“Webstreaming” da XL Conferência da Divisão para as Ciências Planetárias

Nuno Peixinho @ Plutão não é um planeta Categorias: Ciência Geral, Ciências Planetárias, Sistema solar, conferencia
O quadragésimo encontro anual da Divisão para as Ciências Planetárias / Sociedade Astronómica Americana (do inglês: DPS/AAS) vai estar no ar, pela primeira vez, em "webstreaming" [para obter os "links" clique aqui].A conferência decorrerá em Ithaca, NY, EUA, de sábado dia 11 de Outubro a quarta-feira, dia 15. O programa detalhado pode ser obtido clicando aqui. As comunicações regulares são extremamente técnicas e breves, mas recomendo dar uma olhada pois frequentemente são anunciados resultados / descobertas um ano antes de estarem publicados. Na segunda-feira, dia 12, pelas 14:00 (hora de Nova York), decorrerão as palestras dos galardoados com os prémios Kuiper, Masursky e Sagan. A ver.

Gelo em Marte

Eduardo Cassús @ Meu amigo Soxhlet Categorias: Ciência Geral, Ciências Planetárias
A NASA anuncinou esta quinta-feira que a sonda Phoenix encontrou gelo na superfície do planeta vemelho, uma descoberta crucial na busca por água e sinais de vida no vizinho planetário mais próximo da Terra.A prova apareceu numa série de fotos enviadas pela sonda ao cavar sobre o círculo ártico de Marte, mostrando pedaços de material branco que pareceram derreter ao longo de vários dias.A presença de água é fundamental para saber se a vida, mesmo na forma microbiana, existe ou já existiu em Marte. Na Terra, a água é um componente imprescindível à vida.A Phoenix pousou em 25 de maio e descobriu o material branco sob poucos centímetros de solo. A NASA estava cautelosa quanto a composição do material pois ele poderia ser sal. Entretanto, uma seqüência de fotos mostrou os pedaços desaparecendo lentamente, confirmando a informação de que se tratava de água congelada.Embora a descoberta seja fascinante, é apenas o primeiro passo na missão principal da Phoenix: determinar se a água já fluiu em Marte e se a vida existe no planeta em qualquer nível.Nas próximas semanas, a equipe científica da missão irá analisar o gelo e o solo ...

Gêmeos

Categorias: Astronomia, Ciências Planetárias
De todos os planetas do Sistema Solar, Vênus é o mais parecido com a Terra, além de ser o mais próximo também na distância. Os dois têm massa, volume, área superficial, raio, densidade e velocidade de escape semelhantes.Mas as similaridades na forma e origem não se estenderam para um ponto fundamental: a vida. Enquanto o clima permitiu que a Terra florescesse, Vênus se tornou um lugar infernal, com atmosfera composta por 96,5% de dióxido de carbono e nuvens de ácido sulfúrico, pressão atmosférica 92 vezes maior e temperatura superficial que ultrapassa os 450ºC.Tentar entender o que deu errado é o objetivo da missão Venus Express, lançada em 2005 pela Agência Espacial Européia (ESA).Em oito artigos publicados na edição desta quinta-feira (29/11) da revista Nature, diversos grupos de cientistas apresentam os resultados das mais extensas análises feitas até o momento sobre o vizinho terrestre. Chamá-los de gêmeos não é exagero, ainda que tenham crescido de modo tão diferente.No artigo principal, destaca-se que apesar de Vênus não ter nem sombra da vida existente na Terra, as semelhanças entre os dois é o principal destaque – e foi muito maior na infância dos planetas.Segundo os estudos, as altas ...

Messenger

Categorias: Astronáutica, Ciências Planetárias
Antes do destino final, uma breve parada. Lançada em 2004, a espaçonave Messenger tem como missão aumentar o conhecimento humano sobre Mercúrio, o menos explorado dos planetas rochosos do Sistema Solar. No caminho, os cientistas da Nasa, a agência espacial norte-americana, aproveitaram para passar por Vênus.O Messenger sobrevoou nesta terça-feira (5/6) o vizinho terrestre em manobra para usar a gravidade do planeta como impulso para continuar a viagem até Mercúrio, onde deverá chegar em janeiro. A oportunidade de estar próximo a Vênus foi aproveitada pelos cientistas para realizar diversas medições com instrumentos a bordo da nave.Um dos aparelhos, construído por pesquisadores da Universidade do Colorado, tomou medidas das espessas nuvens e da superfície escondida do segundo planeta a partir do Sol. A ocasião também serviu para testar o equipamento, chamado de Espectrômetro da Composição Atmosférica e da Superfície de Mercúrio (Mascs, na sigla em inglês).Com sete instrumentos a bordo, o Messenger deverá ser o primeiro veículo construído pelo homem a orbitar Mercúrio e o primeiro a enviar dados do planeta mais denso do Sistema Solar depois da Terra. Para entrar em órbita de Mercúrio, o Messenger terá que percorrer 8,1 bilhões de quilômetros e ...

Temporada de Furacões no Atlântico

Categorias: Ciências Planetárias
Uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual do Colorado reafirmou na quinta-feira sua previsão de que a temporada de furacões de 2007 no Atlântico será mais movimentada do que o usual e contará com 17 tempestades tropicais, das quais nove se transformariam em furacões.Desses, cinco podem chegar à categoria 3 ou acima disso, com ventos de mais de 177 quilômetros por hora. A previsão divulgada na quinta-feira não traz grandes alterações em relação ao que ficou estabelecido em um relatório do dia 3 de abril a respeito da temporada de seis meses que começa na sexta-feira. Segundo os pesquisadores, havia uma chance de 74 por cento de ao menos um grande furacão atingir a costa dos EUA em 2007, com uma probabilidade de 50 por cento de que isso acontecesse no território banhado pelo oceano Atlântico e de 49 por cento na área banhada pelas águas do golfo do México. Uma temporada padrão costuma ter 11 tempestades tropicais, das quais seis transformam-se em furacões (com ventos de mais de 119 km/h) e duas transformam-se em grandes furacões. Outros meteorologistas do governo dos EUA ou de institutos de pesquisas também previram uma ...

Mais Problemas para a América Latina

Categorias: Ciências Planetárias, Ecologia
O aquecimento global aumentará o número de casos de doenças como a dengue e a malária na América Latina, advertiram nesta terça-feira em Buenos Aires especialistas sobre o impacto das mudanças climáticas na região.Ainda segundo o grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Evolução do Clima da ONU (IPCC, pela sigla em inglês), a América Latina pode enfrentar mais furacões, mais secas, tempestades, chuvas de granizo e desertificação nos próximos anos.Mas, segundo especialistas, a falta de informação básica, de bons sistemas de informação e a ausência de políticas coordenadas são as mais graves falhas da América Latina para prevenir e suavizar o impacto da mudança climática.Um dos cientistas do grupo responsabilizou os governos da região pela falta de visão política e de planejamento para a prevenção, a adaptação e a redução do impacto das ocorrências climáticas.

Tempo Quente

Categorias: Ciências Planetárias, Ecologia
O mundo acabou de passar pelos meses de janeiro e dezembro mais quentes desde o início dos registros, em 1880, disse na quinta-feira a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), agência do governo norte-americano que monitora essa estatística.O dado se refere à temperatura da terra e do oceano em todo o planeta entre dezembro de 2006 e janeiro de 2007.O recorde se deve em grande parte às elevadas temperaturas globais de janeiro. Contribuíram para o recorde a tendência de aquecimento global e o fenômeno El Niño em escala moderada no Pacífico.O segundo inverno boreal mais quente foi o de 2004, e o terceiro mais quente, em 1998. Todos os dez anos mais quentes da história foram registrados desde 1995.A temperatura combinada para o período dezembro-fevereiro foi 1,3 grau Celsius acima da média do século 20, segundo a agência.As temperaturas estiveram acima da média nesse período no Sudeste do Brasil, na Europa, na Ásia, no oeste da África e na parte nordeste dos Estados Unidos. Em parte da Arábia Saudita e na região central dos EUA a temperatura esteve inferior à média.A temperatura na superfície emersa durante o inverno boreal foi também a mais quente registrada. Nos ...

Poluição e Tempestades

Categorias: Ciências Planetárias, Ecologia
Um grupo de cientistas de diversas instituições dos Estados Unidos chegou a conclusão que a poluição produzida na Ásia altera a química da atmosfera e causa mudanças no padrão de tempestades no continente, que acabam influindo em todo o clima do hemisfério Norte.O estudo foi feito por um grupo coordenado por Mario Molina, do Departamento de Química e Bioquímica da Universidade da Califórnia em San Diego. Nascido na Cidade do México, Molina ganhou o prêmio Nobel de Química em 1995 por pesquisas com a camada de ozônio.Nas últimas décadas, análises feitas a partir de imagens obtidas por satélites revelaram um aumento nos aerossóis atmosféricos, especialmente sulfatos e fuligem derivada da queima de carvão, particularmente na Índia e na China. Os aerossóis influenciam na formação e duração de nuvens e na precipitação, mas não se sabe qual é a extensão dessa ação.No novo estudo, os pesquisadores analisaram dados atmosféricos colhidos entre 1984 e 2005 e verificaram a relação entre a emissão de poluentes na Ásia e a formação de nuvens convectivas profundas.O resultado foi o aumento no número de tempestades intensas. Comparação com nuvens convectivas profundas entre dois períodos, 1984 a 1994 e ...

O Ano Polar e o Brasil

Categorias: Ciências Planetárias, Ecologia
O Ano Polar Internacional (API), programa mundial de pesquisa para estudar os ambientes dos pólos Ártico e Antártico, envolverá cerca de 50 mil pesquisadores que conduzirão 227 projetos em 63 países até março de 2009.A participação brasileira envolverá 30 universidades e centros de pesquisas em 28 projetos. O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), com recursos dos Fundos Setoriais, disponibilizou para o evento cerca de R$ 9,2 milhões, que serão repassados em dois anos por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).Ano Polar Internacional: http://www.ipy.org/

Alpinismo Marciano

Categorias: Ciências Planetárias
Cientistas criaram novos mapas topográficos de Marte a partir de informações transmitidas por uma sonda européia que está orbitando o planeta vermelho.Os mapas são parecidos com os usados por alpinistas, pois oferecem contornos detalhados e nomes de formações geológicas da superfície de Marte.A Agência Espacial Européia (ESA), criadora dos mapas, disse esperar que eles se tornem um ponto de referência para futuras pesquisas sobre o planeta.As informações colhidas pela nave espacial Mars Express também foram transformadas em modelos tridimensionais de Marte.Os mapas topográficos usam linhas de contorno para mostrar as altitudes da paisagem marciana.As linhas de contorno se sobrepõem a imagens de alta resolução do planeta, colhidas por uma câmera à bordo do Mars Express.

A Culpa é Nossa

Categorias: Ciências Planetárias, Ecologia
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) deve anunciar nesta sexta-feira que as alterações no clima do mundo são “muito provavelmente” causadas pela ação humana.A expressão “muito provavelmente” do IPCC significa uma probabilidade acima de 90%.Essa declaração é mais forte do que a feita em 2001, ano em que foi lançado o último grande relatório do órgão.Cientistas ainda precisam trabalhar mais em cima de algumas questões – como a previsão do aumento do nível do mar – no relatório que será divulgado nesta sexta-feira.Os especialistas estão divididos. Alguns acreditam que é melhor seguir previsões conservadoras que indicam um aumento de meio metro no próximo século, baseadas em modelos de computadores que excluem o derretimento de geleiras.Para outros, o melhor seria incluir estimativas de quanta água se originará das camadas da Groenlândia e da Antártica Ocidental.As palavras exatas a serem usadas no relatório ainda não foram definidas. Acredita-se que a agência vá prever um aumento de temperatura entre 2º C e 4,5º C.As decisões tomadas em Paris, nesta semana, provavelmente vão produzir um resumo do estado atual da ciência meteorológica.O documento do IPCC atrai muita atenção de políticos, ...

O Sol é inocente

Categorias: Ciências Planetárias
Cientistas que pesquisavam como a água de Marte desapareceu descartaram um suspeito: novas medidas mostram que o Sol não foi o responsável.Eles mediram íons (partículas carregas) sendo levadas do planeta pelo vento solar, este também uma corrente de partículas carregadas.Quase nenhum oxigênio ou dióxido de carbono foi levado do planeta durante um ano de medições. O planeta vermelho já foi bem úmido antes da seca atual e o destino da atmosfera de dióxido de carbono é um dos maiores mistérios na planetologia marciana.Várias missões a Marte encontraram evidências indiretas de fluxo de água relativamente recente na superfície e é bem provável que o planeta tivesse sido coberto com lagos, ocenos e até mesmo rios.Uma teoria era a de que o vento solar teria levado a água. Uma equipe de pesquisadores mediram esta retirada usando a sonda Mars Express da Agência Espacial Européia. Mas os resultados inocentaram o Sol.Outra idéia é a de que um asteróide teria levado a atmosfera e a água de Marte em uma colisão.

Vida no planeta vermelho

Categorias: Ciências Planetárias
A análise de sedimentos de um rio cujo leito mostra similaridades com a composição de Marte aponta que a missão Viking da Nasa, de 1976, pode não ter percebido a presença de indícios de vida naquele planeta ao não completar totalmente a análise do material. Os instrumentos das duas sondas Viking que exploraram o planeta vermelho não detectaram a existência de baixos níveis de matéria orgânica na superfície, o que poderia indicar a existência de vida. Estes mesmos instrumentos serão usados nas próximas missões. O cientista mexicano Rafael Navarro-González, principal autor do estudo, disse que as novas conclusões deveriam servir para revisar os resultados da missão anterior da Nasa e incorporar outros métodos para a busca de vida em futuras explorações em Marte. As amostras ricas em jarosita (mineral composto de ferro) extraídas das águas do rio Tinto, que corre pela província de Huelva, sul da Espanha, e que possuem semelhança com as condições de Marte, foram determinantes nos primeiros resultados da pesquisa, afirmou o cientista. O rio Tinto possui águas, por efeito dos metais, vermelhas, densas, com grande escassez de oxigênio. Por isso, tradicionalmente pensava-se que não era possível existir vida. As últimas análises ...

Vida no planeta vermelho

Categorias: Ciências Planetárias
A análise de sedimentos de um rio cujo leito mostra similaridades com a composição de Marte aponta que a missão Viking da Nasa, de 1976, pode não ter percebido a presença de indícios de vida naquele planeta ao não completar totalmente a análise do material. Os instrumentos das duas sondas Viking que exploraram o planeta vermelho não detectaram a existência de baixos níveis de matéria orgânica na superfície, o que poderia indicar a existência de vida. Estes mesmos instrumentos serão usados nas próximas missões. O cientista mexicano Rafael Navarro-González, principal autor do estudo, disse que as novas conclusões deveriam servir para revisar os resultados da missão anterior da Nasa e incorporar outros métodos para a busca de vida em futuras explorações em Marte. As amostras ricas em jarosita (mineral composto de ferro) extraídas das águas do rio Tinto, que corre pela província de Huelva, sul da Espanha, e que possuem semelhança com as condições de Marte, foram determinantes nos primeiros resultados da pesquisa, afirmou o cientista. O rio Tinto possui águas, por efeito dos metais, vermelhas, densas, com grande escassez de oxigênio. Por isso, tradicionalmente pensava-se que não era possível existir vida. As últimas análises ...

Vida no planeta vermelho

Categorias: Ciências Planetárias
A análise de sedimentos de um rio cujo leito mostra similaridades com a composição de Marte aponta que a missão Viking da Nasa, de 1976, pode não ter percebido a presença de indícios de vida naquele planeta ao não completar totalmente a análise do material. Os instrumentos das duas sondas Viking que exploraram o planeta vermelho não detectaram a existência de baixos níveis de matéria orgânica na superfície, o que poderia indicar a existência de vida. Estes mesmos instrumentos serão usados nas próximas missões. O cientista mexicano Rafael Navarro-González, principal autor do estudo, disse que as novas conclusões deveriam servir para revisar os resultados da missão anterior da Nasa e incorporar outros métodos para a busca de vida em futuras explorações em Marte. As amostras ricas em jarosita (mineral composto de ferro) extraídas das águas do rio Tinto, que corre pela província de Huelva, sul da Espanha, e que possuem semelhança com as condições de Marte, foram determinantes nos primeiros resultados da pesquisa, afirmou o cientista. O rio Tinto possui águas, por efeito dos metais, vermelhas, densas, com grande escassez de oxigênio. Por isso, tradicionalmente pensava-se que não era possível existir vida. As últimas análises ...

Onde estão as luas de Vênus?

Categorias: Ciências Planetárias
Um dos maiores mistérios do Sistema Solar é saber por que Vênus não possui satélites. Um novo modelo sugere que nosso planeta vizinho pode ter tido um satélite, mas que foi destruído. Acredita-se que Lua da Terra foi formada quando um corpo do tamanho de Marte atingiu a Terra primitiva, ejetando material para o espaço, que depois coalesceu. Em geral, material lançado ao espaço simplesmente retorna para a superfície, mas a força do impacto distorceu temporariamente a forma da Terra e, portanto, o seu campo gravitacional, permitindo que este material permanecesse em órbita. Após a sua formação, a Lua afastou-se graudalmente da Terra devido à interações gravitacionais entre os dois corpos: a Lua afeta as marés da Terra, e essas marés reagem na Lua, acelerando-a às custas da rotação da Terra. Como Vênus tem tamanho e composição muito semelhante ao nosso planeta, é razoável supor que também tenha sido atingido por grandes objetos. Uma possibilidade é que esses impactos não tenham distorcido a gravidade venusiana o suficiente para manter os destroços em órbita. Outra é que o satélite se formou e ficou a deriva até escapar totalmente. O problema com esta última hipótese é ...

Onde estão as luas de Vênus?

Categorias: Ciências Planetárias
Um dos maiores mistérios do Sistema Solar é saber por que Vênus não possui satélites. Um novo modelo sugere que nosso planeta vizinho pode ter tido um satélite, mas que foi destruído. Acredita-se que Lua da Terra foi formada quando um corpo do tamanho de Marte atingiu a Terra primitiva, ejetando material para o espaço, que depois coalesceu. Em geral, material lançado ao espaço simplesmente retorna para a superfície, mas a força do impacto distorceu temporariamente a forma da Terra e, portanto, o seu campo gravitacional, permitindo que este material permanecesse em órbita. Após a sua formação, a Lua afastou-se graudalmente da Terra devido à interações gravitacionais entre os dois corpos: a Lua afeta as marés da Terra, e essas marés reagem na Lua, acelerando-a às custas da rotação da Terra. Como Vênus tem tamanho e composição muito semelhante ao nosso planeta, é razoável supor que também tenha sido atingido por grandes objetos. Uma possibilidade é que esses impactos não tenham distorcido a gravidade venusiana o suficiente para manter os destroços em órbita. Outra é que o satélite se formou e ficou a deriva até escapar totalmente. O problema com esta última hipótese é ...

Onde estão as luas de Vênus?

Categorias: Ciências Planetárias
Um dos maiores mistérios do Sistema Solar é saber por que Vênus não possui satélites. Um novo modelo sugere que nosso planeta vizinho pode ter tido um satélite, mas que foi destruído. Acredita-se que Lua da Terra foi formada quando um corpo do tamanho de Marte atingiu a Terra primitiva, ejetando material para o espaço, que depois coalesceu. Em geral, material lançado ao espaço simplesmente retorna para a superfície, mas a força do impacto distorceu temporariamente a forma da Terra e, portanto, o seu campo gravitacional, permitindo que este material permanecesse em órbita. Após a sua formação, a Lua afastou-se graudalmente da Terra devido à interações gravitacionais entre os dois corpos: a Lua afeta as marés da Terra, e essas marés reagem na Lua, acelerando-a às custas da rotação da Terra. Como Vênus tem tamanho e composição muito semelhante ao nosso planeta, é razoável supor que também tenha sido atingido por grandes objetos. Uma possibilidade é que esses impactos não tenham distorcido a gravidade venusiana o suficiente para manter os destroços em órbita. Outra é que o satélite se formou e ficou a deriva até escapar totalmente. O problema com esta última hipótese é ...
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