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Archive for the !! ConsCiência no dia-a-dia !!

Mulheres que consomem bebidas alcoólicas com moderação ganham menos peso que as que não bebem, conclui estudo.

 

Mulheres com peso normal e que fazem uso leve ou moderado de bebidas alcoólicas têm um menor risco de sobrepeso e obesidade do que aquelas que não bebem, é o que aponta estudo publicado na última edição do periódico Archives of Internal Medicine.

A bebida alcoólica tem alto teor calórico e é esperado que seu consumo regular seja um fator de risco para obesidade. Entretanto, as pesquisas realizadas até o momento para demonstrar essa associação têm mostrado resultados conflitantes, e uma das razões para essa discordância é a inclusão de indivíduos com sobrepeso ou obesidade já no início das pesquisas. O presente estudo é o primeiro a avaliar por um longo período o efeito do álcool sobre o peso de indivíduos com peso normal.

Pesquisadores de Boston nos Estados Unidos acompanharam 20 mil mulheres com 39 anos ou mais e com índice de massa corporal dentro dos limites normais (18.5 a 25). No início do estudo, 38% das mulheres não faziam uso de álcool, e as que bebiam usavam em sua maioria até 30 gramas diários de álcool. Durante um acompanhamento de 13 anos em média, as mulheres ganharam peso progressivamente e 41% delas passaram a ser classificadas como tendo sobrepeso ou obesidade. Já as mulheres que não faziam uso de álcool foram as que ganharam mais peso (3.63 kg). Aquelas que consumiam de 15 a 30 gramas de álcool por dia foram as que menos engordaram, 30% menos do que aquelas que não bebiam. Os vinhos tinto e branco, cerveja e licor, todos tiveram esse efeito no controle de peso, sendo que o vinho tinto foi a bebida que teve efeitos mais expressivos. E o que seria 15 a 30 gramas de álcool? Uma taça de vinho de 150 ml tem cerca de 14.5 gramas de álcool e uma latinha de cerveja de 350 ml tem 16.5 gramas.

Vale lembrar que só mulheres foram estudadas nesta pesquisa e que os resultados podem ser diferentes entre os homens. Existem evidências de que o álcool influencia o peso de homens e mulheres de forma distinta, especialmente porque as mulheres que consomem bebidas alcoólicas costumam reduzir a ingesta de alguns alimentos calóricos (ex: menos carboidratos), enquanto os homens simplesmente adicionam a bebida à sua dieta habitual. Essa tendência foi observada no presente estudo, mas existem também diferenças do metabolismo do álcool entre homens e…

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Passando a limpo a TPM. Suas origens e soluções.

 
 

 

Artigo publicado hoje no Blog Saúde para Todos - Correio Braziliense

 
Por Dr. Ricardo Teixeira
 
 
 
 
 
 

É no mínimo intrigante quando nos deparamos com resultados de pesquisas no Brasil e no exterior mostrando que até 90% das mulheres sofrem de algum grau de tensão pré-menstrual, problema que hoje é mais corretamente chamado de síndrome pré-menstrual (SPM), pelo fato dos sintomas não se limitarem à tensão nervosa, ansiedade e irritabilidade. Outros sintomas comuns incluem alterações no padrão de sono e do apetite, humor deprimido, dor de cabeça, inchaço no corpo e dor na mama.

Não é difícil reconhecer o impacto da SPM na vida das mulheres se fizermos uma conta curiosa. A menstruação costuma começar entre os 12 e 13 anos de idade e termina por volta dos 50 anos. Mesmo descontando dois anos sem menstruação em mulheres que têm dois filhos ao longo da vida, contando com o período de amamentação, a mulher experimentará cerca de 450 ciclos menstruais na sua fase fértil. Se considerarmos que os sintomas da SPM duram uma média de 6 a 7 dias por ciclo, fechamos nossa conta com quase 3.000 dias de sintomas durante a vida: oito anos! Resumindo: as mulheres com SPM passam mais de 10% suas vidas com sintomas pré-menstruais.

E sendo a SPM uma condição tão freqüente, admite-se que ela possa representar uma vantagem evolutiva que herdamos dos nossos ancestrais e que talvez já não nos sirva muito mais. Nossos ancestrais fêmeas aumentavam suas chances de gerar descendentes devido a um comportamento mais “amigável” na fase fértil e mais “arisco” na fase infértil, como é o caso do período pré-menstrual. Entre os primatas, que apresentam comportamento sexual promíscuo, essa estratégia permite que o macho escolha a fêmea com mais sinais de fertilidade para copular.

Comparadas a mulheres de sociedades coletoras / caçadoras, as mulheres de hoje têm a primeira menstruação quase 4 anos mais cedo, têm menos filhos sendo que o primeiro em idade mais avançada e com períodos de aleitamento mais curtos, têm a menopausa também mais tardiamente. Tudo isso leva a mulher moderna a apresentar três vezes mais ciclos menstruais do que a mulher em ambiente mais primitivo, e, a princípio, pode sofrer até três vezes mais com os sintomas da SPM ao longo da vida.…

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O Dr. Google está formando cidadãos com uma nova consciência.

 

A informação sobre saúde nunca foi tão democratizada como hoje. Há muito pouco tempo esse conhecimento era quase que exclusivo dos profissionais da saúde, e a internet virou esse cenário de cabeça para baixo. A situação não é tão diferente da história da bíblia na antiguidade, época em que só o sacerdote tinha acesso à palavra de Deus. Não era possível para um homem comum ter um exemplar da bíblia, pois era tudo muito sofisticado e caro, e além do mais, só existia a versão em latim. Estamos numa fase de transição conhecendo um novo homem e um novo paciente que tem acesso à informação como nunca antes pensada. E é por isso que os meios de comunicação de massa têm hoje uma responsabilidade cada vez maior no incremento da cultura em saúde da população.

 

A comunicação em saúde tem sido definida como a principal moeda de saúde do século 21, e nos Estados Unidos, ela vem sendo encarada como a mais importante área da ciência relacionada à saúde nesse século, fazendo parte dos objetivos Healthy People 2010, a agenda oficial de saúde pública do governo americano. No Brasil, deliberações das Conferências Nacionais de Saúde apontaram informação, educação e comunicação como elementos estratégicos para consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) e para a conquista da cidadania plena no Brasil. O investimento em cultura em saúde é imperativo e para se ter uma idéia de sua importância, estima-se que nos EUA anualmente são gastos entre 106 e 236 bilhões de dólares anuais por conta do baixo nível de cultura em saúde da população e suas conseqüências como a não procura de ajuda médica quando necessária, a dificuldade em assumir hábitos de vida saudáveis e erros no uso de medicações.

 

A internet certamente está colaborando para a criação de um cidadão com maior capacidade de tomar decisões sobre sua própria saúde. Os médicos estão se acostumando a compartilhar com o paciente a tomada de decisão, o que é o ideal da relação médico-paciente. O paciente, por sua vez, ainda está aprendendo a buscar informação relevante e confiável, assim como inserir de forma afinada o conteúdo de suas pesquisas no momento da consulta médica. Alguns estudos chegam a demonstrar que os médicos acreditam que a relação médico-paciente é prejudicada quando o paciente faz uma pré-consulta com o “Dr. Google”. Por outro lado, é…

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Flexibilidade no horário de trabalho faz bem à saúde

 

O sistema Cochrane de revisões científicas em saúde acaba de publicar uma análise de dez pesquisas que envolveram mais de 16 mil indivíduos e que avaliaram o impacto sobre a saúde de um esquema de trabalho com flexibilidade de horário. A análise concluiu que essa flexibilidade influencia positivamente inúmeros indicadores de saúde, como é o caso do sono, equilíbrio psíquico e dos níveis de pressão arterial.

 

Flexibilidade de horário não é trabalhar menos. É otimizar o horário de trabalho, conciliando-o com a vida pessoal. Em países escandinavos, a oportunidade de trabalhar em horários que melhor se adaptam à vida familiar já é habitual, especialmente entre as pessoas que têm filhos. Em 2009, a Inglaterra passou a garantir um horário de trabalho flexível para aqueles que têm filhos menores de 16 anos. No Brasil, esse benefício já começa a ser oferecido em algumas empresas públicas e privadas, mas é geralmente restrito para aqueles que têm um status profissional elevado. Espera-se que um dia o benefício se estenda até a base da pirâmide social.

 


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Quem sofre de enxaqueca crônica tem mais dificuldades profissionais e uma pior saúde geral.

 

Apesar da maioria das pessoas que sofre de enxaqueca costumar ter uma ou duas crises de dor de cabeça por mês, a cada ano, cerca de 15% delas passam a apresentar crises quase diárias. Quando as crises ultrapassam a marca de mais de 15 crises mensais por três meses consecutivos, a enxaqueca deixa de ser classificada como enxaqueca episódica e passa a ser chamada de enxaqueca crônica. Uma pesquisa publicada na última edição do periódico Journal of Neurology Neurosurgery and Psychiatry reforça o conceito já bem reconhecido pela literatura médica de que a enxaqueca crônica é um problema que vai muito além das dores de cabeça.

Foram estudados mais de 12 mil americanos com o diagnóstico de enxaqueca, cerca de 80% do sexo feminino. Os indivíduos com enxaqueca crônica apresentaram indicadores de saúde piores do que aqueles com a forma episódica: tinham mais depressão, ansiedade, dor crônica, bronquite e asma, hipertensão arterial, diabetes, obesidade, e maior risco de doença coronariana e derrame cerebral. Além disso, os portadores de enxaqueca crônica apresentavam mais problemas no trabalho como o absenteísmo, uma maior chance de estarem desempregados e ainda uma menor renda familiar. Estudos anteriores já haviam evidenciado que os portadores de enxaqueca crônica têm menor produtividade no trabalho e menor qualidade de vida em família.

A Organização Mundial da Saúde classifica a enxaqueca como a 19ª doença que mais leva à incapacidade funcional. No caso da mulher, ela fica em 12º lugar. Apesar do enorme impacto que a doença tem sobre a vida da população, apenas uma minoria é diagnosticada corretamente e recebe tratamento apropriado. Um amplo trabalho de conscientização dessa importante condição clínica voltado tanto aos pacientes como aos médicos é fundamental para mudar esse cenário.

 


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Você tem o seu médico de confiança?

 

Antigamente, o mesmo médico que fazia cirurgias, fazia também partos, e ainda cuidava dos problemas clínicos e mentais de adultos e crianças. Nós que vivemos no mundo contemporâneo das especialidades médicas, olhamos para trás e ficamos até curiosos em imaginar como é que funcionava a cabeça de um médico que tinha que abraçar responsabilidades tão diferentes. Meu avô, Dr. Aluízio Teixeira, foi uma dessas personalidades, tratou de tudo um pouco, fez o parto dos próprios filhos, mas infelizmente não tive a oportunidade de conversar com ele sobre essas coisas, pois meu papo com ele se resumia em lhe pedir biscoitos de uma lata de alumínio que ficava na prateleira mais alta do armário. Covardia…

 

Não há como negar que a incorporação da tecnologia à medicina trouxe consigo um processo de desumanização, de despersonalização, em que o médico quer saber da doença, mas muito pouco da pessoa doente. Muitos daqueles que procuram ajuda médica também já absorveram uma cultura de tecnologia da saúde que por vezes chega a dificultar a relação médico-paciente. O médico pode dar um diagnóstico correto, mas é freqüente o paciente só se convencer do diagnóstico quando um método gráfico confirma as palavras do médico. A situação fica ainda mais difícil no caso de doenças em que o diagnóstico é absolutamente clínico, como é o caso das doenças psiquiátricas, fibromialgia, enxaqueca, e tantas outras. Não tem jeito de fotografar estas doenças. Também é freqüente, numa primeira consulta, o paciente antes mesmo de falar sobre ele e suas queixas colocar sobre a mesa uma pilha de exames solicitando um parecer sobre as fotos e medidas dos seus órgãos.  

 

A medicina como negócio pode dificultar ainda mais uma relação médico-paciente ideal. O médico por um lado é influenciado pelo potencial retorno financeiro que o paciente tem a oferecer ou não. Isso pode funcionar como o garçom de um restaurante que trata melhor determinado cliente, pois sabe que ele dá gorjetas caprichadas. Por outro lado, o paciente também pode ter uma relação com o médico influenciada pela idéia de negócio, e inconscientemente age como se estivesse consumindo um produto. Se a comida no restaurante atrasa um pouco, o consumidor pode exigir pressa, até de forma mal-educada, e pode ser que a comida chegue à mesa de forma mais rápida e com a mesma qualidade. É difícil imaginar que um…

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Pesquisa confirma que a enxaqueca está associada a um maior risco de doença vascular

 

 

A enxaqueca faz parte da vida de uma em cada cinco mulheres e sua prevalência é três vezes menor entre os homens. Por ser tão comum e por ser geneticamente herdada, há uma tese de que ela deve corresponder a uma vantagem da espécie humana construída ao longo da evolução, como se fosse um alarme que faz doer a cabeça quando estamos expostos a situações que não combinam com a preservação da espécie (ex: privação de sono, jejum prolongado).

 

Por conta desse alarme, existe uma crença de que as pessoas com enxaqueca tenham um estilo de vida mais saudável, com menos excessos. Entretanto, um estudo publicado na última edição online da revista Neurology, periódico oficial da Academia Americana de Neurologia, demonstrou que as pessoas com enxaqueca têm uma maior chance de apresentar fatores de risco vascular como hipertensão arterial, diabetes e colesterol alto, condições que têm um componente genético, mas que também têm forte associação com hábitos de vida. 

  

O estudo acompanhou mais de onze mil americanos e ainda mostrou que os portadores de enxaqueca têm maior risco de infarto do coração, doença arterial periférica e derrame cerebral, independente de apresentarem fatores de risco vascular. No caso do derrame cerebral, esse risco só foi maior naqueles com enxaqueca com aura, que é quando a enxaqueca é precedida ou acompanhada de sintomas neurológicos como flashes na visão ou alteração da sensibilidade de um lado do corpo.

 

Esses resultados reforçam ainda mais a idéia de que os médicos devem encarar a enxaqueca como uma condição que vai muito além da dor de cabeça. Ações de prevenção de outras condições clínicas que aumentam o risco vascular devem ser fortemente encorajadas. No caso das mulheres com enxaqueca com aura, essas devem ser orientadas a evitar o uso de pílulas anticoncepcionais que contenham o hormônio estradiol. Cigarro nem em pensamento. Uma questão ainda em aberto é se o tratamento adequado das crises de enxaqueca é capaz de reduzir o risco de doenças vasculares. Que melhora muito a qualidade de vida ninguém tem dúvida.

 

 

 


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O excesso de analgésicos ao invés de ajudar pode até piorar a enxaqueca

A cada ano, até 15% das pessoas com enxaqueca passam a apresentar crises quase diárias. Já conhecemos alguns fatores de risco modificáveis que aumentam o risco para a cronificação da enxaqueca: obesidade, distúrbios do sono, excesso de cafeína, tabagismo, eventos estressantes e dor crônica. Entretanto, nenhum fator tem tanto impacto como o uso excessivo de analgésicos. Os estudos epidemiológicos revelam que cerca de 3-4% da população mundial sofre de dor de cabeça diária, grande parte devido ao excesso de analgésicos. Seu consumo não deve exceder mais do que 2 vezes por semana. É um ciclo vicioso: quanto mais analgésicos, mais dor de cabeça. Entretanto, não é difícil imaginar que a divulgação desse problema contraria interesses comerciais de proporções gigantes.

 

Resolve-se o problema com a suspensão abrupta dos analgésicos e o início de um tratamento com medicação que recolocará a química cerebral no seu lugar certo e que deve durar pelo menos seis meses. Há evidências do benefício do uso de corticóides e/ou neurolépticos nos primeiros dias da “abstinência” dos analgésicos. Durante a retirada, deve-se evitar o uso de analgésicos associados a tranquilizantes, opióides, barbitúricos, cafeína, assim como mistura de analgésicos. Os anti-inflamatórios não hormonais são boas opções nesses casos.

 

Além do risco de cronificação da enxaqueca, o uso de analgésicos sem instrução médica pode levar a outros riscos, já que algumas medicações são contra-indicadas a depender do tipo de enxaqueca e dos antecedentes patológicos do indivíduo.

 


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Estudo confirma que mudanças de hábitos podem ajudar no controle da enxaqueca em crianças

 

Enxaqueca não é coisa só de adultos. As crianças já podem apresentar este tipo de dor de cabeça, os meninos começando em média aos 7 anos e as meninas um pouco mais tarde, aos 11 anos. Quando as crises de enxaqueca passam a ser muito freqüentes, é indicado um tratamento que vai além dos analgésicos para aliviar a dor. O tratamento pode ser feito com o uso de medicações de uso diário, também chamado de tratamento profilático, que trabalhará a química cerebral para reduzir a freqüência e intensidade das crises. Entretanto, algumas pesquisas têm demonstrado que a mudança de certos hábitos de vida pode colaborar para o controle das crises de enxaqueca, especialmente nas crianças.

Uma pesquisa publicada na última edição do periódico Headache, jornal oficial da Sociedade Americana de Cefaléia, confirma que as crianças podem ter melhora significativa de suas crises ao evitar exposição direta do sol na cabeça, quando têm regularidade nos horários de dormir, acordar e se alimentar, e quando assumem uma dieta que evita alguns alimentos que costumam desencadear crises, entre eles: carnes processadas, queijos amarelos, chocolate, alimentos com glutamato (ex: miojo, molho Shoyu). O estudo ainda revelou que as crianças com menos de seis anos foram as que mais tiveram benefícios desses cuidados.

Esses resultados reforçam a prática que muitos médicos têm de tentar otimizar hábitos como sono e dieta das crianças antes da introdução de um tratamento medicamentoso. Essa é uma prática ainda controversa, mas uma recomendação inequívoca é a de que a criança deve evitar a exposição a estímulos que já foi reconhecido como fator desencadeante de crise no seu caso específico. Não existem listas de proibições que devem ser aplicadas de forma generalizada, mas não custa evitar aquilo que não faz bem à saúde das crianças num sentido mais amplo, como é o caso de um sono irregular.


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Os pais quando conhecem o teor calórico dos alimentos fazem escolhas mais saudáveis para os filhos.

 

Um estudo publicado na última semana pelo periódico Pediatrics, jornal oficial da Academia Americana de Pediatria, revela que os pais escolhem alimentos menos calóricos para as crianças em uma rede de fast food quando o conteúdo de calorias dos lanches é disponibilizado pela lanchonete.

 

Pais de crianças americanas com idades entre três e seis anos que freqüentavam lanchonetes de forma episódica foram apresentados a um cardápio padrão do McDonalds com fotos e preços. Um outro grupo de pais foi apresentado a um cardápio que continha também informação do conteúdo calórico de cada item. Os pesquisadores solicitavam aos pais que escolhessem uma refeição para eles e também para as crianças. Aqueles que tiveram acesso ao cardápio com conteúdo de calorias escolheram uma refeição para as crianças com 102 calorias a menos em média do que aqueles que utilizaram o cardápio padrão. As 102 calorias a menos correspondiam a uma redução de 20% do conteúdo calórico da refeição das crianças e isso não é pouco: 100 calorias a mais na dieta do dia-a-dia  é capaz de provocar um ganho de peso de 4 a 5Kg num período de um ano.

 

 O presente estudo sugere que os pais têm uma tendência a escolher alimentos mais saudáveis para seus filhos, mas eles precisam de ajuda. Recentemente chegou-se a demonstrar que até mesmo experientes profissionais da área de nutrição têm dificuldade em estimar o conteúdo calórico de diferentes refeições. Além disso, os pais tendem a julgar que seus filhos estão com peso dentro da normalidade. Uma pesquisa publicada na última edição do periódico Acta Paediatrica revela que, na Holanda, 75% de mães de crianças com sobrepeso e 50% das mães de crianças obesas acreditam que o peso dos filhos está dentro dos padrões normais.

 

Nos EUA, vários estados já exigem que restaurantes exibam as informações de conteúdo calórico nos painéis expositores de produtos e preços assim como nos cardápios. A resistência da indústria alimentícia a esse tipo de proposta não é nada pequena e, no Brasil, essa discussão está apenas no início.  

 

Dicas de como comer fora com as crianças de forma saudável:

 

- Comer fora deve ser a exceção e não a regra. Coma mais em casa;

- Dê exemplo. Leia o cardápio e aproveite para discutir com as crianças quais as opções mais…

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