Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the Ciência

Professor de psicologia responsabilizado por conduta imprópria em ciência

Professor de psicologia responsabilizado por conduta imprópria em ciência O Boston Globe noticia que o conceituado professor de psicologia Marc Hauser foi dado como responsável de oito instâncias de conduta imprópria pela Universidade de Harvard. Tal se reporta a três artigos publicados e outras cinco experiências adicionais. O assunto está ainda a ser investigado pelos representantes legais [...]

(Nota: Clique no titulo para ler o post/artigo completo.)

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Mais um Doutor!

Dr Placco

Dr Placco

É com grande satisfação que o Café com Ciência anuncia o mais fresco novo doutor do IAG, e deste blog: Dr Vinícius Moris Placco!

Uma salva de palmas para ele!


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A necessidade da garantia pseudocientífica (Série pseudociências – Parte 8#)

Ao longo da série de ensaios que fiz acerca das pseudociências, expus que as pseudociências passam-se como ciência, embora não utilizem o método científico. Este processo está embasado na garantia social que a pseudociência tenta possuir quando põe-se como ciência (visto que na ciência, como postulei, sua garantia social é em decorrência de sua garantia metodológica).

Este processo é extremamente vital para a manutenção da pseudociência: ela necessita usufruir de uma garantia social alheia, sem mesmo possuir uma garantia metodológica; o que acaba por se tornar possível instrumento de persuasão e com sua garantia social inócua (pois a garantia social deve ser apenas um reflexo perante a um grupo social de uma outra garantia, como a metodológica). Assim é compreensível o mecanismo da pseudociência quando esta tenta se passar por ciência, como uma mimese, para que seus adeptos possam estampar uma suposta garantia dita e passada como “científica”, quando na verdade apenas é uma garantia social.

Carta Natal Astrológica

Carta Natal Astrológica

Bem, o que estou dizendo acima não é tão chocante se você já tiver lido o meu ensaio “A garantia social da ciência (Série pseudociências – Parte 6#)“. É de certa forma, um resumo do que eu já disse anteriormente.

Mas por qual razão tocar neste assunto, novamente?

Bem, a razão por tocar neste assunto novamente é porque este assunto não é algo cujo contexto está além dos nossos dias, de nossos contatos imediatos.

A necessidade de garantia pela pseudociência é algo inerente ao seu funcionamento. Postulo isto pois, quando uma crença ou qualquer coisa humana que acabe por assumir a qualidade de “pseudociência”, atingindo seu foco – como já descrevi em outros ensaios, quando esta tenta se passar por ciência – ela acaba por requerer o status de científica utilizando-se de um valor social que a ciência adquiriu (benéfica ou maleficamente), sem mesmo possuir uma garantia metodológica que funcione realmente ao operar um método científico.

Um caso muito patente foi o que aconteceu recentemente em Brasília. Policiais civis seguiram a pista dada por uma vidente, que  afirmava ter detalhes sobre um crime ocorrido por volta de um ano atrás na cidade.

A vidente demonstrou saber onde estava uma chave da residência das vítimas, parecendo mostrar pistas verdadeiras sobre o caso.

Agora uma das coisas que chamou a atenção acerca dos supostos métodos apresentados por ela, seria justamente a apresentação de um certificado, expedido…

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Cientistas regressam à ribalta

As actividades são muitas, mas o objectivo é um só: aproximar os cientistas do público em geral. No dia 24 de Setembro, a partir das 15h e até à meia-noite, o país acolhe mais uma «Noite dos Investigadores» e uma nova performance dos «Cientistas ao Palco» em Coimbra, Porto, Lisboa e Olhão.
A iniciativa é desenvolvida pelo Museu da Ciência da Universidade de Coimbra em paralelo com mais oito instituições nacionais de investigação e de divulgação da cultura científica, entre as quais o Instituto de Biologia Molecular e Celular, o Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, o Instituto Gulbenkian da Ciência (Fundação Calouste Gulbenkian) e a Universidade do Algarve. Ler o resto da notícia. (Retirado do CiênciaHoje, 30 de Agosto de 2010)
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Workshop: dinâmica de sistemas complexos

A UnB sedia entre os dias 29/08 a 03/09/2010 um workshop aberto ao público sobre o tema de “dinâmica de sistemas complexos”.

No site da UnB agência temos a seguinte descrição:

O clima é um sistema complexo. Uma avalanche também. Bem como o sobe e desce da Bolsa de Valores. O professor Fernando de Oliveira, do Instituto de Física (IF), explica que todo fenômeno afetado por elementos que não podem ser medidos com precisão é complexo. “O clima depende da incidência solar, da velocidade do vento, das nuvens, da vegetação local. Por isso não é possível fazer previsões exatas”, afirma. O mesmo ocorre com a avalanche. A neve vai caindo, caindo, até o deslize de uma grande massa. Mas o momento exato do fenômeno é impossível saber.

A professora Márcia Barbosa é especialista em Mecânica Estatística da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e uma das convidadas para o evento. Ela explica que, apesar da complexidade, há uma lei que rege esses fenômenos. É a chamada Lei da Potência. “Eles ocorrem em todas as escalas. E quanto maior a intensidade, menor a probabilidade de acontecer”, conta. A todo o momento ocorrem tremores de terra imperceptíveis. Mas terremotos como o que devastou o Haiti, em janeiro, são raros. A pergunta entalada na garganta dos cientistas é: por que isso ocorre?

Para ler o resto da postagem e saber mais sobre o evento clique aqui (Unb Agência).

É aberto ao público.

http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=3800
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O QUE É E O QUE NÃO É A CIÊNCIA


Trecho do meu livro "A Coisa Mais Preciosa que temos" (Gradiva), que está esgotado:

Embora se possa dizer sumariamente que a ciência é a “busca do erro” definir a ciência é pano que dá para muitas mangas. Decerto que haverá unanimidade se se disser que a arte ou a religião, apesar de serem dos mais notáveis empreendimentos humanos, não são actividades científicas. Por outro lado, ninguém duvida que tanto a matemática como a física são ciências, apesar de terem metodologias e critérios de validação muito diferentes. Mas, por exemplo, as chamadas ciências jurídicas ou as ciências da comunicação serão ciências?

Na matemática ou na física existem alvos precisos a atingir (o rigor lógico-formal e a descrição correcta das leis da Natureza) e sobre eles fazem os matemáticos e os físicos esforçada pontaria. Mas, nas ciências jurídicas ou nas ciências da comunicação, só para continuar com os mesmos dois exemplos, vemos que muita gente atira para qualquer lado e por vezes de qualquer maneira. Depois pintam o alvo à volta dos locais de impacto dos seus projécteis.

Cientista é aquele homem ou mulher que admite que falhou a pontaria. Se um jurista ou um teórico da comunicação estiverem prontos a admitir que as suas respostas a uma qualquer questão estão erradas e devem, portanto, ser substituídas por outras, do próprio ou de outrem, estarão de pleno direito na comunidade dos cientistas. Claro que esta definição remete para outra, a definição de erro. Mas, por mais difícil ou controversa que seja a definição de erro, um matemático ou um físico sabem reconhecer quando se lhes aponta um erro (há excepções, claro, que só servem para confirmar a regra). Mas nem sempre outros profissionais admitem os erros com a mesma rapidez, com o mesmo ou pelo menos semelhante desprendimento.

Como é que os cientistas evitam a publicação e a conveniente disseminação de erros? É uma questão de cuidado. Tomam todos os cuidados e mais alguns. Esta porfiada preocupação por evitar o erro é uma das marcas maiores da actividade científica, que pode evidentemente ser aplicada aos mais variados tipos de estudos: os objectos podem ser os números e as formas, os átomos e o seu movimento, ou ainda as leis humanas ou os meios como os humanos comunicam. Por outras palavras, abrange tanto as ciências exactas e naturais como as ciências sociais e humanas. A metodologia científica

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Sahney X Darwin?

Vários sites de divulgação científica, e também de conteúdo criacionista, alardearam recentemente que um artigo recente teria jogado por terra uma premissa básica da teoria da evolução elaborada por Charles Darwin: a de que a evolução é direcionada principalmente pela competição entre espécies. A generalização, divulgada às pressas e sem uma análise mais cuidadosa do conteúdo do artigo, é que a evolução teria sido direcionada pela ocupação do espaço físico (territorial, de nichos ecológicos) pelas espécies biológicas. Como a autora principal, Sarda Sahney, disponibilizou o artigo para aqueles que quiserem ler (aqui), tive a oportunidade de ler seu artigo “Links between global taxonomic diversity, ecological diversity and the expansion of vertebrates on land”.

O objeto de estudo dos autores são os tetrápodes, ou seja, animais que apresentam 4 membros. Atualmente existem cerca de 30.000 espécies de tetrápodes, divididos em 300 famílias que apresentam 75 modos de vida. Toda esta diversidade se originou muito provavelmente a partir de uma única espécie de anfíbio, que realizou a transição do ambiente aquático para o terrestre no meio do período Devoniano. Desde então ocorreu uma diversificação exponencial das espécies de tetrápodes, que pode ser justificada ou pelo aumento dos habitats ocupados (não somente em termos de extensão, mas também em termos de diversidade de habitats), ou pela competição entre espécies em determinados habitats. De maneira a verificar qual das duas hipóteses seria a mais plausível, os autores analisaram a diversidade taxonômica e ecológica de 840 famílias de tetrápodes, às quais foram atribuídas características ecológicas, cronológicas e geográficas. Os ecomorfos assim estabelecidos (um ecomorfo é uma variedade local de uma espécie cujas características são determinadas pelo ambiente em que se encontra) possibilitaram a definição de 288 modos de vida (3 tamanhos X 16 tipos de dietas X 6 habitats), dos quais 81 são incompatíveis (como, por exemplo, de espécies que viveriam exclusivamente em árvores e se alimentariam exclusivamente de vermes do solo). Desta forma, foram definidos 207 modos de vida.

Após a análise, os autores observaram que a diversidade taxonômica global das famílias dos tetrápodes apresenta muito boa correlação com os nichos ecológicos que estes animais ocuparam ao longo do tempo. Dentre os 207 possíveis modos de vida que os tetrápodes poderiam ter adotado, somente 36% destes (75) foram efetivamente adotados. Desta forma, na ausência da interferência humana, muito provavelmente os tetrápodes teriam continuado a se diversificar para ocupar outros modos…

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Edital do CNPq – Ano Internacional da Química

Lançado na terceira semana de agosto, o edital do CNPq de apoio à divulgação do Ano Internacional da Química é mais um estímulo à mobilização de professores, estudantes e integrantes da comunidade científica para se engajarem no esforço de valorização da ciência. O edital 048/2010 destina R$ 2 milhões a projetos de popularização da Química junto à sociedade brasileira a fim de incentivar iniciativas que promovam a divulgação e melhoria da qualidade de educação na área. Contempla uma série de atividades como a produção de vídeos, livros, jogos, softwares, concursos e olimpíadas (veja a íntegra do edital). A data limite para submissão das propostas é 5 de outubro e o início da contratação dos projetos acontecerá a partir de 29 de novembro de 2010. Os proponentes podem pleitear financiamento em duas faixas, a primeira com projetos no valor de até R$ 50.000,00 e a segunda com projetos de até R$ 100.000,00.
A iniciativa do CNPq ocorre em consonância com um conjunto de ações que começam a ser realizadas pela SBQ e foi fruto deste esforço conjunto, cujo planejamento teve início na gestão anterior e está sendo implementado pela atual. Entre essas ações estão a comemoração do centenário do prêmio Nobel de Marie Curie, a criação de uma tabela periódica interativa, concursos de redação para alunos do ensino fundamental, médio e universitário, e uma exposição sobre a química no cotidiano, para todo o território nacional. A 34ª Reunião Anual da SBQ, em maio de 2011, será palco, por sua vez, de trabalhos que colocam o AIQ em foco. Ao mesmo tempo, informa a presidente da Comissão Organizadora do AIQ-2011, Cláudia Rezende, serão realizadas ações em conjunto com indústrias e instituições representativas do setor químico, como os CRQs, visando a integração com estudantes. Além disso, as comemorações do AIQ-2011 incluem atividades em parceria com sociedades estrangeiras.

Fonte: boletim da Sociedade Brasileira de Química


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Ouvindo as bactérias:: By studying microbial communications, HHMI investigator Bonnie Bassler has come up with new ways to treat disease (from Smithsonian magazine)



V. harveyi can be made to spell





"You are, at best, only 10 percent human," says Bassler. Our cells are outnumbered by bacteria.

Read more: Smithsonian Mag 40th-anniversary (descobertas surpreendentes!)








 Mais ligações
 Bassler Lab on Princeton University
Howard Hughes Medical Institute
Video of Bonnie Bassler talk on "How bacteria 'communicate' " hosted by TED (a ouvir até ao fim)
PBS Nova

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Tecnologia e Eleições

Tecnologia e Mídia: aprecie com moderação antes de votar Não é de hoje que ouvimos o termo “avanço tecnológico”. O mundo inteiro tem visto máquinas e sistemas digitais tomando decisões que antes eram de função humana. Porém uma dessas decisões a máquina não pode tomar: votar. Cada dia que se passa, vemos o desenvolvimento dos processos [...]Continue a ler Tecnologia e Eleições
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