As folhas da discórdia

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do quintal
Desde que resolvi tratar de uma parte do quintal, tudo é criticável. Do formato dos canteiros à alfazema; das variedades escolhidas às aromáticas; de não utilizar químicos à caixa das sementeiras (este remoque foi particularmente inspirada, “parece um caixão”). Pois bem, este fim de semana, a meio das minhas planeadas tarefas, fiquei ligeiramente saturado e resolvi deixar o quintal para quem tão bem sabe criticar. Isto a propósito de umas folhas que andavam pelo chão. Mais uma vez, sob esse pretexto, tenho os vasos todos uns em cima dos outros e gota-a-gota que estava pronta desfeita, o que me incomoda. As folhas não me estavam a incomodar nada.

Muito a fazer

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do quintal, solanum jasminoides
Solanum jasminoides Em várias semanas em que nem 15 minutos de jardinagem, nem nada, tudo ficou com um aspecto um bocado abandonado. Principalmente a horta, que está uma vergonha. E é inevitável a seguinte reflexão: Se uns 100m2 ficam assim e a capacidade para tratar deles é esta, numa propriedade como o Sargaçal com 50.000m2, onde possa jardinar (incluindo horta e pomar) uns 4.000m2, como será? Tudo indica, que numa época em que não há criados, o panorama não seja brilhante. Vou pensar no assunto. A lista só do que tenho de fazer por aqui, está depois do salto. Arrancar as ervas daninhas e preparar os canteiros todos para sementeiras. Tratar dos vasos. Transplantar alguns vasos. Envasar o Acer saccharum que nasceu no meio do quintal. Cortar um Liquidambar que está a ficar enorme no meio do quintal (era para o Sargaçal, mas teve o azar de crescer demasiado). Podar arbustos. Podar trepadeiras (incluindo a da fotografia). Gostava de preparar alguns vasos com bolbos. Vedar o canteiro do jardim onde o cão não pára de fazer covas. Apanhar folhas. (…) Vou tirar um dia este fim-de-semana para começar a tratar disto. E para ...

Cores de Outono

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do quintal, Outono
Bétula com Carvalho Americano ao fundo O Outono não tem sido muito típico e as cores por aqui pelo jardim não me têm entusiasmado muito. Mesmo plantas que mostraram boas cores, foram realmente efémeras.

Uns dias fora

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do quintal, afídios, courgettes, feijões
Estive uns dias fora, num festival de banda desenhada, o “Viñetas Desde o Atlántico” na Corunha, que tem como director o Miguelanxo Prado, um velho conhecido (vejam algo sobre o seu recente filme de animação De Profundis — é suposto sair cá o livro do filme, com DVD). De regresso, o que vejo na horta… Sempre a junça, sempre os afídios, duas guerras praticamente perdidas. Feijoeiros atacados de uma forma nunca vista… Já voltei a aplicar Savona, mas não me parece suficiente, até porque a chuva regular acaba por “lavar” os detestados bichos. De qualquer modo, os feijões rajados parecem resistir melhor e têm uma boa colheita. Muitos tomates maduros também. A minha fileira de alfaces está finalmente a dar. É a terceira tentativa, as duas primeiras foram comidas pelos pássaros. As primeiras courgettes estão decrépitas e prontas para serem arrancadas para dar lugar a outra coisa. PS: Nos restaurantes não se viram os famosos galheteiros descartáveis, tão ao gosto da ASAE. O nosso país, sempre na vanguarda do secundário.

Courgette ‘Ronda Di Nisa’

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do quintal, Plantas, courgette, ronda di nisa
Quer dizer, espero que seja. Esta é a segunda plantação (de um total de três) e a primeira deu ‘Ronda di Nisa’, mas também outras com um aspecto híbrido. Aliás, pelo menos uma planta está a comportar-se mais como abóbora do que courgette.

Brutamontes e mais

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do quintal, trepadeiras
Feijoeiro Hoje andei principalmente a controlar brutamontes do jardim: Jasmineiro-bastardo, Solanum jasminoides, Ficus repens e Vide-virgem Parthenocissus quinquefolia (estas últimas nem acabei). São três que se podasse todos os dias um pouco, chegava ao fim e tinha de recomeçar. Ando com tão pouca disposição para este trabalho… Fora isso, arrancar mais ervas e pulverizar com Savona citrinos e feijoeiros. As ervas grassam. Os piolhos grassam. De positivo, mais duas Courgettes (gigantes, não tenho colhido na altura certa) e os primeiros tomates.

Biodiversidade numa laranjeira sob ataque (2)

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do quintal, Pragas e doenças, afídios, joaninhas, laranjeira
Joanhinha Apesar da intensidade das pragas que atormentam esta laranjeira, muitas joaninhas e outros predadores instalaram-se nas suas folhas. Mais joaninhas depois do salto. Joanhinha Esta estava mesmo no topo na árvore. Joanhinha E esta escondida entre as folhas, totalmente rodeada de afídios. Joanhinha Reparem que são todas da mesma variedade, com apenas duas pintas pretas. Diria mesmo, Adalia bipunctata (artigo na BBC).

Biodiversidade numa laranjeira sob ataque (1)

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do quintal, Pragas e doenças, afídios, cochonilhas, formigas, laranjeira
AfdiosOs odiosos afídios voltam a atacar em força os citrinos. Tenho pulverizado regularmente com Savona (a solução de água, um óleo e sabão), mas mesmo assim a velocidade de reprodução é impressionante. Nesta laranjeira em particular, praticamente de um dia para o outro ficou assim. Formigas Onde há insectos sugadores de seiva, temos sempre as inevitáveis formigas. Cochonilhas E ainda se juntam as cochonilhas. Parece que é este ano que vão arruinar esta laranjeira. Hoje andei de volta dela a pulverizar e vi sete joaninhas e ainda outras duas mortas, vítimas das aranhas. Predadoras de um lado, presas do outro. Mas não chega (acredito que sejam dezenas), seriam necessárias centenas para dominar uma praga desta magnitude. A seguir, fotografias das joaninhas e mais bicharada.

Os espontâneos

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do quintal, acer saccharum, sementeiras, ácer-negro
Armadilha para moscas Não sei se já repararam, mas falo muito de plantas que nasceram espontaneamente no quintal. Não me refiro à junça e restante casta de ervas daninhas, mas sim a plantas interessantes e de utilidade, designadamente para colheita. A maior parte, atribuo pura e simplesmente a sementes que caem na terra depois da colheita. Ou a um pássaro ou outro que faz o favor de semear. Mas, quando me nasce um Ácer-negro no meio da horta, a explicação é necessariamente outra. As sementes apesar de bastante tolerantes, necessitam de condições óptimas para germinarem. Muitas vezes, por uma razão ou por outra não germinam, mas isso não significa que sejam inviáveis. No caso das árvores, podem passar dois anos ou mesmo mais, antes que se tenha sucesso. Isso significa que não se deve desistir dos tabuleiros mais cedo, que era o que eu fazia. Perante o insucesso, despejava os tabuleiros de sementeira nos canteiros. Assim, calculo eu, já me nasceram umas bétulas e este ano o Acer saccharum que podem ver no canto inferior esquerdo da fotografia. Mas não só. Neste canteiro, também transplantei duas courgettes que nasceram provavelmente de um ...

No quintal

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do quintal, agriões, alface, avô, courgettes, ronda di nisa, tomateiros
Durante o fim-de-semana, passei largas horas no quintal que de mau, ameaçava ficar com um aspecto péssimo. Arranquei montes de ervas e preparei uns canteiros para próximas sementeiras. Semeei mais feijões e transplantei umas alfaces (não fui eu que fiz a sementeira, nesta época as alfaces devem ser semeadas em local definitivo e mondadas). Também transplantei mais duas Lavandula dentata e devo transplantar mais duas em breve, preenchendo todo o espaço disponível e acabando a “divisória” da minha parte do quintal para o resto. Nos dias de hoje, do que tenho para aqui, a Lavandula dentata é a planta que mais me fascina. Tudo somado, acho que fiz bastante. O suficiente para sentir os músculos, o que pode também ser indicação que na verdade ando demasiado tempo sentado. Nestes dias, começo com uns objectivos mais ou menos definidos, mas nada de muito rígido. Onde morávamos há muitos anos, o meu avô encarava o quintal como trabalho sério e a sério. Era capaz de se levantar quando o Sol nascia e levava tudo seguido até à hora de jantar. Fazia apenas um intervalo para o almoço, habitualmente no pátio, para não sujar nada em casa. Além da horta, ainda tinha ...

Podar a magnólia

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do quintal, Magnolia, Poda, árvores
Magnólia e Glicnia Ao contrário do que se possa habitualmente pensar, muitas árvores devem ser podadas no Verão. A Magnólia é uma delas. Ainda é um pouco cedo, mas tenho de aproveitar quando posso. A poda resume-se a corrigir a forma, arejar ligeiramente e retirar ramos mortos ou doentes. Também tem como objectivo poder passar por baixo da árvore e controlar o crescimento de um exemplar que me parece ser demasiado grande para o local — mas como tenho dito, nos hortos por cá nunca se sabe muito bem o que se está a comprar. Ramos de Magnólia E pronto. De seguida triturei estes ramos todos que utilizei como cobertura do solo num dos canteiros (isto tudo só deu para um). Utilizei as seguintes ferramentas, essenciais para um bom trabalho: Tesoura de poda grande Stihl, serra manual Stihl (com lâmina curva japonesa) e um podador em altura Fiskars. Magnólia depois de podada Demorei mais tempo do que contava porque esta árvore (que por acaso fui eu que plantei há uns dez anos nesta casa que era da minha ...

Covas de S. João

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do quintal, quimby
Cova junto à Deutzia Gracilis Parte do que sobrou das festividades. Planeei tratar de parte da junça, mas passei o dia de S. João a limpar e a fazer tristes remendos no triste jardim. Esta é a cova menor, para a que tinha debaixo do Ácer, a terra nem chegou. Com um cão como o nosso, de facto não se pode ter nada. Depois do foguetório é isto. E como se sabe, estamos num país em que nenhum motivo é pequeno demais para uma sessão de foguetório.

Pouco mais que arrancar ervas

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do quintal, agriões
Segundo canteiro de agriões de 2008 Este ano a horta não me está a correr demasiado bem. Entre chuva a mais e a falta da “sombra do jardineiro”, o meu lado do quintal apresenta um aspecto decrépito. Pouco mais tenho feito do que arrancar ervas daninhas que são aos milhões. Não é tarefa que me desconsole, aliás gosto bastante. Mas confesso que é tudo mais lindo quando a outros níveis está tudo estável e a correr bem, o que agora não é verdade. Bons tempos em que ia a meio da semana para Cinfães, nas calmas. Ao que parece, chamam-lhe crise. Consegui preparar o segundo canteiro de agriões à sombra do diospireiro. É uma planta que dadas as condições certas, germina no dia seguinte. Na fotografia pode-se ver o aspecto passados apenas três dias (para não falar das protecções anti-gato). Esta vitalidade tem um senão, pois com demasiado calor, espigam quase imediatamente — daí a sombra parcial providenciada pelo diospireiro.

Caixa de velocidades

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do quintal, junho, vasos
Tenho andado arredado e ainda hoje mais uma contrariedade… A Susana ficou a meio caminho ao ir levar a Luisa ao colégio. Dizem que é a caixa de velocidades. Isso não é das coisas mais caras num carro? É sempre nas piores alturas. De resto, estou outra vez envolvido em obras. No quintal, além de alguma colheita só arranco ervas. Atenção que apesar de não parecer, estamos em Junho. Mesmo que tenha chovido há pouco tempo, os vasos têm que ser regados. Os com pouco volume, todos os dias. Ontem não reguei e já tinha uma tília e liquidambares desanimados. Não deixa de ser irritante chegar a Junho outra vez sem um sistema para regar os vasos montado. É que até tenho material.

O canteiro novo floresce

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do quintal, agrião, chicória, coração de boi, feijão, milho, rondo di nisa
Bichos-de-conta (ou sapateiros) Mas, admito que começa a ser chuva a mais. Alguns tomateiros definham. Outros já morreram. Neste canteiro tem grande concentração de culturas. Um rego de feijão branco com uma pintas pretas, muito interessante; tomateiros ‘Coração de boi’, nos quais coloquei umas estacas, mas apresentam um aspecto que podia ser bem melhor; agriões dos quais já está uma sopa feita; chicória (e não rúcula como pensava — apesar da organização que tento ter, vou falhando regularmente); por fim, courgettes ‘Rondo di Nisa’ e ainda um milho tricolor só para perpetuar as sementes (que não nasceu). Podem comparar como estava há 25 dias. E reparem na junça. Essa é que não se atrapalha.

Canteiro novo e mais

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do quintal
Canteiro por terminarEste fim-de-semana entre muitas outras coisas, resolvi tratar de algumas que ameaçam tornar-se inadiáveis no quintal. No sábado de tarde apareceu o senhor Reis e resolvemos continuar algo que acho que comecei há dois anos: Fazer os canteiros tal como os planeei (com cerca de 90 x 450cm). Fizemos um, o que é melhor que não fazer nenhum. Horta, com feijoeiros ao fundo e cebolo já bem desenvolvidoMas antes que tirem conclusões precipitadas sobre a nossa habilidade, informo que os outros espaços estão ocupados. Quando sairem as nabiças, devemos fazer outro. Estou a utilizar placas de ardósia de 30 x 30cm e apenas a terra para as segurar. Tanto quanto posso observar do murete mais antigo, resulta. A terra aqui é bastante pesada, num local mais arenoso não deve resultar tão bem. Dentro do canteiro, a terra fica mais elevada do que nos caminhos à volta. Entre canteiros apenas deixei 30cm. É manifestamente pouco, mas deste modo aproveita-se o espaço disponível ao máximo. Dá para passar e trabalhar sem pisar a terra cultivada, que ...

Longo fim-de-semana

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do quintal, germinação, savona, sementeira
Sementeira de erva-dos-gatosFoi mais um fim-de-semana longo. Não no sentido de ter sido prolongado, esses detalhes passam ao lado de quem tem o meu estilo de vida. Todos os dias são bons para trabalhar ou para qualquer outra coisa. Nesse sentido, acabei agora de trabalhar (são 04:37) e consequentemente estou a escrever este texto neste momento (está sempre a tempo dos nossos amigos brasileiros o lerem em primeira mão). Consegui fazer mais umas sementeiras (tudo árvores que podem demorar mais de um ano a germinar): Betula humilis Betula costata Betula utilis var. jacquemontii (esta é a segunda tentativa) Betula pendula ‘Purpurea’ Betula nigra Betula ermanii Betula szechuanica Betula albosinensis var. septentrionalis Acer grosseri É interessante a questão do tempo de germinação. Tenho duas bétulas, que agora já não sei identificar embora me pareçam a ubíqua Betula pendula, que nasceram num local onde tinha despejado tabuleiros de sementeiras que achei já não dar em nada. Portanto, o meu conselho é que demorem uns dois anos a desistir de um tabuleiro de sementes de árvores. No quintal, andei com o senhor Reis, o senhor Jacinto e o meu pai. Foi mais nas arrumações dos anexos ...

Domingo no jardim

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do quintal, gamm vert, ikea, miscantus sinensis, ophiopogon planiscapus, plantação, sementeira, siro, terraforma, tomateiro
Vasos RönnbärTenho oito plantas para mudar para vasos grandes. Fui num instante à Gamm Vert comprar substrato da Siro (é o que costumo utilizar), bolas de argila e casca de pinheiro. Andava para lá uma Camelia sasanqua ‘Jean May’ (imagem — Lovcam) e claro que não resisti. Nem faz parte da lista de camélias que queremos, aliás, não sei que camélias queremos — a não ser que consulte a lista. Para isso é que fiz a lista. As tais sacas feitas de cereais da Gamm Vert, já desapareceram, foi Sol de pouca dura. (more…)

15 minutos de jardinagem, revisitados

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do quintal, Jardim
Resolvi que dê por onde der, tenho que ter os meus 15 minutos de jardinagem diariamente. No Inverno mais profundo torna-se mais difícil porque às cinco da tarde já praticamente não se vê nada. Mas não interessa, a proximidade e a presença constante no jardim, mesmo que por pouco tempo, torna tudo muito mais fácil. E é relaxante, rapidamente nos abstraimos de outras questões. O que tenho observado ultimamente é que há um problema com estes 15 minutos… Têm demorado por vezes duas ou mesmo três horas, sem eu dar por isso, o que acaba depois por me afectar o tempo dedicado a outras actividades. Mesmo assim, entre arrancar ervas, plantações e sementeiras, tenho uma série de tarefas hortícolas bem atrasadas.

Sexta-feira santa

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do quintal, Família, luisa, pedro
Luisa e Pedro a jardinar Estive a jardinar com a miudagem. Atrás do escritório montei uma banca improvisada para as sementeiras e juntei uma série de árvores para ver se é este ano que as rego automaticamente com gota-a-gota. Como é um local abrigado, estivemos quase todo o tempo lá, porque estava uma ventania e frio assinalável. Juntos, colocamos uns bolbos em vasos e transplantamos uma camélia para o vaso grande que eles estão a encher de terra na fotografia. E ainda andaram para lá a regar tudo o que apareceu pela frente. Tentamos passar mesmo muito tempo com as crianças (mais a mãe), mas para isto da jardinagem é necessária dose extra de paciência (estilo regar as botas em vez das plantas ou peguilhice constante…). Enfim, uma sexta-feira verdadeiramente santa.

Vasos e recolher folhas num Domingo

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do quintal
Transplantar Este Domingo fiz duas coisas que nunca tinha feito: Transplantar cactos e orquídeas para vasos maiores. No primeiro caso utilizei um substrato biológico que adquiri no Cantinho das Aromáticas, apropriado para cactos. Para as orquídeas, utilizei um substrato próprio da Siro, que adquiri há mais de um ano (sim, era uma tarefa pendente e constantemente adiada). Ainda consegui tempo para recolher folhas no jardim e cortar parte do excesso de trepadeira que por aqui anda. Depois começou uma ventania (ainda bem que recolhi as folhas) e a chover. Mesmo assim, ainda transplantei dois azevinhos variegados para vasos maiores.

De volta à jardinagem

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do quintal
Tudo é mais lindo quando o tempo é controlável. Ultimamente, não tem sido o caso por aqui. O Jardinagem.org teima em não sair (e vou ter que tomar uma atitude drástica em breve), este blogue continua para o parado e, pior de tudo, nem os meus 15 minutos de jardinagem cumpro. E não cumpro há muito tempo. As minhas idas ao Sargaçal têm sido poucas, embora vá regularmente ao jantar das Quintas. O tempo neste caso também é importante, mas na verdade, não tendo objectivos muito claros, hoje em dia prefiro ficar em casa em vez de pegar no carro para fazer quilómetros. Os custos de lá ir regularmente também não são de descurar. Apesar disso, tenho um projecto de arquitectura a avançar e o Cláudio lá me vai dando um jeito. Esta semana descobri que não foi incluído na escritura um artigo urbano, parte integrante da propriedade. Resta saber se o antigo proprietário se esqueceu, ou se pelo contrário, se “esqueceu”. Mas hoje, aproveitando o dia demasiado bom para a época, tratei de arrancar ervas no quintal, cortei lenha com a moto-serra e ainda um diospireiro que o meu pai já tinha mandado deitar abaixo (nunca hei-de entender ...

Sementeira quase falhada

Categorias: Diário do quintal
Como tinha dito, tenho o quintal novamente aceitável e agora ainda está melhor, pois tenho passado lá tempo regularmente. Aconteceu uma coisa que aqui não é muito comum — na sementeira de penca da Póvoa e de couve chinesa, houve uma interferência com características invasoras (tal a quantidade) de rúcula e mizuna. Resultado, começo só agora a identificar as pencas lá para o meio e a couve chinesa, nem vê-la. Nem tudo é negativo, na prática com este tempo ameno, vai ser uma segunda colheita destes dois óptimos vegetais. Hoje já comemos uma salada de folhas bebés de ambos. Entretanto fiz também outra sementeira de salsa. Gasta-se sempre e gostamos de ter todo o ano. Numa outra nota negativa, ao abrir uma lata onde já tinha guardado favas para semente, noto tudo furado e uma saudável população de gorgulho a passarinhar. Pior do que isso, os feijões amarelos e brancos (dos anões franceses), também estão a ser atacados pelo gorgulho. Eu na minha infinita ignorância, julgava que o ataque de gorgulho era externo e fiquei admirado de o ver dentro da lata das favas. Uma observação mais de perto demonstrou-me que as larvas se desenvolvem dentro ...

Alfazema, Lavandula dentata (Lamiaceae)

Categorias: Aromáticas, Diário do quintal
Lavandula dentata Considero a introdução de alfazema no quintal um rotundo sucesso. Primeiro quando ando a trabalhar nos canteiros estou sempre a tocar acidentalmente nas plantas e o cheirinho anda no ar. Segundo, há sempre uma boa quantidade de insectos benéficos. A única desvantagem é perder um bocadinho de área de cultivo, mas aqui não é grave.

O quintal novamente aceitável

Categorias: Diário do quintal
Depois de três tardes, não completas, o quintal está novamente com aspecto decente. Isto é, a minha parte. O resto, mais ou menos. Por acaso é irritante saber que em pouco tempo se consegue dar um aspecto bom, ter as plantas mais saudáveis, etc., e mesmo assim adiar continuamente. Aliás, se a tarefa fosse regular, com meia hora por dia resolvia o problema facilmente, com mais um ou outro dia mais intenso no mês. Então, porque não? Por isto. Perco energia quando chega a hora da manutenção. Mas estas tardes renderam. Arranquei a maior parte do ervado, estaquei e reforcei os tomateiros. Também retirei o que restava do feijão francês anão e no local fiz sementeira de Penca da Póvoa e Couve Chinesa (não sei lá o que isto é, mas vamos experimentar). Também fiz a última sementeira de agriões com as sementes da época anterior. Além disso, recolhi feijão francês anão de vagem amarela e de vagem verde para semente; também feijão trepador rajado; ainda há feijoeiros que dão um feijão castanho escuro e que foram recuperados este ano — recuperados porque de todas as sementes apenas três estavam viáveis, pois tinha havido um ataque ...

Não há novidades no quintal

Categorias: Diário do quintal
Feijões trepadores A não ser ervas. Montes delas. Dediquei algum tempo a arrancá-las, que por acaso é actividade que gosto bastante. Não há nada como um canteiro limpo depois de ter estado cheio de daninhas. Fora isso, boas colheitas. Este ano a terra tem sido generosa em quase tudo — e podia ser mais se eu mantivesse o ritmo. Acho que antes de tentar conhecer os outros, devemos tentar conhecer-nos. Não gosto de colocar estacas, de amarrar e conduzir plantas… Não é só isso. Sou bem melhor a engendrar, a resolver, a vencer a inércia, do que em manter o barco em movimento. E é em tudo. Foi na escola, na universidade, no trabalho… É no quintal e no jardim. Este blogue tem sido uma notável excepção. Ainda não sei porquê.

Courgettes ‘Redonda de Nice’

Categorias: Diário do quintal
Courgette 'Redonda de Nice' Já apanhei 15 e há muitas mais. De 18 plantas que transplantei, 16 sobreviveram e estão a produzir. Esta quantidade é demasiada para nós. A Susana vai à mercearia que fica nas traseiras de nossa casa e à semelhança de outras ocasiões, vai trocar o nosso excedente de courgettes, por outros géneros que temos em falta. Se acham estranho é porque provavelmente o é. Uma verdadeira troca comercial de outros tempos.

Parece um campo de alfazema

Categorias: Diário do quintal
Lavandula dentata Mas não é. Trata-se apenas de uma planta, com mais duas ao fundo, feijões rasteiros e em último plano, tomateiros. Gosto muito de ter alfazema no meio das culturas comestíveis. E tenho cortado flores para secar e colocar nas gavetas dentro de saquinhos de linho ou algodão.

No quintal em Junho

Categorias: Diário do quintal
Joaninha Com esta chuva de Junho, o principal resultado prático foi uma explosão de ervas daninhas nunca vista. O meu tempo no quintal foi passado a arrancar o mais que pude. Como andei de volta dos feijões rasteiros, vi finalmente as joaninhas. Joaninha Os afídios estão finalmente em número manuseável, mas aparecem sempre novos e em plantas improváveis (pelo menos, não é costume), como nas ervilhas de cheiro e no Ácer-negro, Acer saccharum. Neste último, que é árvore minúscula e exemplar único, nem lhes dei tempo, esmaguei-os e já está. A humidade excessiva nos tomateiros está a acabar com eles. A continuar assim até duvido que vá colher alguma coisa — não deixa de ser interessante passar a este estado, de uma situação de super-abundância. Sem dúvida que ia ter muitas dezenas de quilos de tomates. Mesmo assim, na minha curta experiência, este é o ano que mais e melhores géneros tenho colhido. Tem dado para nós e para outros. Já comecei a colheita e sementeiras sucessivas de agriões e amanhã vou apanhar as duas primeiras courgettes ‘Redonda de Nice’ (’Ronda di ...

Os feijões trepadores estão com aspecto…

Categorias: Diário do quintal
Feijões trepadores …mas uma olhada mais de perto… Afídios nos feijões trepadores …malditos afídios. Como os detesto. E não são poucos, o combate tem-se revelado frustrante. Mas não se pode desistir. Isto é uma guerra sem quartel.
Design by j david macor.com.Original WP Theme & Icons by N.Design Studio
Entries RSS Comments RSS Login