Um pouco de consumo… a história das coisas, um documentário de Annie Leonard

Rui Barqueiro @ ULE, União Local de Ecólogos (Inpa): Ecologia da Amazônia Categorias: Ciência Geral, consumo, difusão..., podcast
The Story of Stuff [Annie Leonard, 20', 2007].Esta talvez seja umas das abordagens mais geniais sobre como precisamos adequar o funcionamento da nossa sociedade a um pensamento sistêmico, focando em mudanças estruturais na forma de leis, impostos e benefícios para otimizar a economia de materiais, leia-se consumo, nas grandes cidades do mundo todo. A história das coisas é um documentário californiano, muito profundo e abrangente, sobre o tema consumo. O ar infantil pode cansar alguns impacientes. Contudo, esse talvez não seja apenas um mero detalhe: nas crianças mora a esperança do futuro. Eu recomendo muito assistir e divulgar esse video.O documentário foi escrito por Annie Leonard e produzido pela Free Range Studios.Assista ao documentário a Histórias das Coisas em Português.Essa versão foi produzida nos Estúdios Gavi New Track - SP, com direção e edição de Fábio Gavi e locução de Nina Garcia. A adaptação ao texto foi feita por Denise ...

Ternura e consumismo

Carlos Pires @ CADERNO DE SOCIOLOGIA Categorias: Cartoon/BD, Ciência Geral, Família, consumo
Tratar-se-á de um conflito de gerações ou serão os próprios pais as principais causas do consumismo das crianças? Seja qual for a resposta, é preciso perguntar: Porquê? Pinguins dos Trópicos: http://www.ufrnet.br/~tl/pinguim_dos_tropicos/pinguim_2007_abr.htm

Totoro Forest Project +

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Hipertexto, ambio, apple, associação animal, consumo, fósseis, gato, hayao miyazaki, mcdonalds, new york times, rodeo, totoro, vinha
Árvores antigas descobertas em minas de carvão Fósseis com 300 milhões de anos. Não é bem uma árvore, são florestas inteiras, empilhadas. BBC. Rodeo proibido no Algarve graças à acção da Associação Animal A tal associação que o blogue Ambio considera que está na origem do ressurgimento da tourada (ainda que virtual e baseado em mega-promoção, incluindo televisiva). A comandita vai recorrer da decisão. Público. Plantio da vinha à portuguesa Ou será à europeia? Entre o planta e arranca, alguma coisa se salvará. O que é preciso é subsidiar uma coisa e outra. Blasfémias. Totoro Forest Project Já tinha falado no filme Tonari no Totoro (O Meu Vizinho Totoro), um colossal filme de animação realizado pelo grande mestre Hayao Miyazaki (trailer no YouTube). Este projecto visa salvar a floresta que dá inspiração ao filme. Recentemente foi realizado um leilão de arte por sua vez inspirada no filme. Foi um grande sucesso. Se os tempos fossem outros, eu próprio era menino para comprar um par de peças. Toda a família adora o filme. Vejam o genérico do projecto no YouTube. Para verem a arte leiloada cliquem em “Galery”. Um homem clama ter comido 23.000 Big Macs desde ...

Selo indica quanto consome em modo “stand by”

Isis Nóbile Diniz @ Xis-Xis Categorias: Ciência Geral, consumo, energia, meio ambiente
Ufa! Será que agora não precisarei passar pela Via Sacra* tirando os aparelhos da tomada? A partir deste mês, todos os televisores de tecnologia convencional (tubo) trarão o selo do Inmetro indicando o nível de consumo de energia do modo stand by. As lojas terão um prazo para comercializar produtos sem o selo para acabar com o estoque.  No nível A, de maior eficiência, o consumo é igual ou inferior a 1 watt; variando nos outros níveis - B, C e D - até o limite de 8,2 watts. Do total de 152 modelos de televisores de tecnologia convencional inseridos no Programa Brasileiro de Etiquetagem no ano passado, 32,24% deles já estavam enquadrados na categoria A, de maior eficiência energética; 30,92% na categoria B; 34,21% na categoria C e apenas 2,63% na categoria D, de menor eficiência. O número de modelos inseridos nas categorias A, B e C cresceu entre 70% e 80%, aproximadamente entre 2006 e 2007, enquanto os modelos inseridos na categoria D caíram 50%.   *A Via Sacra existe. É uma rua de Roma… que liga o Coliseu ao lugar mais lindo da cidade: o Palatino. Emocionante. ...

O lixo urbano ao lado de quem?

Ricardo Raele Categorias: Ambiente, Ciência Geral, Política, consumo, ecologia humana, empresas, energia, poluição, sustentabilidade
Muito se fala sobre a riqueza da natureza. Sobre seu valor monetário. Ecológico. Uma árvore pode ser vendida e transformada em dinheiro, pode ainda ser mantida em pé, no intuito de cumprir seu papel na teia da vida, nitrogenando o solo, dando abrigo aos pássaros e frutos aos homens... Hoje em dia, diversas correntes de cientistas e economistas debatem sobre a proximidade entre a ecologia humana e a economia, dado que estão umbilicalmente conectadas. A economia é o estudo dos recursos escassos, das trocas materiais e energéticas entre os homens. A ecologia também, embora enfoque um ponto de vista mais abrangente e inclui todos os organismos vivos na "economia" de energia e materiais orgânicos e inorgânicos do planeta Terra.Concorco completamente com a visão de que economia e ecologia humana estão muito, muito próximas. Creio que não há solução para o problema econômico do ser humano sem considerar-se a ecologia. Na natureza todos os organismos vivos, absolutamente todos, fazem parte de um ciclo material movimentado pela energia solar, basicamente. Na natureza não há exclusão. Todos participam. Na ecologia natural não há idéia de lixo. Os organismos e dejetos são reciclados, dando oportunidade para a vida dos organismos que virão....

Desmatar para plantar?

Ricardo Raele Categorias: Ciência Geral, Política, consumo, desmatamento, ecologia humana, poluição
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse na sexta-feira (25) que a "pressão insustentável" sobre os recursos naturais não é resposta à crise mundial dos alimentos. Para Marina, destruir ecossistemas para plantar "só adia a crise por um tempo".A declaração foi uma resposta à defesa que o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, fez na quinta-feira (24) do desmatamento como mecanismo "inevitável" para enfrentar a alta global no preço dos alimentos. (fonte UOL)Acerta a ministra ao reagir à declaração absurda de Blairo Maggi. Está claro que ele se posiciona para defender interesses particulares de uma elite agropecuária e ruralista que desconhece por completo o significado da palavra ecologia. Prova inconstável disso se dá nas palavras mais do que pertinentes do coordenador da campanha Amazônia do Greenpeace, Paulo Adário. Eis suas sábias palavras "... A oposição entre preservação da floresta e produção de alimentos é uma falsa dicotomia, 'é graças às chuvas produzidas na Amazônia que as terras férteis do Centro-Sul são irrigadas'. "Desmatar é um tiro no pé.""A verdade é que todo mundo fala em preservar o meio ambiente mas se recusa a aceitar que é preciso pensar ...

Campo de morte para focas na Rússia +

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Hipertexto, Monsanto, aia, alterações climáticas, arquitectura, consumo, crueldade, cânhamo, energia, islândia
Na Islândia, o futuro passa pelas energias renováveis Designadamente a energia geotérmica que já utilizam há mais de um século. Terem deixado a dependência do carvão e petróleo nos anos 70, contribuiu para a riqueza e desenvolvimento do país. Guardian Environment. Beatifiquem este homem Melhor ainda, santifiquem-no já. O CEO da Monsanto mostra uma vez mais que não tem vergonha na cara. Gosto especialmente da parte em que gastam dois milhões de dólares por dia em pesquisa e desenvolvimento, só para alimentar os famintos… Gristmill. A colheita do medo A Monsanto chegou à Vanity Fair. Um Top 10 da arquitectura verde Segundo o American Institute of Architects. MSNBC. Não é a consumir mais que se vai salvar a Terra Há uma corrente que acha que consumindo verde está tudo bem. Washington Post. Para quê incomodarmo-nos? A propósito de ambiente e alterações climáticas. Interessante o gráfico da percentagem da população preocupada com o assunto nos diversos países. Os nossos amigos brasileiros são os mais preocupados — os governantes que continuam a permitir o saque da Amazónia deviam ouvir a população. New York Times. Campo de morte para focas na Rússia Cortesia dos nossos camaradas de espécie, o que não falta ...

Alimentos e Biocombustíveis

Ricardo Raele Categorias: Ciência Geral, Política, consumo, energia, estratégia, hipocrisia
A política internacional está diante de um grande debate. Isso porque o preço dos alimentos aumentaram nos últimos anos e esse aumento se deu em escala global. As commodities estão em alta e, segundo analistas do BID e da ONU, isso acarretará na expansão da fome nos países mais pobres. Atualmente, o Brasil está se beneficiando desta inflação nos preços agrícolas, mas embora haja certo otimismo por parte do governo brasileiro no que tange a balança comercial e a boa fase econômica pela qual estamos passando, a ocorrência do debate sobre o preço dos alimentos está gerando um problema político e estratégico muito importante.Nações protecionistas estão tentando minar a nossa estratégia de longo prazo para os biocombustíveis alardeando que que faltarão terras para se plantar comida caso o mundo se converta para biomassa. O argumento central de diversos países desenvolvidos como a França e os EUA é que as terras destinadas ao plantio de cana, fundamentais para a próxima revolução energética do mundo, gerarão uma falta de terras disponíveis para o plantio de alimentos, diminuindo a oferta e aumentando ainda mais os seus preços no mercado internacional. Concluem, em seguida, que plantar ...

Rodízio de carros e propriedade privada

Ricardo Raele Categorias: Ambiente, Ciência Geral, consumo, crônica, sustentabilidade
Recebi dois comentários na última semana, ambos tratando de um problema comum, problema esse que nos assola na metrópole. O problema ambiental do transporte. Não é difícil entender a raiz desse problema, de fato é muito simples... Vou escrever algumas linhas sobre ele...Do ponto de vista prático basta lembrar que para cada carro fabricado é preciso asfaltar um quilômetro de pista. Isso para o fluxo se manter contínuo, ou seja, sem trânsito. Ora, um quilômetro de asfalto custa mais caro que o carro. Conclusão: a cada carro vendido poucas pessoas ficam mais ricas, e nós, a sociedade, ficamos mais pobres. Do ponto de vista teórico também não é um bicho de sete cabeças para entendermos a questão... O problema reside no fato de vivermos uma lógica individual e privada, onde faz sentido ter um carro, mas que, quando todos nós achamos que faz sentido ter um carro, ter carro perde o sentido pois não há espaço para todos os carros. É viver uma racionalidade individual dentro de uma irracionalidade coletiva. É sustentável isso? Será que ninguém percebe o óbvio?Rodízio de dois, três dias por semana... Pode por quantos dias quiser. Enquanto ...

Aquecimento solar de água

Ricardo Raele @ Ecologia Humana Categorias: Ambiente, Ciência Geral, Política, consumo, energia, sustentabilidade
A cidade de São Paulo está prestes a colocar uma lei em vigor. A lei 14.459/07. Segundo ela, todas as edificações com mais de quatro cômodos são obrigadas a prever, em seu projeto e construção, um sistema de aquecimento solar para água. Isso porque estima-se que no Brasil, durante o horário de pico, cerca de 60% do consumo da energia elétrica é advinda dos chuveiros elétricos. Embora alguns especialistas discordem sobre a medida, com críticas técnicas e políticas, para mim é claro que ela é mais do que acertada. Se existem questões técnicas a serem resolvidas, que sejam resolvidas. No caso das questões políticas, que se promova um debate público e se chegue a um acordo. O que não podemos deixar de lado é a oportunidade de iniciar a mudança da nossa matriz energética rumo à energia solar. Embora a energia elétrica brasileira seja predominantemente oriunda de hidroelétricas e não dos combustíveis fósseis, o país está crescendo economicamente, e é preciso, aumentar a geração, ou captação nesse caso, de energias renováveis. Isso vai aliviar o sistema hidroelétrico, liberando-o do uso residencial para o uso industrial, que tanto precisaremos. Outra coisa importante é pulverizar ...

Siderúrgicas e o Pantanal

Ricardo Raele @ Ecologia Humana Categorias: Ambiente, Ciência Geral, consumo, empresas, hipocrisia, sustentabilidade
A MMX/EBX, do empresário Eike Batista teve problemas com o meio ambiente no ano passado. Ela foi multada em mais de um milhão de reais por danos ambientais (Jornal Folha de São Paulo). Também saiu na imprensa o fato de Eike Batista ter feito uma jogada empresarial no setor de mineração que lhe rendeu bilhões de reais. Agora, o seu grupo empresarial anuncia o empreendimento de uma siderúrgica no Pantanal. Pior, a siderúrgica será abastecida com carvão vegetal. Que garantias nós, a sociedade, temos de que a siderurgica não será abastecida com floresta nativa? Mais ainda... Que garantia a sociedade tem que não se derrubará floresta nativa para se plantar eucaliptos? A imprensa divulgou que o nobre empresário negociou a venda de seu negócio para corporações estrangeiras, rendendo-lhe mais alguns bilhões. Mas como foi feita essa negociação? Até que ponto não estamos vendendo a riqueza ambiental do Brasil? E que benefício a sociedade poderá ter da perda da biodiversidade para se produzir minério e aço? Minério e aço são coisas do passado. Todo mundo sabe que são atividades de grande impacto ambiental e pouco capital intelectual integrado. Ou seja, gera riqueza para meia ...

Mar de Sangue

Ricardo Raele @ Ecologia Humana Categorias: Ambiente, Ciência Geral, Política, consumo, ecologia humana
Hoje, saiu na grande imprensa que o Japão e a Austrália vivem uma crise diplomática. Tudo por causa da caça japonesa às baleias. A Austrália, que quer dominar politicamente os mares do sul é ardilosamente contra, já que a caça acontece em seus "pretensos mares". O Japão mata baleias aos milhares (a cota do ano passado foi perto de 1000 baleias mortas) mas alega que a caça é científica. Mentira. Faltaria tubo de ensaio para tanta carne. Todos sabem que eles caçam para comer. A pergunta que fica é: É lícito matar baleias para comer? Essa não é uma pergunta fácil de responder.Afinal, por que os ocidentais podem matar bovinos aos milhões e os orientais não podem matar baleias? Eu não sei a resposta dessa pergunta, mas sei de algo que é comum aos dois lados. Matar animais é algo violento.É sangüinário. Arpões em baleias, facas em porcos, pauladas em focas e choques em bois. Eis o homem desnudo. Crú. Será que precisamos disso? Pior. Essa matança não é doméstica, é industrial. Mata-se em série. A matança industrial é algo frio, assustador. Não sou vegetariano, mas ao ver as imagens ...

Adaptação darwinista

Ricardo Raele @ Ricardo Raele - Ecologia Humana Categorias: Ambiente, Ciência, Ciência Geral, Psicologia, consumo, ecologia humana, sustentabilidade
Darwin estava certo ao dizer que aquele que se adapta à natureza tende a sobreviver. O problema surge quando o homem confunde adaptação com dominação. A natureza não deve ser dominada porque a existência é livre em sua essência. Adaptar-se pressupõem respeito àquilo ao qual nos adaptamos. É um acoplamento mútuo. Quanto menos esforço o homem fizer para se adptar mais livre ele será. A dominação da natureza exige um esforço imenso, por isso é pouco inteligente. O esforço daptativo do homem, trás consigo uma idéia irreal de conforto, porque há um anseio pelo conforto que pressupõe um domínio destrutivo sobre a natureza. As pessoas que vivem esse conforto consumista, destróem o ambiente em que todos os seres vivos vivem. De fato, elas usam a inteligência humana para gerar um conforto insustentável, ao passo que se recusam, inconscientemente, a cumprirem seu papel na teia da vida.

Leis e ambiente

Ricardo Raele @ Ricardo Raele - Ecologia Humana Categorias: Ambiente, Ciência Geral, Política, consumo, empresas, poluição, sustentabilidade
É de se espantar a falta de iniciativa política das autoridades frente ao problema ambiental. Todos mundo fala, mas ninguém faz. Para mudar comportamentos anti-ecológicos, que vão dos saquinhos plásticos nos supermercados às embalagens não recicláveis não basta discurso. Acredito ser preciso mudar o código legislativo da cidade, do estado e do país. É preciso proibir a fabricação e o consumo de certos insumos.Além disso, é preciso uma política fiscal que incentive produtos "limpos" e cobre impostos adicionais para os produtos não amigáveis com o meio ambiente.Também é preciso responsabilizar as empresas pelo dano ambiental que seus produtos causam. Por que não temos leis proibindo a produção de certos produtos se eles pioram a qualidade de vida da população? A sociedade precisa se mobilizar e exigir um código legal que proteja o meio ambiente e incentive as benfeitorias que nele são necessárias.

Nasce um blog ambiental

Ricardo Raele @ Ricardo Raele - Ecologia Humana Categorias: Ciência Geral, comunidade, consumo, sustentabilidade
Vivemos o fim de uma era. O processo civilizatório do qual somos protagonistas está chegando ao seu encerramento, e, esse ciclo, já dá sinais que novas formas de se viver virão. A sociedade da produção em massa, da poluição, do lixo, dos gazes-estufa será deixada para trás. Uma nova civilização, de comunidades sustentáveis ligadas em rede já dá seus sinais. A grande questão que precisamos responder rapidamente é como fazer essa transição. Como reorganizaremos a sociedade em comunidades sustentáveis se as pessoas dizem querer ser "ecológicamente corretas" mas não querem mudar em nada os seus hábitos? Se elas continuam a fazer de suas vidas uma rotina que produz e é produzida em série, sem respeitar os limites de cada ser humano e do ambiente que elas estão inseridas...A vida e a produção em série, de um ponto de vista ambiental, são incompatíveis.Como ajudar as empresas que vendendo produtos químicos e fazendo comerciais com crianças saudáveis brincando na natureza, destróem o meio ambiente? É preciso desmitificar as mercadorias, os hábitos, as crenças. Mostrar ao mundo a incoerência dos fatos. E claro, apontar caminhos, senão corretos, no mínimo melhores de se trilhar. ...
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