Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the Comunicação de Ciência

Fascinar Darwin e Galileo.

"Pale Blue Dot", fotografia da Terra, captada em 1990 pela sonda Voyager 1, a pedido de Carl Sagan.

No último livro de Jonah Lehrer, Como Decidimos, o autor afirma que as situações de stress podem alterar o uso da razão, e que, em muitos estados de pânico, deixamos de dar ouvidos à racionalidade, só ela capaz de gerar pensamentos criativos ou ponderados.

A presente crise económica faz-se sentir também na ciência. No Reino Unido, ciências como a astronomia ou as ciências espaciais estão a sofrer uma forte reestruturação a vários níveis, incluindo cortes orçamentais e redistribuição de fundos, o que pode criar algum stress, ou até, pânico na comunidade.

No entanto, em Portugal, o primeiro-ministro José Sócrates assumiu dedicar 3% do PIB ao sector científico em 2020, contra os presentes 1.5%, o que deverá deixar a comunidade científica portuguesa com esperanças no futuro próximo, e menos nervosa quanto aos financiamentos.

São vários os membros da comunidade científica que defendem a exploração da Terra, em detrimento da exploração do espaço. Entendem que ainda há muito para descobrir no nosso planeta, em particular no que diz respeito, por exemplo, à exploração do fundo dos oceanos. A procura de vida extraterrestre é vista por estes especialistas, num contexto de recursos financeiros e humanos limitados, como um desperdício de tempo e dinheiro e, por isso, algo que deverá ser do domínio da ficção científica.

Todavia, a verdade é que a exploração espacial e o conhecimento do nosso planeta não são actividades estanques: de uma podem-se retirar conclusões acerca da outra, e vice-versa. Para além disso, a procura de vida noutros planetas há muito que deixou de ser exclusividade da ficção científica, e passou a pertencer ao domínio da astrobiologia. A astrobiologia, mais do que uma fusão entre a astronomia e a biologia, é uma ciência multidisciplinar – inclui, para além das duas mencionadas, física, química, geologia, astronomia, ciências da terra e da vida, entre outras.

A astrobiologia estuda, em particular, o surgimento, evolução e adaptação da vida na Terra. Esse estudo concretiza-se em expedições a locais recônditos no nosso planeta, como é o caso da que decorre, neste momento, à Hydrate Ridge, na costa do Oregon, E.U.A., empreendida por Jeff Marlow, do California Institute of Technology.

Esta expedição irá analisar microorganismos produtores de metano presentes em chaminés hidrotérmicas no fundo dos oceanos. Isto permite-nos não só alargar os nossos…

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A CIÊNCIA ABERTA E OS SEUS INIMIGOS


Excerto do meu livro (esgotado) "A Coisa Mais Preciosa que Temos" (Gradiva):

A ciência começou por ser espectáculo. A pedra-i que atraía metais e a água metamorfoseada em cristais de gelo foram, desde a Idade Média, mostrados nas feiras a um público boquiaberto. Em Portugal, não houve esse espectáculo, se descontarmos as breves exibições de ciência experimental no palácio real no século XVIII. E, infelizmente, muito menos houve ciência: é difícil encontrar algum cientista português no século XIX, quando a ciência era uma actividade reconhecida e praticada na Europa civilizada (em vão se vai, por exemplo, à “História de Portugal”, coordenada por José Mattoso e publicada pelo Círculo de Leitores, à procura de um cientista português oitocentista).

No século XIX o espectáculo da ciência alimentou a curiosidade de muitos espectadores a respeito do funcionamento do mundo, fazendo despertar vocações. Ficaram famosas, por exemplo, as conferências do químico inglês Sir Humphry Davy, na Royal Institution de Londres que atraíram um rapaz que, apesar de ter apenas a escola primária, se tornou o maior cientista do seu tempo, Michael Faraday. Mais tarde, Faraday, não esquecendo as suas origens, fez questão de proferir muitas conferências para jovens, acompanhadas de "shows" de demonstrações, e complementadas por livros de divulgação. A mensagem da ciência que recebeu foi transmitida a outros. Ainda hoje podemos assistir a conferências com demonstrações experimentais na Royal Institution, num teatro por cima do velho laboratório de Faraday. É graças à curiosidade dele sobre a relação dos magnetes com os fios eléctricos que hoje temos a electricidade doméstica, o motor eléctrico, e outros artefactos da civilização. Na procura incessante da unidade das leis físicas, Faraday também se interessou pela relação entre as forças eléctrica e gravítica, mas esse estudo não teve resultados palpáveis. O problema era difícil... Einstein, confiante no sonho de que "só há uma força", trabalhou longamente no assunto (foi o problema que mais tempo o ocupou) mas pouco adiantou. É um problema que foi legado aos cientistas de hoje e que parece legado aos cientistas de amanhã.

Repare-se que Faraday não andou a preencher papeis para nenhuma agência de investigação do tempo dele, para resolver o problema da iluminação das ruas de

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“Controlo 2010”

Informação recebida pelo de Rerum Natura

Entre 8 a 10 de Setembro de 2010 realiza-se na Universidade de Coimbra a Conferência internacional Controlo 2010, onde mais de uma centena de investigadores oriundos dos quatro cantos do mundo, do Japão à Rússia, passando pela Argélia e pelo Brasil, discute as últimas novidades no domínio da robótica e do controlo automático.

Quais serão os robôs do futuro e qual será a sua utilidade? Marcando cada vez mais presença na indústria, mas também nos transportes e na saúde, a robótica é uma das áreas científicas mais promissoras e em expansão.

Esta 9.ª edição do Controlo é organizada pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e pela Associação Portuguesa de Controlo Automático (APCA). O evento conta também com a estreita colaboração do Centro de Engenharia Mecânica da Universidade de Coimbra (CEMUC), cujo trabalho é internacionalmente reconhecido.Continue a ler “Controlo 2010”

“Dance your Ph.D .2010” ou Os meninos dançam?

A proposta parte da Gonzo Labs (instituição que cruza arte e ciência) e, à primeira vista, tem a sua dose de excentricidade: transformar uma tese de doutoramento numa dança, gravar a dança em vídeo e colocá-la on-line. Depois é só esperar ser seleccionado para a final e, se tudo correr bem, ganhar um prémio (relativamente) chorudo à conta disso.

Física, Biologia, Química e Ciências Sociais são as principais categorias, mas o regulamento é suficientemente amplo para que todos possam participar. Se já tem uma coreografia na cabeça é tempo de se apressar: inscrições fecham no dia 1 de Setembro.

Mais pormenores no website do concurso, para os interessados. E duas coreografias vencedoras da edição do ano passado, para os curiosos.

Publicado por Sílvio Mendes

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Ciência na UL: Os ouriços-do-mar e os segredos do cola e descola


Romana Almeida Santos, investigadora na Unidade de Investigação em Ciências Orais e Biomédicas da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa, apresenta-nos uma palestra intitulada «Biotecnologia Azul: Novos adesivos inspirados em ouriços-do-mar». É já na próxima sexta-feira, 16 de Julho, às 18h30, no Museu da Ciência da Universidade de Lisboa.

Integrada no ciclo de palestras “Ciência em Português”, a iniciativa centra-se na possibilidade de criação de bioadesivos (inspirados em ouriços-do-mar), resistentes e eficazes em água, e que podem adquirir aplicações biotecnológicas e industriais.

Sinopse:
Já alguma vez pensou como se agarram os ouriços-do-mar às rochas para não serem arrastados pelas ondas? Fazem-nos através de órgãos adesivos especializados, que produzem secreções adesivas e “desadesivas”, colando-se e descolando-se repetidamente. Ao contrário da maioria das colas sintéticas, estes bioadesivos são resistentes e eficazes em água, pelo que podem vir a ter variadas aplicações biotecnológicas (ex. adesivo dentário) e industriais (ex. construção subaquática.
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Ciência na UL: Os ouriços-do-mar e os segredos do cola e descola


Romana Almeida Santos,
investigadora na Unidade de Investigação em Ciências Orais e Biomédicas da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa, apresenta-nos uma palestra intitulada «Biotecnologia Azul: Novos adesivos inspirados em ouriços-do-mar ». É já na próxima sexta-feira, 16 de Julho, às 18h30, no Museu da Ciência da Universidade de Lisboa.

Integrada no ciclo de palestras “Ciência em Português”, a iniciativa centra-se na possibilidade de criação de bioadesivos (inspirados em ouriços-do-mar), resistentes e eficazes em água, e que podem adquirir aplicações biotecnológicas e industriais.
É a última sessão (antes do período de férias) de um ciclo
que começou em 21 de Maio e já contou com intervenções de Miguel Centeno Brito, José Eduardo Franco, Hugo Cardoso e Ana Luísa Raposo.

Sinopse:

«Já alguma vez pensou como se agarram os ouriços-do-mar às rochas para não serem arrastados pelas ondas? Fazem-nos através de órgãos adesivos especializados, que produzem secreções adesivas e “desadesivas”, colando-se e descolando-se repetidamente. Ao contrário da maioria das colas sintéticas, estes bioadesivos são resistentes e eficazes em água, pelo que podem vir a ter variadas aplicações biotecnológicas (ex. adesivo dentário) e industriais (ex. construção subaquática).»


Este texto integra o dossier especial criado para o “Ciência na UL” (conjunto de actividades que inclui o ciclo de palestras “Ciência em Português”, uma série de artigos publicados em jornal – “Um investigador em Portugal” e curtas-metragens com investigadores – “Ciência na 1ª pessoa”).

Publicado por Sílvio Mendes

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Vê-se à segunda (16): Eratóstenes e a circunferência de uma coisa chamada Terra


Viagem rápida até III. a. C. para recordar os contributos de Eratóstenes na exigente arte do cálculo. O episódio, que recria a primeira experiência conhecida sobre a medição da circunferência da Terra, e que foi exibido pela primeira vez em 17 de Julho de 2009, integra a interessante saga de programas televisivos (com episódios a não ultrapassarem os quatro minutos) Ciencia en Acción (mais bons ventos de Espanha).

Publicado por Sílvio Mendes

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Ciência na UL: Bater os pés sem bater as botas ou como o cérebro entende o significado das palavras


Ana Luísa Raposo
é investigadora no Centro de Investigação em Psicologia, na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa e apresenta, na próxima sexta-feira, 2 de Julho, às 18h30, no Museu da Ciência da Universidade de Lisboa, a palestra intitulada «Bater os pés sem bater as botas: como o cérebro entende o significado das palavras».

A sessão explorará, por exemplo, como o cérebro distingue o sentido literal e metafórico das palavras e é a quarta do ciclo de palestras “Ciência em Potuguês”, que começou em 21 de Maio e já contou com intervenções de Miguel Centeno Brito, José Eduardo Franco e Hugo Cardoso.

Sinopse:

O significado que atribuímos às palavras e a sua representação no cérebro está no cerne tanto dos estudos clássicos como de investigações de ponta. Apesar de as palavras terem um significado específico, este é quase sempre influenciado pelo contexto. Quando ouvimos “A Maria bateu o pé” ou “A Maria bateu as botas”, como sabemos que frases tão diferentes têm significados tão diferentes? O trabalho de Ana Luísa Raposo tenta descobrir como regiões neuronais interagem para extrair o significado correcto dos conceitos e como o cérebro distingue o sentido literal e metafórico das palavras.»


Este texto integra o dossier especial criado para o “Ciência na UL” (conjunto de actividades que inclui o ciclo de palestras “Ciência em Português”, uma série de artigos publicados em jornal – “Um investigador em Portugal” e curtas-metragens com investigadores – “Ciência na 1ª pessoa”).

Publicado por Sílvio Mendes

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Avaria no barómetro ou os portugueses andam mesmo de costas viradas para a ciência e tecnologia?

São números que não surpreendem muito mas que nem por isso devem ser ignorados. A julgar pelos resultados do Euro barómetro sobre a atitude dos europeus relativamente à ciência e tecnologia, persiste a urgência e necessidade de Portugal reforçar a aposta na comunicação de ciência e na divulgação da cultura científica. Que nos dizem então os números? Isto (ontem publicado no Jornal Público)*:

- 35 por cento dos portugueses dizem não se interessar de todo por descobertas científicas e progresso tecnológico [o quarto valor mais elevado entre os 27, atrás da Roménia, Lituânia (ambas com 37 por cento) e Bulgária (36 por cento)]

- Apenas 14 por cento dos portugueses se dizem “muito interessados” nas novidades científicas e tecnológicas, o terceiro valor mais baixo da UE (atrás da Bulgária e da Lituânia), e muito aquém da média comunitária de 30 por cento.

- Os portugueses são também dos europeus que se consideram menos informados sobre as novidades relativamente à ciência e tecnologia, com somente 3 por cento a dizerem-se “muito informados” (o valor mais baixo entre os 27), 38 por cento “moderadamente informados” e 57 por cento “mal informados”, o terceiro valor mais elevado entre os 27 (atrás da Bulgária e da Roménia).

* Inquérito conduzido em Portugal pela TNS Euroteste, entre 30 de Janeiro e 16 de Fevereiro passado, junto de 1027 pessoas.

Publicado por Sílvio Mendes

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Ciência na UL: Séries televisivas como “Bones” e “CSI” – onde está a realidade e quais as consequências da ficção?


Hugo Cardoso,
investigador do Centro de Biologia Ambiental, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, conduz, na próxima sexta-feira, às 18h30, no Museu da Ciência da Universidade de Lisboa, uma palestra intitulada «O que nos contam os ossos: realidade e ficção em séries televisivas como “Bones” e “CSI”».

É a terceira sessão do ciclo de palestras “Ciência em Português”, em curso desde 21 de Maio. A entrada é livre.

Sinopse:

«A antropologia forense constitui a aplicação de conhecimentos de antropologia biológica e questões de direito, sobretudo no que concerne à identificação de ossadas humanas e à determinação das circunstâncias em que a morte terá ocorrido. Séries televisivas como “CSI” e, em especial, “Bonés”, procuram retratar fielmente, ainda que de forma ficcionada, esta actividade pericial. Quanto é realidade e quais as consequências práticas da ficção?»


Este texto integra o dossier especial criado para o “Ciência na UL” (conjunto de actividades que inclui o ciclo de palestras “Ciência em Português”, uma série de artigos publicados em jornal – “Um investigador em Portugal” e curtas-metragens com investigadores – “Ciência na 1ª pessoa”).


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