motoserra operacional (não queria pegar)… lá se vai metade da manhã. Laranjeira As laranjeiras, principalmente as duas maiores, têm dois problemas — por um lado, cresceram de qualquer maneira, com ramos cruzados e sem qualquer luz ou arejamento interior. Por outro lado, o incêndio de 2005 afectou-as bastante. Relativamente a esta poda, deve-se notar que os citrinos habitualmente respondem bem a podas fortes se necessário. Isso deve ser efectuado ao longo de mais que um ano, o que não aconteceu aqui pelas condicionantes do costume, da falta de tempo e tudo o mais. Basicamente senti que ou se fazia ou não se fazia e o senhor Henrique com os seus 26 anos de experiência disse-me que não haveria problema. Por outro lado, muitos dos ramos ...

No quintal

Categorias: Diário do Sargaçal
A junça nunca me desilude. Este ano, esta chuva despoletou um surto no quintal como ainda não tinha visto. Vou tentar ter disciplina para todos os dias arrancar alguma — enquanto a terra está fofa das recentes plantações. Por falar em recentes plantações, tenho courgettes prontas a ir para a terra, mas não tenho ainda local preparado. Aliás, vou ter que expandir a minha operação para o lado do meu pai, porque ando sem espaço. Não haverá problema porque o ambiente este ano é de colaboração. E sem químicos. Tenho colhido umas nabiças maravilhosas — fazem a melhor sopa para mim (também os agriões e espinafres). O aipo, ao fim de dois anos, prepara-se para dar sementes. Revelou-se bastante forte para o nosso gosto cá em casa. No quintal, apesar de ser imune, alberga toda a casta de lesmas e também caracóis. A germinar já está chicória e umas série de verdes que já o ano passado tinha experimentado com pouco sucesso — mizuna, “corn salad” (não tem tradução, acho que é uma espécie de alface selvagem) e rúcula. Também já germina a alface ‘bionda foglia’ e ‘crespa amarela’. Ainda queria semear outras, mas não tenho espaço de ...

No quintal em Abril

Categorias: Diário do Sargaçal, Horta
Quintal Consegui semear muitas das hortícolas que faltavam. Este ano o quintal está com o melhor aspecto desde que me lembro. Mas tem dado trabalho. Este fim-de-semana consegui trabalhar o suficiente para sentir os músculos tensos — finalmente alguma actividade que se veja! Foi na terra propriamente dita e a arrumar um dos anexos que já metia asco. Continua mau, mas já não mete asco. Também transplantei as últimas três árvores para vasos maiores e também Ophiopogon planiscapus ‘Nigrescens’ (uma extraordinária planta que fica negra — mesmo preta — se crescer ao Sol e em solo bem drenado). Os afídios não me largam. Menos mal que voltei a observar uma joaninha na camélia. E assim, para futura referência, semeei: Coentros Cebolinho Alface ‘Bionda foglia’ Alface ‘Crespa amarela’ (confirmar) Feijão francês anão (duas variedades) Courgettes Courgettes ‘Ronda di Nisa’ (a tradução é ‘Redonda de Nice’) E ainda transplantei os tomates ‘cereja’ e semeei um tabuleiro de erva dos gatos. Queria tentar outra vez as ervilhas, mas acho que nem espaço vou ter. A minha parte do quintal é a do fundo. Este ano eu e o meu pai estamos mais ...

No quintal (e jardim) em Abril

Categorias: Diário do Sargaçal
Glicínia Ontem o calor foi intenso, como não tive tempo nenhum, já passava da meia-noite quando fui para o quintal regar. E bem é preciso, principalmente as cerca de 170 árvores que tenho lá em vasos. Ando a adiar, embora ainda não esteja atrasado, a sementeira de uma série de leguminosas. Feijões, vários, mas essencialmente anões — detesto colocar estacas e talvez por essa razão acho que ficam sempre uma miséria (ou vice-versa). Cebolinho, já semeei uma rodada que está deveras rala. Vou semear mais. Alfaces, várias. Inclusivamente, a Gardener’s World, pela primeira vez em dois anos enviou um pacote de sementes para fora do Reino Unido. Tomates, várias alfaces e cebolinho. Tomates não vou utilizar este ano porque tenho montes já pujantes (e ainda exemplares para transplantar). Ervilhas vou voltar a tentar — ainda dá, pelo menos para as ‘meteor’. Não colhemos uma única. Foi muito mau e é dos alimentos que gostamos verdadeiramente e são fáceis de conservar. Também uma espécie de couve chinesa para experimentar. Courgettes, mas nem sei onde, ocupam mesmo muito espaço. O quintal está a ficar verdadeiramente cheio. Este ano, as abóboras estão ...

O vale zangou-se

Categorias: Diário do Sargaçal
Planta ao Sol No Sargaçal o dia prometia. Uns 22ºC, Sol, lá andava eu com a primeira manga-curta do ano a preparar-me para uma jornada proveitosa… …mas o vale zangou-se. Cerejeira à espera da tempestade Ficou praticamente de Noite. Acenderam-se as luzes da rua e da aldeia. Planta ao Sol Lá no fundo ainda havia Sol. Levantou-se vento. Começaram a cair os primeiros raios. Depois começou tudo a ser mais rápido. O Cláudio foi a correr recolher as ovelhas e cabras que andavam no nosso lameiro pequeno. Não chovia ainda mas já se via e ouvia chover no Lameiro da Gracia, a aproximar-se, a chuva cada vez mais ruidosa. Depois digno de filme, chovia numa cortina quase contínua nos pinheiros grandes e na tapada, com grande ruído nas folhas secas do chão, mas onde eu estava a uns 40 ou 50m ainda nada. Mas ia começar. Corri para dentro do jipe e o céu começou a cair, dir-se-ia todo de uma vez — chuva e granizo. Os trovões faziam estremecer o ...

Narcisos brancos

Categorias: Diário do Sargaçal
Narcisos brancos Este fim-de-semana foi produtivo em termos hortícolas. Ganhamos a companhia de mais estes narcisos, oferta de uma prima há uns meses. Muito bonitos. Aliás, essa prima é uma “natural”, tem um gosto extremo em tudo o que compra e entre outras coisas queda natural para a jardinagem, pena que pouco faça. Retirei algumas árvores da terra, antes que tomassem proporções não manuseáveis, à semelhança de um liquidambar que por aqui anda. É trabalho que não invejo a ninguém. Árvores mesmo pequenas, ganham raízes muito profundas. Retirá-las danificando-as o mínimo, dá um trabalhão. Foram para vasos, irão posteriormente para o Sargaçal. Também transplantei várias para vasos maiores, incluindo a primeira sequóia gigante que semeei (aqui maiorzinha). Ainda por aqui anda porque não arrisco colocá-la no Sargaçal antes de ter condições. Ainda vem uma vaca e lá vai a sequóia. Semeei cebolinho. Transplantei os primeiros pés de tomateiro. Comecei pelos ‘alicante’, mas sobraram cinco vezes mais. E ainda faltam os ‘coração de boi’ e ‘cereja’. Também arranquei umas ervas. As falsas sementeiras resultam bastante bem. O calor e secura que tem estado, já ...

Realmente fui ao campo…

Categorias: Diário do Sargaçal
Podar …mas não foi exactamente como planeei. Primeiro, porque devido ao “planear, antecipar, imaginar”, custou-me muito a adormecer; pior foi acordar às 7h00 com uma dor nas articulações da anca, coisa tipo dor de dente e bastante incapacitante, principalmente para conduzir. Não passava, decidi que não podia ir. Mandei uma mensagem a um amigo meu que seria capaz de passar lá de manhã, a avisar que já não ia. Lá para as 10h30, telefonou-me o Delfim a perguntar se não queria ir, ele conduzia. Tive de tomar um anti-inflamatório e lá fomos, ter ao Marco de Canavezes com o senhor Henrique, rumo ao Sargaçal. Primeiro fomos almoçar ao Solar de Montemuro. Está ampliado, na minha opinião pior e com uma construção que tapa a vista sobre o vale a quem almoça na antiga sala. Essa construção é uma nova sala de jantar, mas pelos vistos só é aberta ao Domingo, ou seja não faz sentido. Deixamos o carro no Largo da Nogueira e subimos pela casa do senhor Franklim que lá andava a colher toranjas. Deu-nos algumas, claro. Atravessamos a aldeia e entramos no Sargaçal por cima. Com a história de tirar bardos e vides, ...

Antecipação

Categorias: Diário do Sargaçal
Amanhã (hoje) vou para o campo! Tenho estragado muitas idas ao Sargaçal, com a minha mania de me deitar e começar a planear, antecipar, imaginar, tudo o que poderá acontecer. De tal forma que passo as noites em claro, tornando impossível a minha ida no dia seguinte. Tomei chá de camomila, quero uma noite tranquila e ir para o campo!

Cada dia algo diferente

Categorias: Diário do Sargaçal
Flor Chegamos à época, em que no jardim é cada dia algo diferente. Se não fosse a chuva violenta desta manhã e o tempo em geral desagradável, diria que estava na Primavera. As flores, as árvores a rebentar, não me enganariam. Não sou de me queixar do tempo. Raros são os dias de me colocar em baixo por esse motivo. Mas sou de me queixar da falta dele e dos planos por concretizar. O tempo meteorológico, acabou por me estragar sucessivamente os planos que tinha para plantar árvores este ano. E agora estou no dilema de arriscar, ou não arriscar. Porque as árvores, em geral, já me dizem que não querem ser mexidas. Na Quinta passada fui ao Sargaçal e as de lá dizem-me o mesmo. Tudo tem sede de Primavera. Esqueci-me que flores são estas na fotografia…

Sementeira de árvores

Categorias: Diário do Sargaçal
Semeei algumas árvores, mas tendo em conta algumas experiências passadas, sem grandes expectativas. Desta vez como meio usei terra peneirada, substracto da Siro e meia-areia, em partes tentativamente iguais. Carvalhos que apanhei em La Cambe; umas sementes que já não me lembro de que árvores, que apanhei no Mont-Saint-Michel (como não há árvores feias, espero que nasçam bonitas); Ácer-negro, Acer saccharum e Ginkgo, Ginkgo biloba que comprei Château de Villandry. As Ginkgo biloba e os Acer rubrum, estão mesmo a fazer-me falta. Se alguém souber onde se vendem (por cá), não maiores de 1,5m e a preços aceitáveis, agradeço a informação. Nota sobre o nome português do Acer saccharum: Em inglês é “sugar maple”, sendo o Acer nigrum o “black maple”. Estas duas árvores são relacionadas, sendo o Acer nigrum tratado como uma subespécie do Acer saccharum por alguns autores, incluindo os do Portugal Botânico de A a Z. É de ambas que se faz o famoso “maple syrup”.
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