Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the Biologia

FLUIR PARA CRESCER


Nova crónica de António Piedade saída no "Despertar":

Logo após a fecundação, depois de uma brevíssima pausa para o zigoto “respirar”, explode uma intensa actividade de divisão, diferenciação e especialização celular. Estes processos vão originar os diversos tecidos e sistemas de órgãos que nos dão forma e nos enchem de vida.

Estes processos estão particularmente activos, mas não exclusivamente, durante o desenvolvimento embrionário, no qual são edificados os diferentes tipos de células, blocos estruturantes e funcionais dos diferentes tecidos, alicerces e elementos anatómicos dos órgãos. Numa “tradição” que fica dos tempos embrionários, todos os órgãos cooperam entre si funcionando ao “som” de mensagens bioquímicas (hormonas, neurotransmissores, entre outros compostos), que trocam entre si, numa orquestração homeostática.

Um dos veículos de transporte dessas mensagens moleculares é o sangue. Este tecido é composto, como os outros, por um conjunto de células que lhe são específicas. Entre elas encontram-se os glóbulos vermelhos ou eritrócitos.

Entre outras funções, ainda hoje pouco esclarecidas, os eritrócitos são responsáveis pelo transporte de oxigénio e de dióxido de carbono, entre os pulmões e os tecidos, garantindo assim que ocorram as trocas gasosas indispensáveis para a respiração pulmonar e celular. É de salientar que os eritrócitos são também indispensáveis na homeostase do ferro e que também podem ser considerados como transportadores deste ião metálico.

Regressando ao embrião já nidado à parede uterina materna, as primeiras trocas gasosas que permitem que o oxigénio chegue abundantemente a todas as suas células, e que o dióxido de carbono seja delas removido, são garantidas, inicialmente, por mera difusão. Mas o rápido crescimento do embrião torna a pura difusão insuficiente. A resposta arquitectada é em forma de coração e são desenvolvidos os esboços do que virá a ser o sistema cardiovascular adulto.

De facto, um projecto de coração é o primeiro órgão a se formar com a tarefa de propulsionar, por convecção forçada pelo seu bombear, sangue a todas as células. Os primeiros batimentos, numa frequência entre 100 e 115 batimentos por minuto, ocorrem cerca de 21 dias após a fecundação, numa altura em que a mãe, a maior parte das vezes, ainda não sabe que está grávida!
Os eritrócitos que fluem nos primeiros tempos de desenvolvimento são gerados por diferenciação de células estaminais embrionárias hematopoiéticas. Recorde-se que o embrião não possui os ossos nem a medula óssea onde os eritrócitos serão gerados quando o organismo estiver completo.

Continue a ler FLUIR PARA CRESCER

Doação de órgãos – Um acto de solidariedade

 A doação de órgãos, quer em vivo, quer após a morte, é um acto de solidariedade que pode ajudar a salvar várias vidas, dado os órgãos doados serem utilizados em transplantes. 

 Os indivíduos que pretendem doar órgãos, enquanto estão vivos, podem fazê-lo, desde que apresentem as condições de saúde necessárias. Em Portugal existem unidades de transplantação de rim, fígado, coração, córnea, pâncreas, pulmão e medula óssea, localizando-se todas as unidades em hospitais públicos. Já no Brasil, é possível a doação de rim, fígado, coração, córnea, pâncreas, pulmão, medula óssea, pele e válvulas cardíacas. 

 Já os indivíduos que pretendam doar órgãos após a sua morte desconhecem muitas vezes quais os passos que devem dar. Dessa forma, e dado que tornar-se um doador pós-morte é extremamente simples, mas também importante, passo a explicar qual a lei vigente em Portugal e, a pedido do Ministério da Saúde Brasileiro, no Brasil.

Em Portugal:

 Em Portugal, qualquer indivíduo (que tenha a cidadania portuguesa, ou que seja estrangeiro residente em Portugal) é considerado doador à nascença. Isto, porque a lei vigente em Portugal assume que todos os indivíduos se dispõem a doar órgãos, após a sua morte. Sendo assim, ao contrário do que se passa noutros países, não é necessário realizar qualquer pedido, formal ou informal, informando do desejo de doação dos órgãos pós-morte. Contudo, os indivíduos que não concordem com esta lei podem, no Centro de Saúde, entregar um impresso, no qual exprimem o desejo de que não lhes sejam retirados órgãos após a morte. A lei aplicada em Portugal, no que concerne a este tema, é similar à vigente na Espanha, Áustria, Eslováquia, Hungria, Luxemburgo, Polónia e República Checa.

No Brasil:

 No Brasil, a lei não assume que ninguém seja doador à nascença. Dessa forma, qualquer indivíduo que esteja interessado em doar órgãos deve dizê-lo aos seus familiares, expressando claramente o seu desejo. Não é necessário o indivíduo deixar nada por escrito, mas deve-se assegurar que os familiares se comprometem a autorizar, por escrito, a doação de órgãos pós-morte.  

 Lembre-se: São vidas humanas que estão em jogo e tudo depende de uma simples conversa com os seus familiares.

Para mais informações consulte: 


 Brasil: Portal do Ministério da Saúde - Transplantes
             Contacte: comunicacao@saude.gov.br
Continue a ler Doação de órgãos – Um acto de solidariedade

Ouvindo as bactérias:: By studying microbial communications, HHMI investigator Bonnie Bassler has come up with new ways to treat disease (from Smithsonian magazine)



V. harveyi can be made to spell





"You are, at best, only 10 percent human," says Bassler. Our cells are outnumbered by bacteria.

Read more: Smithsonian Mag 40th-anniversary (descobertas surpreendentes!)








 Mais ligações
 Bassler Lab on Princeton University
Howard Hughes Medical Institute
Video of Bonnie Bassler talk on "How bacteria 'communicate' " hosted by TED (a ouvir até ao fim)
PBS Nova

Continue a ler Ouvindo as bactérias:: By studying microbial communications, HHMI investigator Bonnie Bassler has come up with new ways to treat disease (from Smithsonian magazine)

Ondas no embrião do Peixe-Zebra


Nova crónica do nosso colaborador habitual António Piedade.

O peixe-zebra, muito apreciado pelos aquariófilos, é também muito utilizado em investigações sobre o desenvolvimento embrionário dos animais vertebrados, como nós. A sua utilidade, como modelo animal para estes estudos de embriologia, deve-se, entre outros aspectos, ao facto de o seu genoma estar totalmente sequenciado, o seu comportamento estar muito bem estudado e compreendido, ser relativamente fácil de obter mutantes e de estes também estarem muito bem caracterizados, apresentar um desenvolvimento embrionário em cerca de três dias desde a eclosão do ovo até ao estado larvar, e de não apresentar muita variação de tamanhos, o que permite excelentes comparações entre estudos diferentes.

Para além disso, a sua fase embrionária é de muito fácil observação e manipulação experimental uma vez que o desenvolvimento ocorre fora da mãe, com um embrião generoso no tamanho, robusto e opticamente transparente. Esta transparência permite uma boa visualização dos diferentes estados do desenvolvimento embrionário, utilizando um simples microscópio óptico.

O aparecimento de novas técnicas microscópicas baseadas na excitação de tecidos biológicos por lasers estáveis e de baixas intensidades, aliadas ao desenvolvimento no tratamento informático da informação captada, tem permitido ultimamente registar aspectos no desenvolvimento embrionário, em tempo real e sem a utilização de marcadores celulares (a marcação de estruturas especificas celulares, para permitir a visualização das diferentes etapas, acabam sempre por ser um elemento estranho no embrião).

Neste contexto, foi publicado no último número da revista Science (aqui) um artigo que apresenta novos aspectos espantosos sobre o desenvolvimento embrionário deste importante modelo experimental animal. Um deles é o de os investigadores terem detectado uma certa assimetria pulsante na evolução do desenvolvimento embrionário, que sugere uma certa ondulação com o tempo na diferenciação celular.

É como se o desenvolvimento fosse embalado ao ritmo da transcrição genética e da difusão das substâncias modeladoras, que vão progressivamente dirigindo a arquitectura funcional que irá ser o organismo completo. O artigo é acompanhado por vídeos que documentam o observado: aqui.

Apetece escrever que “a mão que embala o berço” do desenvolvimento embrionário orquestra o caldo bioquímico ao diferenciar o óvulo singular para a sinfonia multifacetada da vida multicelular e complexa que caracteriza os organismos como o nosso.

António Piedade
Continue a ler Ondas no embrião do Peixe-Zebra

Células NK podem facilitar transplante de fígado

 As células NK (Natural Killer cells), também denominadas células assassinas, são um tipo de leucócitos (glóbulos brancos), mais propriamente de linfócitos T, que desempenham uma importante função em termos de destruição de células cancerígenas ou infectadas por vírus. Contudo, um tipo especial de células NK, denominadas células NKTreg, podem no futuro vir a desempenhar um importante papel, no que toca à aceitação de órgãos transplantados.

 A rejeição de órgãos transplantados está relacionada com a actividade do sistema imunitário, nomeadamente de outro tipo de linfócitos T. Porém, investigadores portugueses da Universidade de Lisboa, através de estudos  envolvendo fígados de ratos, descobriram que as células NKTreg possuem um gene que controlava os linfócitos T reguladores,  o que permitiu suprimir a actividade imunitária que ocorria nos fígados dos ratos.

 Como as células NKTreg apenas suprimiram a acção imunitária no fígado (e não no organismo inteiro) e dado estas células também existirem nos seres humanos, há possibilidade de que, no futuro, este tipo de linfócitos possa ser utilizado para evitar rejeições de transplante de fígado.

Fontes: http://www.newscientist.com/article/mg20727744.100-killer-tcells-the-fix-for-organ-rejection.html
           http://www.publico.pt/Ciências/descobertas-celulas-amigas-do-transplante-de-figado_1450886 (22/08/2010)
Continue a ler Células NK podem facilitar transplante de fígado

Identificado gene relacionado com as enxaquecas


 É sabido que factores ambientais, como o stress, a alimentação e as alterações do número de horas de sono, contribuem fortemente para o aparecimento de enxaquecas. Contudo, investigadores do ICBAS (Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, localizado no Porto, em Portugal) descobriram que existe um gene associado a esta doença.

 O gene em questão denomina-se STX1A e é responsável pela produção de sintaxina 1A, uma proteína (cuja estrutura está representada na imagem da direita) que por sua vez tem como função a regulação da libertação de neurotransmissores (substâncias químicas que transmitem um sinal nervoso de um neurónio para outro ou para uma célula-alvo, durante uma sinapse) no Sistema Nervoso Central. 

 A amostra analisada pelos investigadores do ICBAS era composta por 188 indivíduos que padeciam de enxaquecas e 287 que não sofriam desse problema (grupo de controlo). No grupo dos indivíduos doentes foram detectadas duas variações do gene STX1A, o que sugere que estas estão directamente relacionadas com uma maior susceptibilidade do indivíduo ao desenvolvimento desta patologia.

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=44604&op=all#cont (19/08/2010 - 18h40)
Continue a ler Identificado gene relacionado com as enxaquecas

SUPER-RESISTENTES


Crónica do bioquímico António Piedade saída no "Diário de Coimbra":

As bactérias, formas de vidas unicelulares procariótas, existem no planeta Terra há pelo menos 3 biliões de anos. Foram pela primeira vez identificadas pelo Homem através do microscópio de Leeuwenhoek em 1676, apesar de o nosso organismo sempre ter convivido com elas e depender de algumas delas para o bom estado de saúde. Devemos a Louis Pasteur e Robert Koch as primeiras provas de que estes microrganismos podem causar doenças nos organismos que as “hospedam” (hospedeiro) e causar-lhes paradoxalmente a morte. Isto é válido para vermes, insectos, animais selvagens e domésticos e, naturalmente, para o homem. As bactérias encontram nestes organismos as condições apropriadas para a sua sobrevivência e propagação. Mas o que para elas é um “paraíso”, para nós pode tornar-se um inferno com temperaturas elevadas, chagas e outras maleitas que ainda hoje termina na morte.

Ao longo da evolução inúmeras espécies de bactérias desenvolveram um arsenal químico de substâncias e estruturas biomoleculares com o objectivo de ganharem vantagens na luta pela sobrevivência. Muitas dessas substâncias, designadas genericamente por Antibióticos, “matam” bactérias de outras espécies, diminuindo assim a competição por alimentos moleculares como a glicose.

A nossa luta científica contra as bactérias iniciou-se com a compreensão destes mecanismos naturais de guerra química bacteriana de que resultou o desenvolvimento do primeiro antibiótico por Paul Ehrlich, em 1910.

Foi o início de uma luta permanente contra as bactérias. Permanente, porque as bactérias têm a habilidade “inata” em contornar os obstáculos moleculares à sua sobrevivência, ao fim de algumas gerações que, caso geral, duram entre horas a alguns dias. Daqui a importância em fazer a terapia antibiótica até ao fim, para minimizar que uma eventual geração encontre a forma de resistir ao antibiótico agressor.

Mas a resistência bacteriana aos antibióticos desenvolvidos pelo Homem é impressionante e muitas vezes estirpes resistentes são identificadas. Ou então, são identificadas novas estirpes de bactérias que emergem do mar bacteriano como se estivessem estado a fazer estágio contra os antibióticos e apresentam resistências insuspeitas. É o caso de bactérias do género das enterobacteriaceae, que causam infecções no aparelho gastrointestinal entre outros órgãos, identificadas recentemente no Reino Unido, mas com epicentro localizado em Nova Deli (Índia) e no Paquistão. A espionagem bacteriana genética desenvolveu uma “nova” enzima, a NDM-1 (de New Delhi metallo-β-lactamase 1) que confere a estas estirpes uma “super-resistência” aos

Continue a ler SUPER-RESISTENTES

O Mundo Microscópico em 3D

Imagens observadas em microscópio podem ser vista em 3D. Pesquisadores espanhóis reproduziram imagens de bactérias e ácaros

Pesquisadores espanhóis reproduziram em 3D imagens de bactérias, piolhos e ácaros. Bactérias na ponta de uma agulha, um piolho escondido nos cabelos ou um ácaro sobre a cabeça de uma formiga são exemplos do mundo microscópico que, a partir de agora, poderão ser conferidos em 3 dimensões. Trata-se um inovador projeto espanhol apresentado nesta quinta-feira (12/08) em Madri. Pesquisadores criaram as imagens em 3D a partir de observações realizadas em microscópio.Com elas, é possível ver detalhes que através do antigo aparelho não seria possível.
Para assistir ao vídeo que mostra brevemente como ficaram as imagens microscópicas em 3D, acesse o Úlltimo Segundo Ciência do Portal iG clicando aqui

Continue a ler O Mundo Microscópico em 3D

Desvendado o segredo da alergia ao níquel

 O níquel é um metal com o qual "contactamos" frequentemente, dado ser muito utilizado em joalharia, estar presente, na maioria das ligas metálicas de que são feitas as moedas (as moedas de 1 e 2 euros, por exemplo, apresentam níquel na sua constituição), poder ser um elemento presente no aço inoxidável e até próteses médicas. Este elemento (de símbolo químico Ni) é o 28º da tabela periódica, sendo um "metal de transição" e podendo formar diversos iões. A sua descoberta remonta a 1751 e deveu-se ao mineralogista sueco Axel Fredrik Cronstedt. 

 Contudo, a alergia ao níquel é a hipersensibilidade de contacto mais comum nos países ocidentais, tendo uma equipa de investigadores alemães descoberto a causa para esse facto. Acontece que, este metal actua de modo similar ao das bactérias - O contacto com o níquel desencadeia, nos indivíduos alérgicos a este metal, uma reacção inflamatória, através da activação de um receptor celular, denominado TLR4. Ora, este é o mesmo receptor que é activado, aquando do contacto com bactérias, levando à ocorrência de uma resposta do sistema imunitário. A activação do receptor TLR4, por parte do níquel, leva então a uma resposta imunitária exagerada, que se manifesta sob a forma da alergia a este metal.

 Como o níquel e as bactérias se ligam a diferentes regiões do receptor, o bloqueio da local onde se liga o níquel poderá prevenir a alergia ao metal, sem impedir que o receptor origine uma resposta imunitária, aquando do contacto com bactérias.

Fontes: http://www.newscientist.com/article/dn19318-mystery-of-most-common-contact-allergy-solved.html
           http://www.nature.com/ni/journal/vaop/ncurrent/full/ni.1919.html
           http://en.wikipedia.org/wiki/Nickel (16/08/2010)
Continue a ler Desvendado o segredo da alergia ao níquel

O pavor de acordar e não se mover – paralisia do sono

O que me motiva a escrever esta postagem é um fenômeno plenamente natural, que acontece com muito mais gente do que pensamos, mas que pode influenciar profundamente no que algumas pessoas acreditam.

O sonho - Pierre-Cécile Puvis de Chavannes

O sonho - Pierre-Cécile Puvis de Chavannes

Vez ou outra, existem ocasiões no qual após acordar tento me mexer, e opa, não consigo mover quase nenhum músculo.

A situação já me ocorreu tanto que tento não me apavorar, mas nas vezes que por ventura tentei mover-me impulsivamente, fracassei em quase todas tentativas (poucas vezes consegui, ou imagino ter conseguido mover um único músculo).

E para piorar mais e mais, todas as vezes foram permeadas acontecimentos estranhos. Como ver alguém no meu quarto. Ouvir alguém arrastando uma cadeira de lá pra cá e não conseguir ver a pessoa etc.

Esta condição, normal, que acontece com cerca de 50% das pessoas, chama-se “paralisia do sono”. Algumas ocorrências podem ser bem leves, mas outras podem causar pânico na pessoa que a viveu até bem como influenciar sua conduta religiosa.

O Pesadelo - Heinrich Füssli

O Pesadelo - Heinrich Füssli

Estes efeitos acontecem porque a paralisia do sono não é meramente uma paralisia temporária dos seus músculos, ela vem acompanhada de alucinações hipnagógicas, como se os seus sonhos pudessem se fundir na realidade enquanto você não consegue se mexer.

A primeira vez que ví uma explicação séria a respeito foi, tanto num documentário que assisti, a muito tempo atrás (creio que na Discovery Channel, não lembro-me bem), quanto com as explicações também dadas por Carl Sagan (em seu “O mundo assombrado pelos demônios“, já comentado neste blog). Por este motivo não me assusto com tais fenômenos, como se fossem algo místico.

Entretanto algumas pessoas têm experiências bem fortes, a ponto de terem suas vidas mudadas. Existem relatos de pessoas que dizem terem sido abduzidas por alieníginas ou ainda outras que vivenciaram projeção para fora do corpo: muitos relatos estão associados ao fenômeno, plenamente natural, da paralisia do sono.

Inclusive passei por uma situação dessas a pouco tempo e fui reler a respeito (embora a ocorrência mais incrível que passei já data quase dez anos). Esbarrei no artigo “Assombração, demônio ou ciência?” de Gabriel Cunha e conferi como realmente é algo comum, visto a quantidade de pessoas que comentaram seu artigo. Sim, muita gente passou por este fenômeno, e embora possa assustar…

Continue a ler O pavor de acordar e não se mover – paralisia do sono
  • Arquivos