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MOSQUITO MODIFICADO GENETICAMENTE PODE AJUDAR A COMBATER A DENGUE

Aedes aegypti

Aedes aegypti

Um mosquito geneticamente modificado poderá ser a chave para erradicar a dengue, anunciaram cientistas na segunda-feira. Em um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, pesquisadores britânicos e americanos revelaram como uma nova descendência do inseto poderá impedir a disseminação da doença - e suprimir a população original de transmissores em um período de seis a nove meses.

Para isso, a equipe espera que os machos com o DNA alterado cruzem com fêmeas selvagens e repassem seus genes. A ideia é distribuir dezenas de milhares de ovos de mosquitos geneticamente modificados para que as fêmeas de sua prole tenham um crescimento limitado das asas e, dessa forma, não consigam voar. Os machos da prole não são afetados pelo gene.

O novo método, de acordo com os cientistas, oferece uma alternativa segura e eficiente aos pesticidas e pode ser usado para prevenir outras doenças transmitidas por mosquitos, como a malária. “Todas as pessoas nas áreas tratadas são igualmente protegidas, independentemente de sua riqueza, poder ou educação”, disse o líder do estudo, Luke Alphey, da Universidade de Oxford.

Não há vacina ou tratamento contra a dengue, cujo vírus é transmitido através da picada da fêmea contaminada do mosquito Aedes aegypti. Estima-se que a doença acometa cerca de 50 milhões de pessoas por ano.

Fonte: VEJA

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CIENTISTAS CRIAM TEMPERATURA MAIS ALTA DA HISTÓRIA EM LABORATÓRIO

timthumb.phpWASHINGTON (Reuters) – Cientistascriaram a temperatura mais alta da história em laboratório -4 trilhões de graus Celsius, quente o suficiente para desintegrar a matéria e transformá-la no tipo de sopa que existiu milionésimos de segundos depois do nascimento do universo.

Eles usaram um acelerador de partículas gigante do Laboratório Nacional de Brookhaven, do Departamento de Energia dos Estados Unidos, em Nova York, para bater íons de ouro na produção de explosões ultra-quentes, que duraram apenas milésimos de segundos. Isso, no entanto, foi suficiente para dar aos físicos assunto para anos de estudo, que eles esperam vão ajudar a entender por que e como o universo foi formado.

“Essa temperatura é alta o suficiente para derreter prótons e nêutrons”, disse Steven Vigdor, do Brookhaven, em uma entrevista coletiva num encontro da Sociedade Americana de Física, em Washington, nesta segunda-feira.

Essas partículas formam átomos, mas elas próprias são formadas por componentes menores chamados quarks e glúons. Os físicos buscam agora minúsculas irregularidades capazes de explicar por que a matéria acumulou nessa sopa quente primordial. Eles também esperam usar seus achados em aplicações mais práticas – como no campo da “spintrônica”, que tem como objetivo desenvolver peças de computador menores, mais rápidas e mais potentes.

Eles usaram o Colisor Relativístico de Íons Pesados (RHIC), um acelerador de partículas com 3,8 quilômetros de comprimento e que está a 4 metros abaixo do chão em Upton, em Nova York, para colidir íons de ouro bilhões de vezes.

“O RHIC foi projetado para criar matéria nas temperaturas encontradas inicialmente no universo antigo”, disse Vigdor. Eles calculam que a temperatura de 4 trilhões de graus se aproxima muito disso.

O centro do nosso Sol mantém-se a 50 milhões de graus, o ferro derrete a 1.800 graus e a temperatura média do universo é atualmente de 0,7 grau acima do zero absoluto.

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Para se ter uma idéia do tamanho do Relativistic Heavy Ion Collider – RHIC (Colisor Relativístico de Íons Pesados), veja a imagem panorameca dele logo abaixo:

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O círculo AGS é outro acelerador de partículas, mas antigo que o RHIC.

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COLABORADORAS DO CURIOFÍSICA FINALISTAS EM PRÊMIO NACIONAL DE JORNALISMO

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Estudantes de jornalismo de todo o país enviaram seus trabalhos para o Concurso CBN de Jornalismo Universitário. Foram 250 reportagens inscritas e só três finalistas. Entre os vencedores, nós, alunos do 7º semestre de jornalismo da Universidade Federal de Mato Grosso. Em nome do grupo, afirmo que o resultado foi surpreendente e nos encheu de felicidade ter nosso trabalho reconhecido nacionalmente.

Surpresa? Concorrer com estudantes de universidades renomadas de todo o país, com recursos mais avançados, estúdios equipados com os mais modernos aparelhos de áudio e ainda ficar entre os três finalistas foi realmente inacreditável. Passou o susto, o que tomou conta foi o sentimento de orgulho e agradecimento a todos aqueles que contribuíram para que nossa reportagem tomasse forma.

Eu, Issaaf, Raiane e Wagner unidos, participamos de todas as fases de elaboração, apuração e também de apreensão. O material é muito rico e cheio de detalhes, o que tornou o trabalho de seleção de informações, para uma reportagem de somente quatro minutos, a coisa mais complicada. Foram muitas horas de edição, mas o trabalho pronto, valeu a pena!

A nossa professora de rádio jornalismo, Mariangela Lopez, foi a grande incentivadora para fazermos a inscrição. Ela viu a oportunidade de lançarmos o nosso trabalho para instituições maiores e, quem sabe, receber aplausos de volta. Obrigada, professora!

Ao pessoal da Central Única das Favelas (CUFA) agradecemos pela presteza e empenho em nos atender, por fornecer as informações mais importantes do trabalho e indicar os personagens que engrandeceram o material. Parabéns, o trabalho bonito dessa história é de vocês.

A iniciativa de promover um concurso entre acadêmicos de jornalismo é um estímulo para nós que enfrentamos pressões de todos os lados, principalmente com a não obrigatoriedade do diploma. À rádio CBN, obrigada pela oportunidade e pelo reconhecimento, garanto que daqui pra frente muitos estudantes de jornalismo de Cuiabá vão se empenhar para fazer o melhor e conseguir o feito que conseguimos no primeiro concurso.

Estamos orgulhosos de representar a nossa cidade e levar o nome da UFMT a uma repercussão nacional. Aos alunos, viram como é possível? Também não acreditávamos, mesmo com poucos recursos e com muito trabalho e força de vontade, conquistamos uma menção honrosa.

Clique no link e ouça as 3 reportagens campeãs:
http://cbn.globoradio.globo.com/concursos/premio2009/VENCEDORES.php

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A PRIMEIRA PRAIA PARA CEGOS

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A BBC do Brasil anunciou que a cidade de Saint Jean de Luz (sudoeste da França), instalou em uma praia equipamentos que permitem que os cegos nadem em segurança com a ajudade de um sistema muito simples de rádio sem fio.

As boias possuem sensores de áudio e são colocadas no mar, com uma distância de 15 m entre elas, as quais ajudam os cegos a se localizarem na água.

Cada deficiente visual usa no pulso um aparelho parecido com um cronômetro. Quando apertam o botão, os sensores dizem exatamente onde eles estão em relação às boias. E é claro que há um botão de emergência, caso haja algum problema.

O custo de instalar o sistema foi cerca de 25 mil euros, porém o projeto ainda necessita de alguns ajustes.

Veja o video aqui.

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6ª ESCOLA MATO-GROSSENSE DE FÍSICA

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Do dia 05 a 09 de outubro o Instituto de Física IF da Universidade de Mato Grosso UFMT realizara a 6ª Escola Mato-grossense de Física. É o maior evento de Ciência em Mato Grosso realizado anualmente.

As inscrições vão até o dia 20/09 e custa R$30,00. Além das palestras, os inscritos poderão fazer mini cursos nas áreas de Física Matemática, Física Teórica, Física Experimental e Física Ambiental.

Segue abaixo os mini cursos.

Física Matemática:

1 – (M1) “Teoria de grupo aplicada à mecânica quântica

José David Mangueira Vianna (UnB/UFBA)

2 – (M2) “Sistemas integráveis”

Luiz Agostinho Ferreira (USP – São Carlos)

Física Teórica:

3 – (T1) “Bases conceituais da termodinâmica e da física estatística

Dr. Silvio Roberto de Azevedo Salinas (USP)

4 – (T2) “Introdução a métodos de primeiros princípios

Rodrigo Barbosa Capaz (Instituto de Física – UFRJ)

Física Experimental:

5 – (E1) “Introdução ao nanomagnetismo”

Alberto Passos Guimarães (Departamento de Física da UFRGS)

6 – (E2) “Propriedades físicas de cristais”

Paulo de Tarso Cavalcante Freire (Departamento de Física da UFC)

Física Ambiental:

7 – (A1) “Física de Atmosfera

Moacir Lacerda (Departamento de Física da UFMS)

Para quem não é de Cuiabá, o evento conta com uma ajuda de custo para 50 estudantes. Essa ajuda se refere a 50% do valor promocional da estadia no Hotel, que será da tarde de domingo 04/10 até a manhã de sábado 10/10 (6 diárias), com direito a café da manhã.

Clique no banner e faça já sua inscrição!
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EVENTO – UNIVERSO EM EVOLUÇÃO

2009 é o ano internacional da Astronomia, e para comemorar a UFMT realiza mais um evento sobre o tema.

No Centro Cultural da Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT está sendo realizada uma exposição entitulada Universo em Evolução, com imagens belíssimas e algumas descrições e características de vários astros que vagam pelo nosso universo afora, como a Lua, Júpiter, Estrelas em colisão, Nebulosas, entre outros.

A exposição começou hoje (17/08) e será realizado até o dia 28/08, das 8h até 19h . A entrada é franca. Vale a pena conferir.

Abaixo, algumas fotos do evento para dar um gostinho do que vocês iram encontrar por lá.

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Para ver a agenda de eventos Brasil a fora sobre o tema, clique aqui.

ACESSE TAMBÉM:
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linklog

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O HOMEM REALMENTE FOI À LUA?

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Durante toda a historia da humanidade aconteceram diversos episódios em que muitas pessoas colocam em cheque a veracidade dos fatos, por exemplo: a guerra do Paraguai, a guerra de Canudos, a guerra do Iraque, a morte da Princesa Diane, a morte do Elvis e do Paul Macartney e a ida do homem a Lua.

No ultimo dia 20 de julho foram os 40 anos da ida do home a Lua. Mas o homem realmente foi a Lua, ou isso não passa de uma fraude?

Bom, o meu dever aqui não é provar se o homem foi ou não a lua, muito menos dizer se acredito ou não nisso, o meu dever nesse momento é instigar o questionamento sobre os fatos e procurarmos a verdade nua e crua.

Existem vários meios de comunicação que se posicionaram a favor ou contra esse fato e cada um deles deram sua “explicação” Física e Histórica para fortalecer seus argumentos e justificar seu posicionamento. Dois deles são o site A Fraude do Século e o seriado MythBusters (Veja o especial logo abaixo).

Vamos aqui nos atentar aos argumentos dos que não acreditam:

Clique na Imagem para amplia-la.

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Fraude 1: Em alguns vídeos mostram a bandeira America tremulando em solo lunar, isso não seria possível em um ambiente sem atmosfera como a lua.

A verdade: Se você observar a foto ao lado, a bandeira possui uma haste vertical e uma horizontal, no momento em que o astronauta está “fincando” a bandeira no solo ela realmente tremula, mas isso devido ao movimento que o astronauta faz na haste, quando ele para de mexer na haste, a bandeira continua mexendo por um tempo (esse tempo seria menor aqui na terra devido o atrito do ar) e depois para, isso porque em um ambiente sem atmosfera não possui atrito, então a energia do movimento inicial demora a se dissipar. Quando a bandeira para de tremular, ela não se move novamente. Se houvesse vento no estúdio veríamos poeira e a bandeira tremulando sem o astronauta ter a ter movimentado.

Clique na Imagem para amplia-la.

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Fraude 2: Nas fotos tiradas pelos astronautas aparecem regiões de penumbra nas sombras, isso não seria possível em uma local sem

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SITE COLABORATIVO AUMENTA A EFICIÊNCIA DO VOLUNTARIADO NO BRASIL

Cibervolutariado é adotado como canal de relacionamento entre voluntários e instituições

Por Elisa Côrtes

Imagine sites da rede mundial de computadores em que milhares de pessoas possam trabalhar de graça, inserindo conteúdo, classificando notícias, arrumando erros, colocando links interessantes, enfim, aperfeiçoando esse instrumento de consulta. Imaginou? Então acredite, é cada vez mais comum sites com esse perfil. São intitulados como sites colaborativos.

Wikipedia e Youtube são bastante conhecidos e fazem parte deste perfil. A iniciativa deu tão certa que a revista norte-americana Time, em 2006, elegeu como ‘personalidade do ano’ o trabalho coletivo de milhares de usuários, que juntos, revolucionaram a transmissão de informação. O funcionamento desses portais é baseado na participação do usuário, isto é, os usuários vão acrescentando e reformulando seus conteúdos de forma ativa.

É comum encontrar portais dessa categoria em países norte-americanos e europeus, o que poucos sabem é que no Brasil já existe um portal no mesmo estilo de participação. É o portal que oferece serviço de voluntariado on line.

O Instituto Voluntários em Ação (IVA), com sede em Santa Catarina, que atua nesse ramo há dez anos, é o idealizador do trabalho voluntário por meio da internet. O objetivo é facilitar a aproximação entre voluntários e organizações e ainda permitir que os trabalhos voluntários sejam realizados à distância, a qualquer hora e em qualquer lugar do planeta. Tudo isso permite novas relações de tempo e espaço, possibilita novas formas de sociabilidade, emprego e também de exercício da cidadania.

A catarinense Fernanda Maria Barreto Bornhausen Sá, presidente do Instituto Voluntários em Ação (SC).

A catarinense Fernanda Maria Barreto Bornhausen Sá, presidente do Instituto Voluntários em Ação (SC).

A presidente do instituto, Fernanda Bornhausen Sá, explica a origem do projeto e diz que o portal é, praticamente, uma rede de relacionamentos entre voluntariados e organizações que precisam de algum serviço. “Ao constarmos que mais de 90% de nossos potenciais voluntários estavam nos procurando pela internet, há dois anos resolvemos estudar como as grandes redes de voluntariado internacionais estavam evoluindo na questão da rede. Ficamos surpresos com a larga utilização da internet para buscar, encaminhar e propiciar o encontro entre voluntários e organizações, bem como se relacionarem entre si”, revela a catarinense criadora do IVA.

O instituto iniciou os trabalhos de pesquisa sobre a ferramenta de voluntariado na internet há três anos, mas o portal entrou mesmo em funcionamento em 2008.

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DIPLOMA… PRA QUÊ?

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Pronto, O STF tomou sua decisão. Não é mais preciso ter um diploma de ensino superior em jornalismo para trabalhar como jornalista. Muita gente viu a notícia e achou que a nova lei surgiu do nada, brotou, mas já circula há anos (mais de nove) na mão dos juristas a genial idéia de retirar das mãos dos jornalistas sua arma de defesa: seu diploma.

Se você é formado ou graduando pense nisso. Vá para a faculdade durante quatro anos. Estude ética, direito, antropologia, sociologia, economia, história, filosofia, política, terias da comunicação… Estude, se forme, comemore! Seria uma história feliz, se, no meio do caminho alguém não chegasse e rasgasse o seu diploma na sua frente e destruísse com seu projeto de vida, em alguns casos, o sonho de uma vida.

Cuspiram na cara dos jornalistas. Daqueles que lutaram para valorizar a formação acadêmica e que, por algum tempo, conseguiram essa façanha no país em que a educação não é levada a sério.

O ministro Gilmar Mendes argumentou que exigir diploma para o exercício da atividade de jornalista é encarcerar a liberdade de expressão. Liberdade de expressão que ele, na Ditadura Militar, não se importou em lutar a favor. E pensar em falta de liberdade de expressão é pensar Ditadura na forma mais obsoleta e simplista possível. É fingir um engajamento que não convence, que não existe.

Os estudiosos da Comunicação sabem e desenvolvem pesquisas sobre o leitor-autor. Existem inúmeras pesquisas sobre a internet, sobre You Tube, blogs. Pesquisas que a sociedade parece ignora. Jornalista nenhum despreza a companhia dos leitores-autores que escrevem (muito bem, às vezes!), que editam e divulgam materiais ricos, bem apurados, com teor jornalístico bastante relevante. Os estudiosos do jornalismo não ignoram as vozes que desejam ser ouvidas, não ignoraram o “faça você”, “envie seu texto”, sua matéria. Os blogs não pedem seu registro de jornalista para escrever sobre o que bem lhe couber. Pede?

Liberdade de que patamar reclama o ministro Gilmar?

Mas a luta é de gente grande. Estiveram ao lado do ministro os donos de rádios, tevês e jornais impressos. Que nada têm de jornalistas, mas muito de empresários, homens de negócio e negócio negro. Faça as contas, caro leitor. Mais vale um qualquer sem diploma ganhando quinhentos reais, que um superior completo exigindo muito mais.

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Caso Escola Base – O (não) cuidado jornalístico com a publicação de denúncias”

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Uma das manchetes do caso Escola Base

Março de 1994. A Escola de Educação Infantil Base, em São Paulo, sofre uma denúncia de abuso sexual contra menores. Mães desesperadas de alunos contatam a Rede Globo. Dá-se início ao escândalo que mais marcou a imprensa brasileira nos últimos 15 anos.

Durante dois meses, jornais, revistas, emissoras de rádio e tevê publicaram rotineiramente notícias sobre o Caso Escola Base apontando seis pessoas (dentre elas, pais de alunos e os donos da escola) como, indubitavelmente, culpadas. Toda a acusação baseou-se em fontes oficiais, além de pais de alunos e vizinhos da escola. Sem nenhuma investigação ou prova concreta os envolvidos no caso foram estampados como monstros. A história toda foi noticiada de forma bastante parcial e distorcida, mas muito enfaticamente. O resultado? Linchamento social dos acusados, depredação de suas moradias e da escolinha além de muito falatório.

Transcorridos os dois meses o inquérito foi arquivado com a conclusão de que os acusados eram todos inocentes. Friso: todos inocentes. Ficou nas mãos da mídia, a contadora da história, limpar o entulho esparramado pelos corredores da escolinha. Nunca a imprensa brasileira foi tão criticada (incluo aqui auto-criticada) como no Caso Escola Base.

O mínimo que se espera de um jornalismo relevante e confiável é a apuração dos dados. Em um trabalho investigativo, ou tratando assuntos delicados, é mais que necessária a apuração precisa das informações. Escutar os dois lados do fato, por exemplo, é imprescindível. No entanto, a ânsia pelo furo jornalístico, pela notícia de capa - pelo escândalo - acaba falando mais alto que a ética.

Presenciamos a era do entretenimento na qual a transgressão é prato cheio de qualquer meio de comunicação que mede sua aceitação através de vendas, ibope, enfim, através do alcance de seu produto.

A informação, na pós-modernidade, se confunde com o espetáculo. A credibilidade da informação pode até ser violada, mas a notícia não deixa de ser transformada em um grande show que envolve acusados, inocentes, repórteres, delegados, promotores…

É através da imprensa que a população, na maioria das vezes, molda a sua percepção do real. É praticamente impossível se isentar dessa responsabilidade. Não identificar contradições na investigação policial, nos laudos do IML ou nos depoimentos de crianças de quatro anos e suas mães, é, no mínimo,

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