Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the Darwin

Sahney X Darwin?

Vários sites de divulgação científica, e também de conteúdo criacionista, alardearam recentemente que um artigo recente teria jogado por terra uma premissa básica da teoria da evolução elaborada por Charles Darwin: a de que a evolução é direcionada principalmente pela competição entre espécies. A generalização, divulgada às pressas e sem uma análise mais cuidadosa do conteúdo do artigo, é que a evolução teria sido direcionada pela ocupação do espaço físico (territorial, de nichos ecológicos) pelas espécies biológicas. Como a autora principal, Sarda Sahney, disponibilizou o artigo para aqueles que quiserem ler (aqui), tive a oportunidade de ler seu artigo “Links between global taxonomic diversity, ecological diversity and the expansion of vertebrates on land”.

O objeto de estudo dos autores são os tetrápodes, ou seja, animais que apresentam 4 membros. Atualmente existem cerca de 30.000 espécies de tetrápodes, divididos em 300 famílias que apresentam 75 modos de vida. Toda esta diversidade se originou muito provavelmente a partir de uma única espécie de anfíbio, que realizou a transição do ambiente aquático para o terrestre no meio do período Devoniano. Desde então ocorreu uma diversificação exponencial das espécies de tetrápodes, que pode ser justificada ou pelo aumento dos habitats ocupados (não somente em termos de extensão, mas também em termos de diversidade de habitats), ou pela competição entre espécies em determinados habitats. De maneira a verificar qual das duas hipóteses seria a mais plausível, os autores analisaram a diversidade taxonômica e ecológica de 840 famílias de tetrápodes, às quais foram atribuídas características ecológicas, cronológicas e geográficas. Os ecomorfos assim estabelecidos (um ecomorfo é uma variedade local de uma espécie cujas características são determinadas pelo ambiente em que se encontra) possibilitaram a definição de 288 modos de vida (3 tamanhos X 16 tipos de dietas X 6 habitats), dos quais 81 são incompatíveis (como, por exemplo, de espécies que viveriam exclusivamente em árvores e se alimentariam exclusivamente de vermes do solo). Desta forma, foram definidos 207 modos de vida.

Após a análise, os autores observaram que a diversidade taxonômica global das famílias dos tetrápodes apresenta muito boa correlação com os nichos ecológicos que estes animais ocuparam ao longo do tempo. Dentre os 207 possíveis modos de vida que os tetrápodes poderiam ter adotado, somente 36% destes (75) foram efetivamente adotados. Desta forma, na ausência da interferência humana, muito provavelmente os tetrápodes teriam continuado a se diversificar para ocupar outros modos…

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Ontogênese e Filogênese: o caso da leitura

Discutir os aspectos nefastos e perniciosos da scala naturae é uma das minhas mais diletas atividades. Creio que, se é que posso deixar alguma contribuição na mente dos alunos entre todos os assuntos de biologia que ensino, essa seria a eliminação da scala naturae do nosso modo de pensar e de compreender a evolução. Como me disse certa vez um colega, que recentemente também se enveredou pelos caminhos do magistério, meu livro poderia facilmente se chamar “Por que acho que a scala naturae é um absurdo”.

É muito fácil, tentador até, pensarmos que em nosso desenvolvimento embrionário revivemos as fases adultas de invertebrados, peixes, anfíbios, répteis e mamíferos primitivos que, numa ótica evolutiva enviesada e capenga, seriam nossos antepassados. Contudo, essa forma de compreender o processo de desenvolvimento embrionário está equivocada, por duas razões: em primeiro lugar, os peixes, anfíbios, répteis etc. atualmente existentes não foram nossos antepassados, nem tinham como sê-los. Em segundo lugar, e aqui reside o principal, não revivemos as fases adultas dos nossos ancestrais, quem quer que eles tenham sido, em nosso desenvolvimento embrionário. O que eu estou afirmando aqui é algo já bem estabelecido desde o início do século XX (bem pouco tempo depois de Haeckel ter elaborado o conceito em sua forma mais famosa): a ontogênese não revive a filogênese.

Já temos um adequado conhecimento de biologia evolutiva e de sistemática filogenética nos dias de hoje para explicarmos com certa facilidade por que a recapitulação, ou “lei biogenética” (nomes pelos quais é conhecido o conceito de que a ontogênese revive a filogênese), é um equívoco científico. Porém, vale a pena perguntar por que tantos cientistas defenderam-na, e por que tantos estudantes aceitaram-na com facilidade. É sempre bom ressaltar que Haeckel não era um ignorante desvairado, noção que costumamos ter de pensadores que elaboraram hipóteses posteriormente derrubadas (como Lamarck, Ptolomeu e tantos outros).

A scala naturae é a resposta para essa indagação. Se hoje em dia, com nossa visão sistemática da história evolutiva dos organismos e com os conhecimentos (ainda incipientes) desse fascinante ramo da biologia denominado evo-devo, a recapitulação não faz mais sentido, o mesmo não se pode dizer de uma época histórica em que a scala naturae permeava o imaginário de praticamente todos os naturalistas e pensadores. A recapitulação, portanto, faz todo sentido num processo evolutivo em que os organismos estão postos numa fila continua, em que um “peixe”, um “réptil” e uma…

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Psicologia Evolucionista: uma bobagem moral

Quero criticar uma bobagem. A noção teleológica[1] orignalmente introduzida por Aristóteles permeou o pensamento científico por séculos. O Cristianismo, por sua vez, fortaleceu essa concepção. Essa noção de ciência adequava-se muito bem à percepção da Igreja. Se a natureza manifesta … Continue lendo Continue a ler Psicologia Evolucionista: uma bobagem moral

Grande página da PBS sobre Evolução


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É só explorar, clicando nas imagens.Um excelente contributo para a divulgação do evolucionismo.



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Barrigadas de sapos

Mergulho de barriga. Aquele que dói. Quem já teve o desprazer da experiência sabe do que se trata.

Tal inabilidade não é apenas uma característica dos humanos. Sapos primitivos também não sabiam mergulhar, e davam mergulhos de barriga, segundo estudo realizado por equipe coordenada pelo Dr. Richard Essner, da Southern Illinois University Edwardsville (EUA). Segundo a pesquisa, os sapos já teriam desenvolvido a capacidade de pular antes mesmo de terem adquirido a capacidade de viver em terra firme. Ao mesmo tempo, os sapos também ainda não tinham a capacidade de girar suas patas dianteiras rapidamente para a frente, como o fazem atualmente, para “aterrissar” após um salto. Tais características justificariam também o fato das patas traseiras se moverem “fora de fase” quando os sapos nadam.

Tais características foram observadas em sapos primitivos da família Leiopelmatidae, que apresentam movimentos de natação desconexos. O grupo de pesquisadores americanos analisou vídeos de cinco espécies de sapos: 3 primitivos (Ascaphus montanus, Leiopelma pakeka, e L. hochstetteri) e duas espécies que surgiram mais recentemente (Bombina orientalis and Lithobates pipiens). Os vídeos mostram que as espécies primitivas mantém suas patas dianteiras esticadas para trás durante o salto, e “aterrisam de barriga”, tornando-os pouco ágeis.

Segundo os pesquisadores, os resultados indicam que o desenvolvimento da habilidade de saltar agilmente, caindo sobre as patas flexionadas, deriva de um processo de duas etapas, durante a evolução. Na primeira etapa os sapos teriam desenvolvido a capacidade de esticar as patas traseiras para trás; na segunda, adquiriram a capacidade de girar as patas dianteiras para frente e “aterrissar” sobre estas patas dobradas, amortecendo a queda.

Outras características observadas nas espécies de sapos primitivas são os movimentos natatórios desordenados e uma pelve com uma cartilagem em “formato de escudo”, além de mais gordura abdominal, que protegem estas espécies da “queda de barriga”, que poderia danificar os órgãos internos. A mudança de movimento tardia, que levou à “aterrissagem” de forma amortecida, teria sido adquirida pela maioria das espécies de sapos, pois promoveu várias vantagens adaptativas, como quedas menos bruscas, saltos repetidos e uma melhor movimentação durante a natação.

E menos dor na queda.

ResearchBlogging.orgEssner, R., Suffian, D., Bishop, P., & Reilly, S. (2010). Landing in basal frogs: evidence of saltational patterns in the evolution of anuran locomotion Naturwissenschaften DOI: 10.1007/s00114-010-0697-4


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Nós somos elos perdidos!



Os criacionistas estão profundamente apaixonados pelo registo fóssil, porque foram ensinados (uns pelos outros) a repetir, vezes sem conta, o mantra de que está cheio de «lacunas»: «Mostrem-nos os 'intermediários'!» Imaginam com gosto (com muito gosto) que estas «lacunas» são embaraçosas para os evolucionistas. Na realidade, temos sorte por haver fósseis, e ainda mais sorte por dispormos de um número tão elevado deles para documentar a história evolutiva - sendo que muitos constituem, seja qual for o critério, belos «intermediários».
Não precisamos de fósseis para demonstrar que a evolução é um facto. As provas da evolução seriam inteiramente seguras, mesmo que nem um só cadáver houvesse fossilizado. A existência de jazigos fósseis tão ricos para explorar, bem como a descoberta diária de outros mais, é um bónus. Para muitos dos principais grupos animais a prova fóssil da evolução é tremendamente forte. Todavia, há, como sabemos, lacunas e os criacionistas amam-nas com paixão.

Richard Dawkins - O Espectáculo da Vida. Casa das Letras

O registo fóssil é incompleto, os fósseis são raros e possivelmente não representam mais do que 1% de todas as formas de seres vivos que já viveram, sobretudo se considerarmos as espécies sem esqueleto ou partes duras.
Cada espécie e cada ser vivo é resultado de um elo de uma cadeia ininterrupta de sobrevivência e transferência de genes.

Cada vez que a Ciência mostra um novo fóssil de transição, um elo desta cadeia, os criacionistas refutam-no e exigem ainda outro elo, numa demanda insatisfeita e sem fim.
Ironicamente, também os paleontólogos se demonstram insatisfeitos, procuram mais resolução na evolução e continuam a trabalhar.
Em termos práticos, podemos considerar impossível ter exemplares de todas as espécies que viveram em determinado momento, e esta observação é tanto mais real quanto maior for o tempo que nos separa do período em análise. Mesmo na actualidade, não fazemos ideia de quantas espécies existem, e muito menos estamos perto de dar uma classificação formal a todas.
Se esta dificuldade é real para as espécies actuais, para as espécies extintas torna-se uma fronteira intransponível. A isto acresce a dificuldade de fossilização de algumas espécies, sobretudo as de corpo mole, não esquelético, e em alguns ecossistemas, como a maioria dos habitais de montanha, deserto ou floresta tropical. Todas estas vicissitudes fazem com que tenhamos apenas uma nesga de

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Se a base é dissolvida…

...o que acontece com o ápice?
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Hoje faz 150 anos que uma "batalha" aconteceu em Oxford (Inglaterra). O "buldogue de Darwin" (Huxley) defendia a teoria de seu mestre, enquanto o religioso Wilberforce a criticava. (detalhes aqui).
Um século e meio depois, o Darwinismo vem sofrendo constantes ataques (uns sérios, e outros gratuitos). Vários pontos da teoria Selecionista são lógicos e, até, aceitáveis. Porém muitas coisas precisam cair.

No dia 25 deste mês, o site International Socialism, em sua edição 127, publicou Dispelling “the Malthus myth”, por Martin Empson. A proposta de "dispensa" do mito de Malthus se baseia no fato de que depois de Mathus, muitas atitudes foram tomadas com base no "medo da superpopulação". Ou seja, "Desde a época de Malthus, aqueles que seguiram seus passos têm utilizado tais argumentos para justificar a distribuição desigual de riqueza no mundo e de argumentar contra a possibilidade de reforma social". Exemplo: racismo, aborto, programas de esterilização forçada, e a legislação anti-imigrante.
Além disso, os administradores exerciam suas atividades alicerçando seus pensamentos sobre os perigos "da superpopulação" e inutilidade "de caridade", pregados por Malthus. Assim, na visão socialista do autor, modificando as atitudes governamentais (e pessoais), o mito pode ser dispensado.
Então, se a dispensa do mito se confirmar, o que deve acontecer com a Seleção Natural? Todos sabemos que Darwin se baseou em Malthus para finalizar sua teoria. É certo, inclusive, dizer que Darwin só deu a "martelada final" depois de ler a obra de Malthus.
Como num castelo de cartas, se retirarmos uma carta da base, todo o resto vem ao chão. Talvez não tão rigorosamente como em uma brincadeira com cartas, mas o abalo se concretiza a cada dia.
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Imagem: Malthus: brasilescola.com.br ; Darwin: darwin-online.org.uk.
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Soluços – Quando éramos peixes…..


Este incómodo tem origem na história que partilhamos com os peixes e os girinos.

Se quer um consolo por ter soluços, pense que a nossa aflição é partilhada por muitos outros mamíferos. Os gatos podem ser estimulados a ter soluços enviando um impulso eléctrico a uma pequena porção de tecido no tronco cerebral. Julga-se que esta zona do tronco cerebral seja o centro que controla o reflexo complicado a que chamamos soluço.

O reflexo do soluço é uma contracção estereotipada que envolve uma série de músculos na parede do corpo, diafragma, pescoço e garganta. Um espasmo em um ou dois dos principais nervos que controlam a respiração faz com que estes músculos se contraiam. Isto tem como resultado uma inspiração de ar muito brusca. Depois, cerca de 35 milissegundos mais tarde, uma aba de tecido na parte de trás da garganta (a glote), fecha o topo da via respiratória.

A inalação rápida, seguida por uma breve oclusão do tubo, produz o «soluço».

O problema é que raramente sentimos um único soluço. Se pararmos os soluços nos primeiros cinco a dez soluços, temos boas probabilidades de parar o ataque. Se perdermos essa oportunidade, o ataque de soluços pode continuar por uma média de cerca de sessenta soluços. Inalar dióxido de carbono (respirando para dentro de um saco de papel) e esticar a parede do corpo (inalar profundamente e suster a respiração) pode acabar rapidamente com os soluços em algumas pessoas. Mas não em todas. Alguns casos de soluços patológicos podem ser extremamente prolongados. O ataque de soluços ininterruptos mais longo numa pessoa durou de 1922 a 1990.

A tendência para desenvolver soluços é outra influência do nosso passado. É necessário ter dois pontos em consideração. O primeiro é o que causa o espasmo dos nervos que dá início ao soluço. O segundo é o que controla essesoluço característico, a inalação abrupta-oclusão da glote. O espasmo nervoso é resultado da nossa história como peixes, ao passo que o soluço é consequência da história que partilhamos com animais como os girinos.

Em primeiro lugar vamos aos peixes. O nosso cérebro consegue controlar a respiração sem qualquer esforço consciente de nossa parte. A maior parte do trabalho tem lugar no tronco cerebral, na fronteira entre o cérebro e a espinal-medula. O tronco cerebral envia impulsos nervosos aos nossos músculos respiratórios principais. A respiração segue um padrão. Os músculos do peito, do diafragma e

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Surprising similarities plant cells-neurons


Root apex cells versus neurons, por František Baluška and Stefano Mancuso
[para ler todo o artigo, consultar Deep evolutionary origins of neurobiology]

Recent advances in plant cell biology and neurosciences reveal surprising similarities between plants cells and neurons. They are inherently polar, with signal input and signal output poles, secrete signaling molecules via robust endocytosis-driven vesicle recycling apparatus, and are capable of sensory perception and integration of these multiple sensory perceptions into adaptive actions which serve for survival of organisms harboring these cells specialized for signaling and communication.5362 Moreover, neurons and plant cells have in common abilities to generate spontaneously action potentials which convey electric signaling across tissues of multicellular organisms (for plant cells, see refs. 63 and 64). Of course, plant cells do not extend long projections as neural axons or any similar protrusions—they do not need this as the polarized plant cells are arranged within regular cell files where pre-synaptic poles closely adhere to post-synaptic poles.53,54,65,66

In plants, neuronal features are especially prominent in root cells of the transition zone interpolated between the apical meristem and elongation region.6770 Multifunctional signaling molecule auxin emerges as plant-specific neurotransmitter which is secreted by pre-synaptic poles of the transition zone root cells and is eliciting electric responses and calcium, ROS and NO based signaling cascades at the post-synaptic domain of adjacent cells.53,65,68,69,7174

Plant neurobiology, kin-recognition, cognition and plant intelligence.
Keeping in mind the surprising neuronal achievements of bacteria and unicellular eukaryotes, it should not be a big surprise to learn that also plants show most of these features. In fact, there are several recently published, but also older, data demasking plants as sensitive organisms enjoying almost all relevant neuronal features,6368,75,76 including ‘kin-recognition’77,78 and plant-specific form of ‘intelligence’.5961 Nevertheless, plant neurobiology experiences difficult start62,79,80 which is related to deeply-rooted, almost ‘dogmatic’, view of plants as passive creatures not in a need of any neuronal processes and capabilities.79 One can trace this strong belief back to Aristoteles,81,82 who makes clear that it will be rather tough to break this spell despite the fact that one of the first attempts to rehabilitate plants was done by nobody less than Charles Darwin.83 Charles Darwin proposed that the root apex represents the brain-like anterior pole of the plant body83,84 and our recent data support this proposal strongly.53,65,68,69,85,86


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Ciência + Filosofia + Religião

Os cientistas querem encontrar o CERTO nessa situação. Aquele que tem RAZÃO. Será Darwin? Será Deus?. Os cientistas evolucionistas, ou os ateus, apostam em Darwin, por apostar na ciência absoluta, sem força divina no meio. Os religiosos, ou criacionistas, ou seguidores do Design Inteligente, não crêem na teoria de Darwin (como fato absoluto), mas sim em Deus, ou em uma força divina, uma ação inteligente comandando os acontecimentos químicos e biológicos.


Essa imagem é o resumo do que acontece nessa briga sem sentido.
No livro A Caminho da Luz de Emmanuel (psic. Chico Xavier): "Um sopro divino faz movimentar todas as coisas nesse torvelinho maravilhoso. Estabelece-se, então a ordem equilibrando todos os fenômenos e movimentos(...)". Nesse trecho observamos que o jogo mostrado acima não pode existir, e não existe. Conforme a ciência avança, as provas dos acontecimentos reais vão aparecendo. Kardec disse que, se a ciência não comprovar um fato da doutrina espírita, esta poderia ser abandonada, e a ciência deveria ser seguida. Ora, não é uma briga entre Ciência e Deus, e sim uma caminhada lógica. Deus criou tudo, todos os fenômenos e regras universais. Se a maçã cai pela ação da gravidade, isso acontece porque Deus criou a gravidade, a maçã, o chão, o ar, tudo. Como Emmanuel esclarece no trecho acima, a ação divina controla tudo através das leis físicas criadas por ela. Se a evolução existe, é devido a atuação divina, logo, os fenômenos terrenos criados por Deus foram controlados e regulados pelo "sopro divino". Ainda no livro A Caminho da Luz, nota-se: "Rezam as tradições do mundo espiritual que na direção de todos os fenômenos, do nosso sistema, existe uma Comunidade de Espíritos Puros e Eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, em cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias". Emmanuel esclarece, ainda, que Jesus é um membro dessa comunidade, e acompanhou os arquitetos divinos e coordenou a formação da terra e dos primeiros seres fazendo uso das leis criadas pelo Pai.
Vejo claramente nessas explicações, as idéias de Oparin e Haldane, eles lançaram a teoria da evolução dos complexos químicos na década de 1920. Dizendo que os primeiros seres se originaram a partir de substâncias simples encontradas na terra primitiva. Com ajustes, é isso que Emmanuel quer dizer. A diferença é que os arquitetos divinos estavam todo o tempo no comando.
Poderia escrever textos e textos sobre essas

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