Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Archive for the Arte e Ciência

Vê-se à segunda: Darwin à escala dos Simpsons e de South Park


Nova rubrica arranca hoje no Blogue VAC. Vídeos improváveis, bastante prováveis ou assim-assim (sobre ciência ou à volta dela) passam aqui no blogue, sempre à segunda-feira. Lógica surrealista (onde também cabe um documentário da BBC ou um anúncio de um hiper-mercado) inaugurada com pompa e circunstância através das lentes de duas das mais irreverentes séries de animação norte-americanas. Dispensam mais apresentações: venham as fitas.

South Park

The Simpsons

Publicado por Sílvio Mendes
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Música e Ciência: a sinfonia que remistura conhecimento


Aí está uma forma original de transmitir conhecimento científico e filosofia ao grande público: através da música. The Symphony of Science é o nome do projecto iniciado em 2009 e liderado por John Boswell, que oferece, no seu website, vídeos, letras, músicas (disponíveis para download) e links para assuntos científicos (relacionados com os temas de cada música).

O vídeo-exemplo que aqui partilhamos chama-se “The Unbroken Thread“, é um hino à biodiversidade, e recorre a imagens imortalizadas por nomes como David Attenborough, Jane Goodall, e Carl Sagan. É o quarto vídeo do projecto. Os outros três podem também ser vistos por .

Publicado por Sílvio Mendes
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Arte e Ciência com Darwin: ‘Exuberâncias da Caixa Preta’ no Porto até Março


É Darwin sob todos os prismas: pintura, desenho, escultura, peças de anatomia e taxidermia, uma peça anatómica de um cérebro humano e até mesmo a primeira edição de um livro seu.

A exposição de arte e ciência chama-se “Exuberâncias da Caixa Preta” (a propósito do livro “A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais”, de Charles Darwin) e apresenta, em 270 metros quadrados, «uma visão mais contemporânea da obra de Darwin». Fica no Museu Soares dos Reis, Porto, até 21 de Março de 2010.


Publicado por Sílvio Mendes
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Ciência e Literatura (5): Miguel Torga e o progresso da medicina


«Coimbra, 6 de Março de 1953 – Piorei da saúde. A máquina, à medida que os anos passam, vai pondo à mostra o desgaste dos rodízios. O caruncho começa a esfarelar o travejamento do corpo. Os inevitáveis sinais duma velhice que se aproxima, e de que tenho um terror que só ela sabe… Mas ao averiguar esta manhã o grau de mazelas que me roem, confesso que não foi o meu caso em si o que mais me interessou. Embora habituado, por ofício, a análises e radiografias, impressionou-me sobretudo o aspecto impessoal do problema. Época diabólica esta, em que podemos assistir num laboratório ao doseamento da energia que nos resta!

Dantes, a morte parecia-nos vir de fora, num ataque bruto e frontal. Agora, não. Agora conseguimos vê-la crescer em nós, milimetricamente, insidiosamente, como uma semente na terra ou um afecto no coração.

A olhar tubos de reacção alinhados e coloridos, onde uma subtil turvação é uma sentença sem apelo, até me esqueci de que o sangue era meu, empolgado como fiquei pelo progresso metódico de uma ciência universal, inexorável, que vai devassando esta última intimidade do mundo que era a vida. Abdiquei do meu próprio terror, encadeado pelo brilho da alquimia. Mais uns passos, e seremos transparentes como cristal. Transparentes à semelhança dos relógios, garantidos por um determinado tempo. Ao lado da data de nascimento, da altura e da cor dos olhos, teremos no cartão de identidade mais esta indicação preciosa: o dia prefixo do óbito.»

Miguel Torga, Diário VI, Coimbra, 1953, p. 178 e 179

Publicado por Sílvio Mendes
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Digital Life design – de 24 a 26 de Janeiro 2010 em Munique


Durante três dias, juntam-se na DLD em Munique pensadores, cientistas, artistas, criativos, investidores e empresários para uma série de conferências e debates. Anteriores edições incluíram nomes como os biólogos Craig Venter e Richard Dawkins, os fundadores do Facebook, Youtube e Linkdin, os designers Ross Lovegrave e Yves Behar, Paola Antonelli (MoMA), Norman Foster e Rem Koolhaas, Luc Besson.

No site pode ler-se: “DLD serves as a platform for progression in times of transition for global thinkers, CEO’s, futurists, entrepreneurs, investors, scientists, opinion formers and creative talents. It is a melting pot of ideas, experiences and inspirations as well as an initial point for new partnerships, investments and business development.”

Publicado por Pedro Falcão
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Mais uma para o caminho


Parece que o Ano Internacional da Astronomia chegou ao fim, no dobrar do ano. Mas acreditamos que os doze meses de actividade tenham contribuído para despertar ainda mais o interesse pela ciência junto do público.
Para festejar essa crença com pompa e circunstância e abrir finalmente as hostilidades blogueiras no novo ano, aqui fica a sensorial Space Oddity, de David Bowie. Tem um contexto: roda com insistência por estes lados.

«Ground control to major Tom
Ground control to major Tom
Take your protein pills and put your helmet on
(Ten) Ground control (Nine) to major Tom (Eight)
(Seven, six) Commencing countdown (Five), engines on (Four)
(Three, two) Check ignition (One) and may gods (Blastoff) love be with you

This is ground control to major Tom, you’ve really made the grade
And the papers want to know whose shirts you wear
Now it’s time to leave the capsule if you dare»

Publicado por Sílvio Mendes
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Mais cientistas ao palco – próxima 3ª feira, 17 de Novembro, 19h00, Teatro Nacional D. Maria II


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O Fundo da Linha: activismo em defesa da vida marinha


O vídeo O Fundo da Linha alerta para a destruição causada pela pesca de profundidade em águas internacionais. Conta com o apoio de Sigourney Weaver e convida os governos de todo o mundo a adoptar medidas concretas e urgentes para defender a vida marinha que se esconde nas profundezas dos oceanos. Tem também o apoio da Greenpeace, que se tem desdobrado em esforços para a divulgação do filme.

Surge a tempo de alertar a Assembleia Geral das Nações Unidas, antes que se reuna (ainda este mês) para abordar este tema decidir os próximos passos relativamente à implementação de uma resolução que pede a tomada de medidas imediatas que administrem os stocks de peixe de maneira sustentável e que protejam os ecossistemas marinhos vulneráveis de práticas de pesca destrutivas.


Nota: Por equívoco, foi confundido neste artigo o filme O fundo da linha com o documentário The End of the line. Distracção reprovável, prontamente rectificada por um nosso leitor: “Um é uma curtametragem narrada por Sigourney Weaver e o outro é uma longametragem baseada no livro de Charles Clover”. Fica feito o esclarecimento. Obrigado pelo alerta.
Para quem preferir ver o filme numa tela maior, é passar pela Fundação Calouste Gulbenkian, no dia 16 de Novembro, às 17h. A projecção – em estreia nacional - é da responsabilidade da PONG-Pesca – Plataforma de Organizações Não-Governamentais Portuguesas sobre a Pesca, e integra-se nas celebrações do Dia Nacional do Mar, promovidas pela mesma instituição.

Mais: The End of the line (site oficial) | Greenpeace Portugal | PONG-Pesca

Publicado por Sílvio Mendes
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Cinema e Ciência na Corunha (3): Três, de Museus de Ciência


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Exposição "Hominídios e Hominidas", no Domus.

 A probabilidade de encontrarmos três Museus de Ciência numa cidade “periférica” (os galegos há-de desculpar-me o termo) com cerca de 250 mil habitantes é, certamente, muito baixa. Mas aceitemos um exercício: personifiquemos as probabilidades (de acordo com as suas especificidades). Necessitam, certamente, de uma casa e esta vive na Corunha. E atenção: cruzando as palavras “Museu” e “Corunha”, é possível fazer trocadilhos com isto: (=mc2). Ainda que sejam três – os museus – Einstein de certeza que não se importará. (=mc2) é mesmo o logótipo perfeito usado para promover esta trilogia.

Na Casa de las Ciencias, primeiro a ser construído, pode ser apreciado um planetário digital e o pêndulo de Foucoult. É o refúgio da física e da astronomia. No Acuario Finisterrae quem manda são as espécies marinhas, com especial destaque para as da costa galega. O Aquário cumpre a sua missão e mete água por todo o lado: 4,4 milhões de litros. E no Domus (la Casa del hombre) é apresentada a espécie humana em toda a sua dimensão, numa reflexão interactiva que permite ao visitante conhecer melhor as suas origens, a evolução histórica e as características específicas do ser humano.

Para ajudar na gestão e manutenção destes museus, existe a Asociación de Amigos de la Casa de las Ciencias, responsável também pelo Prémio Luis Freire, que promove anualmente a criatividade científica junto do público escolar e pelo Dia de la Ciencia en la Calle, festival que, no primeiro sábado de Maio de cada ano, enche as ruas da Corunha com milhares de curiosos em torno de actividades de experimentação e divulgação de ciência.

E para quê tudo isto? O website dos Museus resume esta vocação da seguinte forma: «Sin ciencia no hay cultura y que, por lo tanto, el analfabetismo científico es pura y sencillamente analfabetismo». Alguém já viu uma cidade assim?

Publicado por Sílvio Mendes
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Cinema e Ciência na Corunha (2): A ciência da poesia


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Rosalía de Castro, grande poeta galega do séc. XIX

«A universalidade é um local sem paredes». Isso: Miguel Torga, bem português, também foi mencionado na noite de terça-feira, que a II Edição da Mostra de Ciencia e Cinema da Corunha dedicou à poesia. Intercalada por uma onírica actuação musical de Gaudi Galego, Guilhermo Fernández e Xabier Díaz – na retina fica o ajustadíssimo refrão de uma das canções: «Eu, astronauta lírico em terra/ indo ao teu lado, leve, pensativo» -, o recital “Poesia + Ciencia” fez a justa ponte de beleza entre as duas “artes”.

Os nomes, dos autores dos textos, não consegui fixar, nem estou certo que as frases, a métrica e lágrima tenham sido mesmo as que aqui apresento, mas aqui ficam misturadas pela universalidade e o anonimato. Porque «a arte, a filosofia e a ciência são cordas da mesma harpa». E, se a poesia é «o maior milagre do mundo», também Einstein terá tido como maior pretensão «cavar uma teoria elegante».  «Não somos mais que uma gota de luz», alguém recita. E aí vem a montanha russa da História, pela mão de Sófocles: «No Universo há muitas coisas estranhas, mas a mais estranha é o ser humano».

No palco do belo Teatro Rosalía de Castro estiveram os poetas galegos Marica Campo, Emma Couceiro, Estibaliz Espinosa, Alfredo Ferreiro, Manuel Rivas e Xavier Seoane. Lucía Aldao apresentou a sessão.

Mais: Mostra de Cinema e Ciencia 2009

Publicado por Sílvio Mendes
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