Blogs de Ciência

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Archive for the bibliotecas

A mais antiga biblioteca pública no país


Informação recebida da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, que tem patente na Sala de São Pedro uma exposição intitulada "O serviço público da Biblioteca da Universidade":

A primeira “tese” da Mostra “Serviço público da Biblioteca da Universidade” é que, quase desde os seus primórdios, a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra foi uma biblioteca pública, sendo não só a mais antiga biblioteca pública portuguesa que continua a existir como até uma das mais antigas do mundo.

Infelizmente, sabemos muito pouco da sua primitiva organização e nem sequer sabemos quando e como começou … A primeira notícia que temos remonta a 13 de Fevereiro de 1513, quando o Reitor João Alvares manda o Recebedor Fernão Afonso fazer o “cano da livraria para lançar agoa fora e assim lhe dise que mandasse fazer as cadeas para os livros da Livraria do Studo para que os ditos livros stem em sua ordem para studarem por eles”. Provavelmente, tratava-se de prover de correntes, como era habitual nas “livrarias” (assim se designavam então as bibliotecas), os 58 volumes encadernados que tinham acabado de ser legados por Diogo Lopes, Lente de Cânones, falecido em 1508, e que ainda não estariam incorporados na “livraria” (biblioteca) da Universidade. Transcreve-se esse texto histórico:
da chaue da liuraria

Aos xij dias do mes de feuereiro de bcxiij annos nas scolas geraes do studo de lixboa em conselho perante o mujto honrado doctor Joam alvarez d eluas do desembargo delRey noso Senhor etc Rector do dito studo lentes e conselheiros dele pareceo fernam d afonso Recebedor do dicto studo e per ele foy dicto que ele trazia ali a chaue da liuraria E por ser necessareo corregerse hum cano pera lancar agoa fora da dita liuraria que a quem mandauam entregar a dita chaue pera se correger o dicto cano e per o dito Rector foy dito que ele teuese a dita chaue e que elle mesmo dese ordem como se fezese o cano e per o dito Recebedor foy dito que lhe nom desem aquele cargo que o nam auja de fazer e per o dicto Rector lhe foy dito que pois ele tinha fectas todas as obras das scolas por que nam faria hua cousa tam pouca e per o dicto Recebedor foy dicto que per o dicto conselho lhe fora priuado que nam entendese

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D. MANUEL DO CENÁCULO, UM ILUMINISTA CATÓLICO


Foi o iluminista Voltaire que disse “Deus é um comediante a actuar para uma plateia assustada de mais para rir”. De facto, o espírito das luzes, que ganhou força na Europa no século XVIII, não conviveu bem com a religião dominante no Velho Continente. Mas houve muitos iluministas católicos e até um movimento com o nome de Iluminismo Católico que tentou trazer para dentro da Igreja, adaptando-o convenientemente, algum do espírito das luzes.

Um dos nomes maiores do Iluminismo católico português foi decerto D. Manuel do Cenáculo (1724-1814), que participou na Junta de Providência Literária que preparou a Reforma Pombalina da Universidade de Coimbra e que dirigiu a Real Mesa Censória, um alto cargo na governação do Marquês de Pombal, e que foi também Bispo de Beja e de Évora. A principal marca que nos deixou foi a criação de bibliotecas, como a Biblioteca da Real Mesa Censória, a Biblioteca da Diocese de Beja e a Biblioteca Pública de Évora, que em 2005 celebrou os 200 anos.

D. Manuel do Cenáculo, de seu nome completo D. Frei Manuel do Cenáculo Vilas Boas Anes de Carvalho, deixou resmas de manuscritos, incluindo pormenorizados diários e correspondência trocada com um grande número de personalidades da época, que em boa parte se encontram guardados hoje na Biblioteca de Évora. Uma pequena mas significativa amostra desses escritos saiu há pouco no volume coordenado por Francisco António Lourenço, professor de história na Universidade de Évora, com o título “D. Manuel do Cenáculo. Instruções Pastorais, Projectos de Bibliotecas e Diário”, que é o número 8 da colecção “Ciência e Iluminismo” da Porto Editora. Essa colecção é um verdadeiro achado, para os leitores, como eu, que têm particular interesse e simpatia tanto pela ciência como pelo Iluminismo (os dois estão, como é sabido, muito próximos). A série abriu com a publicação de documentos de um outro iluminista, cientista botânico, o Abade José Correia da Serra, e continuou com textos, entre outros, de Domingos Vandelli, o químico e naturalista que de Pádua veio para Lisboa e Coimbra, e Diogo de Carvalho e Sampayo, o autor do curioso embora desconhecido “Sistema das Cores”.

Vejamos, em mais pormenor, a biografia do prelado que tem o seu retrato, merecidamente em grande, na Biblioteca Pública de Évora. Nasceu em Lisboa de origem humilde (o pai era serralheiro de Constantim, arredores de

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“TESOUROS” NO PÚBLICO


O "Público" de hoje, pela pena da jornalista Maria João Lopes, fala do livro "Tesouros da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra", com coordenação de António Eugénio Maia do Amaral, que saiu há pouco na Imprensa da Universidade de Coimbra. Ler aqui.

Na imagem: manuscrito autógrafo de Almeida Garrett.Continue a ler “TESOUROS” NO PÚBLICO

Lançamento dos “Tesouros” hoje na Joanina

Informação recebida da Imprensa da Universidade de Coimbra:

Hoje, dia 25 de Fevereiro de 2010, pelas 17h30m, terá lugar na Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra a apresentação pública da obra Tesouros da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, com coordenação de A. E. Maia do Amaral. A apresentação do livro estará a cargo do Doutor Jorge Couto, Director-Geral da Biblioteca Nacional de Portugal.

A Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra guarda tesouros que nos trazem a memória de cinco séculos do tempo português e mundial. O livro a ser lançado mostra alguns dos muitos tesouros que a Biblioteca Geral alberga. É obrigatório referir a colecção de mais de 3500 manuscritos, que por sua própria natureza são únicos; a Sala do Visconde, com a colecção de folhetos raros do tempo da Restauração; a Sala Oliveira Martins, com o espólio bibliográfico do grande historiador e escritor da “geração de 70”; e a Sala de São Pedro, na qual a rica colecção de livros do Colégio de São Pedro se conserva nas suas estantes de origem e onde tantas e tão notáveis exposições já se realizaram.

Beneficiária dos favores reais e do Depósito Legal desde os tempos da República, hoje na Biblioteca Geral pode o leitor encontrar todo o tipo de monografias e de publicações periódicas. Com as novas tecnologias da informação e da comunicação deram-se nos últimos anos passos decisivos para construir uma biblioteca moderna.

De tudo isto e muito mais se dá conta pormenorizada neste livro, através dos textos de António Filipe Pimentel sobre a arquitectura e a arte dos dois edifícios, de A. E. Maia do Amaral sobre as bibliotecas eruditas e espólios literários e científicos, num capítulo, e marcas bibliográficas, noutro capítulo, de Saul Gomes sobre os manuscritos iluminados, de Maria da Graça Pericão sobre a tipografia quatrocentista e quinhentista, de Flávio Pinho sobre os documentos musicais, de Iuliana Gonçalves sobre a imprensa periódica portuguesa, de Alexandre Ramires sobre a fotografia antiga, e de Carlos Fiolhais e seus colaboradores sobre o Instituto de Coimbra e sobre a rede de bibliotecas da Universidade. De referir, também a arte do físico e fotógrafo Paulo Mendes, que, com grande cuidado e rigor, fixou aspectos e obras de uma maneira por vezes surpreendente. A coordenação esteve a cargo de A. E. Maia do Amaral, Director Adjunto da Biblioteca.

Contamos com a vossa presença.

Imprensa da

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D. MANUEL DO CENÁCULO

Informação recebida da editora:

D. Manuel do Cenáculo
Instruções Pastorais, Projectos de Bibliotecas e Diário
coordenação de Francisco António Lourenço Vaz
Edição: 2009
Páginas: 144
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-34268-3
Colecção: CIÊNCIA E ILUMINISMO
18,90€

Sinopse

D. Manuel do Cenáculo (1724-1814) participou activamente nas reformas levadas a cabo pelo Marquês de Pombal e continuou, depois, como Bispo de Beja e Arcebispo de Évora, a levar a bandeira da ciência e da instrução ao povo rude e iletrado do Alentejo.

Com efeito, Cenáculo teve um papel determinante na reforma da Universidade de Coimbra, dirigiu a Real Mesa Censória e delineou projectos que teriam impacto na difusão da ciência entre nós. A sua acção reformista pautou-se por uma atitude, em consonância com as ideias das Luzes, que consistia em multiplicar os meios de informação e aquisição do conhecimento e disponibilizá-los ao público. Por isso, reuniu ao longo da vida uma vastíssima colecção de livros, moedas, produtos naturais, obras de arte e antiguidades, tendo em vista a criação de bibliotecas e museus abertos ao público.

Tendo presente a obra e percurso de D. Manuel do Cenáculo, seleccionámos algumas das obras que ilustram como a mentalidade científica era uma das bases do seu pensamento e da acção reformista. Esta colectânea reúne cartas pastorais, que comprovam as ideias de Cenáculo sobre o confronto entre ciência e religião, e os textos relativos à criação de bibliotecas e à participação nas reformas de ensino e defesa dos conhecimentos úteis.

Colecção CIÊNCIA E ILUMINISMO

Esta colecção integra obras científicas portuguesas da segunda metade do século XVIII e primeiro quartel do século XIX. O seu principal objectivo é o de proporcionar um melhor conhecimento das fontes para a história da produção científica em portugal ao longo do referido período, que corresponde a uma época de especial relevância na história das ciências em geral.

São editados nesta colecção textos inéditos ou que, quando publicados, tiveram reduzida circulação e permanecem hoje inacessíveis ao público interessado em conhecer as mais relevantes contribuições para a história da ciência em Portugal. Para além dos textos originais, cada obra inclui um ensaio introdutório de enquadramento e análise dos materiais editados.Continue a ler D. MANUEL DO CENÁCULO

“Uma coroa na testa da cidade”: a Biblioteca Geral, passado e futuro


Meu prefácio ao recente livro, ricamente ilustrado, "Tesouros da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra" (Imprensa da Universidade de Coimbra, com coordenação de A. E. Maia do Amaral):

A biblioteca, qualquer biblioteca mas principalmente uma grande biblioteca, é um mundo, um cosmos. O físico Carl Sagan, no seu livro Cosmos, num capítulo significativamente intitulado “A persistência da memória”, escreveu: “Os livros permitem-nos viajar através do tempo, beber na própria fonte o saber dos nossos antepassados. A biblioteca põe-nos em contacto com as concepções e o saber, a custo extraídos da natureza, das maiores mentes até agora existentes, com os melhores professores, provindos de todo o planeta e de toda a nossa história, para nos instruírem sem nos fatigarmos e para nos inspirarem a dar a nossa contribuição ao saber colectivo da espécie humana.”

As palavras de Sagan evocam as do filósofo e matemático René Descartes: “A leitura de todos os livros bons é como uma conversa com as pessoas mais sérias dos séculos passados que deles foram autores.” Pois as bibliotecas são esses sítios únicos e extraordinários onde, para nosso enriquecimento, podemos conversar em qualquer altura com pessoas que desconhecemos mas das quais podemos ficar amigos. Elas encerram verdadeiros tesouros por várias razões: porque os bons amigos são tesouros valiosos, que devemos saber guardar; e porque a voz deles se faz ouvir através de conjuntos de folhas manuscritas ou impressas, que são muitas vezes objectos eles próprios valiosos, quer pela antiguidade quer pela arte que exibem.

A Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra guarda tesouros que nos trazem a memória de cinco séculos do tempo português e universal. Permanece algo nebulosa a sua origem, mas decerto desde que há Estudo Geral em Portugal que há um sítio para os livros necessários ao estudo (o rei D. Dinis assinou a bula que funda a universidade portuguesa a 1 de Março de 1290). A origem da biblioteca da universidade pode ser datada no ano de 1512, pelo que em breve deverão ser comemorados os quinhentos anos da biblioteca (nessa altura ainda não era geral). Em 1545 já existia biblioteca pois o cronista da Índia Fernão Lopes de Castanheda foi nomeado “guarda do cartório e da livraria” da Universidade de Coimbra. Ele pertence, portanto, à galeria dos grandes professores bibliotecários que foram, depois dele André, de Avelar, no século XVII,

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Espólio integral de Pessoa “on-line”

A Biblioteca Nacional Digital (BND), departamento da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) que disponibiliza 10.500 títulos em formato electrónico, coloca online neste ano o espólio integral de Fernando Pessoa. Das obras de autores portugueses disponibilizadas na BND destacam-se "os 29 cadernos manuscritos e o dactiloscrito da 'Mensagem' de Fernando Pessoa e os documentos dos espólios de José Saramago, Antero de Quental e Camilo Pessanha" (Helena Patrício, directora de Serviços de Sistemas de Informação da BNP).

Além das obras destes autores, também as de António Feliciano de Castilho, Almeida Garrett, Alexandre Herculano e Eça de Queirós foram digitalizadas.

A funcionar desde 2002, a BND registou, entre Janeiro e Agosto deste ano, mais de cinco milhões de consultas, com destaque para o espaço dedicado a Eça de Queirós, que recebeu cerca de 7500 visitas mensais, o portal Fernando Pessoa, com 3600 visitas por mês, e Os Lusíadas, com 1500 visitas em cada 30 dias.

As versões portuguesas das publicações da União Europeia também já estão em formato electrónico, podendo ser acedidas aqui.

Uma lista completa das bibliotecas digitais em Portugal pode ser consultada no site da Rede de Conhecimento das Bibliotecas Públicas, aqui.Continue a ler Espólio integral de Pessoa “on-line”

NOVA BIBLIOTECA DE ALEXANDRIA 2




aqui mostrámos a nova Biblioteca de Alexandria, no Egipto, por fora. Por amabilidade do Dr. Víctor Lobo, a quem agradecemos, partilhamos com os leitores imagens que ele próprio tirou recentemente do interior dessa Biblioteca. Em cima um dos rolos do tempo da antiga biblioteca.Continue a ler NOVA BIBLIOTECA DE ALEXANDRIA 2

Templos do saber


Informação recebida da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra:

As fotografias de 30 bibliotecas históricas europeias que estiveram expostas em Paris, em 2009, na exposição “Temples du savoir”, converteram-se num magnífico livro acabado de publicar pela editora Ertug & Kocabiyik (Istambul).

A Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra e a Biblioteca do Palácio de Mafra são as únicas bibliotecas portuguesas fotografadas por Ahmet Ertug. A Joanina aí representada com quatro fotos em grande formato. De origem turca e a trabalhar em Londres, Ahmet Ertug estudou arquitectura e, depois de se começar a interessar por fotografia tornou-se um dos mais importantes fotógrafos de arquitectura actuais.

A apresentação do livro é de Bruno Racine, Presidente da Bibliothèque nationale de France (BnF) e a introdução de Robert S. Nelson, professor de História de Arte na Universidade de Yale, EUA. O livro tem apresentação na Internet disponível aqui. A edição normal está disponível no distribuidor, pelo preço de 650,00 Euros, assim como noutros revendedores por todo o mundo. Foi feita também uma tiragem especial, de 400 exemplares, numerada e assinada pelo fotógrafo, ao preço de $7,500.00 dólares americanos!
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Biblioteca Digital Mundial da UNESCO

Informação recebida na caixa de correio do De Rerum Natura:

Está disponível no sítio a Biblioteca Digital Mundial da UNESCO (BDM)

www.wdl.org

Reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos e explica em sete idiomas as jóias e relíquias culturais de todas as bibliotecas do planeta. "Tem, sobretudo, carácter patrimonial" , declarou Abdelaziz Abid, coordenador do projecto impulsionado pela UNESCO e outras 32 instituições. A BDM oferecerá documentos "com valor de património, que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do mundo em idiomas diferentes: árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português. Há documentos em linha em mais de 50 idiomas".

Entre os documentos mais antigos há alguns códices precolombianos, graças à contribuição do México, e os primeiros mapas da América, desenhados por Diego Gutiérrez para o rei de Espanha em 1562. Os tesouros incluem o Hyakumanto darani, um documento em japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da história; um relato dos azetecas que constitui a primeira menção do Menino Jesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes desvelando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos e esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos latino-americanas da Biblioteca Nacional do Brasil e a célebre Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia.

Cada jóia da cultura universal aparece acompanhada de uma breve explicação do seu conteúdo e seu significado. Os documentos foram escaneados e incorporados no seu idioma original, mas as explicações aparecem em sete línguas, entre elas O PORTUGUÊS. A biblioteca começou com 1200 documentos, mas foi pensada para receber um número ilimitado de textos, gravados, mapas, fotografias e ilustrações.

O acesso é gratuito e os usuários podem ingressar directamente pela Web, sem necessidade de se registarem. Quando se faz clique sobre o endereço www.wdl.org , tem a sensação de tocar com as mãos a história universal do« conhecimento. Permite ao internauta orientar a sua busca por épocas, zonas geográficas, tipo de documento e instituição. O sistema propõe as explicações em sete idiomas (árabe, chinês, inglês, francês, russo,espanhol e português). Os documentos, por sua parte, foram escaneados na sua língua original. Desse modo, é possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus traduzido em

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