Fobia Musical?

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Ciência Geral, Livros, Mente e Cérebro, Música, Neurologia, Psicologia, ansiedade, cérebro, fobia
Comecei a ler o “Alucinações Musicais” de Oliver Sacks e estou gostando muito do que li nas primeiras 60 páginas. O autor é neurologista e, neste livro, relata vários casos de pacientes cujo diagnóstico tem algo a ver com música. Um dos casos me chamou muito a atenção: Sílvia N. tinha epilepsia musicogênica, ou seja, um certo tipo de música a fazia sofrer sérias convulsões. No seu caso, músicas napolitanas, que ela até então adorava pois a faziam relembrar sua infância. Após o aumento da frequência das convulsões, foram descobertas anormalidades anatômicas e elétricas em seu lobo temporal esquerdo, e em seguida ela foi submetida a uma cirurgia cerebral para tratar o problema. Daí vem a parte mais curiosa: após a cirurgia, as músicas napolitanas não mais eliciavam convulsões em Sílvia, mas ainda assim ela evitava o contato com essas músicas, o que é de se esperar do ponto de vista comportamental. Quando um estímulo é muito punitivo, tendemos a evitá-lo, mesmo quando a função punitiva não está mais em vigor. Daí a gente continua sempre esquivando desses estímulos, sofrendo com os efeitos colaterais dessas situações de fuga e esquiva (medo e ansiedade) enquanto que a solução está no ...

Mente doente

Igor Santos @ 42. Categorias: Ciência, Ciência Geral, Lablogatórios, Mente, Münchhausen, Síndrome, cérebro, doença, vida
Meu colega (de lablogatório) João Carlos atiçou a minha curiosidade quando pediu ajuda a dois outros colegas nossos para que eles falassem sobre a Síndrome de Münchhausen. Eu já havia ouvido falar (apesar de vez por outra confundir com a de Estocolmo) mas nunca me aprofundei muito no assunto. Até agora. Devo confessar que tomei abuso das pessoas que sofrem disso, portanto devo avisar que este artigo pode conter um viés fortemente negativo contra os portadores da síndrome (diria mais; diria que é inevitável que isso aconteça daqui pra frente). Começando bem do comecinho: Síndrome é o nome dado a um conjunto de fatores (sintomas) que podem ser produzidos por mais de uma causa. A de Münchhausen é caracterizada como sendo uma perturbação mental em que as pessoas, de maneira deliberada, simulam sintomas de incapacidades físicas ou psicológicas, se auto-mutilam, alegam sofrer de uma doença grave ou mesmo se submetem a uma cirurgia para tratar de uma enfermidade inexistente, apenas para chamar a atenção. Eu grifei as palavras-chaves. O sujeito se faz de doente sabendo que não está (diferentemente do hipocondríaco que acha que está doente) com a única intenção de ser notado pelos outros. Isso é coisa de menino ruim, que corre ...

A Cientista que Curou seu Próprio Cérebro

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Ciência Geral, Livros, Mente e Cérebro, cérebro, resenha
Eu estava um dia com meu pai em um avião indo para São Paulo onde em seguida pegaríamos outro vôo para o Rio de Janeiro. Neste avião ele encontrou um amigo que faria o mesmo trajeto que a gente, mas não pegou o segundo vôo: ele tinha voltado para casa porque sua mulher, que tinha passado o dia sentindo tonturas, tinha acabado de sofrer um derrame cerebral. Dois meses depois recebi da Ediouro o livro “A cientista que curou seu próprio cérebro”, livro escrito por uma neurocientista que, além de ser especialista em derrames, teve um em seu próprio cérebro e se recuperou para contar a história. Recomendaria este livro a todos profissionais da área da saúde, ou pelo menos as primeiras partes dele: achei absolutamente incrível as descrições da autora sobre as sensações do no início do derrame (e ela o descreve de uma maneira tão sensacional que confesso que fiquei com vontade de passar pela mesma experiência – mas só essa parte). Mas o que o livro tem mesmo de mais rico vem depois: embora ela tenha ficado quase completamente paralisada, ela permaneceu consciente dos acontecimentos ao seu redor e relata no livro a diferença entre ...

Perspectiva 2

Igor Santos @ 42. Categorias: Ciência Geral, Perspectiva, Rosto, Thatcher, Video, cérebro, vida
Sabendo que não vou conseguir manter tirinhas nas quartas e citações nos domingos, introduzo agora mais um desafio: vídeos nas sextas. Novamente, não é necessário sequer ouvir o que ele diz, basta acompanhar as imagens. Efeito muito interessante.       

Clube do Livro

Igor Santos @ 42. Categorias: 42, Atualidades, Ciência Geral, Lablogatórios, Notícias, Uôleo, cérebro, livro, resenha, vida
Sábado eu recebi um livro, domingo comecei a ler, ontem terminei e hoje vocês podem conferir o que eu achei dele visitando o meu lablogatório. Uma dica do assunto do livro: célebro       

Os genes do comportamento humano

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Ciência Geral, Comportamento, Genes, Humor, Mente e Cérebro, cérebro, videos
Agora sim ficou tudo mais claro! O comediante John Cleese nos mostra como realmente funciona o comportamento humano! Vi no Respectful Insolence. Este ator é bastante conhecido pela série “Monty Python” e este vídeo é parte de seu podcast. Outro vídeo muito legal é o que ele explica o cérebro humano (e que infelizmente nem sei como legendar, a piada se perde na tradução). © Felipe Epaminondas for Ciência e Psicologia, 2008. | Permalink | No comment | Add to del.icio.us Post tags: , , , , Feed enhanced by Better Feed from Ozh

Microalucinações

Igor Santos @ 42. Categorias: Alucinações, Audição, Ciência Geral, Mente, Tato, Visão, cérebro, vida
Minha velhice quando (ou se) chegar será bastante interessante. Apesar de aterrorizante. Tenho mais ou menos trinta anos e sou assolado, quase o tempo todo, por alucinações sensoriais e erros de interpretação dos sentidos. Por exemplo: eu escuto meu telefone tocando quando não é esse o caso. Meu aparelho é um daqueles que possibilita associar um toque a cada contato, facilitando a identificação antes mesmo de ser necessário olhar para o telefone. Todos os dias eu recebo uma ligação da minha namorada e conheço bem a música que toca (um nota inicial longa, e crescente, bastante energética, produzida por uma gaita). Todos os dias, pelo menos uma vez, eu escuto aquela música específica tocando quando ela não está. Antes, quando eu ainda tinha uma linha fixa (funcionários da TELEMAR/OI me chamaram de falsário e mau-caráter, aí eu cortei qualquer laço com a empresa), a escutava tocando quando havia nada além de silêncio. Hoje em dia eu ando com o celular dentro do bolso e quando ele chama, eu o sinto vibrando. Mas eu também sinto a vibração em momentos aleatórios de não-ligações. Hoje mesmo (razão que precipitou a escrevência deste relato) eu senti o celular vibrando dentro do bolso. Enquanto ele repousava no banco ...

Como prever o futuro?

Isis Nóbile Diniz @ Xis-Xis Categorias: Ciência, Ciência Geral, Comportamento, cérebro
E como fazer as melhores escolhas? Vou abrir o meu coraçãozinho. Do fundo do meu âmago, queria tanto uma bola de cristal que, realmente, fornecesse essas respostas… Mas, como não acredito em advinhação, fui atrás da ciência. Eu poderia dispor de duas possibilidades: ir para o futuro - e voltar para o presente sabendo qual a melhor opção - ou arranjar alguma maneira do meu cérebro descobrir qual caminho - realmente correto - seguir. De certa maneira, minhas entrevistas e pesquisas trouxeram respostas positivas. Recentemente, li uma pesquisa feita no exterior - como fico fuçando muitas coisas, não achei a fonte para colocar aqui - muito curiosa. Não tinha visto nada parecido. É o seguinte, de acordo com os estudiosos, quando temos uma dúvida o cérebro já tem a resposta. Só que o inconsciente não passa para o consciente - daí a dúvida. Ele transmite a escolha correta apenas quando acredita que é a hora adequada. Aliás, o cérebro - sem você e eu percebermos - analisa todas as variantes e conclui o que é melhor. Quanto a ir para o futuro? Uma boa, não? Andei conversando com uns três físicos da Unesp e Usp sobre o tema - publiquei até uma matéria ...

Pense!

Igor Santos @ 42. Categorias: 42, Atualidades, Ciência, Ciência Geral, Igor, Imaginação, Lablogatórios, Notícias, Uôleo, cérebro
Mais um artigo sobre o cérebro. Eu acho que quero ser neurocientista quando crescer… Ou talvez um psicólogo pesquisador. De qualquer forma, visitem o meu lablogatório hoje e confiram. Não precisa bater, é só ir entrando. Sempre tem pelo menos uma pessoa vestida.

Como tomar decisões cansa o cérebro +

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Hipertexto, ciganos, co2, corta relva, cérebro, energia solar, robot, água da chuva
Corta relva adaptado na suspensão da bicicleta Inhabitat. Para a Casa Branca, CO2 pode ser várias coisas Dependendo de quem o emite. Mais uma esperteza saloia da administração Bush para ajudar os grandes poluidores. Think Progress. Investigadores holandeses fazem voar uma “libelinha” mecânica de apenas três gramas Com câmara. Isto é do domínio da ficção científica pura. Physorg. Como tomar decisões cansa o cérebro Scientific American. Energia solar no deserto pode alimentar a Europa Guardian. A quem pertence a água da chuva? Em certos locais, ao Estado. Planet Save. Os ciganos são um povo originário da Índia Ora aí está algo que nem muitos deles devem saber. Em Portugal são 40.000… Wikipedia.

Como os daltônicos vêem o mundo.

Carlos Hotta @ Brontossauros em meu jardim Categorias: Ciência Geral, Curiosidades, Daltonismo, Visão, cérebro
No site Critique Wall existe um conjunto de fotos que simulam como alguns daltônicos vêem o mundo. São daltônicos aqueles que enxergam certos comprimentos de onda com menos intensidade do que a média da população. A consequüência disto é uma inabilidade em se distinguir certas cores. O tipo mais comum de daltonismo afeta de 5 a 8% da população amsculina do mundo.De acordo com os comentários, as fotos simulam bem diversos tipos de daltonismo, com vários relatos de pessoas que não conseguem ver diferenças entre as fotos. Isto provavelmente varia com o grau de seu daltonismo pois há outros tantos relatos de daltônicos que conseguem perceber diferenças entre as duas fotos.Nós enxergamos através do estímulo de dois tipos de células: os cones e os bastonetes. De modo geral, os cones são mais importantes na presença de muita luz enquanto os bastonetes são mais importantes no escuro. Existem três tipos de cones, cada um com um tipo de pigmento. Quando estes pigmentos absorvem a luz, ocorre um estímulo que gera o sinal ...

Por quê somos únicos?

Carlos Hotta @ Brontossauros em meu jardim Categorias: Animais, Ciência Geral, Evolução, cérebro
As nossas faculdades cognitivas nos destacam dos outros animais mas o que será que o nosso cérebro tem que o de outros animais não têm? Tenho pensado bastante neste assunto, principalmente diante de pesquisas publicadas recentemente.Em uma postagem anterior, discuti brevemente sobre dois estudos cognitivos (um de memória instantânea e outro de superimitação) nos quais os chimpanzés tiveram melhor perfomance do que adultos. Tudo bem, os chimpanzés são nossos parentes próximos e qualquer um que já foi ao zoológico sabem como eles lembram alguns tipos humanos...Porém, nesta semana, um outro estudo me chamou a atenção: os tentilhões expressam um gene chamado FoxP2 em uma área do cérebro quando estão aprendendo uma canção ou mudando sua canção antiga. Mais: pássaros com defeitos na expressão deste gene não aprendiam direito as canções dos outros pássaros e apresentavam maior variabilidade na hora de cantar as suas. O interessante é que este gene FoxP2 também está associado à nossa vocalização e defeitos desse gene em nós levam à problemas de fala e linguagem. Ou seja, parte da mquinaria que nos permitiu desenvolver a fala já se encontrava no ancestral comum entre ...

:-)

Nuno @ A aba de Heisenberg Categorias: Dawkins, Fátima, Portugal, cérebro, milagres
Richard Dawkins em "The God Delusion" (2006). Excerto maior aqui."Constructing models is something the human brain is very good at. When we are asleep it is called dreaming; when we are awake we call it imagination or, when it is exceptionally vivid, hallucination. Children who have imaginary friends sometimes see them clearly, exactly as if they were real. If we are gullible, we don’t recognise hallucination or lucid dreaming for what it is and we claim to have seen or heard a ghost; or an angel; or God; or — especially if we happen to be young, female and Catholic — the Virgin Mary. Such visions and manifestations are certainly not good grounds for believing that ghosts or angels, gods or virgins, are actually there. On the face of it mass visions, such as the report that 70,000 pilgrims at Fatima in Portugal in 1917 saw the sun “tear itself from the heavens and come crashing down upon the multitude”, are harder to write off. It is not easy to explain how 70,000 people could share the same hallucination. But it is even harder to accept that it really happened without the rest of the ...
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