Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the cultura

Herança cultural e autonomia

«A história da vida individual de cada pessoa é acima de tudo uma acomodação aos padrões de forma e de medida tradicionalmente transmitidos na sua comunidade de geração para geração. Desde que o indivíduo vem ao mundo os costumes do ambiente em que nasceu moldam a sua experiência dos factos e a sua conduta. Quando começa a falar, ele é o frutozinho da sua cultura, e quando crescido e capaz de Continue a ler Herança cultural e autonomia

O comportamento é até sinônimo de cultura, determinismo, arbítrio e influência. Qual o papel da família nisso tudo?

Via formspring.me/Comportamento

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Antes de falar da família, falarei de comportamento, cultura, determinismo, arbítrio e influência.

- Determinismo é a “teoria filosófica de que todo acontecimento (...) é explicado (...) por relações de causalidade”.
- Arbítrio é uma “determinação dependente apenas da vontade”.
- Comportamento é uma relação entre organismo e ambiente (Borges, 2009). Não é determinado pela vontade nem por relações de causalidade, mas sim por relações funcionais, isto é, interações probabilísticas com várias “causas” possíveis e nenhuma agindo de modo mecanicista (http://bit.ly/ackqPQ). O comportamento operante é função de níveis de seleção: filogenético, ontogenético e cultural (http://bit.ly/apdkoQ).
- Cultura é um conjunto de eventos ambientais sociais que contribui em um nível de seleção do comportamento (Skinner, 1981).
- Influência é a “ação de uma pessoa ou uma coisa sobre outra”. Logo, o responder de um organismo é influenciado pela ação das pessoas que fazem parte de seu ambiente cultural, de maneira multideterminada e probabilística.

ResearchBlogging.orgA família é um grupo de pessoas que participa do ambiente sócio-cultural de um indivíduo. Também fazem parte desse ambiente a escola, o trabalho, a religião, o governo, entre outras. Todas essas agências controladoras (Skinner, 1953) modificam o comportamento do indivíduo e do grupo. Mas como ela controla? Por contingências de reforçamento (ou por coerção). Falemos das contingências de reforçamento.

Reforçamento é o aumento da freqüência de respostas de um organismo em função de um reforçador. E reforçador é a função contingente de um evento ambiental, posterior a uma resposta, e que aumenta a probabilidade de ocorrência dela na presença de um outro evento ambiental antecedente.

A família é provedora de potenciais reforçadores às pessoas desde o nascimento até um período indeterminado da idade adulta. Os reforçadores podem ser sociais, como conversas amistosas, ou físicos, como dinheiro. Assim sendo, a família exerce sua influência sobre o indivíduo através de relações operantes.

Em Análise do Comportamento, há um conceito importante no estudo das relações comportamentais entre grupos culturais: metacontingências. Contingência é uma relação funcional entre eventos. No caso do comportamento, estamos falando de organismo e ambiente. A metacontingência é algo que está além de uma contingência simples que envolva o foco de análise nas respostas de um indivíduo, nas alterações que essas respostas ocasionam no ambiente e como o ambiente retroage sobre o indivíduo.

Metacontingência é o conjunto de contingências entrelaçadas, que gera um produto agregado…

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E a dor fará de ti um homem

Os índios sateré-maués do Brasil só consideram adulto um rapaz que se tenha submetido ao seguinte ritual de iniciação: “Devem enfiar a mão numa espécie de luva tramada em palha, que (…) tem centenas de watyamas (formigas tucandeiras) habilmente encravadas nos espaços da trama de palha, de forma que os ferrões delas fiquem voltados para dentro. Tão logo a mão é enfiada, as formigas – irritadasContinue a ler E a dor fará de ti um homem

Futebol e superorganismos

Estou passando por uma overdose de futebol, especialmente agora que estamos na fase final da copa e que os jogos melhoraram um pouco (nunca vi uma série de jogos tão horrorosa quanto essa fase de grupos na África do Sul). E olha que eu nem gosto tanto de futebol assim: meu esporte sempre foi automobilismo. Se bem que as lobotomias que os antigos circuitos vêm sofrendo, juntamente com esses novos “estacionamentos de shopping center” à la Tilke que surgiram na última década, estão me fazendo rever minhas preferências… Mas isso é outro assunto. Voltemos ao futebol.

Uma coisa que sempre me chamou a atenção é a forma como narradores e comentaristas referem-se aos times e seleções: como seres possuidores de vida própria, com suas personalidades, defeitos, qualidades e intenções particulares. É claro que esse fenômeno não acontece apenas no futebol, mas em qualquer outro esporte coletivo (como o vôlei e o basquete, por exemplo); contudo, no futebol ele é muito mais facilmente percebido. Até que ponto uma seleção pode ser encarada como uma entidade própria, diferenciada? Será válida a forma dos locutores e comentaristas se referirem a um time ou seleção como algo além da simples soma dos jogadores (animais da espécie Homo sapiens) que o compõe?

Eu penso que sim. E a defesa de meu argumento começará por um conceito ao qual já me referi várias vezes nesse weblog, e de forma mais explícita numa postagem sobre a Gestalt: o conceito de propriedade emergente. O que defendo aqui é que uma montagem ou organização pode facilmente ser algo maior que a simples soma de suas partes. Um time de futebol ou uma seleção nacional pode apresentar características que vão além da simples soma dos comportamentos individuais dos onze animais (juntamente com os jogadores do banco, a comissão técnica, os membros de apoio etc…) que formam aquela seleção. Já afirmei em postagens anteriores, mas nunca é demais repetir: isso nada tem a ver com misticismo ou ocultismo; eu, um materialista convicto e declarado, entendo as propriedades emergentes como fenômenos naturais decorrentes da interação de processos distintos. Vamos explicar um pouco melhor:

Um neurônio multipolar é uma célula bem conhecida para grande parte das pessoas que se interessam por ciências. Dessas, uma razoável porção deve lembrar que neurônios são células cuja membrana pode se encontrar polarizada ou despolarizada (um nome bastante infeliz, uma vez que a polaridade é…

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Os Sofistas e o estiloso chute nos bagos da Verdade Universal. Por FiliPêra

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"O homem é a medida de todas as coisas, das coisas que são, enquanto são, das coisas que não são, enquanto não são."
Protágoras de Abdera

"Um duelo é a melhor maneira de se entrar em uma sociedade."
Isócrates

Sofismo: derivado do grego sophós e sophia = sábio, sabedoria; habilidade intelectual natural

Gosto muito de discutir e debater. É basicamente o pilar da minha diversão e da minha idéia de trabalho: escrever e discutir. Discutir, não necessariamente para estar ou se sentir certo, dono da verdade, vencedor de alguma coisa - embora sempre goste de falar isso para quem está discutindo comigo - mas para aprender, e por que não, fazer alguma amizade e conhecer diferentes pontos de vista de um mesmo assunto. Começou quando Eu era criança e inventava de polarizar praticamente todas as conversas com meus irmãos: Rádio x TV, Mônica x Disney, Cérebro x Coração, mas principalmente Comunismo x Capitalismo, e seu derivado natural, Rússia x EUA. Como meus dois irmãos lançavam os mais variados comentários elogiosos ao Capitalismo, passei a "defender" o Comunismo, de forma quase automática. À partir do momento em que passei a definir o Comunismo como parte da minha politizada e polarizada postura adolescente, naturalmente comecei a pesquisar sobre o assunto. E muito. Ganhei diversos manuais de Comunismo Científico escritos por Marx e Engels, além de alguma coisa de Trotsky, tudo dado por comunistas que desistiram da vida. Ganhei alguns livros de Viktor Suvorov que me fizeram me aprofundar em espionagem, geopolítica e táticas militares - além de quase me terem feito entrar para o Exército, isso depois de ter pedido uma passagem pra Moscou na embaixada russa, via carta; história longa e meio patética. Depois comecei a ler literatura russa de fato, uma das melhores dos séculos recentes: Nabokov, Górki, Soljenítsin, Dostoiévski. Era um mundo legal, combatido por aqui, e que poucos conheciam. Passava - e ainda passo - discutindo como a União Soviética foi a verdadeira responsável por mandar a Alemanha Nazista para o ralo, e não os americanos e seu falacioso Dia D.
Eu não concordava com porra nenhuma do que o Comunismo pregava, nunca concordei, era irreal demais e possuía uma visão de mundo

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TV CurioFísica

Seja bem vindo a mais nova novidade do CurioFísica, a TV CurioFísica.
Uma TV com 24h de programação científica e cultural.

Escolha seu canal (clicando em On-Demand) e assista a programação que você desejar, ou então assista o que está rolando na programação que preparamos.

Ajude-nos a divulgar essa novidade!

Clique em Embed na parte inferior do vídeo, escolha a dimensão que deseja (Width = Largura, Heigth = Altura) marque a caixa “On” caso queira que a função autoplay (tocar automaticamente). Clique em Copy normal embed tag to clipbord, daí é só colar onde quiser,  blog, Orkut, e-mail, etc.

Você já deve ter visto também que há a função Full-screen (tela cheia) e Chat.

Participe dessa nova interação entre o CurioFísica e você e deixe sua sugestão de programação nos comentário ou no próprio chat.

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Diversidade: folclore português, ucraniano e romeno

A diversidade cultural que caracteriza as sociedades humanas tem múltiplas manifestações. O folclore é uma delas. Os alunos  Dahir Bauer, Joana Apolónia, Marta Ivanchyshyn e Alexandra Strat, do 12º E, escreveram acerca de danças folclóricas dos seus países e escolheram vídeos em que estas  são apresentadas por grupos folclóricos de méritos reconhecidos. Este é um trabalho enquadrado no projecto Continue a ler Diversidade: folclore português, ucraniano e romeno

O Véu Pintado: uma análise sociológica

Começámos as aulas de Sociologia vendo o filme O Véu Pintado, de John Curran, baseado no romance homónimo de Somerset Maugham. Pedi aos alunos para o analisarem de um ponto de vista sociológico. O melhor trabalho foi da Daniela Pinto, do 12º E. No filme é retratada a vida de Kitty, que, tendo crescido na sociedade britânica dos anos 20 do século XX, onde o papel da mulher era casar, servir o Continue a ler O Véu Pintado: uma análise sociológica

Porque é que sou quem sou?

Num dos testes fiz esta pergunta aos alunos: “Porque é que é a pessoa que é? Responda a essa pergunta tendo em conta os conceitos sociológicos que considerar relevantes.” A melhor resposta foi dada pela aluna Ana Filipa Santos, do 12º E. Ei-la: A pessoa que sou é resultado da socialização que tive e que ainda tenho. A socialização é a aprendizagem da cultura de uma sociedade, ou seja, é a Continue a ler Porque é que sou quem sou?

O FIM DAS HUMANIDADES? (3)

(CONCLUSÃO)

A antologia de textos de Brockman, escritos por eminências como Stephen Jay Gould, Richard Dawkins ou Paul Davies, entre muitos outros, evidencia a possibilidade de se escrever de modo claro, acessível e não raro brilhante para um público não iniciado. E saboreia-se, com gozo traçado de alguma melancolia, as farpas lançadas por Jay Gould aos intelectuais tradicionais: “A terceira cultura”, diz o autor de O Sorriso do Flamingo, “é uma ideia extremamente poderosa! Existe algo de parecido com uma conspiração, entre intelectuais literários que se tomam por donos da paisagem intelectual e das revistas de avaliação crítica, quando, de facto, há um grupo de escritores de não ficção, largamente oriundos das ciências, que possuem todo um exército de ideias fascinantes sobre que as pessoas querem ler". E, sublinha com fina ironia, “alguns de nós são escritores decentes e exprimem-se razoavelmente bem.” Gould cita, em abono da sua causa, o laureado com o Nobel, pelos seus estudos sobre imunologia, Sir Peter Medawar, além de mais, notabilíssimo escritor, “um cientista humanista e classicamente educado, [que] afirmou ser injusto que um cientista que não conhecesse nem arte nem música muito bem fosse, entre a gente da literatura, considerado um pateta e um filistino, ao passo que os literatos pensavam não terem necessidade de conhecer fosse o que fosse de ciência, para serem considerados pessoas educadas; tudo o que uma pessoa educada teria que saber era arte, música e literatura, mas não qualquer pedacito de ciência.” As espadas desembainhadas começavam a brilhar com fulgor intenso nas mãos de alguns dos mais notáveis cientistas que se mostravam, na esteira de Pascal, Descartes, Whitehead ou Russell, exímios ou mesmo grandes escritores (um deles, Russell, para grande pirraça de não poucos, laureado com o Nobel da... Literatura). O grande biólogo Richard Dawkins, por exemplo, reagiu à arrogância exclusivista dos humanistas com estas palavras desbocadas e certeiras: “Sinto-me um tanto paranóico com aquilo que tomo por um autêntico assalto dos media intelectuais por parte da gente literária. Não se trata apenas da palavra «intelectual» . Eu reparei, aqui há dias, num artigo, da autoria de um crítico literário, intitulado

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