O dever de educar para os Antigos

De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, Concepções de educação, Cultura clássica, Ensino
Terceira sessão do ciclo de Conferências O dever de educar, no próximo dia 18 de Novembro, pelas 18h15, na Livraria Minerva, em Coimbra.Tanto quanto sabemos, desde que a educação se formalizou que existe discórdia em torno do sentido e e dos modos de concretização do dever de educar.Encontramo-la já nitidamente delineada na Grégia Antiga e percebemo-la a percorrer os tempos até ao presente.Quais são os seus contornos originais? Em que medida eles marcam o nosso modo de pensar a educação na actualidade? E, como orientam a acção dos educadores?Para responder a esta e outras perguntas é convidado Delfim Leão, professor do Instituto de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, a quem muito tem interessado o estudo da Educação AntigaLocal: Livraria Minerva (Rua de Macau, n.º 52 - Bairro Norton de Matos), em CoimbraAs sessões deste ciclo são quinzenais, e estão abertas ao público.Próximas sessões: 2 e 16 de Dezembro.

“O dever de educar”

De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, Concepções de educação, filosofia da educação
A Livraria Minerva retoma no próximo dia 21, pelas 18h15, as Terças Feiras de Minerva com a primeira sessão do ciclo O dever de educar, que terá como convidado o Professor João Boavida, da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra.Neste ciclo lança-se um desafio aos convidados — professores, escritores, cientistas, filósofos, artistas, investigadores, jornalistas, estudantes: como tem sido entendido o dever de educar, e como é ou deve ser entendido no presente.Com eles se discutirá o significado da "aprendizagem activa", da "aprendizagem centrada no aluno", do "direito ao sucesso e da educação para a excelência", da "educação para a liberdade de escolha". Discutir-se-á também o "valor do conhecimento", na "responsabilidade de ensinar", na "importância de desenvolver capacidades como a memória, a compreensão e a criatividade", de "ser professor neste início de século", do "ensino que a escola proporciona" e de "escolas de excepção".As sessões, com uma regularidade quinzenal, destinam-se a todos os que possam ter interesse pela educação, são abertas ao público e decorrem na Livraria Minerva (Rua de Macau, n.º 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra....

A escola como espelho da sociedade

Helena Damião @ De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, Concepções de educação, História, Sistema educativo, educação escolar
Uma das críticas que, em finais do século XIX, o Movimento da Educação Nova endereçava à escola dita tradicional, era o seu fechamento em relação à sociedade. Fechamento que podia ser atestado, tanto pelos ensinamentos que transmitia, como pelas condições de frequência que impunha e, até, pelas características físicas que apresentava. Tinha sentido esta crítica, pois no século anterior, o currículo centrava-se em conteúdos que só muito remotamente tinham ligação com o progresso científico, técnico, artístico, literário que o Iluminismo havia proporcionado, sendo o internato rígido, em circunstâncias de austeridade, vigilância e punição, o regime mais comum, sobretudo nos estudos secundários.À luz do entendimento emergente da criança, já não como um homúnculo mas como um sujeito específico e com direitos – entre os quais se contam o de beneficiar duma preparação adequada para se integrar, em termos pessoais e profissionais, no meio que a cerca – fazia sentido aproximar a escola da sociedade. E, apesar de Ferriére, um dos mais importantes ideólogos desse movimento, encarar a Escola Nova como um “internato familiar situado no campo", a preocupação com essa aproximação, conquistou mentalidades e concretizou-se em práticas várias durante todo o século XX....

História à pressão

Helena Damião @ De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, Concepções de educação, Ensino Básico, História
O debate que actualmente tem lugar em torno do ensino da História já não se centra na necessidade de justificar o seu lugar no currículo escolar, mas sim de evitar que ela o perca. De facto, nas últimas reformas educativas que têm tido lugar no nosso país, ainda que se lhe atribua uma nobre e ampla função, o seu tempo lectivo foi drasticamente reduzido e a tarefa de a ensinar deslocada para a periferia.Concretizemos esta questão no 3.º ciclo de escolaridade, onde situamos a nossa análise.O Currículo Nacional do Ensino Básico imputa à História a responsabilidade de construir “esquemas conceptuais que ajudem [os alunos] a pensar e a usar o conhecimento histórico de forma criteriosa e adequada, e que contribuam para o perfil de competências gerais” (ME, 2001, 88). A análise deste e doutros documentos curriculares indica que os propósitos orientadores do seu ensino deixaram de se limitar à comunicação e conhecimento da herança civilizacional, alargando-se à explicação do presente, à compreensão dos problemas actuais, à procura de soluções para esses problemas, ao entendimento da conjuntura internacional, à valorização de civilizações, à preparação para a democracia participativa… Tão ambiciosos propósitos não se afiguram muito compatíveis com ...

“É normal que a escola seja inigualitária”

Helena Damião @ De Rerum Natura Categorias: Ciência Geral, Concepções de educação, educação, filosofia da educação
Em 1985, Anita Kechikian publicava no Le Monde de l´Éducation as entrevistas que fez a dez filósofos franceses de renome sobre um tema que a todos prendeu o interesse, ainda que de forma diversa: a educação. Apesar de já se terem passado mais de duas décadas, questões e respostas continuam presentes no debate que o ensino e a aprendizagem convocam.Tais entrevistas foram traduzidas e apresentadas em Portugal por Leonel Ribeiro dos Santos e Carlos João Nunes Correia, num livro intitulado Os filósofos e a educação. Da edição de 1993 reproduzo uma delas que foi feita a Jacques Bouveresse (na imagem), actualmente professor de Filosofia da Linguagem e do Conhecimento do Collège de France.Com ele podemos pensar a finalidade da educação, a contextualização do ensino no meio de pertença dos alunos, a importância da transmissão de conhecimentos como meio de formação da consciência crítica, a relação necessária entre essa transmissão e a pedagogia, o esforço que o aprender exige, e a diferenciação dos alunos em função das suas capacidades intelectuais."A.K. – O Senhor declara-se um herdeiro das Luzes. Quer isto dizer que a ciência deve ser o motor ...
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