Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the Cosmologia

COMO CONSTRUIR UMA MÁQUINA DO TEMPO

Belmiro Wolski

Para construir uma máquina do tempo, primeiro precisamos de um buraco negro, que será o coração do equipamento. Para consegui-lo, pegue uma estrela dessas bem velhinhas, a maior que você encontrar. Para tudo dar certo, é necessário que ela tenha uma massa correspondente a no mínimo 3,6 vezes a constante de Chandrasekhar. Pode ser uma supergigante vermelha, já que as azuis são mais raras. Evite as binárias , pois são estrelas muito complicadas de lidar. Além de tudo, com freqüência, têm o péssimo hábito do canibalismo. Escolhida a estrela, comprima-a com muita força para que ela queime de vez o que lhe resta de combustível. Durante essa operação, é aconselhável usar luvas térmicas e protetor solar. Afinal, a pele humana é muito sensível.
 
Quando pressentir que a estrela está prestes a explodir, se afaste rapidamente a uma distância segura, para não sofrer nenhum tipo de ferimento. É bom avisar os vizinhos para que não se assustem com a explosão. Óculos escuros são bem-vindos também. Após a explosão da supernova, se tudo deu certo, você terá criado um buraco negro. Espere a poeira abaixar e faça então uma inspeção no caroço que sobrou. Você provavelmente terá dificuldades em enxergar o objeto, afinal ele é totalmente negro. Assim, é aconselhável marcar bem a posição em que a estrela se encontrava antes da explosão. Porém, tome cuidado! Não se aproxime demais do objeto, pois se ele for realmente um buraco negro, você poderá ser tragado para sempre. Assim, respeite o horizonte de eventos, cujo raio de Schwarzschild deverá ser previamente calculado.
 
Para ter certeza que o objeto criado é realmente um buraco negro, pode-se fazer alguns testes. Por ser um buraco negro jovem, ainda não houve tempo suficiente para se formar um disco de acreção. Logo, não há emissão de raios X. Então, uma primeira estimativa pode ser feita, percorrendo o espaço em torno do objeto, sempre pelo horizonte de eventos, levando um filme fotográfico na mão. Se em algum lugar perceber que o filme foi velado, é porque raios X estão sendo emitidos. Isto é um mau sinal e indica que você conseguiu criar apenas um pulsar. Neste caso, deve-se voltar à primeira etapa e escolher uma estrela mais gordinha desta vez, repetindo todo o processo. Caso nenhuma evidência de raios X seja detectada, não fique eufórico. É preciso ainda passar pelo

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UNIVERSOS EM EBULIÇÃO

Marcelo Gleiser Caderno Mais!, Folha de São Paulo, 07/04/2002 

No final de março, participei de uma conferência homenageando os 90 anos do físico americano John Archibald Wheeler, à qual estiveram presentes físicos das diversas áreas que foram enriquecidas pela sua inspiração quase mágica. Wheeler foi um dos físicos mais importantes do século passado. Suas descobertas tiveram um papel fundamental no desenvolvimento da física nuclear (inclusive no projeto Manhattan, que construiu a bomba atômica), nas aplicações da teoria da relatividade de Einstein a buracos negros (foi ele quem inventou o famoso termo) e na chamada cosmologia quântica, que visa construir um modelo matemático da origem do Universo, fundindo a teoria da relatividade e a mecânica quântica, que estuda os átomos e as partículas subatômicas.
Dentre os vários temas discutidos, e teremos a oportunidade de visitar alguns deles nas próximas “Micro/Macro”, um que despertou grande interesse foi justamente a origem do Universo. O que não é muito surpreendente. Eu costumo dizer que existem três grandes problemas em ciência que cativam a imaginação não só dos cientistas, mas também do público em geral: os problemas das três origens, a do Universo, a da vida e a da mente. (Eles não são os únicos, mas, certamente, estão entre os mais populares.)
Essas são questões que fazem parte da história da humanidade desde os primórdios da civilização, nessas angustiadas tentativas de compreender um cosmo que parece ao mesmo tempo ameaçador e aconchegante, criador e destruidor. Conforme diria John Wheeler, em uma de suas RBQs (Questões Realmente Importantes, na sigla em inglês), “Por que a existência?”
Um dos modelos mais aceitos não propriamente da “origem” do Universo, mas do que ocorreu muito próximo dela, é conhecido como Universo inflacionário. Segundo esse modelo, os primeiros instantes de existência do cosmo se distinguiram pela sua simplicidade. Existiam essencialmente apenas o espaço e o tempo e o que nós chamamos de um campo escalar, a forma mais elementar de matéria. Outras formas de matéria estavam presentes, mas eram menos importantes do que o campo escalar.
Sei que é estranho falar em matéria e em campos. O que é um campo e o que ele tem a ver com matéria? Se nos concentrarmos em três dimensões espaciais, como a superfície de uma mesa, podemos imaginar um campo escalar como uma superfície elástica, capaz de se deformar aqui e ali, dependendo da concentração de energia em seus diversos pontos. Se associarmos uma altura a

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O problema da origem.

Porque existe "algo em vez de nada" é talvez a pergunta final para a pesquisa científica. No post anterior expliquei, ou pelo menos tentei, (sem recorrer a dizer que é um "apelo à ignorância"), porque é que umas respostas são mais plausíveis do que outras e dizer que é porque Deus quer, não explica nada. A não ser que possamos constatar isso como um facto.

Mas a questão que me foi posta, pelo professor Alfredo Dinis (1) desta vez, mas que me tem sido repetida várias vezes é a seguinte:

"Estes [ateus] rejeitam um Deus que tenha origem em si mesmo, mas aceitam um universo que se originou a si mesmo." Sim. Porquê?

Porque, se precisamos de um Deus para criar o universo, é porque considerámos que o universo TEM de ter um criador. E esta assunpção ou está errada ou não leva a lado nenhum.

Se considerarmos que nada existe sem criador, estamos a cair numa regressão infinita em que cada Deus tem de ter o seu próprio criador. Se Deus não precisa de criador então estamos a aceitar que nem tudo precisa de criador.

A partir do momento em que temos de aceitar que existe alguma coisa no universo que não precisa de criador, temos de pensar muito bem se a melhor explicação para isso é postular mais uma entidade ou continuar a procurar explicação no seio daquelas coisas que já sabemos existirem.

Nomeadamente, sabemos que o universo existe como matéria de facto. Mas não sabemos que Deus existe como matéria de facto. Por isso, não faz sentido criar uma entidade com as características que nos convém - não precisar de criador - para ter a solução para um problema.

A solução que requer mais entidades desnecessárias é a menos elegante. Porque, repito, se temos de aceitar que existe algo que surge sem criador, isso pode muito bem ser o Universo.

Ainda que seja a menos comfortável e aparentemente menos satisfatória. Mas é muito mais simples e trás menos problemas. E pelo contrário, fornece uma questão para a qual podemos encontrar resposta. É até uma abordagem mais fecunda que considerar que "foi Deus" - embora não seja esta a razão.

De facto a física e a cosmologia trabalham com soluções que apontam para que o Tempo tenha começado com o próprio universo. Logo antes do universo aparecer, pura e simplesmente…

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A partícula de Higgs e Deus.

Quem se questiona ainda para que serve o colisionador de hadrões (LHC) ou porque chamaram "a partícula de Deus" à particula de Higgs, convido-o para continuar a ler. Pois este post é sobre isso.

Quem ja sabe porque o LHC é importante, convido na mesma a ler e a comentar. Este é um post mais pessoal que a maior parte do que tenho escrito, na medida em que é mais opinião que factos.

O colisionador de hadrões, certamente serve para mais que "apenas" procurar a particula de Higgs. Vai procurar tambem sinais de dimensões extra e também... Qualquer outra coisa que apareça. Mas a particula de Higgs é das mais importantes e por si só justificava aquele investimento todo. Porque?

A particula de Higgs é a particula portadora do campo de Higgs. E o campo de Higgs é explicação para grande parte daquilo que nós observamos neste universo se comportar como se comporta. Explica a inércia dos corpos, explica a expansão rápida do Big Bang e explica porque a Luz não tem massa. Esta envolvido na existencia da gravidade e portanto na curvatura do espaço e do tempo.

Porque segundo a teoria, o campo de Higgs está em todo o lado, mesmo no vácuo, e é este campo que dá origem à massa dos corpos.

Mas esta particula nunca foi verificada experimentalmente. A entidade explicadora de uma boa porção da fisica nunca foi observada, é uma entidade puramente teórica. Sabemos que muito provavelmente existe porque matemáticamente as peças encaixam todas com uma grande perfeição, desde o princípio dos tempos até agora.

Estas características e propriedades da particula de Higgs ja são o suficiente para lhe chamar a partícula de Deus. E eu tenho-me lembrado muito da particula de Higgs quando abordo a questão da existencia de Deus - uma vez que eu sou daqueles que acham que se Deus existe, então não há razão postular que isso não seja do ambito da ciencia.

São semelhantes, porque hipoteticamente, explicam muita coisa de uma só vez e nunca foram observadas. Até que ponto é que podemos dizer que uma destas entidades é mais real que a outra?

Os criacionistas consideram que não é possivel explicar a macro evolução sem recorrer a Deus, outros, como muitos católicos, que não podemos explicar a consciência sem recorrer a Deus, outros - quase todos os religiosos - que não podemos explicar porque "existe algo em vez de nada" sem recorrer a…

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As escuras noites de inverno

Coluna Física sem mistério
Publicada no Ciência Hoje On-line
19/06/2009

Na próxima segunda-feira, 22 de junho, no início da madrugada, começará o inverno para nós que vivemos no hemisfério Sul. Essa estação é lembrada pelos dias mais frios, principalmente para quem mora nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Nessa época, devido à posição da Terra em relação ao Sol e ao fato de o eixo de rotação do nosso planeta ser inclinado em aproximadamente 23 graus em relação a uma reta perpendicular ao plano de sua órbita, ocorre uma menor incidência de luz solar em comparação com as demais estações do ano. Por causa dessa mudança, os dias costumam ser mais frios e secos, as chuvas, escassas, e os períodos de iluminação, menores.

Em locais onde há pouca poluição atmosférica e luminosa, em uma noite sem Lua – como teremos neste ano na noite de início do inverno – podemos observar milhares de estrelas. Um fato que nos salta aos olhos é que entre as estrelas há escuridão, exceto em uma região esbranquiçada do céu – próximo à constelação de Sagitário –, onde há uma grande concentração de estrelas, que indica a direção do centro da nossa galáxia, a Via Láctea.

Ao olhar para o céu, desde o despertar da consciência humana, tentamos compreender não somente os pontos luminosos que brilham lá no alto, mas também a negritude da noite. As estrelas sempre inspiraram poetas e apaixonados a expressarem seus sentimentos. Já a escuridão da noite quase sempre inspira medo e solidão. Mas, na negritude do céu noturno, existem segredos que a maioria das pessoas sequer imagina.

O astrônomo alemão Johannes Kepler (1571-1630) foi um dos primeiros a perceber que a escuridão do céu noturno poderia ser algo estranho. Por volta do ano de 1600, ele imaginava que o universo era infinito e preenchido por infinitas estrelas. Logo, todas essas infinitas estrelas deveriam transformar o céu noturno em algo muito brilhante.

No século 19 – mais precisamente em 1823 –, outro astrônomo alemão, Heinrich. W. M. Olbers (1758-1840), formalizou mais diretamente o problema da escuridão do céu noturno, que ficou conhecido como o “paradoxo de Olbers”. A resposta para essa questão, em um primeiro momento, parece óbvia. O céu noturno é escuro porque o Sol não o ilumina. Contudo, se for feita uma reflexão mais profunda, podemos chegar a outra

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OAFR – Visita de março ao Observatório da Serra da Piedade


AVISO aos leitores interessados no “CURSO EINSTEIN-2009″:
para novas informações, clique
aqui  ou na aba indicativa acima.

No próximo sábado, dia 07 de março/2009 -Ano Internacional da Astronomia – o Observatório Astronômico Frei Rosário, situado na Serra da Piedade, a ~50km de Belo Horizonte, por asfalto, estará aberto ao público em geral, no horário das 17:30 às 23:30.  A programação está sendo montada e fomos honrados com o convite para apresentar a palestra das 22hs, quando falaremos sobre “A obra de Einstein em 8 capítulos”. Sob esse título, daremos uma visão panorâmica sobre as 8 aulas que compõem o curso “Einstein no Terceiro Milênio”  (ver acima) a ser realizado na UFMG como atividade de extensão e conferindo certificado aos alunos regulares. Dentre as outras atividades do próximo sábado, o telescópio principal estará aberto, assim como diversos outros telescópios de menor porte para observações astronômicas diversas.

É hora de curtirmos as  belas montanhas que temos à volta e, esta é uma ótima dica para voce e sua família passarem algumas horas do sábado num ambiente mágico e contrastante com o calor que tanto nos tem incomodado. Aos que forem, recomendamos levar bons agasalhos pois costuma fazer bastante frio. Mais informações sobre o OAFR e programação podem ser obtidas no site do Observatório.

COMO CHEGAR

      A partir de Belo Horizonte pegue o anel rodoviário no sentido de João Monlevade. Siga em frente pela BR-381 (Antiga BR-262) até o trevo de Caeté. Entre à direita no sentido de Caeté até o trevo indicando o Santuário Nossa Senhora da Piedade. Entre novamente à direita até o alto da Serra (aproximadamente 5 km).
      Distância do centro de Belo Horizonte ao Observatório: 50 Km totalmente asfaltado.

 

SEGUE A PROGRAMAÇÃO OFICIAL DO OAFR:

  

PROGRAMAÇÃO 07 DE MARÇO-2009 

  

CONHECER O OBSERVATÓRIO 

 Entrada entre 17:00 e 23:00h

 

AULAS COM RECURSOS MULTIMÍDIA

 

18:00h- Saturno: O Senhor dos Anéis

Prof. Tulio Jorge dos Santos (UFMG-OAFR)

 

19:30h- Há 400 anos . . . A Invenção do Telescópio

Prof. Renato Las Casas (UFMG-OAFR)

 

21:00h- O Legado de Einstein: Teorias de Unificação dos Campos

Prof. Alaor Chaves (Presidente da Sociedade Brasileira de

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Asteróide Tarsia = 1992 RT5: Uma homenagem a astrofísico brasileiro

AVISO aos leitores interessados no “CURSO EINSTEIN-2009″:
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Nós brasileiros temos mais um motivo de orgulho: agora temos nos céus um novo asteróide, cujo nome homenageia o Astrofísico brasileiro Rodrigo Dias Tarsia. Em sua reunião do mês de fevereiro deste Ano Internacional da Astronomia - 2009 – , o “Small Bodies Naming Committee” (Comitê de Denominação de Pequenos Objetos) – Massachusetts-USA – decidiu homenagear o Prof. Rodrigo Dias Tarsia dando o nome Tarsia = 1992 RT5 a um dos seis asteróides designados na ocasião.

O Prof. Rodrigo Tarsia é professor aposentado do Departamento de Física-UFMG onde atuou durante décadas, tendo sido diretor e pesquisador do Observatório da Serra da Piedade, trabalhando na área da fotometria e publicado artigos e livros de astronomia. Na mesma reunião do SBNC, junto com o Prof. Rodrigo foram homenageadas outras personalidades de renome internacional como o Astrofísico estoniano Jaan Einasto, autor de importantes contribuições na área da cosmologia, como a descoberta tanto da matéria escura quanto de estruturas celulares de larga escala observadas na distribuição de super-clusters galácticos no universo; outro homenageado nessa reunião foi o Poeta espanhol Esteban Manuel de Villegas, autor de trabalhos líricos precursores do Neoclassicismo.

O asteróide Tarsia = 1992 RT5  foi descoberto pelo astrônomo belga Eric Walter Elst no dia 2 de setembro de 1992, e coube ao próprio Prof. Elst comunicar no último dia 07 de fevereiro, diretamente ao Prof. Tarsia, sobre a decisão do SBMC.

Tenho a honra de ser ex-aluno e posteriormente colega do Prof. Rodrigo Dias Tarsia. Maior ainda é o privilégio e satisfação de compartilhar de sua amizade.


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Visita de novembro ao Observatório OAFR-UFMG


 

PROGRAMAÇÃO OAFR - 01 DE NOVEMBRO DE 2008

 

 

 

CONHECER O OBSERVATÓRIO

 

Entrada entre 17:00 e

 

 

 

23:00h

 

AULAS COM RECURSOS MULTIMÍDIA

Seta

 

 

 

18:00h- Vida no Universo

Prof. Renato Las Casas (UFMG-OAFR)

 

Seta

 

 

19:30h- As Últimas Descobertas da Astronomia

Prof. Túlio Jorge dos Santos (UFMG-OAFR)

 

Seta21:00h-

 

 

 

Evolução Biológica (II)

Prof. Alaor Chaves (Professor Emérito da UFMG, Presidente da Sociedade Brasileira de Física)

 

 

 

Seta22:30h- Mitos da Origem do Universo

Prof. Bernardo Monteiro de Castro

 

LABORATÓRIO INTERATIVO

Seta

 

 

 

Atmosferas

Profs. Carlos Heitor A. Fonseca e Fernando Augusto Batista (UFMG-OAFR)

 

 

 

 

OBSERVAÇÕES

 

SetaTelescópio Principal

Júpiter e 47 Tucano (Aglomerado Globular)

 

SetaTelescópios Amadores

 

 

O que for de interesse do visitante.

Para mais informações, clique aqui

      
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A Evolução Cósmica

Coluna Física sem mistério
Publicada no Ciência Hoje On-line
19/09/2008

As transformações fazem parte da nossa vida. Da concepção, que começa com uma única célula, à nossa morte, que resulta de uma falha fatal em algum órgão vital, cumprimos um ciclo. Cada indivíduo tem o seu. Durante a vida, experimentamos inúmeras situações, passamos por diferentes alegrias e tristezas. Todos esses eventos influenciam a trajetória que percorremos durante a nossa existência.

Os processos de transformação fazem parte da natureza. Tudo o que existe ao nosso redor também se altera, seja pela ação das forças naturais ou pela intervenção direta do homem. Em particular, devido ao ritmo acelerado dos dias atuais, as mudanças ocorrem de maneira cada vez mais rápida e intensa. Em escala de apenas algumas décadas, percebemos o quanto nosso mundo mudou e quanto ainda vai mudar no futuro próximo.

Hoje sabemos que todos os seres vivos do planeta são fruto de um processo de evolução. Do ponto de vista biológico, a evolução pode ser entendida como o conjunto de mudanças das características transmitidas hereditariamente de uma geração para a outra em um determinado grupo de organismos. Esse processo permitiu o surgimento de toda a diversidade biológica da Terra a partir de uma origem comum, há bilhões de anos.

Há milênios sabemos que o mundo também muda. Entretanto, os povos antigos, ao olhar para o céu, tinham a sensação oposta: ele parecia imutável e inabalável com o passar do tempo. As estrelas estavam sempre brilhando da mesma maneira e estáticas umas em relação às outras. Apenas alguns corpos errantes viajavam entre as estrelas, mas, mesmo assim, seus movimentos eram periódicos. Esses corpos errantes são os planetas, que, como a Terra, descrevem uma trajetória elíptica ao redor do Sol. A combinação dos movimentos da Terra e dos planetas gera as peculiares trajetórias desses astros nos céus.

Embora as estrelas do céu ainda nos pareçam imutáveis, sabemos que elas também evoluem. As estrelas nascem, desenvolvem-se e depois morrem. As estrelas nascem de gigantescas nuvens de gás e poeira denominadas nebulosas, que chegam a atingir anos-luz de extensão. A partir da condensação da matéria no interior das nebulosas é que se formam as estrelas. Quando estas adquirem determinada quantidade de massa, a pressão no núcleo estelar fica tão grande que desencadeia reações de fusão nuclear, que fornecem energia para as estrelas. Vimos alguns detalhes desse processo na

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Está no ar a 10a. Edição do ClickCiência


Está no ar a nova edição da ClickCiência, que desta vez é sobre Cosmologia.
Vejam o Editorial desse mês.
Aproveitem e divulguem a nossa iniciativia.
Em breve estaremos lançando um programa da CliCkCiência na Rádio UFSCar

Da descoberta das estrelas à descoberta da expansão acelerada do Universo muitos anos passaram. A ciência vem avançando dia a dia na busca de respostas quanto à origem do Universo; do Universo ao qual pertencemos. Se descoberta essa origem, a ciência poderá até revelar a própria origem do homem. Na 10ª edição da revista Click Ciência, abordamos alguns temas da Cosmologia que revelam informações sobre o Universo e que podem dar, aos cientistas, pistas sobre a sua origem.

Na seção Reportagens uma apresentação sobre a expansão do Universo e de como ela ocorre. Também apresentamos o meio com que os cientistas fazem algumas medições, como da distância entre as galáxias. Contudo, não apresentamos o que causa essa expansão, pois seria uma descoberta inédita considerando que os próprios cientistas ainda não a fizeram.

Essa é uma das questões que os estudiosos da área de Cosmologia ainda não conseguiram desvendar. Além dessa, há a teoria da Inflação e a descoberta de que o Universo não apenas está em expansão, mas de que ela se acelera com o tempo. As razões, tanto para a inflação como para a aceleração da expansão, ainda são desconhecidas. Entretanto, há especulações e os pesquisadores se apóiam em diferentes modelos físicos para fazer esta descoberta.

Em “Como obter dados do passado”, descremos a forma utilizada pelos cientistas que buscam dados no passado do Universo. Também descrevemos um meio de obter novas medidas que ainda está em construção. Esse meio utilizará a captura de ondas gravitacionais, diferente da forma utilizada atualmente: a captura de ondas eletromagnéticas. As ondas eletromagnéticas só nos trazem informações de quando o Universo tinha cerca de 300 a 350 mil anos. Na matéria, explicamos os motivos dessa limitação.

Em “Teoria das cordas e o Big Bang: o início, o fim ou o meio”, os jornalistas Tárcio Fabrício e Felínio Freitas abordam a origem de tudo. Será que o Universo é resultado de uma grande explosão, o Big Bang? Ou será que ele é uma continuação de outros Universos, como sugere a Teoria das Cordas. No texto desses autores é possível conhecer um pouco mais sobre essas teorias e sobre os seus questionamentos.

Em “Vestígios do passado”, uma entrevista…

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