Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the Arte e Ciência

Vê-se à segunda (6): The Scientist Vídeo Awards com filmes para todos os gostos

A iniciativa The Scientist Vídeo Awards partiu da revista The Scientist e conheceu em 2009 a sua primeira edição. Começamos esta semana espreitando alguns dos vídeos vencedores da competição.
Há duas categorias (vídeos individuais e vídeos institucionais) e dois vencedores por categoria, o primeiro por escolhe de um júri e o segundo por escolha do público.

O primeiro vídeo que aqui partilhamos chama-se Synaptic Clef e convenceu o júri para o prémio individual. Trata-se de um rap conduzido por um grupo de alunos da Universidade de Standford que explicam com criatividade e humor alguns mecanismos das neurociências.

O segundo, produzido pela Amgen, conquistou o público e havia sido lançado em Abril do ano passado durante uma reunião da American Association for Cancer Research (AACR). Pioneering New Frontiers in Tumor Angiogenesis recorre a uma impressionante animação de interacções moleculares para explicar a angiogénese (desenvolvimento de novos vasos sanguíneos num tecido vivo).

Todos os outros vídeos vencedores e restantes finalistas também podem ser vistos na página da iniciativa, numa visita mais que justificada.

Publicado por Sílvio Mendes

Continue a ler Vê-se à segunda (6): The Scientist Vídeo Awards com filmes para todos os gostos

Mais ciência em Alice no País das Maravilhas

Ainda o fumo em torno de Alice no País das Maravilhas, hoje em estreia no grande ecrã numa versão assinada por Tim Burton.

Ontem falámos na Matemática, hoje viramos as agulhas para outros lados. Primeiro, um texto publicado por Luís Azevedo Silva, no blogue Ciência ao Natural, faz o paralelismo entre o Chapeleiro Louco e o canto das aves. Que têm em comum? A resposta está no Mercúrio.

«- Naquela direcção – disse o Gato, levantando a pata direita – vive um Chapeleiro, e naquela, agitando a outra pata, mora uma Lebre de Março. Visita o que quiseres, ambos são loucos.
- Mas eu não quero estar ao pé de gente louca – respondeu Alice.
- Oh, não podes evitá-lo – disse o Gato. – Aqui todos são loucos. Eu sou louco. Tu és louca.»

O segundo apontamento vai para Câmara Clara, programa da RTP2 conduzido por Paula Moura Pinheiro, que no próximo domingo (7 de Março) parte do universo de Alice no País das Maravilhas e «de muitas outras invenções» para debater a relação entre cérebro, emoções e arte. Afonso Cruz e Mário Simões são os convidados da noite.


E já que tanto falamos em Alice, aqui fica a versão que preenche o meu imaginário (antes que Burton o reconfigure).

Publicado por Sílvio Mendes

Continue a ler Mais ciência em Alice no País das Maravilhas

A matemática de Alice (no País das Maravilhas)

Estreia amanhã (4 de Março) nos cinemas portugueses a aguardada versão cinematográfica de Alice no País das Maravilhas, segundo a lente de Tim Burton.

Não é garantido que a questão tenha a mesma expressão na tela, mas a estreia volta a colocar Alice no centro do mundo e, aqui entre nós, a curiosidade científica que envolve a obra de Lewis Carroll (pseudónimo do matemático britânico Charles Lutwidge Dodgson) também volta à baila. Jogos de cartas, enigmas, problemas de lógica formam um dos grandes motores da força das personagens do livro. E tal dificilmente será por acaso, não derivassem as palavras da caneta de um matemático.

O divulgador de ciência português, Nuno Crato, assina semanalmente uma coluna de opinião no Semanário Expresso e dedicou as últimas três aos mistérios científicos de Alice no País das Maravilhas. Contemos com ele.

Um (17 de Fevereiro): «Os trocadilhos e as pequenas brincadeiras revelam uma preocupação com o significado das palavras e expressões e a construção de contradições derivadas de ambiguidades. É um uso da lógica e da matemática que ainda hoje surpreende os leitores»

Dois (24 de Fevereiro): « Os dois livros de Alice revelam o humor de um matemático que brinca com a lógica e faz alusões veladas a temas científicos. A maioria das vezes, as alusões são indirectas, e muito se tem discutido sobre algumas passagens. Logo no capítulo 2, por exemplo, Alice parece enganar-se nas contas: “quatro vezes cinco é doze, e quatro vezes seis é treze, e quatro vezes sete – oh! Assim nunca mais chego a vinte!»

Três (3 de Março): «Mais à frente, no capítulo 4, aparece um gigantesco corvo que escurece subitamente a cena e interrompe a luta entre os dois caricatos irmãos. O episódio parece ter sido inspirado numa história verídica de uma batalha do século VI a. C. O biólogo e evolucionista britânico J. B. S. Haldane, nascido em Oxford em 1892, quando o autor de Alice ainda aí residia e trabalhava, não tem dúvidas. No seu livro de ensaios “Possible Words” (1927, p. 8), diz que “A verdadeira história é a seguinte: Aliates, rei da Lídia, estava há cinco anos em guerra com Ciaxares, rei dos Medos. No seu sexto ano, em 28 de Maio de 585 a. C., como se sabe, a batalha foi interrompida por um eclipse total do Sol. Os reis pararam a batalha”. Nas palavras do historiador grego

Continue a ler A matemática de Alice (no País das Maravilhas)

Ciclo “Cinema e Ambiente” na Cinemateca

“Entre Setembro de 2009 e Julho de 2010, ao ritmo de uma sessão mensal, a Cinemateca Portuguesa e a Fundação Calouste Gulbenkian colaboram na organização de um Ciclo centrado em temáticas ambientais. Cada sessão é comentada por um convidado ou uma convidada, numa escolha (dos filmes e dos comentadores) presidida pela vontade de diversificar ao máximo os temas e as abordagens.

Já no dia 9 de Março (Sala Dr. Félix Ribeiro, às 21:30), numa sessão comentada por Paula Moura Pinheiro, mostra-se INTO THE WILD, de Sean Penn, que nos conta “o percurso do jovem Christopher McCandless (uma notável interpretação de Emile Hirsch) que após se licenciar na universidade de Emory, resolve desfazer-se de todos os símbolos da civilização, dando aos amigos os seus haveres e as suas economias (24.000 dólares) para obras de caridade, partindo, em seguida, à boleia, para o Alasca para viver a “vida selvagem”.

Publicado por Pedro Falcão

Continue a ler Ciclo “Cinema e Ambiente” na Cinemateca

Vê-se à segunda (5): Radioactividade segundo os Kraftwerk (ah! e Henri Becquerel)


A 1 de Março de 1896, o físico francês Henri Becquerel descobria a radioactividade (ou, pelo menos, dava um grande contributo nesse sentido). Esse trabalho valeu-lhe o Prémio Nobel da Física em 1903, que partilhou com Marie e Pierre Curie. O primeiro vídeo de hoje explica-nos mais a fundo o que aconteceu e explora ainda o trabalho que Ernest Rutherford (Nobel da Química em 1908)  desenvolveu com substâncias radioactivas.

Quem decidiu, em 1975, contar a sua versão sobre a radioactividade foram os alemães Kraftwerk, num álbum conceptual que também dedica algumas letras à actividade da rádio. Aqui fica uma das aparições ao vivo dos grandes teóricos da música electrónica.

«Radioactivity is in the air for you and me
Radioactivity discovered by madame curie»

Publicado por Sílvio Mendes

Continue a ler Vê-se à segunda (5): Radioactividade segundo os Kraftwerk (ah! e Henri Becquerel)

Simpósio XPTO

xpto

Chi-Ró: Christo

Durante algum tempo andei intrigado pela origem da expressão “XPTO”, usada frequentemente como referência a algo muito sofisticado. Seria uma marca, uma referência num filme ou livro? Fui perguntando a amigos sem sucesso, mas quase todos supunham tratar-se de algo ligado à ficção científica. Já quase tendo perdido esperança de encontrar uma resposta, não deixei de ir perguntando. Qual foi o meu espanto quando a resposta proveio de uma amiga que estuda história medieval! Com toda a naturalidade, ela explicou-me que «XPTO» era a forma de abreviar o nome de Cristo, através das letras gregas Chi (X) e Ró (que tem a forma de um ‘P’ em latim). Suponho que ao designar algo como «XPTO» se queria implicar que algo era divino ou transcendente, mas o seu sentido original terá sido perdido. Ironicamente, hoje usamos «XPTO», isto é, Cristo, para nos adjectivarmos um computador avançado.

Outro exemplo curioso da evolução da linguagem é a palavra «simpósio». O termo é hoje usado sobretudo num contexto académico, em que vários interlocutores que se dirigem a uma audiência (estritamente, sem o formato de pergunta-resposta). Distingue-se de um «colóquio» – mais apropriado para uma apresentação individual – ou de uma mesa-redonda – em que os vários interlocutores debatem entre si perante um público (ou. no caso das mesas redondas na televisão. tentam gritar por encima dos outros, procurando ganhar o debate não por via do argumento mas dos decibéis, tendo um moderador que é um insulto ao nome pois é tão frequentemente enviesado).

Simpósio

Hetaerae Symposium

Mas voltando a «simpósio». A palavra provém do grego ’sin’ (com) e ‘posis’ (beber), isto é, beber juntos. Na tradição helénica, aplicava-se tanto a um debate como a um encontro para confraternizar, cantar, jogar, por vezes com a presença de dançarinas ou prostitutas. Um bacanal. Tinha é de haver bebida e companhia. O Bairro Alto num sábado à noite é pois um grande simpósio. À esquerda, está um desenho em vaso de um simpósio hetearae, i.e., com a presença respeitada de uma cortesã culta, que participava no simpósio juntamente com os homens.

Com os trabalhos de Platão e Xenofonte, intitulados Simpósio, o termo passou a ser usado no sentido mais estrito de conferência para discussão de temas mais eruditos ou académicos. Mas quem já participou numa conferência científica, sabe que depois das sessões da manhã e tarde…

Continue a ler Simpósio XPTO

Mapas: onde a ciência e a arte se reúnem

O cérebro humano continua a ser alvo de inúmeros estudos e tentativas de visualização que conduzam a um melhor entendimento da sua vasta rede de interligações e impulsos nervosos.
Esta é apenas uma das áreas de interesse actual para quem faz mapas, ou para quem, como Manuel Lima, se dedica a compilar no site visualcomplexity.com projectos de visualização de redes complexas. São mais de 700 projectos de mapping, entre os quais 50 de Biologia.

São representações gráficas de dados, simplificadas na maior parte das vezes, mas todas graficamente muito apelativas, e permitem uma leitura alternativa sobre as matérias abordadas.
O objectivo deste site é, nas palavras do seu criador, “estimular um olhar crítico sobre diferentes métodos de visualização” em áreas tão diversas como a Biologia, as Redes Sociais ou Política.

Manuel Lima é um designer açoriano a viver em Londres e foi eleito pela famosa revista “Creativity” como uma das 50 mentes mais criativas e influentes de 2009. Reparte esta distinção com o realizador David Fincher, o fundador e CEO da Amazon.com, Jeff Bezos, o estratega da campanha presidencial de Barack Obama, David Axelrod, o humorista Stephen Colbert, entre outros.
Esta lista distingue pessoas que “impuseram uma marca significativa na consciência criativa da nossa indústria e cultura”, fazendo-nos “pensar de um modo diferente sobre um determinado método instituído”.

Publicado por Pedro Falcão

Continue a ler Mapas: onde a ciência e a arte se reúnem

Ciência e Literatura (10): Jorge Sousa Braga condensa o Universo em poesia de letra pequena

«PÓ DE ESTRELAS

Somos feitos
da mesma matéria
que as estrelas
e os amores-perfeitos

Somos feitos
de pó de estrelas»

Jorge Sousa Braga escreve, Cristina Valadas Ilustra. Juntos adicionam poesia ao Universo e todos os seus mistérios. Não sei se chega a ser «uma lição de astronomia para os mais novos», como descreve a sinopse do livro, mas é de certeza uma versão narrativa encantada que atrai as crianças para a curiosidade sobre os desígnios da Astronomia. E com ilustrações assim não haverá criança-curiosa que não adormeça nas margens do abismo da felicidade.

«O ASTRÓNOMO

No Monte Palomar
num telescópio gigante
passa a vida a perscrutar
o céu distante

Trata todas as estrelas
como se fossem irmãs
sejam elas gigantes
ou sejam elas anãs

Dorme durante o dia
de noite está acordado
Com o seu telescópio
varre o céu de lado a lado

Sempre na esperança
que do fundo do infinito
chegue um dia uma resposta
ao seu grito»

Pó de Estrelas, Jorge Sousa Braga (texto), Cristina Valadas (ilustração), Colecção: Assirinha, Assírio & Alvim (2004)

Publicado por Sílvio Mendes

Continue a ler Ciência e Literatura (10): Jorge Sousa Braga condensa o Universo em poesia de letra pequena

Vê-se à segunda (4): Festa da Química e a canção dos elementos

A União Europeia apoia carreiras científicas. E para que todo o mundo o saiba, decidiu difundir (em 2008) um magnífico vídeo de promoção do programa Marie Curie Actions, que apresenta (com recurso a uma humorística personificação) as relações que alguns elementos químicos estabelecem entre si. É o primeiro vídeo desta segunda-feira, e apareceu-nos via blogue Bordado Inglês.

O segundo vídeo é um clássico assinado em 1959 pelo humorista Tom Lehrer, que musicou com mestria a lista de elementos químicos (re)conhecidos na altura.

Publicado por Sílvio Mendes

Continue a ler Vê-se à segunda (4): Festa da Química e a canção dos elementos

Gripenet convocou, estudantes realizaram, você decide: curtas sobre gripe em votação até 1 de Março


O desafio lançado pelo projecto Gripenet, no primeiro período do ano lectivo 2009/2010, não poderia ter recebido melhor reacção: 150 filmes realizados por estudantes (entre o 7º e o 12º ano) foram a resposta enviada por escolas de todo o país.

A iniciativa Gripe, câmara, acção – sintetizada em vídeos sobre a gripe com duração de um minuto – entra agora numa fase decisiva, após o júri composto por Ana Godinho (Instituto Gulbenkian de Ciência), Joana Barros (Associação Viver a Ciência) e Teresa Paixão (RTP) ter seleccionado os 13 vídeos finalistas.

Estes trabalhos encontram-se agora em votação, no site do projecto, e é o público que decide qual será o vídeo vencedor, com exibição garantida na RTP. A votação* está aberta até ao dia 1 de Março.

* (para votar basta atribuir um número de estrelas, de um a cinco, através de uma funcionalidade que se encontra disponível no canto superior direito da página de cada vídeo)

Publicado por Sílvio Mendes

Continue a ler Gripenet convocou, estudantes realizaram, você decide: curtas sobre gripe em votação até 1 de Março
  • Arquivos