Out 22
Exemplo de condicionamento operante em cães
Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Behaviorismo, Ciência Geral, Ciência Geral, aprendizagem, condicionamento, cães, operante, videos
Como todo psicólogo comportamental, nunca me canso de falar sobre condicionamento operante. Outro dia conheci um estudante do 1° período da minha faculdade que mostrou esse vídeo:
Ele ensinou sua cadela a sentar e rolar usando pedaços de carne como reforçador. No vídeo vemos o resultado final. O processo requer paciência… em um momento ela senta mas não rola e ele sabiamente não disponibiliza o reforço enquanto todo o comportamento é executado.
O mais engraçado é a outra cachorrinha no maior desespero querendo comida também! (e ainda ganha! desespero reforçado heheh)
© Felipe Epaminondas for Ciência e Psicologia, 2008. |
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Post tags: aprendizagem, cães, condicionamento, operante, Vídeos
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, é apenas uma parte da psicologia, mais que a psicologia ou é a psicologia?
R: Eu acho que é parte ...
Taí uma questão complicada de se responder. Uma amiga me fez essa pergunta para uma pesquisa, mas a resposta está longe de ser simples. Acontece que a psicologia, como uma ciência nova, possui diferentes abordagens que não concordam entre si quanto às técnicas, conceitos e nem mesmo em objeto de estudo.
O termo Psicologia vem do estudo (logos) da Psiquê, ou seja, da alma que guia as pessoas, uma visão dicotômica herdada de Descartes. Pouca coisa mudou desde sua época: hoje muito da psicologia envolve estudar processos internos humanos, processos cognitivos, instâncias psíquicas ou qualquer coisa do tipo - escolha seu termo favorito.
Eu prefiro seguir os caminhos de uma ciência natural, mas como pode uma ciência natural estudar processos mentais de uma natureza inespecífica e metafísica?! Não pode.
Não podemos saber ao certo o que se passa na mente de uma pessoa nem temos como interferir diretamente na mesma. Mas sabemos que alterando certos aspectos ambientais, têm-se como resposta alterações no comportamento de uma pessoa (ou qualquer organismo). Alterando o ambiente (VI) somos capazes de alterar o comportamento (VD).
Deste modo, para fazer um garoto beber água, podemos alimentá-lo com alimentos salgados; para melhorar o desempenho de alunos bagunceiros, podemos ...
“O brave new world, That hath such people in’t!“
Nós analistas do comportamento buscamos maneiras de aprender a prever e controlar o comportamento humano de modo a trazer o bem-estar social assim como as diversas outras áreas da ciência o fazem com seus respectivos objetos de estudo. O próprio Skinner imaginou uma sociedade onde os princípios da AC fossem aplicados ao bem comum (Walden II) e Aldus Huxley nos trouxe a sua visão de uma sociedade semelhante, onde os avanços da medicina, da biologia, psicologia e sociologia estão avançados em um ponto onde é possível controlar todos seus membros. O mais interessante é o tipo de controle exercido (e como é detalhado) e as repercussões que este mesmo controle traz a seus membros.
De maneira geral, a sociedade é dividida em 5 castas e cada pessoa se mostra bem satisfeita com sua vida, com suas regras e principalmente com sua posição social. As castas são: os Alfas, Betas, Gamas, Deltas e os Ípsilons. Cada ser é manipulado desde seu desenvolvimento embrionário de modo que não só tenham uma aparência física de acordo com sua casta (sendo os alfas os mais desenvolvidos, e os Ípsilons apenas grupos clonados ...
“Uma novidade pode reforçar o arsenal da medicina contra a depressão. Grupos de pesquisadores estão testando a eficácia de marcapassos no controle dos sintomas da doença, [...] Embora ainda experimentais, os estudos têm apresentado resultados animadores.
O objetivo da implantação dos marcapassos é o mesmo dos medicamentos orais usados hoje contra a enfermidade. As duas estratégias têm como finalidade reequilibrar a concentração no cérebro de substâncias associadas às emoções.“
Eu achei essa idéia tão absurda que juro que nem soube por onde começar a comentar, escrevi e apaguei este primeiro parágrafo umas três vezes pois em todas acabei sendo “radical” demais ou ofendendo alguém. Melhor apenas defender minha postura:
Eu não acredito que a depressão seja de origem genética nem que seja uma doença. Mas eu acredito que nosso corpo possui uma estrutura biológica herdada filogeneticamente para sentir, e em nossa ontogenia, ou seja, durante nosso desenvolvimento, esse corpo vai se adaptando ao meio que vivemos e em conjuntos de situações mais complexas como na perda de um ente querido, dificuldades financeiras, dificuldades de relações interpessoais, entre vários outras possíveis situações agravantes, acabamos adotando comportamentos rotulados como ... 


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