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ALMA MATER DIGITAL

Minha crónica no semanário "Sol" de hoje:
Alma Mater é uma expressão latina que significa etimologicamente a “mãe que alimenta”. Serve, também, para referir a Universidade onde se estudou. Desde há poucos dias, a expressão passou também a ser o nome da biblioteca digital de fundo antigo da Universidade de Coimbra, a mais antiga das universidades portuguesas. Na Internet está acessível, à fácil disposição de todos os interessados, em http://almamater.uc.pt/ .
O leitor que aí clique encontrará cerca de 4000 documentos digitalizados na íntegra, num total de mais de meio milhão de imagens, que incluem livros, periódicos, manuscritos, mapas, fotografias, etc., anteriores a 1940, sobre os mais variados temas, uma vez que o fundo antigo em questão vai desde o Direito e as Letras até às Ciências e Tecnologias. Na área das ciências, poderão ser vistas, por exemplo, magníficas estampas de espécies vegetais portuguesas que constam do livro, publicado em Lisboa no ano de 1800, Phytographia Lusitaniae Selectior, de Félix de Avelar Brotero, lente de Botânica e Agricultura em Coimbra.
Como estamos em época de comemorações do centenário da implantação da República em Portugal, a Alma Mater contemplou essa efeméride. Assim, na secção República Digital, exibe, para consulta geral, numerosos documentos, alguns inéditos, do início do século passado. O leitor pode desfolhar as Observações meteorológicas, magnéticas e sísmicas feitas no Observatório Meteorológico de Coimbra no ano de 1909 e publicadas pela Imprensa da Universidade em 1910. O volume seguinte já está a ser digitalizado para divulgar o estado do tempo no dia 5 de Outubro de 1910...
Ou pode consultar o Boletim dos Hospitais da Universidade de Coimbra, publicado também pela Imprensa em 1931, onde se diz que a reforma de 1911 veio “transformar de forma mais absoluta e radical os serviços hospitalares”, ficando os referidos hospitais a ser “o mais completo campo experimental da ciência médico-cirúrgica”. As estatísticas das operações cirúrgicas feitas a partir de 1913 documentam isto mesmo: basta ver as extensivas listagens com método e processo, o tipo de anestesia e o resultado (“curado”, “melhorado”, “no mesmo estado” ou “falecido”). Não tem o nome dos operados, mas tem o nome dos operadores.
Ou pode ainda ler várias cartas de Afonso Costa, o primeiro-ministro da Primeira República, escritas do exílio após o golpe de Estado de 1926 a um
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Continue a ler ALMA MATER DIGITALALMA MATER: A UNIVERSIDADE MOSTRA OS SEUS TESOUROS


Várias bibliotecas universitárias de Coimbra com fundo antigo contribuem para a Alma Mater: a da Faculdade de Direito, a da Faculdade de Letras, a Biblioteca de Botânica do Departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia e a Biblioteca Geral.
A Biblioteca da Faculdade de Direito de Coimbra possui uma notável colecção de livro antigo, proveniente em grande parte da livraria do antigo Colégio de São Pedro (que, na sua maior parte, ficou na Biblioteca Geral). Privilegiaram-se na parte incluída na Alma Mater autores portugueses formados pela Universidade de Coimbra e outros que, formados no estrangeiro, foram chamados a Coimbra, como Manuel da Costa, que estudou leis em Salamanca e veio para Coimbra no tempo de D. João III. O Doutor Manuel da Costa, sob o nome alatinado de Emanuelis Costae, com o cognome de Lusitaniae Juriconsulti é o autor, entre outras obras, de um tratado jurídico que está em destaque no Alma Mater: “In nonnullas leges et paragraphos commentarii”, publicado na cidade francesa de Lyon (em latim Lugduni) no ano de 1564 (D. João III, que mudou a Universidade de Coimbra de Lisboa para Coimbra em 1937, já tinha morrido sem descendência em 1557, sucedendo-lhe o neto D. Sebastião)
Do rico espólio da Biblioteca da Faculdade de Letras foi destacada na Alma Mater um dos vários manuscritos de João Baptista de Almeida Garrett: “Cancioneiro de romances, xacaras, soláos e outros vestígios da antiga poesia nacional, pela maior parte conservados na tradição oral dos povos. E agora primeiramente colligidos...começado 1824”, adquirido no leilão da livraria de Venâncio Deslandes. Não é suficientemente conhecido que os manuscritos autógrafos do grande autor romântico português se encontram à guarda da Universidade de Coimbra, repartidos pela Faculdade de Letras e pela Biblioteca Geral. Por este meio, o seu conteúdo
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Continue a ler ALMA MATER: A UNIVERSIDADE MOSTRA OS SEUS TESOUROSACORDO ENTRE AS BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA E A BIBLIOTECA NACIONAL DE PORTUGAL

Informação recebida do Serviço Integrado de Bibliotecas da Universidade de Coimbra:
Bibliotecas da Universidade de Coimbra vão disponibilizar gratuitamente os seus serviços aos utentes da Biblioteca Nacional de Portugal durante o fecho da Sala de Leitura Geral.
A Biblioteca Geral (BGUC), associada à rede de Bibliotecas da Universidade de Coimbra, a pedido da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), com a qual desde sempre tem colaborado, vai passar a disponibilizar os seus serviços de forma mais alargada aos utentes da BNP, durante o período de fecho da Sala de Leitura Geral da BNP, de 15 de Novembro de 2010 a 31 de Agosto de 2011. Assim, os portadores de cartão de leitor da BNP terão direito gratuitamente a um cartão da rede de Bibliotecas da Universidade de Coimbra, que lhes permitirá não só o acesso à leitura presencial como o usufruto de outros serviços, como o empréstimo domiciliário, tanto da BGUC como das outras bibliotecas da rede.
A BGUC tem quase 500 anos de história, com uma longa tradição de abertura ao público (pelo menos desde 1559). Reparte-se por dois edifícios, sendo a Biblioteca Joanina, construída no início do século XVIII, pela sua riqueza arquitectónica e decorativa, Monumento Nacional. O edifício joanino alberga um riquíssimo conjunto bibliográfico constituído por obras impressas que vão do século XVI ao início do século XIX, que tem vindo a ser objecto de tratamento técnico informatizado.
A BGUC tem, desde há muito tempo, o benefício do Depósito Legal, e tem incorporado, ao longo dos anos, aquisições e doações várias, que lhe trouxeram um progressivo e vultuoso crescimento, tanto em monografias, como em periódicos, em manuscritos, iconografia, etc. Alberga bibliotecas pessoais notáveis como as de Oliveira Martins, Lopes de Almeida e Luís Albuquerque. Alguns dos mais valiosos fundos do país encontram-se à sua guarda, como uma primeira edição de “Os Lusíadas”, manuscritos originais de Almeida Garrett, as Tábuas do Roteiro da Índia de D. João de Castro, a música do Mosteiro de Santa Cruz, o espólio de Carolina Michaelis de Vasconcelos e do Instituto de Coimbra. No total, a BGUC possui mais de um milhão de volumes, dos quais cerca de um quarto são de fundo antigo. Desde 2008 que alargou ao público em geral o empréstimo domiciliário de obras publicadas depois de 1970.
A BGUC e as cerca de 70 bibliotecas da Universidade de Coimbra dispõem de um catálogo comum com acesso
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Continue a ler ACORDO ENTRE AS BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA E A BIBLIOTECA NACIONAL DE PORTUGALEntrevista à Antena 1 sobre o Alma Mater

Entrevista que dei à Antena 1 sobre a Biblioteca Digital de Fundo Antigo da Universidade de Coimbra - ALMA MATER.Continue a ler Entrevista à Antena 1 sobre o Alma Mater
ALMA MATER

Informação recebida do Serviço Integrado de Bibliotecas da Universidade de Coimbra:
DOCUMENTOS E IMAGENS INÉDITOS, SOBRE A REPÚBLICA E NÃO SÓ, DISPONÍVEIS NA BIBLIOTECA DIGITAL DE FUNDO ANTIGO DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA
Alma Mater, a Biblioteca Digital de Fundo Antigo da Universidade de Coimbra, vai ser apresentada dia 14 de Julho. Na cerimónia será ainda dado a conhecer o repositório temático República Digital – parte integrante da Alma Mater – que disponibiliza documentos inéditos sobre a emergência das ideias republicanas em Coimbra, a implantação da República e a resistência ao Estado Novo.
Através da Alma Mater, a Biblioteca Digital de Fundo Antigo da Universidade de Coimbra (UC), qualquer pessoa com ligação à Internet poderá pesquisar globalmente os documentos digitais existentes nas bibliotecas da Universidade, podendo consultar em pormenor cada um dos documentos, nomeadamente livros antigos, manuscritos, cartas, fotografias e desenhos, mas também parte dos espólios de autores formados pela UC, como Almeida Garrett, Félix Avelar Brotero e Júlio Henriques, bem como de outros que passaram por Coimbra ou cá deixaram a sua produção intelectual.
Alma Mater, que é constituída por um vasto acervo de obras representativas do precioso espólio existente nas diversas bibliotecas da UC – cerca de quatro mil documentos, publicados na sua maioria antes de 1940, aos quais correspondem perto de 500 mil imagens – vai ser apresentada no dia 14 Julho, pelas 12H00, no piso intermédio da Biblioteca Joanina. Na cerimónia de apresentação deste projecto estarão presentes Fernando Seabra Santos, Reitor da Universidade de Coimbra, e Carlos Fiolhais, Director da Biblioteca Geral da UC (BGUC) e do Serviço Integrado das Bibliotecas da UC (SIBUC). Esta iniciativa integra o programa comemorativo da Universidade de Coimbra para o Centenário da República.
Integrado na Alma Mater, ficará o repositório temático República Digital, reunindo diversos documentos representativos das transformações políticas, sociais, científicas e artísticas provocadas pela implementação da República em Portugal: manuscritos inéditos e outros pouco conhecidos, fotografias do início do século XX, jornais, manifestos, revistas científicas, correspondência inédita e trabalhos universitários. Em destaque estarão ainda testemunhos da influência dos ideais republicanos na cidade de Coimbra, nomeadamente através dos volumes das “Memórias” e das fotografias do Coronel Belizário Pimenta, do fundo do historiador da cartografia Armando Cortesão ou ainda dos periódicos "Gazeta de Coimbra", "Ultimato", "Resistência" e "Revolta".
A Alma
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Continue a ler ALMA MATERA "Divina Proporção" mostrada na Biblioteca Joanina

Informação recebida da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra:
BIBLIOTECA GERAL MOSTRA OBRAS RARAS DAS SUAS COLECÇÕES: LIVROS IMPRESSOS NAS MAIS IMPORTANTES TIPOGRAFIAS DOS SÉCULOS XVI E XVII
Mostra “Época Áurea da Tipografia” está patente na Prisão Académica até 30 de Junho. Livros expostos são alguns dos ‘tesouros’ da Biblioteca Geral.
São 21 as obras impressas nas oficinas dos mais importantes tipógrafos dos séculos XVI e XVII que estão expostas, até 30 de Junho, na Prisão Académica da Universidade de Coimbra. No ano em que se assinalam os 555 anos da invenção da Imprensa por Gutenberg e a impressão do primeiro livro – a Bíblia das 42 linhas acabada de ser impressa em 1455 –, a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (BGUC) promove a mostra “Época Áurea da Tipografia”, dando a oportunidade de conhecer algumas das obras raras dos seus fundos e colecções.
O conjunto composto de obras de tipografia italiana, francesa, portuguesa e dos Países Baixos está representado por edições dos mais notáveis impressores, destacando-se as famosas edições Aldinas, as Giunta, as da família Estienne e as Plantinianas, Craesbeeckianas e Elzevirianas. Das obras impressas em Portugal representativas da tipografia portuguesa dos séculos XVI e XVII, encontram-se livros impressos em Coimbra, no Mosteiro de Santa Cruz, por Germão Galharde, João de Barreira e João Álvares, e em Lisboa, por Luís Rodrigues e Pedro Craesbeeck.
Maria Luísa Machado, bibliotecária e responsável pela Área de Leitura, Referência e Apoio ao Utilizador da BGUC, destaca do conjunto de livros apresentados, que se inserem no movimento cultural e humanístico do Renascimento Europeu, a obra de Luca Pacioli “De Divina Proportione”, por se tratar de uma primeira edição impressa em Veneza por Paganinus de Paganinis em 1509, contendo ilustrações de Leonardo da Vinci. Julga-se que, para além do exemplar da impressão original desta obra que está na BGUC, apenas existam mais dois em todo o mundo.
A “Divina Comédia” de Dante Alighieri, considerada como uma das obras-primas da literatura italiana, é outro dos livros assinaláveis a não perder. Trata-se de uma segunda edição impressa por Aldo Manuzio, em colaboração com Andreas Torresanus, em Veneza, em Agosto de 1515, notável pelas suas ilustrações do inferno. Maria Luís Machado destaca ainda a obra de Justo Lípsio “De Bibliothecis Syntagma”, largamente citada como o primeiro e mais importante Tratado da História das Bibliotecas.
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Continue a ler A "Divina Proporção" mostrada na Biblioteca JoaninaÉpoca Áurea da Tipografia

Informação recebida da Biblioteca Geral dsa Universidade de Coimbra:
Mostra Bibliográfica | 2 a 30 de Junho | Prisões Académicas (Biblioteca Joanina)|
Horário : 9:00h - 20:00h
Está patente no espaço das Prisões Académicas da Universidade de Coimbra, de 2 a 30 de Junho uma mostra bibliográfica dedicada à Época Áurea da Tipografia.
Passados 555 anos do primeiro livro impresso por Gutenberg, a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra expõe um pequeno núcleo de obras impressas nas oficinas dos mais importantes tipógrafos do séc. XVI.
O conjunto composto de obras de tipografia italiana, francesa, portuguesa e dos Países Baixos está representado por edições dos mais notáveis impressores, destacando-se as famosas edições Aldinas, as dos Giunta, as da família Estienne e as Plantinianas, Craesbeeckianas e Elzevirianas.
Estas publicações estão inseridas no movimento cultural e humanístico do Renascimento Europeu caracterizando-se por uma simplicidade, sobriedade clássica e estilo marcadamente renascentista.
Referências BibliográficasContinue a ler Época Áurea da TipografiaDia Mundial da Biodiversidade: Biodiversity Heritage Library

- Descrição::About the Biodiversity Heritage Library
- Ten major natural history museum libraries, botanical libraries, and research institutions have joined to form the Biodiversity Heritage Library Project. The group is developing a strategy and operational plan to digitize the published literature of biodiversity held in their respective collections. This literature will be available through a global biodiversity commons.
- Missão:: Mission
- The participating libraries have over two million volumes of biodiversity literature collected over 200 years to support the work of scientists, researchers, and students in their home institutions and throughout the world.
The BHL will provide basic, important content for immediate research and for multiple bioinformatics initiatives. For the first time in history, the core of our natural history and herbaria library collections will be available to a truly global audience. Web-based access to these collections will provide a substantial benefit to people living and working in the developing world -- whether scientists or policymakers.
Open access, online taxonomic literature
Blogue::Blog
Biodiversity Heritage
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Continue a ler Dia Mundial da Biodiversidade: Biodiversity Heritage Library
