Escute a palestra de Thomas Lewinsohn sobre a ABECO

Rui Barqueiro @ ULE, União Local de Ecólogos (Inpa): Ecologia da Amazônia Categorias: Ciência Geral, conservação, podcast
Aproveitando a visita a Manaus movida pelo concurso de 2008 do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), o Prof. Thomas Lewinsohn (IB-Unicamp) reservou um momento especial para conversar com interessados sobre a ABECO (Associação Brasileira de Ciência Ecológica e Conservação). A ABECO é uma associação recém nascida que pretende aumentar a integração e a expressão internacional dos profissionais brasileiros que de alguma maneira estão conectados com ciência ecológica básica e aplicada, como também com a aplicação deste conhecimento científico na solução de problemas ambientais.(Foto: Flávia Pezzini)A conversa aconteceu sexta-feira (14/11) no auditório da biblioteca do Inpa, e contou com a presença de dezenas de interessados, dentre eles alunos e pesquisadores da casa (William Magnusson, Ilse Walker, ...

Pesquisadores do Inpa estudam efeitos de manejo florestal sobre peixes de igarapés

Murilo @ ULE, União Local de Ecólogos (Inpa): Ecologia da Amazônia Categorias: Ciência Geral, conservação, manejo de baixo impacto, peixes
Resultados indicam que o manejo de baixo impacto provoca efeitos negativos menos danosos para os peixes em relação à outros tipos de uso da terra. O manejo florestal de baixo impacto é uma forma de exploração mais eficiente da madeira da floresta que têm ganhado força com a onda da “sustentabilidade” que paira sobre o mundo. Cada vez mais, alternativas planejadas e supostamente “menos danosas” são preferidas quando o assunto é a exploração de recursos naturais em conjunto com a conservação da natureza.E não é por acaso. Com técnicas bem definidas e leis rígidas, a utilização do manejo florestal como meio para conservação é destacada, já que o intuito é utilizar racionalmente os recursos naturais e garantir os estoques madeireiros no futuro. A maior preocupação quando se faz o manejo é que o mínimo de área de floresta seja danificado, para que as árvores que permaneceram sejam capazes de sobreviver e recolonizar o ambiente, gerando indivíduos jovens que irão ocupar a área de onde a tora foi retirada....

A urbanização pode ajudar a reduzir o desmatamento na Amazônia?

Rui Barqueiro @ ULE, União Local de Ecólogos (Inpa): Ecologia da Amazônia Categorias: Artigos, Ciência Geral, conservação, difusão..., podcast, ucs
Faz pouco mais de um ano, eu me deparei com um artigo curioso. Para um texto que se propunha a falar do futuro da humanidade e da dinâmica biológica em grande escala espacial e temporal, me surpreendeu o fato de não ser pessimista. Ao contrário, os autores (Wright e Muller-Landau 2006) mostraram com muita elegância que existe uma tendência forte e cada vez maior de as pessoas se concentrarem em grandes centros urbanos, em detrimento das áreas rurais. Assim, haveria gradualmente menos pressão sobre as florestas tropicais ao redor do planeta. Isso soou estranho demais no mainstream e não demoraram algumas respostas abrasivas. Eu havia presenciado esse frenesi pessoalmente em Morélia no encontro da ATBC de 2007. O casal Joseph Wright e sua esposa Helene Muller-Landau até passeavam tranquilamente com seu bebê recém nascido pelos jardins barrocos da cidade. Mas depois que Joe apresentou uma palestra sobre esse artigo numa sessão especial, que teve a participação de Philip Fearnside ...

Unidades de Conservação na Amazônia Brasileira

Rui Barqueiro @ ULE, União Local de Ecólogos (Inpa): Ecologia da Amazônia Categorias: Ciência Geral, conservação, difusão..., ucs
O Instituto Sócioambiental (ISA) disponibiliza um sistema na rede sobre a Caracterização Sócioambiental das Unidades de Conservação. O sistema integra diversas informações sobre as UC's na Amazônia, sendo possível fazer consultas gerais das UC's por Estado, categoria (ESEC, PARNA, REBIO, etc.) ou bacia hidrográfica.Para cada UC, estão disponíveis dados gerais sobre sua extensão (em hectares), os municípios que abrange, a caracterização geral da área, os aspectos da gestão (orgão responsável, ano de criação, etc.), atos normativos, pressões, ameaças e possível sobreposição com outras UC's ou Terras Indígenas. Além disso, o sistema agrega notícias publicadas sobre cada UC de várias fontes diferentes.Para conhecer, visite :: http://www.socioambiental.org/uc/

Samambaias da Amazônia Central - Apresentação

Rui Barqueiro @ ULE, União Local de Ecólogos (Inpa): Ecologia da Amazônia Categorias: Artigos, Ciência Geral, beta, conservação, distribuição, resumos, samambaias
E aí colegas de ecologia?A apresentação geral do nosso grupo na reunião do grupo de pesquisas sobre a Amazônia da Universidade de Turku acabou ficando para o ano que vem pois já havia 3 pessoas interessadas em apresentar seus trabalhos nas próximas reuniões, e depois vem o geladíssimo natal. Obrigada a todos que enviaram material, quem ainda quiser mandar está em tempo.Na semana passada, acabei apresentando meus resultados. Segue abaixo um panorama geral do que fiz (profissionalmente! - plagiando o Heldô) no INPA desde 2004. A apresentação está dividida em três partes. Clique aqui para vê-la.1. Estudos ecológicos:A. Ecologia de comunidades de pteridófitasTenho utilizado as samambaias como grupo modelo para estudos de padrões de distribuição de organismos ao longo de gradientes ambientais e espaciais. De maneira geral, as características edáficas são os principais determinantes da composição e turnover de espécies na Amazônia em média escala, mas a estrutura da comunidade varia de acordo com o tipo de fator ambiental e comprimento ...

Fernando Fernandez: Por que conservar a natureza afinal?

Rui Barqueiro @ ULE, União Local de Ecólogos (Inpa): Ecologia da Amazônia Categorias: Ciência Geral, conservação, difusão...
Poucas vezes li um texto tão instigante e inspirador quanto esse desabafo do Fernando Fernandez que foi publicado no site O Eco. Recomendo!

ISA fornece mapa sobre a Amazônia

Rui Barqueiro @ ULE, União Local de Ecólogos (Inpa): Ecologia da Amazônia Categorias: Ciência Geral, conservação, difusão..., ucs
Pessoal, o ISA (Instituto Socioambiental) está disponibilizando um mapa para download com as unidades de conservação existentes na Amazônia brasileira. Essa versão é de 2007 e está em inglês.

Ato #3 - Como entender padrões espaciais da biodiversidade? - Victor Landeiro

Rui Barqueiro @ ULE, União Local de Ecólogos (Inpa): Ecologia da Amazônia Categorias: Atos, Ciência Geral, beta, conservação, distribuição
Dia 16/10, quinta-feira, o Victor vai apresentar algumas idéias do seu doutorado.Vamos nos encontrar às 17h na sala de aula da Ecologia.Vejam abaixo um panorama sobre a apresentação enviado pelo Victor.Abraços a todos e até lá! Sássa"Nos últimos anos a ecologia vem passando por uma mudança de paradigma que causa excitação em uns e desagrado em outros. Muito dessa controvérsia é devido à falta de habilidade matemática entre os ecólogos e à "irritante" idéia de incluir o espaço como um preditor da biodiversidade, em detrimento ao ambiente. Toda essa mudança foi gerada quando trouxeram para a ecologia o problema da autocorrelação espacial para os modelos ecológicos. Atualmente, as escolhas de modelos e análises ainda é controversa, mas a principal idéia é tentar entender os padrões espaciais da biodiversidade. A ecologia nasceu tentando entender os motivos de tanta variação na biodiversidade de um local para outro, e a busca por esse ...

Morcegos e Energia Eólica

Luciano @ Caapora Categorias: Ciência Geral, Ciências da Vida, Morcegos, Planeta Terra e Ambiente, conservação
Embora seja considerada uma das fontes de energia mais “ecologicamente” corretas, as turbinas responsáveis pela geração da energia eólica representam um grande risco a animais voadores, como aves e morcegos que frequentemente são “fatiados” vivos ao se chocarem com as lâminas das turbinas. No entanto, o problema pode ir um pouco além das consequências óbvias do choque físico entre animais e turbinas. Em um recente estudo publicado no periódico Current Biology, pesquisadores canadenses demonstraram que a causa da morte da maioria dos morcegos vitimados por turbinas eólicas deve-se a hemorragia interna. O problema é causado por uma diferença de pressão atmosférica existente próximo as lâminas, matando os animais mesmo que eles não venham a se chocar com as mesmas. A rotação das turbinas causa uma queda da pressão atmosférica na região próxima a extremidade das lâminas. Quando um morcego passa por essa zona de baixa pressão seus pulmões sofrem uma expansão repentina, o que resulta no rompimento dos vasos capilares do órgão causando hemorragia interna, algo similar ao que acontece com mergulhadores que experimentam mudanças repentinas de pressão. Embora também sejam vítimas frequentes das turbinas eólicas, as aves são menos impactadas que os morcegos, pois, graças ao seu sistema respiratório mais robusto, não ...

O Paradoxo do Pombo

Luciano @ Caapora Categorias: Add new tag, Ciência Geral, Ciências da Vida, Planeta Terra e Ambiente, conservação
Há alguns dias atrás fui à república de um colega de universidade que está conseguindo faturar um dinheiro extra imprimindo monografias, trabalhos, artigos e similares para outros universitários que não se importam em caminhar um pouco por causa de uma diferença de dois centavos por folha entre os preços da impressão caseira do meu colega e de sua concorrente, a xerox da universidade. 100 folhas impressas dão uma economia de R$ 2,00, com mais 10 centavos se pode comprar três miojos e para muito graduando bolsista de iniciação científica o jantar está garantido por pelo menos três dias. Como a maioria das repúblicas por aqui, a desse meu colega ...

George, e a Idade do Lobo - Tartaruga

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Ciência Geral, George, conservação, ilhas galápagos, tartarugas
Imagem exclusiva Bafana Ciência No artigo anterior falei sobre as tartarugas gigantes das Galápagos e citei de relance o Lonesome George ou George, o Solitário. Trata-se de um macho que vive na Estação de Pesquisa Charles Darwin (EPCD) e é o último espécime de Geochelone abingdoni (veja foto), uma das 11 espécies de tartarugas gigantes das Galápagos. George foi levado para um cativeiro da EPCD em 1971 e viveu apertado até a chegada da Dra. Linda Cayot em 1988 que, encontrando-o acima do peso, começou um longo e paciente trabalho para que ele conseguisse se reproduzir. George foi primeiramente submetido a uma dieta rigorosa, pois répteis obesos têm menores chances de procriarem. Depois foi colocado num cativeiro maior, que o obrigava a caminhar bastante para obter seu novo alimento, que sempre era servido longe dele. by Net by Net Quando George entrou em forma, recebeu a companhia de duas fêmeas da espécie G. becki, que viviam no vulcão do Lobo na ilha de Isabela e que são morfologicamente bem ...

Brasil Lidera Ranking Mundial de Aves Ameaçadas de Extinção

Luciano Lima @ Caapora Categorias: Ciência Geral, Notícias, conservação, espécies ameaçadas
Na última segunda, foi divulgada a atualização da Lista Mundial de Aves Ameaçadas de Extinção. O trabalho, que foi coordenado pelas ONGs BirdLife Internacional e IUCN, aumentou para 1226 o número de espécies de aves que correm risco de extinção, cinco espécies a mais que na lista do ano passado e que corresponde a quase 13% de todas as espécies de aves conhecidas. Além da inclusão de novas espécies, diversas outras, que já constavam na lista, tiveram sua categoria de ameaça modificada. A nova lista revelou que diversas espécies podem ser extintas em um futuro próximo por alteraçãoes ambientais causadas pelo aquecimento global, como secas prolongadas e mudanças climáticas extremas. Nessa situação encontram-se várias espécies de maçaricos e batuíras que nidificam na tundra ártica. Com 141 espécies de aves presentes em alguma categoria de ameaça, o Brasil lidera o ranking dos paises com o maior número de espécies ameaçadas, seguido por Indonésia, Peru, China e Filipinas. Abaixo estão listadas as espécies de aves com ocorrência no Brasil que sofreram alguma modificação ou foram recentemente incluidas na última lista.Diomedea dabbenena: passou de "Em Perigo" para "Criticamente em Perigo"....

Brasil Lidera Ranking Mundial de Aves Ameaçadas de Extinção

Luciano @ Caapora Categorias: Ciência Geral, Notícias, conservação, espécies ameaçadas
Na última segunda, foi divulgada a atualização da Lista Mundial de Aves Ameaçadas de Extinção. O trabalho, que foi coordenado pelas ONGs BirdLife Internacional e IUCN, aumentou para 1226 o número de espécies de aves que correm risco de extinção, cinco espécies a mais que na lista do ano passado e que corresponde a quase 13% de todas as espécies de aves conhecidas. Além da inclusão de novas espécies, diversas outras, que já constavam na lista, tiveram sua categoria de ameaça modificada. A nova lista revelou que diversas espécies podem ser extintas em um futuro próximo por alteraçãoes ambientais causadas pelo aquecimento global, como secas prolongadas e mudanças climáticas extremas. Nessa situação encontram-se várias espécies de maçaricos e batuíras que nidificam na tundra ártica. Com 141 espécies de aves presentes em alguma categoria de ameaça, o Brasil lidera o ranking dos paises com o maior número de espécies ameaçadas, seguido por Indonésia, Peru, China e Filipinas. Abaixo estão listadas as espécies de aves com ocorrência no Brasil que sofreram alguma modificação ou foram recentemente incluidas na última lista. Diomedea dabbenena: passou de “Em Perigo” para “Criticamente em Perigo”. Pterodorma incerta: passou de “Vulnerável” para “Em Perigo”. Aratinga ...

Nem índios, nem arrozeiros. Os verdadeiros donos da Raposa-Serra do Sol

Luciano Lima @ Caapora Categorias: Ciência Geral, Synallaxis kollari, Terra Indígena Raposa-Serra do Sol, conservação
Muito se tem noticiado recentemente sobre o conflito envolvendo índios, rizicultores e a demarcação da Terra Indígena Raposa-Serra do Sol, na região nordeste de Roraima.De um lado, índios criadores de gado e garimpeiros, do outro, plantadores de arroz "desplantadores" de matas ciliares. O Supremo Tribunal Federal ainda não tomou a decisão sobre quem tem direito sobre a terra, mas embora ainda não se saiba quem sairá vitorioso desta disputa, já é possível prever, ornitologicamente falando, quem vai "pagar o pato": o Lavrado e sua biodiversidade única.O Lavrado, ou Savanas de Roraima-Rupununi, é um ecossistema de campo que existe apenas no nordeste de Roraima e no sudoeste da Guiana. A paisagem aberta com árvores esparsas e os rios protegidos por mata ciliares lembra bastante o Cerrado, mas o Lavrado possui diversas características únicas, incluindo sua biodiversidade.As matas de galeria que seguem alguns dos rios que cortam o Lavrado são o único hábitat de um simpático passarinho, o joão-de-barba-grisalha, Synallaxis kollari, (foto abaixo). A espécie, descrita a partir de cinco exemplares coletados em 1832 pelo grande naturalista Johann Natterrer, passou mais de 100 anos sem registros até ser redescoberta na década de 1950. (foto: Arthur ...

Nem índios, nem arrozeiros. Os verdadeiros donos da Raposa-Serra do Sol

Luciano @ Caapora Categorias: Ciência Geral, Synallaxis kollari, Terra Indígena Raposa-Serra do Sol, conservação
Muito se tem noticiado recentemente sobre o conflito envolvendo índios, rizicultores e a demarcação da Terra Indígena Raposa-Serra do Sol, na região nordeste de Roraima. De um lado, índios criadores de gado e garimpeiros, do outro, plantadores de arroz “desplantadores” de matas ciliares. O Supremo Tribunal Federal ainda não tomou a decisão sobre quem tem direito sobre a terra, mas embora ainda não se saiba quem sairá vitorioso desta disputa, já é possível prever, ornitologicamente falando, quem vai “pagar o pato”: o Lavrado e sua biodiversidade única. O Lavrado, ou Savanas de Roraima-Rupununi, é um ecossistema de campo que existe apenas no nordeste de Roraima e no sudoeste da Guiana. A paisagem aberta com árvores esparsas e os rios protegidos por mata ciliares lembra bastante o Cerrado, mas o Lavrado possui diversas características únicas, incluindo sua biodiversidade. As matas de galeria que seguem alguns dos rios que cortam o Lavrado são o único hábitat de um simpático passarinho, o joão-de-barba-grisalha, Synallaxis kollari, (foto abaixo). A espécie, descrita a partir de cinco exemplares coletados em 1832 pelo grande naturalista Johann Natterrer, passou mais de 100 anos sem registros até ser redescoberta na década de 1950. (foto: Arthur Grosset) ...

Bola de cristal Nigeriana

Luciano Lima @ Caapora Categorias: Ciência Geral, conservação
É altamente recomendável a leitura do texto do antropólogo e economista, mas cima de tudo ornitólogo, Fábio Olmos na edição do OECO desta semana. Fábio comenta sobre o presente ambiental Nigeriano e sua possível relação com o futuro Brasileiro. Você acha que a coisa está feia? Não se preocupe, ela pode piorar...

Ciência Ambiental por completo

Carlos Pacheco @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Ciência ambiental, Ciência do Solo, Contaminação, ciências ambientais, conservação, meio ambiente, poluição, preservação, problemas sociais, qualidade da água, qualidade do ar, qualidade do solo, sócio-econômico, água
Caros leitores, Tantas vezes vejo nos notíciários, em conversa com profissionais da área e até mesmo em comunicados científicos um profundo desconhecimento sobre a verdadeira ciência ambiental. Quando se pensa em ambiente logo associamos a ele o verde de uma floresta ou os tons azulados da água. Isso é um reflexo puro e simples das conotações colocadas pelos grandes veículos de comunicação sobre o ambiente como meio físico ou biótico. Quando se inicia os estudos de disciplinas que se enquandram especificamente no campo das “ambientais” logo se vê que os pilares básicos para qualquer pesquisa na área são os três meios: físico, biótico e para surpresa de muitos o sócio-econômico ou antrópico, chamem-no como quiserem. Em suma isso significa que uma ação ambiental efetiva deve sempre envolver os três meios. Ou seja, não existe preservação, conservação ou planejamento ambiental, bem como quaisquer outros trabalhos correlatos sem que haja um envolvimento desses meios. Na minha opinião, inclusive, a esses três meios deveriam ser dadas importâncias iguais em trabalhos ambientais. Mas isso é uma discussão futura. Hoje o que temos visto é uma atribuição exacerbada de questões relacionadas aos meios físico e biótico. Mas pensemos bem se esse tipo de abordagem funciona. Imaginemos temas relacionados à qualidade da água em centros urbanos. É possível resolver os problemas de saneamento básico, de ...

Repertório vocal e fragmentação

Luciano Lima @ Caapora Categorias: Ciência Geral, Ornitologia, Publicações, bioacústica, conservação
Em um recente estudo publicado no periódico PLoS ONE, e repercutido no jornal inglês The Guardian, uma equipe de pesquisadores espanhóis demonstrou até onde podem ir as consequências da fragmentação do hábitat para as aves. O estudo foi realizado com uma espécie de ave endêmica da Península Ibérica e norte da África, a calhandra-de-Dupont (Chersophilus dupont) e envolveu uma análise do

Hotspot & Wilderness: “hit parades” da conservação.

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: , Artigos, Bafana Divulga, Cerrado, Divulgação Científica, Ecologia, Manejo de Recursos, Maputaland-Pondoland-Albany, Publicações, conservação, hotspots, manejo, wilderness, África
  Alagados Desde 1989, trinta e quatro áreas ao redor do mundo têm merecido atenção toda especial dos conservacionistas; foram identificadas como “hotspots” pois possuem ao menos 1500 espécies de plantas endêmicas e já perderam mais que 70% de sua cobertura original. Duas destas áreas estão no Brasil, o cerrado e a mata atlântica, e três na África do Sul, a saber: região das Suculentas do Karoo (litoral do Oceano Atlântico na divisa com Namíbia), Província Florística do Cabo (6200 espécies endêmicas, vai do Cabo da Boa Esperança até o Oceano Índico) e a região de Maputaland-Pondoland-Albany (Oceano Índico na divisa com Moçambique). Mapa aqui Este ano a Nature publicou uma carta (“letter”) enviada pelo grupo de pesquisa do Jardim Botânico de Kirstenbosch que descreve um estudo sobre a Província Florística do Cabo, considerada uma “ilha ecológica continental” (todas as referências ao final do texto). O manuscrito ressoa o conceito de “hotspot” (sem ...
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