Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the Comportamento

Machos que choram tem mais relações sexuais

ResearchBlogging.orgQuem aqui não tem um amigo chorão, ou conhece algum homem que chora mais que o normal? Sempre tachamos esses camaradas como frescos, menininhas ou coisas bichinha. Mal sabemos nós. Isso nada mais é que uma estratégia para conseguirem mais parceiras sexuais. Bem, pelo menos em camundongos isso tem alguma probabilidade de ser verdade.

Pesquisadores japoneses estudaram o ferormônio ESP1. Ele é secretado junto com as lágrimas do animal, e tem como produto um aumento na receptividade das fêmeas a esses machos chorões. Esses cientistas observaram que neurônios sensitivos, presentes em uma parte do aparelho respiratório do camundongo chamado órgão vomeronasal ou órgão do Jacobson, apresentam receptores do tipo V2Rp5 capazes de detectar o ESP1 e, a partir daí, estimular uma resposta comportamental na fêmea, fazendo com que ela arqueie (aumente a lordose) melhor suas costas permitindo um melhor "encaixe" na hora da cópula. Quando o ferormônio se liga no seu receptor nos neurônios presentes no aparelho respiratório da camundongo fêmea, é gerada uma transmissão de sinal para os núcleos amigdalóides e hipotalâmico do cérebro via o bulbo acessório olfatório.

camundongo.jpgESP1 fazendo efeito! Ah, moleque!!!

Esse estímulo parece ser sexo-específico, isto é, só funciona com fêmea. O que é algo muito bom, pois imaginem um camundongo chorando e seus amigos ficando excitados e atraídos sexualmente por ele! Assista aos vídeos do grupo controle (sem exposição ao ferormônio) e o grupo com exposição ao ferormônio.

Ferormônios são amplamente encontrados na urina de animais, vide a ação repetitiva de algumas espécies urinarem em todos os lugares para marcar território ou para detectar parceiros em época reprodutiva. Porém, ferormônio em lágrimas podem ser uma outra alternativa, visto que permanecem "presos" ao corpo do macho quando secam. Será que isso tem a ver com o comportamento dos camundongos esfregarem o rosto toda hora?

Bem, só pelo efeito ser nas fêmeas e ainda ser de aumentar a receptividade sexual, ser chamado de chorão entre os camundongos deve ser um baita elogio. Esse tipo de efeito ainda não foi detectado em humanos. Mas acho que pode existir sim, pois é comum mulher achar bonitinho homem chorar. Será que é o ferormônio fazendo efeito?

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Chimpazés e Homens

John Mitani é Ecologista comportamental de primatas pela Universidade de Michigan, e na edição de ontem da Current Biology, ele e seus colaboradores publicaram o trabalho "Lethal intergroup aggression leads to territorial expansion in wild chimpanzees". Leia mais em Science Daily.
Eles mostram que grupos de chimpanzés matam violentamente indivíduos de bandas vizinhas para domínio de território e captura de alimento disponível.

Crédito: iStockphoto/Gary Wales

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O comportamento agressivo dos primatas reflete a essência do princípio espiritual que desabrocha nesses seres. Simples e ignorantes, assim foram criados, e por isso fazem o necessário para sua sobrevivência, precisam de alimento e espaço como qualquer ser. É aí também, que percebem que matando, assassinando, "dando fim" no oponente eles podem se sobressair em "qualquer situação". Algum dia, perceberão que seus métodos violentos não são corretos, mas sim os mais "fáceis". A escolha entre o "fácil" e o "correto" um dia vai lhes proporcionar uma fase de erro e acerto em um mundo de transição, onde quem não fez a escolha certa terá que rever seus pensamentos, aqui ou em outro lugar.
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Quer ser mais atraente? Levante o braço como todo mundo!

chama maré.jpg
Os caranguejos chama-maré são bem comuns nas áreas de manguezais. Estes animais pertencem ao gênero Uca. O interessante é observar o balé dos machos levantado suas pinças. Eles possuem uma, do par de pinças, bem desenvolvida. É como se malhassem somente um dos braços (comportamento típico dos adolescente humanos do sexo masculino).




Esse movimentação da pinça mais desenvolvida tem bastante importância na época de reprodução e na disputa por espaço. Um trabalho publicado na revista Biology Letters indicou que, na disputa para chamar atenção da fêmea, os machos podem levantar e abaixar (como um aceno) mais de 20 vezes a pinça. E o mais interessante, machos que começa a ver esse comportamento em outros machos, passam a fazer o aceno também, mesmo sem ter visto a fêmea ainda. Isto é, ao ver que tem um outro macho se comportando como se tivesse chamando atenção de uma fêmea, os outros machos começam a tentar chamar a atenção também, mesmo sem ter visto a fêmea. Assim, todos entram em um louco frenesi de tentarem mostrar que o deles é maior e que balançam mais que o dos outros concorrentes.


chama maré.gifMelhor eu começar a acenar, vai que o meu é maior!


A questão, pelo menos entre os caranguejos, é espionar seus concorrentes. E entre eles, tamanho deve fazer a diferença, senão não teriam pinças tão desproporcionais!

Fonte: ScienceNow



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Dia sem Tabaco

deveria ser todos os dias...

Uma em cada dez pessoas morrem por causa direta do fumo, sendo a segunda causa mortis mais frequente depois das doenças cardio-vasculares(que, de certa forma, também podem estar relacionadas a este hábito).
Não atinge só quem fuma, mas quem se encontra próximo ao fumante e também quem permanecer no ambiente por pelo menos 48 horas após.
Hoje é o dia mundial sem o tabaco. Um dia que poderia se tornar todos os dias.
Se você fuma e quer parar, procure ajuda de um médico. Ele ajudá-lo a superar este hábito.Continue a ler Dia sem Tabaco

Mude e o Mundo Muda em Volta de Você: A Dimensão da Felicidade

Ao longo da história humana, a busca por uma vida plena sempre foi motivo de reflexões, e no passado a Filosofia descrevia a conquista da felicidade como resultado das nossas posturas éticas, das nossas práticas na vida. O mundo seria tão bom quanto nossas ações! Hoje, parece que estamos perdendo essa dimensão ética e cada [...]Continue a ler Mude e o Mundo Muda em Volta de Você: A Dimensão da Felicidade

Gato-maracajá simula chamadas de Sauim-de-coleira para atrair suas presas

Gato-maracajá (Leopardus wiedii), fonte - wikipedia

Mesmo se passarem anos no campo, os pesquisadores raramente testemunham a predação de primatas. Os gatos, aves e outros caçadores regularmente se alimentam de espécies de primatas, mas o que sabemos sobre os hábitos dos caçadores de primatas frequentemente vem a partir de ossos e unhas encontradas nas fezes do predador. De vez em quando, porém, alguém está no lugar certo e na hora certa para observar uma tentativa do predador de pegar um primata para o jantar e uma observação recente na Amazônia revelou uma técnica engenhosa de caça empregada por um pequeno gato malhado.

Embora seja conhecido pela ciência por quase 200 anos, o gato-maracajá (Leopardus wiedii) ainda é um dos mais enigmáticos gatos do mundo. Ele passa a maior parte de sua vida nas árvores das florestas tropicais da América Central e do Sul, e, como acontece com muitas espécies arbóreas, ela se tornou especialmente difícil de seguir e estudar. Conforme relatado por Ellen Wang, com base em 20 amostras fecais, sabemos que grande parte da sua dieta é composta de pequenos roedores, mas como os gatos efetivamente caçam estes animais no topo das árvores é amplamente desconhecido.

Para descobrir, os pesquisadores Fabiano de Oliveira
Calleia, Fabio Rohe e Marcelo Gordo entrevistaram pessoas que tinham vivido na floresta por toda a sua vida sobre como os gatos-maracajá caçam. Curiosamente, uma observação comum era que os gatos imitam as chamadas de suas presas para atraí-las. Pumas, leopardos e onças-pintadas têm sido observadas utilizando essas técnicas e em 2005 os pesquisadores foram capazes de confirmar os relatos.

Ao fazer observações de campo na Reserva Florestal Adolpho Ducke, os pesquisadores avistaram um grupo de oito sauins-de-coleira (Saguinus bicolor), que havia se estabelecido em uma figueira para se alimentar. Havia um gato-maracajá por perto, mas ao invés de investir contra o grupo de primatas, o gato fez chamadas imitando os filhotes de sauim. O macaco que estava de vigia não sabia o que fazer diante dessa situação. Ela subia e descia da árvore, numa tentativa de descobrir o que estava acontecendo, fazendo chamadas para alertar os outros sauins que algo suspeito se passava. Depois de alguns minutos, as chamadas estranhas pararam, mas cerca de dez minutos depois, os quatro macacos
restantes foram para longe deste ponto de alimentação. O gato-maracajá foi vindo em direção a eles

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O cão que sabe contar até 10 – O fenómeno Clever Hans

O cão que sabe contar até 10 – O fenómeno Clever Hans No vídeo que se segue podem ver um cão a contar, aparentemente. Mas será que está mesmo a contar? Para respondermos a esta questão vamos recuar no tempo e recordar um cavalo que “sabia” fazer contas; o cavalo conhecido como “Clever Hans“. Este cavalo aparentava conseguir realizar [...]

(Nota: Clique no titulo para ler o post/artigo completo.)

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Botox e Henna

Clamoroso acontecimento na semana passada nos EUA foi a condenação do laboratório fabricante do Botox a pagar uma indenização milionária (15 milhões de dólares) a uma médica ginecologista submetida a tratamento com a toxina.
A médica, diretora clínica de um hospital de Oklahoma, o Lakeside Women's Hospital, tinha as famosas ruguinhas e pés de galinha e decidiu submeter-se ao tratamento. A médica, em seguida, passou a ter enfraquecimento da musculatura esquelética, desenvolvendo quadro clínico compatível com botulismo, o que a impediu de exercitar sua profissão. Embora o parecer do tribunal fosse favorável ao laboratório, a condenação se deu por negligência e indicação "off label" do medicamento como se o mesmo fosse inóquo.
Para alguns, a sentença foi uma questão administrativa e não clínica. Porém quando alguns indicam Botox para depressão, me faz pensar duas vezes.

E nos Emirados Árabes um estudo epidemiológico sugeriu que a elevada incidência de leucemia (LMA e LA) em mulheres naquele país, possa ser devida ao uso frequente de henna (e outros corantes sintéticos) e a reduzida exposição ao sol com deficiência de vitamina D. Os autores sugerem mais estudos neste sentido. Para quem quiser ler mais:

Hassan IB, Islam SI, Alizadeh H, Kristensen J, Kambal A, Sonday S, Bernseen RM.
Acute leukemia among the adult population of United Arab Emirates: an epidemiological study.
Leuk Lymphoma. 2009 Jul;50(7):1138-47.Continue a ler Botox e Henna

Poder x amor. Quem vence?

martin-luther-king.jpgEstive na Conferência Internacional (CI) Ethos 2010. A CI é organizada pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, criado em 1998 por um grupo de empresários e executivos. Durante o evento, são realizadas várias palestras e debates sobre sustentabilidade atrelada a questões empresariais. Bastante voltadas para as empresas que estão começando a se interessar pelo tema ou empresários que querem investir em novas tecnologias que poupam mais o meio ambiente.

Apesar das palestras, o que me chamou mesmo a atenção, foi o discurso do autor do livro "Amor e Poder", o canadense Adam Kahane, especialista em resoluções de conflitos empresariais e sociais.

Era o lançamento do livro dele. Umas das primeiras frases de Kahane foi algo do tipo: "Não vejam minha palestra pensando que sabem tudo sobre o assunto. Tentem ficar abertos para novas ideias". Hum, pensei, ok. Vamos ver o que ele tem a dizer. Kahane começou contando que, há 20 anos, trabalha em resolução de conflitos. Foi para a África do Sul trabalhar, na época do apartheid. Se apaixonou por uma mulher. E por lá está até hoje.

Na África, matutou: "Por que os desafios sociais emperram?" Na época do apartheid, o povo sul africano brincava que existiam duas maneiras de resolver o problema deles - resumindo, a segregação racial. O jeito miraculoso era dar certo os debates formados por brancos e negros e pelas opiniões opostas. O possível era ajoelhar e ter as preces atendidas. Por incrível que pareça, o milagre aconteceu.

De acordo com Kahane, isso foi possível porque o poder e o amor se equilibraram. Ele usa a definição, em poucas palavras, de que poder é a motivação em realizar de maneira ampla, o desejo de alcançar um objetivo. O amor, o impulso pela unidade, de se unir a outras pessoas. Os dois podem trazer dois tipos de frutos. No caso do poder, ele pode construir tanto como oprimir e destruir. O amor, gerar e dar a vida ou degenerar e reprimir. A falta do amor degenera o poder. A falta de poder torna o amor degenerativo. "O poder do amor pode ser negligente. E o poder sem amor, anêmico", disse.

Qual a solução? Tentar o equilíbrio. Para ele, o poder não é inimigo do amor. "Grandes empresas que trabalham sem se preocuparem com a unidade podem gerar um resultado catastrófico", alertou o autor. Ele acredita que, agora, de modo geral, precisamos…

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CIÊNCIA EM FAMÍLIA


Informação recebida do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra

DESCOBRE OS ANOS INCRÍVEIS | 18 DE ABRIL (11H00)

Birras, protestos, desobediência, intolerância à frustração ou mesmo agressividade: todos pais são diariamente confrontados com as atitudes desafiadoras das crianças. Mas será que lhes respondem da melhor maneira? O programa "Anos Incríveis" já chegou a Portugal e promete ajudar as famílias a lidar com os problemas de comportamento dos mais novos. Um projecto a conhecer no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra.

Nos EUA existe há mais de três décadas e está agora a ser implementado em Portugal para ajudar pais e educadores a prevenir comportamentos problemáticos nas crianças, desde uma simples birra à manifestação de atitudes agressivas. O programa "Anos Incríveis" vai estar em destaque no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra. No dia 18 de Abril às 11 horas, pais e crianças são convidados a participar numa sessão que promete ajudar as famílias a interagir melhor com os mais novos.

"O grande objectivo do programa 'Anos Incríveis' é ajudar os pais a lidar com todos aqueles comportamentos mais desafiadores e difíceis - por exemplo, comportamentos agressivos, opositivos, falta de tolerância à frustração, birras e não obediência", explicam as investigadoras da FPCEUC, Andreia Azevedo e Tatiana Carvalho Homem. Mas não só: "paralelamente, pretende aumentar as competências sociais das crianças, melhorar as suas estratégias de resolução de problemas e gestão das emoções e promover as suas competências académicas e prontidão escolar", sublinham.

Segundo as investigadoras, que participam num projecto da FPCEUC sobre aplicação do programa em Portugal, "de uma forma geral, os pais que recorrem ao programa sentem-se mais competentes para lidar com os problemas de comportamento das crianças e utilizam mais estratégias positivas".

De resto, o objectivo é ajudar todas as famílias. "O programa pode ser utilizado com crianças de famílias ditas saudáveis , bem como com crianças com perturbação de comportamento já diagnosticada", frisam.

No programa 'Anos Incríveis" são trabalhadas aptidões como brincar, elogiar e recompensar a criança, dar ordens de forma eficaz, estabelecer limites, ignorar, aplicar consequências e promover estratégias de resolução de problemas.

No Museu da Ciência, Andreia Azevedo e Tatiana Carvalho Homem vão apresentar aos pais a filosofia e as principais ideias do programa "Anos Incríveis" e dinamizarão algumas actividades pensadas para os mais novos. "As crianças serão convidadas a brincar, fantasiar, desenhar, pintar, ler livros, fazer jogos, de acordo

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