Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the desenho

Vídeo antigo

Se você lembra disso, a velhice está na outra esquina…

Jayce e a Liga Relâmpago


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O futuro imaginado no passado

Estas três gravuras fazem parte de uma colecção (da Biblioteca Nacional Francesa) de gravuras de 1910, em que se procurava imaginar como seria a vida no ano de 2000. (Pode ver outras gravuras da colecção no blogue há-dias-assim. Garanto que vale a pena dar uma espreitadela.) É interessante observar que as previsões foram certeiras (hoje em dia existem diversos meios audiovisuais que são Continue a ler O futuro imaginado no passado

O princípio da discriminação: nós e os outros

        Max Velthuijs é um aclamado e premiado autor de livros infantis, que escreve e ilustra. É holandês. As histórias são curtas e  simples, mas não simplistas. A leitura dos seus livros permite aos adultos abordar com crianças pequenas temas como o racismo, o amor, a amizade, a tristeza, a morte, etc. Em Portugal estão editados diversos livros de Max Velthuijs  na Editorial Continue a ler O princípio da discriminação: nós e os outros

Como desenhar um ovo

Como desenhar um ovo... com um compassoContinue a ler Como desenhar um ovo

Mais maravilhas do mundo de Alice: quando é que um argumento é cogente?

(Este desenho é de Sir John Tenniel, autor das ilustrações que fizeram  parte da edição original.) “- Que espécie de gente vive por aqui? - Naquela direcção – disse o Gato, levantando a pata direita – vive um Chapeleiro, e naquela, uma Lebre de Março. Vai visitar o que quiseres, são ambos loucos. - Mas eu não quero estar ao pé de gente louca – respondeu a Alice. - Oh, não podes evitá-lo –Continue a ler Mais maravilhas do mundo de Alice: quando é que um argumento é cogente?

Observação participante

Desenho de Antonia Santolaya. Mercado do Bulhão. Porto. Outubro 2008. Retirado do blogue Desenhador do Quotidiano. "A observação participante, que muitas vezes é também designada por trabalho de campo, caracteriza-se pela “inserção do observador no grupo observado. Se o investigador apenas se integra no grupo a partir do momento em que se inicia o processo de investigação, falamos de Continue a ler Observação participante

Desenhos com areia: será isto arte?

Muitos desenhos de Kseniya Simonova são (na minha opinião) belos. A sua realização revela perícia (eu, por exemplo, não seria capaz de fazer nenhum deles). É manifesto que exprimem ideias e sentimentos da autora. Esta, ao fazê-los e apresentá-los publicamente, comunica a outras pessoas essas ideias e sentimentos. Tal comunicação desperta emoções nessas pessoas e - presumivelmente – leva-as a reflectir e a debater acerca dos temas dos desenhos.

Serão estas razões suficientes para considerar artístico o trabalho de Kseniya Simonova?

O facto dos desenhos com areia serem efémeros poderá ser considerado uma razão para não serem considerados obras de arte?

O facto da generalidade dos especialistas em arte e dos artistas reconhecidos como tal, ignorar habitualmente os desenhos com areia e não os incluir nas suas listas de formas de arte, será razão suficiente para alguém que deles goste não os considerar obras de arte?

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Crime?

parede riscada grafitti

O crescimento dos graffiti nas paredes portuguesas tem sido exponencial. Trata-se de um comportamento errado que deve ser considerado crime ou, pelo contrário, de uma legítima manifestação da liberdade de expressão?

Outra questão pertinente (embora a resposta não diga respeito à Sociologia, mas sim à Filosofia) é: os graffiti são arte?

Para responder a essas questões, é ainda preciso fazer uma outra: o que é um graffiti? Qualquer risco na parede é um graffiti? Um rapaz que escreva nas paredes da escola “Amo-te, Yolanda!” faz um graffiti?

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Sem Deus tudo seria permitido?

«Afirma-se muitas vezes que é prejudicial atacar uma religião, porque ela torna os homens virtuosos. Confesso que não estou convencido disso. Conheceis, por certo, a paródia que Samuel Butler fez deste argumento no sue livro Erewhon Revisited.

Estais recordados de que um certo Higgs chegou a uma remota região onde passa algum tempo e depois se escapa num balão. Vinte anos depois, tendo aí regressado, ficou Albrecht Durer's Praying Hands rezar surpreendido ao deparar com um novo culto no qual ele próprio era adorado sob o nome de Filho do Sol. Recorde-se que, com efeito, subiu aos céus. Estava para breve a celebração da Festa da Ascensão, quando ouviu (…) [dois] altos dignitários da religião dos Filhos do Sol confidenciar uma ao outro que nunca tinham visto o chamado Higgs e que esperavam que jamais isso acontecesse. Cheio de indignação, aproximou-se e disse-lhes: ‘Vou esclarecer neste dia toda esta mistificação e dizer ao povo de Erewhon que eu, Higgs, sou apenas um homem como os outros e que, simplesmente, me servi de um balão para deixar o vosso país.’ Responderam-lhe: ‘Não faças isso, porque todos os princípios morais deste povo estão ligados a esse mito, e se souberem que não subiste ao céu, transformar-se-ão todos em malfeitores’. Persuadido, abandonou o país silenciosamente.»

Bertrand Russell, Porque não sou Cristão, Brasília Editora, Porto, s/d, pp. 28-29.

Os sacerdotes convenceram Higgs a não dizer a verdade argumentando que sem a fé religiosa não haveria razões suficientemente fortes para convencer as pessoas a agir moralmente: cumprir regras, respeitar os outros e os seus bens, etc. O romancista russo Fiódor Dostoiévski exprimiu essa ideia através destas célebres palavras: “Sem Deus tudo seria permitido”.

A ideia de que as pessoas não agiriam moralmente se não tivessem uma motivação religiosa presta-se a objecções óbvias, nomeadamente esta: há imensas pessoas que não têm qualquer crença religiosa e mesmo assim procuram agir moralmente. Por isso, é possível que mesmo sem Deus nem tudo fosse permitido.

Mas, mesmo que admitíssemos a necessidade de uma tal motivação religiosa, isso não seria – como sugere a história contada por Bertrand Russell – uma prova a favor da existência de Deus ou de outro ser sobrenatural qualquer. Com efeito, para se adquirir esse tipo de motivação e para que esta seja eficaz, não é necessário que Deus exista – basta que as pessoas acreditem que existe.

[Uma discussão mais…

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Interacção social: À espera que chegue a minha vez

Desenho: "À espera que chegue a minha vez na Segurança Social", de Eduardo Salavisa, no blogue Desenhador do Quotidiano.
O que é uma interacção social?
De acordo com Anthony Giddens (no livro Sociologia, 5ª Edição, Gulbenkian, 2007, pág. 695), é o "encontro social entre indivíduos. A maior parte das nossas vidas são povoadas por interacções de um tipo ou de outro. A interacção social refere-se a situações formais e informais nas quais as pessoas travam conhecimento umas com as outras. Uma sala de aula constitui uma ilustração de uma situação formal de interacção social; o encontro de duas pessoas numa festa ou numa rua é um exemplo de interacção informal."
No passado ano lectivo disse aos alunos de Sociologia para lerem dois ou três capítulos do romance "O Véu Pintado", de Somerset Maugham (Edições Asa). Pedi-lhes para sublinhar e assinalar passagens relacionadas com conceitos sociológicos: socialização, estatuto social, papel social, mobilidade social, etc.
Ao analisar esses capítulos na aula concluímos que, caso quiséssemos sublinhar e assinalar todas as passagens relacionadas com interacções sociais, teríamos que sublinhar e assinalar quase todas as frases.
Eis uma pergunta fácil mesmo para quem nunca leu o referido romance: porque é que chegámos rapidamente a essa conclusão?
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