Archive for the Ciências Sociais
Carta aberta aos leitores
Caros colegas, nosso blog surgiu com uma proposta clara, divulgar as ciências sociais do ceará, mas essa não foi a nossa única intenção. Acabamos por promover não só a ciência social do Ceará, mas sim uma ciência social forte e combativa, do Ceará, do Nordeste, do Brasil e em Moçambique....
Muitos leitores já nós enviaram emails mostrando sua satisfação com o blog, outros pediram para aumentar o conteúdo. Bem a cada dia que passa mais membros vê se juntando a nós para construir essa corrente.
Hoje nos estamos participando do Prêmio Blog Books e os blogs mais votados vão para ANÁLISE e os escolhidos VIRAM LIVRO.
Então eu venho aqui pedindo o seus votos...
Um abraço e vamos a luta....
Vote aqui
Continue a ler Carta aberta aos leitores
Muitos leitores já nós enviaram emails mostrando sua satisfação com o blog, outros pediram para aumentar o conteúdo. Bem a cada dia que passa mais membros vê se juntando a nós para construir essa corrente.
Hoje nos estamos participando do Prêmio Blog Books e os blogs mais votados vão para ANÁLISE e os escolhidos VIRAM LIVRO.
Então eu venho aqui pedindo o seus votos...
Um abraço e vamos a luta....
Vote aqui
Edital para publicação de artigos

EDITORIAL | CHAMADAS PARA PUBLICAÇÃO | REVISTA PERSPECTIVAS SOCIAIS | EDIÇÕES | EXPEDIENTE |CONTATO
Chamada para publicação
Com o objetivo de divulgar trabalhos acadêmicos provenientes das diversas áreas das Ciências Sociais, a revista Perspectivas Sociais: Revista Do Corpo Discente Do PPGCS-UFPel convida todos os alunos vinculados a programas de pós-graduação ou pós-graduados para o envio de propostas de artigos e resenhas, as quais estaremos recebendo no período de 02 de agosto a 01 de outubro de 2010 para a apreciação do conselho científico e possível publicação na primeira edição, que será exclusivamente eletrônica, prevista para dezembro de 2010. Salienta-se que todos os trabalhos serão submetidos à avaliação dos membros do conselho científico de maneira sigilosa. Estes elaborarão um relatório sobre o artigo analisado que será enviado para o(s) autor(es) com o aceite ou não do trabalho. Por fim, importa mencionar que a decisão sobre a adequação dos trabalhos enviados nas respectivas áreas de conhecimento das Ciências Sociais caberá ao conselho editorial da revista.
ANPOCS – BOLETIM ELETRÔNICO Nº 7
|
…
Continue a ler ANPOCS – BOLETIM ELETRÔNICO Nº 7Conversas Filosóficas Centro Cultural BNB
AGOSTO 2010
O Liberalismo e Tirania das Massas Dia 14, sábado, 16h Expositor: Prof. Dr. Átila Amaral Brilhante, Doutor em Filosofia pelo University College London, Professor dos cursos de Graduação e Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Ceará. Discutiremos, nesta edição do Programa Conversas Filosóficas, como o liberalismo de John Stuart Mill enfrenta o problema do 'individualismo' levantado por Tocqueville. Para este último, o distanciamento dos indivíduos das questões concernentes à esfera pública os fragiliza diante de um estado cada vez mais concentrador de poder. Mill aceita, em grande parte, a abordagem de Tocqueville e elabora uma solução liberal para o problema levantado. Resta, contudo, uma questão de fundo: há uma solução liberal para o problema do individualismo? 240min.
Documentário: Notícias de uma Guerra Particular
Notícias de uma Guerra Particular é um documentário brasileirode 1999, produzido pelo cineasta João Moreira Salles e pela produtora Kátia Lund.
O documentário tem como principais personagens os policiais, traficantes de drogas e os moradores das favelas. É mostrada, também, a vida no Morro Dona Marta, em Botafogo, na zona sul da cidade.
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
Parte 6
Parte 7
Parte 8
Parte 9
Parte 10
III Mostra LEME de Fotografias e Filmes Etnográficos
Durante o III Seminário LEME serão realizadas exposições de ensaios fotográficos e exibição de filmes etnográficos. A seleção do material é voltada para as produções situadas em contextos de pesquisas etnográficas. Os Trabalhos fotográficos estarão expostos durante todo o evento e no dia 28 ocorrerá a mostra de filmes etnográficos.
Para mais informações visite o Blog da III Mostra LEME: www.3leme.blogspot.com
Sobre as inscrições:
Já estão disponíveis na seção "Inscrições" as informações para o participante efetuar a sua inscrição no evento. Lá vocês terão acesso a todas as informações necessárias pra fazer parte do evento, como local de pagamento, valores e prazos.
Hospedagem para Estudantes:
Os estudantes de outros estados que queiram participar do III Seminário do LEME e III Mostra de Fotografias e Filmes Etnográficos e procuram um lugar para ficar, temos a opção de hospedagem na Casa das Irmãs, localizada na Av. da Universidade, quase em frente ao prédio das Ciências Sociais/UFC. São 40 (quarenta) quartos com banheiro e 60 (Sessenta) camas. Sendo possível hospedar até 100 (cem) pessoas no local.
Local: Recanto do Sagrado Coração.
Endereço: Av. da Universidade, 3106 - Benfica (Próximo à reitoria da UFC).
Telefone: (85) 3281-4139 (Falar com irmã Terezinha).
Email: irmaterezinhasilva@gmail.com
Tabela de Preços:
Diária completa - R$45,00;
Diária com café da manhã e Jantar - R$30,00;
Diária com café da manhã - R$25,00;
Diária (sem refeição) - R$20,00.
OBS.: Pagamento com 15 dias de antecedencia.
Contatos - Comissão organizadora:
MAPPS - (85) 31019887 / Maíra - (85) 86253287
A morte como acontecimento – Daniel Lins

Fazer da morte um acontecimento, isto é, um belo movimento de vida, evitando assim que não se transforme a vida em um canto de morte, eis o que torna cada um experimentador não da eternidade, mas da invenção cotidiana da própria vida. Inventar a vida, em todos os instantes, não é nossa “santa vingança” contra a morte, embora sabendo, como os grandes artistas, que só os organismos morrem? A arte não é algo que resiste a morte, tornando-a acontecimento? A morte, pois, como reinvenção dos sentidos, ali onde tudo parecer padecer. O artista, o pintor, sobremodo o barroco, ao representar um morto ou a morte com imagens não são mais terrestres, não mais humanizadas, não associa a morte a certa forma de sedução ou de erotismo, à maneira do cinema contemporâneo japonês? A morte como acontecimento, ao ultrapassar as fronteiras do Ocidente, não encontra no luto do “Outro” um limiar de vida, um puro acontecimento?
Palestra com Daniel Lins gravada no dia 5 de novembro de 2008.
Assista à íntegra da palestra.
Email de uma jovem cientista social
Bom dia
Eu fiz a escolha de entrar na faculdade no curso de ciencia social em bacharel. Só que estou sendo muito criticada por alguns amigos dizendo que este campo não tem emprego. E que não é considerado uma profissão e sim uma ocupação. Principalmente para o interior onde moro. Queria então, um conselho, uma ajuda, uma sugestão, algo assim. Poderia alguém me ajudar.
Agradeço pela atenção.
ass.: Aline Sobral-CE
__________________________________________________________________________
Cara Aline,
Meu nome é Pedro Mourão, tenho 24 anos, e hoje faço mestrado em Sociologia na Universidade Federal do Ceará. Eu me graduei há pouco tempo pela Universidade Estadual do Ceará. Tentei a seleção da pós-graduação no ultimo semestre da graduação e passei. Assim como você eu tinha muitas dúvidas em relação ao curso.
Será que eu vou conseguir emprego?
Será que há emprego?
Será que eu posso pagar as contas sendo um cientista social no Ceará?
Sendo bem sincero, atualmente o nosso mercado de trabalho não é dos melhores, mas já está bem melhor do que quando eu entrei no curso em 2005.
Existem várias oportunidades de emprego, principalmente na área de educação, trabalhando como professor.
Você também pode trabalhar em ONGs, ou melhor, ainda montar a sua própria ONG.
É triste ter que te dizer isso, mas o curso de ciências sociais é uma faculdade feita para pessoas que tenham no mínimo a classe média. Calma! Eu digo isso por que entre a UEVA, UFC, UECE, URCA e Unifor, só a UEVA têm o curso noturno. Recentemente a UFC também implantou a ciências sociais noturna. Fazer faculdade de manhã implica que os alunos terão maior dificuldade de conseguir um emprego, porque, simplesmente, poucas são as empresas que querem um empregado que só trabalhe de tarde. Isso significa que na maioria dos casos os alunos de ciências sociais são obrigados ter uma base econômica boa. Ou seja, papai e mamãe tem que bancar o sujeito.
Durante a graduação você terá a oportunidade de tentar trabalhar na área, como por exemplo, fazendo uma seleção de monitoria dentro da sua própria universidade, ou seleção para uma bolsa de
Eu fiz a escolha de entrar na faculdade no curso de ciencia social em bacharel. Só que estou sendo muito criticada por alguns amigos dizendo que este campo não tem emprego. E que não é considerado uma profissão e sim uma ocupação. Principalmente para o interior onde moro. Queria então, um conselho, uma ajuda, uma sugestão, algo assim. Poderia alguém me ajudar.
Agradeço pela atenção.
ass.: Aline Sobral-CE
__________________________________________________________________________
Cara Aline,
Meu nome é Pedro Mourão, tenho 24 anos, e hoje faço mestrado em Sociologia na Universidade Federal do Ceará. Eu me graduei há pouco tempo pela Universidade Estadual do Ceará. Tentei a seleção da pós-graduação no ultimo semestre da graduação e passei. Assim como você eu tinha muitas dúvidas em relação ao curso.
Será que eu vou conseguir emprego?
Será que há emprego?
Será que eu posso pagar as contas sendo um cientista social no Ceará?
Sendo bem sincero, atualmente o nosso mercado de trabalho não é dos melhores, mas já está bem melhor do que quando eu entrei no curso em 2005.
Existem várias oportunidades de emprego, principalmente na área de educação, trabalhando como professor.
Você também pode trabalhar em ONGs, ou melhor, ainda montar a sua própria ONG.
![]() |
| Karina Bacchi não é cientista social, mas bem que podia ser :) |
É triste ter que te dizer isso, mas o curso de ciências sociais é uma faculdade feita para pessoas que tenham no mínimo a classe média. Calma! Eu digo isso por que entre a UEVA, UFC, UECE, URCA e Unifor, só a UEVA têm o curso noturno. Recentemente a UFC também implantou a ciências sociais noturna. Fazer faculdade de manhã implica que os alunos terão maior dificuldade de conseguir um emprego, porque, simplesmente, poucas são as empresas que querem um empregado que só trabalhe de tarde. Isso significa que na maioria dos casos os alunos de ciências sociais são obrigados ter uma base econômica boa. Ou seja, papai e mamãe tem que bancar o sujeito.
Durante a graduação você terá a oportunidade de tentar trabalhar na área, como por exemplo, fazendo uma seleção de monitoria dentro da sua própria universidade, ou seleção para uma bolsa de
…
Continue a ler Email de uma jovem cientista socialO preço da falsa ciência
Relendo o sempre ótimo Fads & Falacies in the Name of Science, de Martin Gardner, reparei que os ensaios sobre Lysenko e nazismo aparecem um em seguida do outro. Faz sentido: ambos tratam das consequências catastróficas de se tomar bobagem por ciência.
Trofim Lysenko (1898-1976) foi um agricultor soviético que caiu nas graças de Stálin e conseguiu impor à União Soviética, durante décadas, suas teorias infundadas sobre genética e produção agrícola.
Em linhas gerais, ele defendia a ideia de que uma mudança de ambiente poderia “destroçar” a herança genética das plantas — algo que talvez tenha parecido se harmonizar com o ideal socialista de criar um novo ser humano a partir da transformação social.
Sua obra é uma história de terror em duas partes. A primeira, feita pela perseguição, assassinato e intimidação dos geneticistas e agrônomos que se opunham a ele ou que tentavam manter alguma integridade científica e intelectual; a segunda, pelo atraso a que a agricultura soviética foi submetida durante seu período de graça.
O nazismo, claro, é um caso mais complicado. Sua matriz não foi apenas política e pseudocientífica, como também mitológica, cultural e religiosa.
Propostas para expulsar ou escravizar os judeus da Alemanha já apareciam em escritos de Martinho Lutero; Albert Einstein era ameaçado e atacado por fazer “física judia” bem antes da ascensão de Hitler; e o nacionalismo alemão fazia um apelo romântico à Idade Média e a tempos pagãos. Uma mixórdia.
De qualquer forma, o Reich não teve dificuldade para encontrar antropólogos dispostos a escrever rapsódias sobre a superioridade das “raças nórdicas”. Hans Günther(1891-1968), da Universidade de Jena, que segundo a Wikipedia continuou a publicar material racista e eugenista até 1959, é o exemplo mais destacado.
Gardner acerta o alvo ao escrever que os trabalhos de homens como Günther “são um testemunho contundente da facilidade com que uma ciência pode ser pervertida por fortes preconceitos emocionais que o cientista deriva não de seu objeto de estudo, mas das forças culturais que o cercam”.
Eu acrescentaria que a relação mantida entre a ciência real e trabalhos como os de Lysenko e Günther é a mesma que há entre aeroportos de verdade e as “pistas de pouso” e “torres de controle” de madeira que, em certa época, eram erguidas por moradores de ilhas do Pacífico para magicamente “atrair” aviões: alguma coincidência de forma, mas absoluta divergência de conteúdo.
por Carlos Orsi
Seção: FILOSOFANDO
27.julho.2010 11:15:37



