Lamarck e os grande enigmas da vida

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Biografia, Ciência Geral, Divulgação Científica, Evolução, História da Ciência, Lamarck, Personalidades e Cientistas
Aprendemos na escola que Darwin não foi o único a imaginar um processo de evolução para as espécies. Quase que inevitavelmente no ensino deste tema, os livros didáticos e professores contrapõem a teoria darwiniana com a lamarckista. Em muitos casos, inclusive, Lamarck e sua hipótese de evolução, são ridicularizados. Com a exposição Darwin, que acontece [...]

Expondo Darwin

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Bafana Divulga, Charles Darwin, Ciência Geral, Divulgação Científica, História da Ciência, Turismo, exposição darwin
Já está em Goiânia a exposição Darwin – Descubra o homem e teoria revolucionária que mudou o mundo promovida pelo Instituto Sangari.  Como alguns sabem critiquei tempos atrás, aqui mesmo neste espaço, outra produção deste Instituto, a Exposição Genômica (vi em SP) que, por motivos diversos, achei mal feita (aparelhos de TV em exagero e [...]

Métodos de recuperação de áreas degradadas

danambiental@gmail.com @ Portal Brasil Ambiental Categorias: Areas Degradadas, Artigos, Ciência Geral
Para o sucesso na recuperação de áreas degradadas é necessário encontrar e utilizar princípios ecológicos e silviculturais. Busca-se então, por meio do conhecimento científico, métodos eficazes de melhorar e nortear os modelos de recuperação (Fonseca et al. 2001). Dentre estes conhecimentos encontram-se a florística; a fotointerpretação; a fitossociologia com estrutura e dinâmica de populações, a auto-ecologia e biologia das espécies; assim como aspectos silviculturais por meio de coleta de sementes, produção de mudas e procedimentos adequados em plantios (Fonseca et al. 2001; Gonzalves et al. 2005). Dentre os modelos utilizados na recuperação em formações florestais tropicais podemos citar:Plantio ao acaso: utiliza espécies sem seguir uma ordem ou um arranjo pré-estabelecido. Segue o pressuposto que as diferentes espécies, basicamente intermediárias em processos sucessionais que liberam propágulos ao acaso (Kageyama & Gandara 2004).Plantio heterogêneo: utiliza espécies nativas da fisionomia original das áreas remanescentes com um plantio heterogêneo, proporcionando uma estruturação de novo ambiente mais próximo do natural. Assim, obtêm-se uma continuidade das funções específicas das espécies da comunidade.Sucessão ecológica: busca aliar espécies pioneiras sombreadoras às espécies dos estágios mais finais de sucessão (clímax). Este sombreamento ocorre de acordo ...

Dona Capes, obrigado!!

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Bafana Divulga, CAPES, Ciência Brasil, Ciência Geral, Mestrado, cnpq, crítica, ueg
É comum ouvirmos pesquisadores e professores universitários dizerem “Ah, a Capes é injusta com isto…” ou “O CNPq não sabe o que faz…” ou ainda, o “O MEC tem uma política equivocada…”. Bem, vivemos num pais democrático e claro, todos têm direito à opiniões. Mas há algo injusto quando a crítica é feita, por professores [...]

Introdução à Biorremediação I

danambiental@gmail.com @ Portal Brasil Ambiental Categorias: Areas Degradadas, Artigos, Biorremediação, Ciência Geral, Tecnologia
Remediar é [...] atenuar com remédio o mal, reparar, corrigir, evitar, obstar, prevenir, minorar, atenuar [...]. Sendo assim, a biorremediação, em sentido amplo, pode ser entendida como uma tecnologia que visa a prevenção e minimização de impactos antrópicos negativos e a restauração de habitats naturais contaminados utilizando agentes biológicos, ou seja, realizar o controle de poluentes por meio do uso de processos biológicos. Para fins deste postagem, será considerada a definição que estabelece a biorremediação como a utilização de microorganismos na detoxificação, degradação, redução, eliminação e transformação de poluentes presentes em solos, sedimentos, água e ar. Os microorganismos que são encontrados naturalmente em ambientes contaminados são geralmente bem adaptados para sobreviver na presença de contaminantes e em condições anômalas de temperatura e pH. Esses microorganismos nativos apresentam potencial na aplicação da remediação de poluentes, pois se um grupo de microrganismos consegue proliferar num ambiente contaminado, existe uma grande chance que possua um sistema que lhe permita interagir com as espécies químicas existentes. Consórcios de microorganismos podem ser extraídos destes lugares, adaptados a um contaminante específico e finalmente utilizados na sua detoxificação. Uma das técnicas mais utilizadas e conhecidas que ...

Quando a realidade é melhor que a ficção!!

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Bafana Divulga, Ciência Geral, Darwin, História da Ciência, Turismo, godzilla, iguana marinha, ilhas galápagos
Imagem do National Geographic Quando chegou a Galápagos, Darwin só não praticou seu esporte preferido, a caça, porque os animais eram muito dóceis e não fugiam, não fogem ainda, quando vêem os humanos. Ele deixou o rifle de lado, pegou um iguana marinho com as próprias mãos e o jogou na água várias vezes, para analisar o comportamento e o modo de nadar destes animais que ocorrem apenas nestas ilhas. Ao nadar, os indivíduos da espécie Amblyrhynchus cristatus, colocam as patas para trás e balançam o corpo de lado, incluindo a cauda que tem metade do tamanho do corpo que é, nos adultos, de um metro. Sua coloração é preta o que colabora para camuflá-lo de predadores no substrato de lava endurecida e negra, mas principalmente os ajudam a absorver calor, pois a água do mar é fria e os iguanas precisam se aquecer depois de se alimentarem de algas que crescem aderidas a rochas a dez metros ou mais de profundidade. Imagem by Net Na terra eles “espirram” muitas vezes, eliminando o excesso de sal do alimento ingerido. Este jato de ...

George, e a Idade do Lobo - Tartaruga

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Ciência Geral, George, conservação, ilhas galápagos, tartarugas
Imagem exclusiva Bafana Ciência No artigo anterior falei sobre as tartarugas gigantes das Galápagos e citei de relance o Lonesome George ou George, o Solitário. Trata-se de um macho que vive na Estação de Pesquisa Charles Darwin (EPCD) e é o último espécime de Geochelone abingdoni (veja foto), uma das 11 espécies de tartarugas gigantes das Galápagos. George foi levado para um cativeiro da EPCD em 1971 e viveu apertado até a chegada da Dra. Linda Cayot em 1988 que, encontrando-o acima do peso, começou um longo e paciente trabalho para que ele conseguisse se reproduzir. George foi primeiramente submetido a uma dieta rigorosa, pois répteis obesos têm menores chances de procriarem. Depois foi colocado num cativeiro maior, que o obrigava a caminhar bastante para obter seu novo alimento, que sempre era servido longe dele. by Net by Net Quando George entrou em forma, recebeu a companhia de duas fêmeas da espécie G. becki, que viviam no vulcão do Lobo na ilha de Isabela e que são morfologicamente bem ...

Gigantes pela própria natureza

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Bafana Divulga, Charles Darwin, Ciência Geral, Divulgação Científica, Ecologia, História da Ciência, Manejo de Recursos, Turismo, especiação, ilhas galápagos, tartarugas
Imagem exclusiva Bafana Ciência As ilhas Galápagos, que pertencem ao Equador e se situam no chamado “meio do mundo” têm um símbolo inequívoco que lhes fornece o nome: as tartarugas gigantes. Há dois significados para Galápagos em espanhol: cágado e sela, já que os grandes cascos destes répteis lembram uma sela de cavalo. Independente disto, estes animais realmente são gigantes pela própria natureza: os machos alcançam um metro e meio e cerca de 250 kg (junte apenas 4 e você tem uma tonelada). Foram servidas em banquetes para quase todos os navegantes que visitaram as ilhas, começando pelo Frei Tomas de Berlanga, arcebispo do Panamá, que durante uma viagem ao Peru em 1535, perdeu-se para descobrir oficialmente as ilhas. Não se tem certeza se o Frei disse que “Deus escreve certo por linhas tortas”, já que ele achou as ilhas pouco convidativas, apesar de entrar para a história por este acontecimento. Imagem exclusiva Bafana Ciência Outro visitante inusitado das Galápagos foi Robinson Crusoé, cujo nome real era Alexander Selkirk ...

Mais perto de Deus

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Arte, Artigos, Ciência Geral, História, História da Ciência, Livros, Personalidades e Cientistas, Turismo, andes, chimborazo, cotopaxi, humboldt, la condamine, rafael troya
Cotopaxi Em junho de 1736, chegou à Quito no Equador uma missão da Academia Real de Ciências de Paris formada por Pierre Bouguer (físico), Charles-Marie de La Condamine (geógrafo) e Louis Godin (matemático e chefe da expedição), além de um botânico. Foram medir um grau do arco do meridiano no equador terrestre para testar a hipótese newtoniana, de que a Terra tem forma elíptica. A mesma Academia também tinha enviado outra expedição à Lapônia, perto do círculo polar. Assim, se o arco do meridiano fosse maior no equador, a Terra deveria ser abaulada no equinócio e Newton estaria certo… Rota de La Condamine Porém a medição não era tão simples. Para determinar o meridiano era necessário colocar vários pontos fixos (geodésicos) distantes uns dos outros vários graus de latitude, formando triângulos para depois projetar um arco e medir sua longitude. Ainda era necessário um barômetro preciso para considerar e padronizar a altitude. Tudo isto tinha que ser feito no mau e volúvel tempo ...

Recesso

Igor Santos @ 42. Categorias: Artigos, Caipirinha, Churrasco, Ciência Geral, Ler, Medicina, Notícias, aniversário, vida
Aos meus duzentos e poucos leitores (!!), setenta e tantos dos quais de assiduidade diária (!!!!), venho informar que estou impedido de digitar (escrevo isto com um lápis, firmemente preso entre meus dentes, enquanto saboreio o doce sabor da madeira molhada e da argila com grafite que me mancha a língua) e, portanto, serei obrigado a tirar uma semana de folga. Só voltarei a publicar artigos segunda-feira, 4 de agosto. Talvez. Dependo de permissão de meus esculápios. Preciso ainda relatar que meu fim-de-semana foi excepcionalmente ótimo. Festa(s) boa(s), gente boa, dormida(s) boa(s). Melhor que esse, só outro desse (com o chuveiro despejando água quente sem interrupções). Tentem todos ter uma boa semana enquanto aproveito minhas férias minha licença médica. =¦¤þ

Ilha Bartolomé

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Ciência Geral, Ecologia, Turismo, ilhas galápagos, viagem
Fragatas Oi pessoal, nos desculpem a demora. Muita correria e canseira. A vida no mar, descansa a cabeça mas o corpo velho de guerra, já não é mais aquele…. Enfim, nossa última visita em Galápagos foi para uma de suas inúmeras pequenas ilhas, a Bartolomé. Bem, no caminho até lá, no barco, muitas fragatas (Fregata minor e Fregata magnificens) nos seguiram, voando ao lado da janela da cozinha do barco, esperando que o cozinheiro jogasse-lhes restos de comida. Ele estava de bom humor, elas comeram bem e bastante. Dafhne Maior Ainda, passamos próximos a uma outra pequena ilha chamada “Dafhne Maior” que lembra exatamente um vulcão, mas ninguém tem permissão de aportar nela. Ronaldo na Ilha Bartolomé Em Bartolomé, o espetáculo é realmente incrível. Há 17 vulcões extintos na ilha, incluindo um submerso pela alta maré, os outros formam uma verdadeira aula de geologia vulcânica que detalharei mais tarde pra vocês quando finalmente estiver de volta ao Brasil....

Viagem a Galápagos: Chegada

Igor Pivomar @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Ciência Geral, Turismo, galápagos, viagem
Dia 07/06: Com os Cartões de Ingresso no bolso, nossos aventureiros percorrem de avião os 900Km que separam as Ilhas do continente, com direito a várias fotos aéreas! O pouso foi tranquilo nas Galápagos. O destino agora é cidade de Puerto Ayora na Ilha de Santa Cruz, para chegar lá pegam um ônibus lotado, depois embarcam numa balsa para atravessar um pequeno canal que corta a ilha e a seguir, mais 45 minutos de asfalto. Como a expectativa em explorar a ilha era grande, não perderam tempo, foram logo conhecer as famosas tartarugas gigantes do gênero Geochelone numa fazenda particular (três dólares a entrada). Dia 08/06: Na mesma Ilha de Santa Cruz na Estação de Pesquisa Charles Darwin  a Adriana ficou encantada com os cactos gigantes (a comida preferida da tartaruga) que é criada e monitorada na estação. O mercado de peixes da Ilha de Santa Cruz é animadíssimo e como não bastassem as donas de casa e os pescadores, tem ainda pelicanos e leões marinhos, para quem raspas e restos interessam. Estes bichos são folgados…!! ...

Darwin e as desprezíveis Galápagos - I

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Bafana Divulga, Ciência Geral, Darwin, Divulgação Científica, História da Ciência, Personalidades e Cientistas, Turismo, hms beagle, ilhas galápagos, origem das espécies
Quando Charles Darwin (1809-1882) chegou às Galápagos em 15 de setembro de 1835 pareceu relativamente desapontado com o que viu. Apesar de já conviverem com pelo menos 200 exilados deportados do Equador, então colônia inglesa, as aves locais não fugiam dos homens quando os avistavam. Darwin cutucou uma delas com seu rifle e achou que elas não serviam ao nobre esporte inglês de caça ao pássaro que ele adorava. O que ele poderia fazer ali, naquelas ilhas áridas com suas flores feias e aves de aspecto “sul-americano”? Foi então observar os vulcões e os comparou com fornalhas de ferro inglesas “perto de Wolverhampton”. Depois caminhando sob o sol escaldante em busca de depósitos de águas da chuva, ajudou à capturar alguns iguanas para uma refeição que o capitão do Beagle, FitzRoy, classificou como “razoável”, o que para nosso paladar de brasileiro, deve ser considerada “quase desprezível”. Mas Darwin também pegou um dos iguanas e jogou-o ao mar. O iguana voltou nadando, e ele repetiu a maledicência com o pobre bichinho mais algumas vezes, anotando seu ...

Sobre heróis e covardes

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Bafana Divulga, Ciência, Ciência Geral, Divulgação Científica, História da Ciência, Personalidades e Cientistas, galileu galilei, newton
Nicolau Copérnico (1473 – 1543) não foi o primeiro a tentar provar que a Terra girava em torno do sol. Foi precedido por Erastóstenes de Cirene (300 a.C.) que estimou o diâmetro da Terra (12.800 km), provando que nosso planeta é redondo e Aristarco de Samos (320-250 a.C.) que tentou medir a distância do sol com a Terra, criando a teoria heliocêntrica (objetos giram em torno sol). Ainda, 300 anos antes de Copérnico, os islâmicos discutiram muito, e bem, sobre o movimento da Terra ao redor do Sol e também o influenciaram (há controvérsias sobre a intensidade desta influência). Assim, e por incrível que pareça, dizer que a Terra girava em torno do Sol era, cientificamente falando, o de menos. Mas as idéias estavam, de qualquer forma fragmentadas e Copérnico deu um corpo a teoria do heliocentrismo, pois foi além da relação Terra-Sol. Ele deixou muito claro que os objetos pesados em todos os lugares tendem para seus próprios centros, isto é, objetos terrestres caem na Terra, lunares caem em direção ao centro da Lua e assim por diante. Deste modo, todos os ...

Era uma vez

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Bafana Divulga, Ciência Geral, História, Livros, churchill, crítica, hitler, livro
John Lukacs não é apenas um historiador. É um grande contador de histórias (O Duelo: Churchill x Hitler; Junho de 1941 – Hitler e Stálin; Churchill – Visionário. Estadista. Historiador) e, às vezes, proseador de histórias sobre histórias, como em O Hitler da História. Lukacs é elegante, quase pedante, chegando mesmo a forçar o texto para inserir frases e expressões de efeito como: “(…) lembra a conhecida criada irlandesa que, questionada pelos vizinhos se as fofocas sobre a jovem viúva do final da vila eram verdadeiras, respondeu: ‘Não são verdades, mas suficientemente verdadeiras”” (Junho de 1941 – Hitler e Stálin). Ele tem a percepção que a História (com H maiúsculo) é muito mais o resultado da visão, arrogância, capricho ou teimosia dos líderes do que de disputas entre esquemas ou sistemas de poder: “(…) a derrota final [de Hitler] pode ter sido predestinada por sua arrogância. Mas também, a arrogância é defeito mais de caráter do que de visão, e Hitler não era cego” (O Hitler da História). Em O ...

África: um continente acorrentado por ele mesmo

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Bafana Divulga, Ciência Geral, Divulgação Científica, Governo, História, Livros, Política, Zimbábue, economia, África
É um chavão, mas vá lá: normalmente quando se fala em África a maioria das pessoas vai logo pensando em hordas famélicas num ambiente árido e sem esperança. E então elas se perguntam se não têm culpa neste sofrimento, pois afinal, além da escravização de boa parte da sua força de trabalho, o ocidente colonizou seus países explorando suas veias abertas, para enriquecimento das nações além mar. Mas será que foi, ou continua, desta forma? Robert Guest, editor de assuntos africanos para a The Economist em seu livro The Shackled Continent – Africa’s past, present and future (Ed. Macmilian, 280p., 2003, 11 libras e ainda não traduzido para o português, mas que poderia ter como título: “O Continente Acorrentado - O passado, presente e futuro da África”), tenta reverter a pergunta do porquê a África é tão pobre, para: por que a África é tão improdutiva? Por que mesmo representando aproximadamente 10% da população mundial este continente contribui com apenas 2% para o comércio mundial? Robert Guest morou em alguns países africanos durante três anos, e em 2004, após a publicação ...

Enquanto isto na sala de comando….

Igor Pivomar @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Ciência Geral, INPE, curso, ecopath, são josé dos campos
O Ronaldo está “no comando” de um curso de Ecopath com Ecosim no INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) em São José dos Campos. Participam desta oficina de treinamento, pesquisadores que estudam o Pantanal, a Amazônia e vários ecossistemas marinhos brasileiros, como algumas lagoas do Rio de Janeiro. O Ecopath é um programa de computação apto a descrever quantitativamente as trocas energéticas entre componentes de um ecossistema aquático, como fitoplâncton, zooplâncton, organismos bentônicos e as espécies de peixes, com suas diferentes dietas alimentares. O pesquisador entra com os valores de crescimento e consumo de cada um dos compartimentos do modelo e o programa faz o balanceamento termodinâmico entre os compartimentos, permitindo a avaliação da resiliência do sistema, isto é, da capacidade do ecossistema em suportar impactos oriundos da pesca e outras atividades humanas. O Ecopath pode ser adquirido gratuitamente no site www.ecopath.org. O objetivo do INPE nesta história é usar imagens de satélite para monitoramento, controle e manejo da pesca. O Ecopath com Ecossim é um programa que permite a análise ecossistêmica do ambiente e simulações de ...

Um pouco sobre Matemática e Ciências (II de II)

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Ciência, Ciência Geral, Divulgação Científica, Ecologia, História da Ciência, Matemática, crítica
… Assim, a ciência natural atual nasce indissociável à matematização de seu objeto de estudo e à partir de então, começa a ser construído o abismo que até hoje separa as ciências “duras” (exatas e naturais) das ciências “moles” (ciências humanas). Estas são incapazes de previsões precisas e por isso muita gente acha que, por exemplo, História não é ciência. Neste sentido, em Guerra e Paz, Tólstoi filosofa sobre a matemática na história. Assim, como a integral é a somatória dos infinitésimos valores da derivada de X, o resultado final da história da humanidade seria a somatória das infinitésimas ações de cada pessoa. Felizmente a natureza do Homem é complexa demais para ser matematizada, diferente dos corpos celestes de Galileu, de populações de laboratório, dos alelos do cromossomo, ou ainda de estoques pesqueiros. Quando na UEG eu inicio a disciplina de Ecologia, muitos estudantes pensam que serão discutidos grandes temas como: a matança de baleias, a destruição do cerrado e da Amazônia, ou ainda a poluição dos grandes rios. Ao invés disso eles encontram equações de crescimento, índices ...

Um pouco sobre Matemática e Ciências (I de II)

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Bafana Divulga, Ciência Geral, Divulgação Científica, Ecologia, História da Ciência, Livros, Manejo de Recursos, Matemática, newton
O meu negócio é número” repetia uma personagem do humorista Jô Soares (no tempo que ele era engraçado) para ironizar o então ministro - forasteiro da Agricultura, o economista Delfim Neto. Afinal a Economia é uma ciência exata ou não? Roberto Campos que tem uma substancial obra econômico-política disse certa vez que os Ensaios Analíticos de Mário Henrique Simonsen era o livro que ele gostaria de ter escrito. Neste, os assuntos vão desde a associação entre matemática e música, passando pela teoria da relatividade e culminando claro, com economia (fico devendo uma resenha deste excepcional livro). A Economia já foi denominada como a ciência irmã da Ecologia. A etimologia das palavras é similar: “nomia”: manejo, “logia”: estudo, “eco”: casa. Assim enquanto a Ecologia é o estudo da casa, a Economia trata de seu manejo. Uma das formas mais eficazes na conciliação destas disciplinas, buscando desenvolvimento e preservação, é através do uso de modelos matemáticos que são simplificações do mundo real, e às vezes servem como a hipótese nula para cientistas nos mais diversos campos do saber. Aliás, foi um destes ...

Recarga artificial de aqüíferos: sobre-explotação e escoamento superficial

danambiental@gmail.com @ Portal Brasil Ambiental Categorias: Artigos, Ciência Geral, Tecnologia, água
Um aqüífero pode ser entendido como todo material geológico passível de armazenar e circular água, seja na zona saturada do solo ou nos poros, fraturas/fissuras ou carstes das rochas. Pode ser livre, quando o nível piezométrico [*] é igual ao nível da água, ou confinado quando está limitado superior e inferiormente por formações impermeáveis ou praticamente impermeáveis e o nível piezométrico se encontra acima do nível da água. A recarga natural de um aqüífero ocorre com a infiltração natural da água pluvial em áreas permeáveis, sendo posteriormente, armazenada no solo ou nas rochas.Embora haja o consenso da importância dos recursos hídricos subterrâneos, principalmente, no que tange o abastecimento urbano, industrial e agrícola ainda existem atividades humanas que causam impactos negativos sobre eles. A falta de políticas de zoneamento, planejamento e ordenamento territorial causam a impermeabilização das áreas naturais de recarga e concentram o fluxo superficial da água gerando problemas como enchentes e inundações. Associado a falta de recarga, causada pela impermeabilização, encontramos a sobre-explotação da água subterrânea que pode causar o esgotamento do recurso inviabilizando-o para posterior utilização. A recarga artificial pode ser tanto intencional quanto acidental. ...

Os Monstros: nossos maiores amigos

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Ataques de tubarão, Bafana Divulga, Biologia, Ciência Geral, Divulgação Científica, Ecologia, Geral, Publicações, Tubarão, Turismo, crítica, África, África do Sul
Para a geração que chega agora nos 40, poucos filmes foram tão impressionantes na adolescência como Tubarão de Steven Spielberg. Longe dos monumentais efeitos computadorizados de hoje, o aclamado diretor conseguia manejar muito bem a câmera, colocando os espectadores, hora como vítima, outra como predador, fazendo-os, por assim dizer, sentirem-se como ambos. Tudo isto ao som daquela “musiquinha”: tundundun-dundun-tundun… mais aterrorizante talvez apenas, os gritos agudos no chuveiro de Hitchcock, em Psicose, conhecido e traduzido em Portugal como O Filho que era Mãe (parece piada, mas é pura verdade, perguntem pro Ruy Castro). A cena de abertura do filme é clássica: a garota, num luau com os amigos transviados, vai nadar nua, no oceano tranqüilo. E então, tundundun… na poltrona da cidade do interior (longe do mar) já sabíamos o que ia ocorrer, mas nos aterrorizávamos mesmo assim. Depois vem a caçada ao grande bicho -“assassino”, que mostra toda a sua força, até ser explodido em zil pedaços. Politicamente incorreto? Então que tal lembrar do cultuado Moby Dick, romance de Hermam Melville, sob a direção de John ...

Divulgação e Educação Científicas: algumas considerações

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Bafana Divulga, Charles Darwin, Ciência, Ciência Geral, Divulgação Científica, História da Ciência, Livros, Publicação, Publicações
A Ciência é um processo de aprendizado sobre a natureza em que diferentes idéias sobre como o mundo trabalha são medidas contra a observação. Desta forma, diferente do senso comum, a ciência necessita testar suas idéias, sintetizadas em hipóteses ou modelos, através do confronto com a realidade. Foi assim com Galileu que, observando os movimentos dos astros, provou (em sentido literal) que a Terra girava em torno do Sol, apesar disto parecer tão ilógico. Sem incorrer em grande erro podemos dizer que a ciência, tal qual a conhecemos hoje, nasceu com Galileu. Agora, imagine um homem que, em plena Inquisição, sustentava que a Lua não era uma esfera perfeita, que a Via Láctea era composta de inúmeras e incontáveis estrelas, além é claro de nosso planeta ser apenas mais um entre outros, e tudo isto usando um telescópio (que, para seus pares, “distorcia a realidade do olho nu”!). Não bastassem esses pioneirismos, ao invés de escrever uma de suas principais obras, o Diálogo sobre os dois Máximos Sistemas de Mundo em latim (o “inglês” da época) publicou mesmo em italiano (idioma oficial de apenas um país). ...

Revolução Genômica. Ai que canseira!

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Ciência Geral, Divulgação Científica, Turismo, Video, crítica
//glaucenografia.blogspot.com/2007/12/revoluao-genomica.html A exposição: Revolução Genômica, é uma badalada exibição de temas ligados à molécula de DNA, e já foi definido como “… o hardware molecular que dá suporte ao processo da vida”. No primeiro salão da exposição, somos reportados à uma floresta tropical e toda a sua biodiversidade. Plantas foram dispostas formando um indisfarçável jardim de madame, com televisões multi-coloridas espalhadas por todos os lados. Alguns terrários de vidro exibiam espécimes verdadeiros de nossa fauna. Uma cobra, um sagüi, um tucano e até um homem, pra mostrar que compartilhamos, por ancestralidade, o DNA com eles. A idéia é boa, mas nada original. Meu amigo, Walter Barrela, enjaulou-se com a família no Zoológico de Sorocaba na década de 90. Somos mesmos uns animais. //glaucenografia.blogspot.com/2007/12/revoluao-gomica.htmlDepois de um horrendo show de bichos empalhados, entramos numa “célula” com mitocôndrias e núcleo gigantes, um cenário mal copiado de uma das belezas bem feitas do Museu de História Natural de Londres. A co-evolução do nosso cérebro e capacidade de manusear objetos ainda não está tão complexa como a dos súditos da Rainha além ...

Muito além de um gibi

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Bafana Divulga, Ciência Geral, História, Livros, Publicações, Quadrinhos, downloads, hitler, judeus, protocolos de sião, umberto eco, wiil eisner
A xenofobia ou aversão aos estrangeiros existe desde que o mundo é mundo. Mas a repulsa é apenas uma faceta deste mal. No Brasil, tribos literalmente comiam umas as outras. Na África, Oceania e Oriente Médio, quem não era do grupo virava escravo. Os egípcios, por exemplo, obrigaram os judeus à carregarem pedras pra construírem inúteis pirâmides, até serem libertos por Moisés, na conhecida passagem da história, que pesquisadores têm cada vez mais duvidado (veja por exemplo: aqui). Mas independente se os judeus fugiram ou não do Egito, o fato é que os judeus viraram os bodes expiatórios de várias gerações em muitos países. Por exemplo, na Hungria de 1920 (Pós-Primeira Guerra) foi sancionada a primeira legislação anti-semita importante na Europa, limitando a admissão de judeus na universidade a 6% que era a percentagem que eles representavam na população total. Assim, há 88 anos o sistema de cotas era fruto da fobia aos judeus, mas hoje, dizem os bem-pensantes e politicamente corretos, é apenas um modo justo de fazer “reparações” (Deixa pra lá….). Recentemente um novo tipo de literatura tem contado a história do povo judeu: ...

Recuperação de Áreas Degradas: Perspectivas

Milton Lopes Filho @ Portal Brasil Ambiental Categorias: Artigos, Ciência Geral
A intensificação das atividades humanas como a mineração, desmatamento, agricultura e pecuária tem pressionado os ecossistemas inseridos e limítrofes à essas áreas de tal forma que vieram a influenciar na integridade funcional ecossistêmica, inviabilizando os processos de sucessão ecológica e a regeneração natural da vegetação. Essas áreas, ditas como degradadas, que em muitos casos, perdem, não somente suas árvores de grande porte, mas também, a total cobertura vegetal, podem se tornar problemas muito mais graves. O solo exposto a ações da chuva fica susceptível à processos de erosão e lixiviação que poderão causar mudanças na paisagem local através do estabelecimento de ravinas e voçorocas e em paisagens e ecossistemas vizinhos através da receptação e deposição de solo e nutrientes oriundos da área degradada. Dessa forma, fica evidente a busca por novas técnicas de recuperação, reabilitação e restauração de áreas degradadas que visem a estabilização dos processos erosivos, a recomposição do substrato e o re-estabelecimento das interações fauna-flora que sejam condizentes com a fitofisionomia a qual está inserida. A recuperação de fragmentos florestais degradados tem importante papel na conservação da biodiversidade, pois uma vez protegidos, recuperados e ...

Terrorismo Endeusado

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Bafana Divulga, Ciência Geral, Dostoiévski, História, Livros, Política, Religião, crítica, terrorismo
O romance Os Demônios de Dostoiévski antecipou o modo de ação de terroristas e revolucionários de esquerda, mas a religiosidade do autor de Crime e Castigo o impediu de prever que um dia, os terroristas pudessem matar em nome do Onipotente. Vejamos por exemplo, o intelectual Sayyid Qutb. Com 42 anos saiu pela primeira vez do Egito em 1948 para estudar os currículos escolares norte-americanos, pois trabalhava no ministério da educação. Chegando lá, achou tudo muito ruim e degradante. Considerou as festas de igrejas protestantes americanas cheias de “sex-apple”. Também não gostava de mulher. O tipo esquisitão. Na volta ao Egito, Qutb foi preso por conspiração contra quem ajudara, via golpe de Estado, a chegar ao poder (Gamal Abdel Nasser). Ele queria uma “ditadura justa” na qual só os virtuosos, como ele, tivessem poder político. É a versão islâmica do “déspota esclarecido” de Sócrates. Como seu desejo ia dar em nada ou em coisa pior, acabou enforcado, mas não sem antes escrever uma obra volumosa, que ...

Justiça Ambiental e Desigualdade Social

Milton Lopes Filho @ Portal Brasil Ambiental Categorias: Artigos, Ciência Geral
Justiça Ambiental pode ser entendida como o conjunto de princípios que asseguram que nenhum grupo de pessoas, sejam grupos étnicos, raciais ou de classe, suporte uma parcela desproporcional das conseqüências ambientais negativas de operações econômicas, de políticas e programas federais, estaduais e locais, bem como resultantes da ausência ou omissão de tais políticas. É o mecanismo pelo qual sociedades desiguais destinam a maior carga dos danos ambientais do desenvolvimento a grupos sociais de trabalhadores, populações de baixa renda, grupos raciais discriminados, populações marginalizadas e mais vulneráveis.Surgiu da experiência inicial dos movimentos sociais dos Estados Unidos e do clamor dos seus cidadãos pobres e etnias socialmente discriminadas e vulnerabilizadas, quanto à sua maior exposição a riscos ambientais por habitarem nas vizinhanças de depósitos de lixos químicos e radioativos ou de indústrias com efluentes poluentes.No Brasil, no lugar de discutir se seria ou não adequado enfocar esta forma de desigualdade ambiental como racismo, prefiru-se centrar o ponto sobre a questão das classes onde suas contradições e lutas, assomam as expressões “desigualdades sociais” e “exclusão social”. A Rede Brasileira de Justiça Ambiental entende como um conjunto ...

Comportamento: Gênios e criminosos

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Bafana Divulga, Carl F. Gauss, Ciência Geral, Divulgação Científica, Publicações, casamento, jazz, kanazawa, orson welles, produção científica
Pesquisa mostra que o desejo de competividade explica as relações entre cientistas geniais e criminosos cruéis No meu artigo anterior, publicado na edição de 1o de março do Jornal Opção, falei sobre a vida de Carl F. Gauss (1777-1855) que, entre outros feitos, com 31 anos de idade, descreveu a “curva normal”, abrindo o caminho para o surgimento da moderna estatística. Hoje, os devaneios teóricos que Gauss desenvolveu em sua torre de marfim têm muitas aplicações, uma das quais passo a relatar. Recentemente no prestigiado Journal of Research in Personality, o pesquisador Satoshi Kanazawa, da Universidade de Canterbury da Nova Zelândia, publicou o artigo “Por que a produtividade decai com a idade: a conexão crime-gênio” (Download aqui). Estudando a biografia de 280 cientistas, o autor mostra (veja a figura), que o ápice de produções relevantes de um cientista acontece quando ele tem, em média, 35 anos. Note, o leitor, como esta distribuição tem aproximadamente uma distribuição normal (com leve desvio na cauda direita). Assim, 280 bons cientistas escolhidos ao acaso ...

As intermitências da morte, segundo Jared Diamond (III de III)

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Ciência Geral, Ecologia, História, colpso, diamond, guerras, livro, resenha, ruanda, sociedades modernas
O crescimento econômico superior ao de vários países “esconde” a informação de que das 20 cidades mais poluídas do mundo 16 estão na China Nos artigos anteriores (I e II) analisei as Sociedades do Passado, parte menos polêmica, do livro de Jared Diamond Colapso: Como as Sociedades Escolhem o Fracasso ou o Sucesso. Na segunda parte, intitulada Sociedades Modernas, o problema de Diamond aumenta, já que não há mais o conforto das certezas paleontológicas sobre as sociedades antigas, ou ainda o resultado pronto e acabado para ser analisado pelo historiador distante e independente (hum…). Junte-se a isto outra dificuldade levantada pelo historiador John Lukacs em O Fim de Uma Era e que cai como uma luva para Diamond: a “pressão do futuro, ou, em termos mais apropriados, por nossa idéia e ou visão do futuro”. Diamond bate de frente, pois segue a premissa que para a mesma causa há um mesmo efeito, e na história (ambiental ou humana), nem sempre isto é verdade. Neste livro, vale repetir, o autor tenta padronizar os casos de alguns povos em cinco possíveis fatores que contribuem para o colapso: ...

As intermitências da morte, segundo Jared Diamond (I de III)

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Bafana Divulga, Ciência Geral, História, Ilha de Páscoa, Livros, Manejo de Recursos, Moai
O jovem Matu’a, de ascendência nobre, bateu mais forte com seu machado de pedra e viu, aliviado, a queda da palmeira que faltava para montar o “trenó”. Logo em seguida, se deu conta da realidade e suspirou cansado do futuro recente: restava ainda rolar o moai para cima do trenó e arrastá-lo (sem rodas) para perto da praia a 10 km de distância. O mesmo moai que séculos depois se descobriria pesar 75 toneladas e que o leitor certamente ouviu falar e conhece a história, ao menos em parte. Apesar dos pesares, Matu’a sabia da necessidade imperiosa da obra, pois, do contrário, o trabalho de seus súditos de entalhar o moai e o pukao (uma espácie de ‘chápeu’ colocado nos Moais) estaria perdido. Além disso, pelo menos 500 habitantes do clã que herdaria ali estavam para auxiliar no transporte e era preciso, mais do que nunca, dar exemplo de trabalho e determinação, já que alguns deles não andavam tão satisfeitos com a vida e ameaçavam o poder dos chefes. Com este novo moai, Matu’a sonhava em reverenciar mais dignamente seus ancestrais e, então, a comida voltaria farta, através da pesca de peixes ...