Exemplo de condicionamento operante em cães

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Behaviorismo, Ciência Geral, Ciência Geral, aprendizagem, condicionamento, cães, operante, videos
Como todo psicólogo comportamental, nunca me canso de falar sobre condicionamento operante. Outro dia conheci um estudante do 1° período da minha faculdade que mostrou esse vídeo: Ele ensinou sua cadela a sentar e rolar usando pedaços de carne como reforçador. No vídeo vemos o resultado final. O processo requer paciência… em um momento ela senta mas não rola e ele sabiamente não disponibiliza o reforço enquanto todo o comportamento é executado. O mais engraçado é a outra cachorrinha no maior desespero querendo comida também! (e ainda ganha! desespero reforçado heheh) © Felipe Epaminondas for Ciência e Psicologia, 2008. | Permalink | No comment | Add to del.icio.us Post tags: , , , , Feed enhanced by Better Feed from Ozh

Aprendizagem operante e treino de cães

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Behaviorismo, Ciência Geral, Ciências da Vida, aprendizagem, cachorros, condicionamento, videos
Mostrei recentemente o vídeo de uma criança birrenta e o usei para explicar como se dá a aprendizagem de comportamentos operantes: ele começa mais ou menos aleatório e a medida que se consegue um estímulo reforçador, essa aleatoriedade vai diminuindo, tornando o comportamento cada vez mais específico. A tendência de qualquer organismo é repetir comportamentos que lhe foram úteis no passado. Desta maneira, não vamos à geladeira porque sentimos sede, mas sim porque em outras situações em que experienciamos a sede, fomos reforçados ao ir à geladeira buscar um copo d’água. O controle está na história passada do indivíduo! Encontrei este vídeo no YouTube, onde a dona ensina sua cadela a baixar a cabeça (to bow) usando pedaços de comida como reforçador: O som do clique é apresentado junto à comida para que haja uma “associação” entre reforçamento e o som, de maneira que o dono não precise sempre dizer “muito bem“, o som já adquire o mesmo papel (associação não é um termo feliz para descrever este fenômeno mas o usei para deixar as coisas mais simples). Encontrei esse vídeo graças à claudiajotta, que também postou um vídeo interessante sobre o assunto no Youtube. © Felipe Epaminondas for ...

Parabéns aos biólogos e psicólogos!

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Behaviorismo, Biologia, Ciência Geral, Ciências da Vida, Psicologia, análise do comportamento
Dia 27 de agosto foi o dia do psicólogo e eu nem comentei nada por aqui (passei o dia preso em um ônibus a caminho de Campinas-SP), mas hoje é dia do biólogo e vou aproveitar essa oportunidade para fazer um interessante comentário: B. F. Skinner criou a Análise do Comportamento quando em 1938 em seu livro “The Behavior of Organisms” (O Comportamento dos Organismos) ele começou a descrever as leis que governam, adivinhe, o comportamento dos organismos! Curiosamente, psicologia não foi sua primeira escolha, Skinner se graduou primeiro em letras, mas sem sucesso na área, tentou em seguida a psicologia. Após fundar e muito escrever sobre a Análise do Comportamento e o Behaviorismo Radical, quebrando os moldes da psicologia tradicional, Skinner ainda chegou a afirmar que sua ciência tinha mais a ver com a biologia do que com a psicologia. A seguir o trecho de uma entrevista em que ele afirma isso: “Quatro questões em quatro minutos” - retirado de: JEAB and JABA Audio Links1. O que é a Análise Experimental do Comportamento? Você acha que é psicologia, é apenas uma parte da psicologia, mais que a psicologia ou é a psicologia? R: Eu acho que é parte ...

Peixes também aprendem

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Behaviorismo, Ciência Geral, Ciências da Vida, Curiosidades, comportamento animal, peixes, truques
Adoro animais domésticos mas nunca fui muito fã de peixes em aquário. Sempre achei muito monótono, muito sem gracinha. Engraçado que nunca tinha passado pela minha cabeça a idéia de treinar peixes a fazer truques, da mesma maneira que ensinamos cachorros, ratos e, aham, pessoas. No site http://www.r2fishschool.com/ estão disponíveis alguns vídeos de um peixinho dourado realizando alguns truques. Lá você pode também adquirir um “kit de treinamento” para peixes, que vem junto com um DVD instrucional. Um ótimo exemplo da aplicação dos conceitos da Análise do Comportamento. (enquanto escrevia isso, o Alessandro, do Olhar Beheca, postou em seu blog sobre um treino específico que fez com seu hamster, vale a pena dar uma olhada!) © Felipe Epaminondas for Ciência e Psicologia, 2008. | Permalink | One comment | Add to del.icio.us Post tags: , , , Feed enhanced by Better Feed from Ozh

O que é a Psicologia?

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Behaviorismo, Ciência Geral, Comportamento, Mente e Cérebro, Psicologia, interações
Taí uma questão complicada de se responder. Uma amiga me fez essa pergunta para uma pesquisa, mas a resposta está longe de ser simples. Acontece que a psicologia, como uma ciência nova, possui diferentes abordagens que não concordam entre si quanto às técnicas, conceitos e nem mesmo em objeto de estudo. O termo Psicologia vem do estudo (logos) da Psiquê, ou seja, da alma que guia as pessoas, uma visão dicotômica herdada de Descartes. Pouca coisa mudou desde sua época: hoje muito da psicologia envolve estudar processos internos humanos, processos cognitivos, instâncias psíquicas ou qualquer coisa do tipo - escolha seu termo favorito. Eu prefiro seguir os caminhos de uma ciência natural, mas como pode uma ciência natural estudar processos mentais de uma natureza inespecífica e metafísica?! Não pode. Não podemos saber ao certo o que se passa na mente de uma pessoa nem temos como interferir diretamente na mesma. Mas sabemos que alterando certos aspectos ambientais, têm-se como resposta alterações no comportamento de uma pessoa (ou qualquer organismo). Alterando o ambiente (VI) somos capazes de alterar o comportamento (VD). Deste modo, para fazer um garoto beber água, podemos alimentá-lo com alimentos salgados; para melhorar o desempenho de alunos bagunceiros, podemos ...

Admirável Mundo Novo (Aldus Huxley)

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Behaviorismo, Ciência Geral, Comportamento, Ficção Científica, Livros, Psicologia, admirável mundo novo, aldus huxley, ficção
O brave new world, That hath such people in’t!“ Nós analistas do comportamento buscamos maneiras de aprender a prever e controlar o comportamento humano de modo a trazer o bem-estar social assim como as diversas outras áreas da ciência o fazem com seus respectivos objetos de estudo. O próprio Skinner imaginou uma sociedade onde os princípios da AC fossem aplicados ao bem comum (Walden II) e Aldus Huxley nos trouxe a sua visão de uma sociedade semelhante, onde os avanços da medicina, da biologia, psicologia e sociologia estão avançados em um ponto onde é possível controlar todos seus membros. O mais interessante é o tipo de controle exercido (e como é detalhado) e as repercussões que este mesmo controle traz a seus membros. De maneira geral, a sociedade é dividida em 5 castas e cada pessoa se mostra bem satisfeita com sua vida, com suas regras e principalmente com sua posição social. As castas são: os Alfas, Betas, Gamas, Deltas e os Ípsilons. Cada ser é manipulado desde seu desenvolvimento embrionário de modo que não só tenham uma aparência física de acordo com sua casta (sendo os alfas os mais desenvolvidos, e os Ípsilons apenas grupos clonados ...

Marcapasso contra a depressão

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Behaviorismo, Ciência, Ciência Geral, Comportamento, Medicina, Psicologia, Psiquiatria, Saúde, depressão, doença mental, farmácia
Passeando pela net, me deparei com este artigo, a seguir um trecho: Uma novidade pode reforçar o arsenal da medicina contra a depressão. Grupos de pesquisadores estão testando a eficácia de marcapassos no controle dos sintomas da doença, [...] Embora ainda experimentais, os estudos têm apresentado resultados animadores. O objetivo da implantação dos marcapassos é o mesmo dos medicamentos orais usados hoje contra a enfermidade. As duas estratégias têm como finalidade reequilibrar a concentração no cérebro de substâncias associadas às emoções.“ Eu achei essa idéia tão absurda que juro que nem soube por onde começar a comentar, escrevi e apaguei este primeiro parágrafo umas três vezes pois em todas acabei sendo “radical” demais ou ofendendo alguém. Melhor apenas defender minha postura: Eu não acredito que a depressão seja de origem genética nem que seja uma doença. Mas eu acredito que nosso corpo possui uma estrutura biológica herdada filogeneticamente para sentir, e em nossa ontogenia, ou seja, durante nosso desenvolvimento, esse corpo vai se adaptando ao meio que vivemos e em conjuntos de situações mais complexas como na perda de um ente querido, dificuldades financeiras, dificuldades de relações interpessoais, entre vários outras possíveis situações agravantes, acabamos adotando comportamentos rotulados como ...

O relógio causa as horas?

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Behaviorismo, Ciência, Ciência Geral, Comportamento, Psicologia, Saúde
“Quem joga o futebol? O cérebro? As pernas? Os pés ‘jogam’ futebol? Os impulsos nervosos? A serotonina joga futebol? Alguma outra parte ou processo interno do corpo? De alguma forma essas partes ou processos fazem com que joguemos futebol? Iniciam o jogar? Não! Jogamos o futebol tal qual o jogamos porque, por nossa filogênese, temos essas partes e elas estabelecem as bases físicas (e daí bases fisiológicas) para que esse comportamento seja possível. Jogamos com elas, mas não porque elas ‘queiram’; não são elas que jogam. É o organismo como um todo” (Starling, 2000, p. 12). STARLING, R. R. . A interface comportamento/ neurofisiologia numa perspectiva behaviorista radical : o relógio cusa as horas ? . In: Kerbauy, R.R.. (Org.). Sobre comportamento e cognição. Santo André: SET, 2000, v. 5, p. 3-15. “Uma ciência do sistema nervoso baseada na observação direta, e não na inferência, finalmente descreverá os estados e os eventos neurais que precedem formas de comportamento. Conheceremos as exatas condições neurológicas que precedem, por exemplo, a resposta ‘Não, obrigado’. Verificar-se-á que estes eventos são precedidos por outros eventos neurológicos, e estes, por sua vez, de outros. Esta seqüência levar-nos-á de volta a eventos fora do sistema nervoso ...

Onde estão as doenças mentais? - Parte 2

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Behaviorismo, Ciência, Ciência Geral, Comportamento, Medicina, Psicologia, Psiquiatria, Saúde, comportamental, doença mental, esquizofrenia
Na semana passada levantei a questão de que as “doenças mentais” nada mais seriam do que padrões de comportamentos aprendidos durante a história de nossas vidas. É um conceito no início um pouco difícil de digerir e estou tentando explicá-lo de maneira simples, sem muito behaviorês. Quais são as implicações deste tipo de visão? No meu ponto de vista, a mais relevante é que se tiramos a causa do problema de dentro do cérebro (ou do universo mental) também deixamos de buscar as soluções nestes lugares. Se queremos ter controle sobre estes comportamentos inadequados, a resposta está nas relações do indivíduo com seu ambiente (histórico, físico, social). Através da Análise do Comportamento sabemos como comportamentos são aprendidos, como padrões de respostas aparecem nas mais diversas situações, como levar comportamentos à extinção, ou seja, temos o conhecimento necessário para uma intervenção eficaz. O problema é que a maneira como uma pessoa aprendeu a emitir um comportamento não é igual à da outra pessoa - o desafio é justamente em enxergar quais são as funções de um determinado comportamento, ou seja, identificar o que o está mantendo. O que fazer a partir daí também não é simples: alguns comportamentos podem ser ...

Coulrofobia: O Medo de Palhaços

Felipe Epaminondas @ Ciência e Psicologia Categorias: Behaviorismo, Ciência, Ciência Geral, Comportamento, Medo, Psicologia, Psiquiatria, comportamental, fobia, palhaços, terapia, videos
Alguns dias atrás me deparei com esse vídeo que mostra uma mulher sofrendo de fobia de palhaços. Achei interessantíssimo, logo o traduzi para o português e já está disponível também no Youtube. É muito comum as pessoas utilizarem medicamentos para diminuir sua ansiedade em casos como este. Mas será que só os medicamentos é realmente eficaz? Buscamos na medicina as curas para nossas doenças, mas sentir ansiedade está longe de ser uma doença. É uma resposta natural do organismo à situações ameaçadoras. Watson mostrou há muito tempo atrás que a definição de ameaçadora é bem subjetiva: aprendemos a ter medo de diferentes estímulos a partir das nossas experiências de vida, mesmo sem sabermos explicar como aprendemos. A lista de possíveis fobias, portanto, é gigantesca - é um absurdo considerar que exista uma diferente causa biológica para cada um destes medos. A terapia de base comportamental é sem dúvida o meio mais eficaz de sanar estes problemas. Este vídeo mostra bem o uso da dessensibilização sistemática com uma cliente que, provavelmente, já estava em tratamento por algum tempo (afinal de contas, seria muita maldade colocá-la de frente à um palhaço logo na primeira sessão). A ansiedade ...
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