Archive for the Cape Town
Bafana Divulga: UEG chega à África !!!
Esta semana o Jornal Opção publicou uma matéria sobre o intercâmbio universitário entre a Universidade Estadual de Goiás e a Universidade de Cape Town (África do Sul) realizado pela pesquisadora Adriana Rosa de Carvalho (minha professora viu!!) no projeto Restabelecimento do sistema de monitoramento comunitário da pesca artesanal do Rio Olifants (África do Sul) para subsidiar a participação dos pescadores no processo de co-manejo da pesca do Harder (Liza richardsonii)” financiado pelo CNpq. Veja na íntegra aqui.
Isto é um tapa sem luvas àqueles professores que passam mais tempo a reclamar e criticar a falta de recursos da universidade e não arregaçam as magas e trabalham com o que têm. Bons profissionais não se concentram (e acomodam) nos obstáculos de seu projeto e sim buscam soluções para continuá-lo.
O recado também serve para os alunos, o sucesso e reconhecimento da sua universidade estão em suas mãos. Incentivem seus professores, busquem parcerias com outras universidades e dediquem-se à profissão da sua vida, porque ninguém lê caixinha de reclamações.
Além do prestígio acadêmico pelo trabalho, a professora Adriana nos trouxe belas fotos da África do Sul confira logo abaixo:
Laduma
“Laduma” é uma expressão Zulu que pode significar “ficar famoso”, “trovejar” ou mesmo “fazer barulho” e é usada pelos narradores de futebol da África do Sul depois do gol. Aliás, o campeonato nacional nunca é narrado em inglês, pois as TVs preferem uma das outras 10 línguas oficiais do país. O esquisito é que durante a transmissão, alguns repórteres falam em inglês, outros em africâner (a língua da identidade nacional) e o narrador numa terceira (Xhosa, Suthu, Zulu. Há muitos sul-africanos que também não entendem estas línguas).
Enquanto estava na África do Sul, assisti ao jogo Brasil x Portugal. A cada 10 minutos os locutores se revezavam, um em inglês o outro numa outra língua que não consegui identificar. Ainda bem que o futebol tem sua linguagem própria e deu pra entender direitinho: o Brasil continua mal, correndo atrás da bola.
Quando Carlos Alberto Parreira aportou na África do Sul. Sua missão foi tentar ser um Laduma, ou mais modestamente, fazer com que os torcedores do Bafana Bafana, como é chamada a seleção local, voltem aos estádios.
O alvo de críticas freqüentes é seu alto salário, mas a missão de Parreira não é das mais fáceis. Em novembro de 2006, os Bafanas venceram Zâmbia por 1 a 0, num jogo onde sobraram caneladas e maus tratos à bola. Parreira e Jairo Leal assistiram a partida e como vestiam pela segunda vez ternos pretos num jogo do Bafana, foram apelidados de “MIB - Homens de Preto” numa alusão a comédia dos agentes do FBI que são os policiais dos extra-terrestres na Terra.
Ao problema da falta de qualidade dos jogadores locais (bem longe de Camarões, Zâmbia ou Angola) soma-se o fato de que o embargo esportivo à África do Sul terminou apenas em 1992. O país do apartheid ficou 30 anos sem experiência em competições internacionais. Isto é, a nova geração não tem referencial de vitórias ou mesmo derrotas.
Pelo mundo, há sérias dúvidas a respeito da competência de Parreira. A questão mais óbvia é que se ele conseguiu apenas jogar feio ao conduzir um time de estrelas na última Copa do Mundo, o que poderá fazer com jogadores inexperientes e sem a mesma qualidade técnica da brasileira?
Porém, Parreira pode ser…
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