Nojo de mim
Isso tem acontecido com mais e mais frequência.
Pessoas que prestam serviços essenciais ao meu estilo de vida estão ficando cada vez mais afastadas da minha realidade.
Pratos simplesmente somem da mesa e chãos aparecem limpos, como se louça e lixo fossem mais importantes que garçons e faxineiros, pois eu sinto mais facilmente a falta daqueles que a presença destes.
Estou na fronteira, no limiar, prestes a entrar num local que sempre desprezei, onde moram os esnobes e bossais, que acham que pessoas podem ser classificadas em dignas e não-dignas, elite e serviçais.
Eu tenho plena consciência de que existem pessoas que servem e pessoas que pagam para serem servidas, mas todos têm o mesmo ancestral comum com os gorilas das montanhas e não posso admitir que indivíduos sejam relegados ao barulho de fundo, como um chiado de fita cassete, imperceptível para quem desconhece sua existência e sequer reconhece sua utilidade.
E isso está acontecendo logo comigo, que sempre faço questão de agradecer pelo serviço prestado e até pergunto o nome do garçom vez por outra para ele ouvir seu nome sendo chamado intermitentemente.
Não prego que todos sejam tratados da mesma forma, pois isso seria, primeiro, impossível e, segundo, a pior forma de preconceito possível (pois todos são diferentes).
Mas todos merecem ser tratados com respeito (até um mostrar que não merece tal honra, aí vale até cuspida na cara), mesmo que esse ilusório conceito de “respeito” seja apenas a confirmação de sua existência, nem que seja com um aceno de cabeça.
Parece pouco, mas quem já está com a alma calejada de ser tratado como reboco de parede aprecia bastante quando alguém “do outro lado” sabe seu nome.
E, talvez, quem sabe, um dia, receber até um tapinha nas costas e, sonhar não custa nada, uma gorjeta pela simpatia desprendida.
Muitos pratos já sumiram da minha mesa. Preciso parar com isso.

Ao olhar para os acontecimentos dos últimos dias, com a paragem dos transportadores de mercadorias nas estradas nacionais e europeias, fruto de descontentamento acumulado nos últimos 2 anos com a subida dos preços dos combustíveis é, com apreensão, que olhamos para o futuro, e com maior preocupação que observamos as ideias propostas para ultrapassar estas dificuldades e o modo como as querem implementar.
É notório e justo reconhecer que muito tem sido feito nos últimos três anos no domínio das energias renováveis em Portugal, com especial destaque para a aposta na energia eólica e solar. Muita há ainda por fazer na área da
O
Estou de saída. Tenho vontade de participar em algo que me permita escrever sem a preocupação de dar um "spin" científico a cada ideia que tenho.
A participação neste blogue foi muito positiva. Permitiu antes de mais aprofundar amizade com pessoas que conhecia pouco mais que de vista e nelas descobrir qualidades inesperadas. Reconheço principalmente a Sofia, o Ricardo e o Santiago, grandes ajudas na árdua tarefa de desdramatizar a vida. Agradeço-lhes também, principalmente ao último, a muita argúcia na mirada com que raramente deixaram passar em silêncio um acto ou palavra (ou omissão) que pudessem atentar contra as "liberdades".
E, falando de tolerância, quero declarar arrefecida a minha reacção ao post que a este precede. A clarificação dada pelo autor ao responder aos comentários completou o conteúdo do texto e foi suficiente para o meu entendimento da sua opinião. Se a minha atitude deixa algum aspecto de fanatismo ou intransigência, peço desculpa. Não quis com o meu comentário tirar ilações acerca da intenção de voto do autor nem insultar a sua inteligência. Temi apenas que fosse doravante costume do Conta a apresentação de textos de interpretação variegada e desprovidos de explicações quanto à sua escolha.
Bruno, para ti, "aquele abraço".
Foto: Macaca fuscata, habitante das fontes de água quente do
Ontem os "potros" ganharam aos "ursos" num dos maiores acontecimentos desportivos do ano nos EUA. Estava escrito.
Em 41 anos de existência, nunca se registaram equipas dirigidas por Afro Americanos no 
