Uns dias fora

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do quintal, afídios, courgettes, feijões
Estive uns dias fora, num festival de banda desenhada, o “Viñetas Desde o Atlántico” na Corunha, que tem como director o Miguelanxo Prado, um velho conhecido (vejam algo sobre o seu recente filme de animação De Profundis — é suposto sair cá o livro do filme, com DVD). De regresso, o que vejo na horta… Sempre a junça, sempre os afídios, duas guerras praticamente perdidas. Feijoeiros atacados de uma forma nunca vista… Já voltei a aplicar Savona, mas não me parece suficiente, até porque a chuva regular acaba por “lavar” os detestados bichos. De qualquer modo, os feijões rajados parecem resistir melhor e têm uma boa colheita. Muitos tomates maduros também. A minha fileira de alfaces está finalmente a dar. É a terceira tentativa, as duas primeiras foram comidas pelos pássaros. As primeiras courgettes estão decrépitas e prontas para serem arrancadas para dar lugar a outra coisa. PS: Nos restaurantes não se viram os famosos galheteiros descartáveis, tão ao gosto da ASAE. O nosso país, sempre na vanguarda do secundário.

No quintal

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do quintal, agriões, alface, avô, courgettes, ronda di nisa, tomateiros
Durante o fim-de-semana, passei largas horas no quintal que de mau, ameaçava ficar com um aspecto péssimo. Arranquei montes de ervas e preparei uns canteiros para próximas sementeiras. Semeei mais feijões e transplantei umas alfaces (não fui eu que fiz a sementeira, nesta época as alfaces devem ser semeadas em local definitivo e mondadas). Também transplantei mais duas Lavandula dentata e devo transplantar mais duas em breve, preenchendo todo o espaço disponível e acabando a “divisória” da minha parte do quintal para o resto. Nos dias de hoje, do que tenho para aqui, a Lavandula dentata é a planta que mais me fascina. Tudo somado, acho que fiz bastante. O suficiente para sentir os músculos, o que pode também ser indicação que na verdade ando demasiado tempo sentado. Nestes dias, começo com uns objectivos mais ou menos definidos, mas nada de muito rígido. Onde morávamos há muitos anos, o meu avô encarava o quintal como trabalho sério e a sério. Era capaz de se levantar quando o Sol nascia e levava tudo seguido até à hora de jantar. Fazia apenas um intervalo para o almoço, habitualmente no pátio, para não sujar nada em casa. Além da horta, ainda tinha ...
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