Blogs de Ciência

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Archive for the Animais

Uma fotografia reveladora


E o que revela? Nada mais nada menos que detestados afídios, na Lavandula stoechas que temos nas escadas. Ao tirar a fotografia não tinha reparado, acho que não ando a ver exactamente como via. Continua um frio incrível e cá estão eles. Temos de reconhecer que esta peste é resistente.
São as primeiras flores de Lavandula stoechas. Mesmo pequenas.
A cor que está nesta primeira página hoje, só significa uma coisa: Primavera.

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A serpente que comia dinossauros

Reconstrução da situação encontrada, desenhada por Tyler Keillor, da Universidade de Chicago Em Gujarat, no Oeste da Índia, encontrou-se um extraordinário fóssil, em sedimentos com 67 milhões de anos de antiguidade. Trata-se dos restos quase completos duma serpente num ninho de dinossauro saurópode. Estes dinossauros são uns dos maiores animais que pisaram alguma vez a Terra. A serpente
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Formigas do deserto cheiram a paisagem em estéreo

Formigas Cataglyghis fortisHá umas formigas, no deserto da Tunísia, que cheiram em estéreo: Recebem os cheiros nas suas antenas, e com isso conseguem reproduzir de alguma maneira o espaço à sua volta, uma paisagem de odores, que lhes permite situar-se e encontrar o seu formigueiro.O doutor Markus Knaden e colegas seus, do Instituto Max-Planck para a Ecologia Química em Jena, Alemanha,
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As bolhas subaquáticas dos Golfinhos

Depois de terem visto a técnica de caça, vejam isto. É incrível.

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Melhor que ficar brilhando é ficar da cor que precisar, quando precisar, viu, Avatar?!

ist2_2982409-chameleon-furcifer-pardalis.jpg

Aproveitando que minha veia artística está acelerada, compartilho com vocês um vídeo de um dos animais que mais me impressionam, os camaleões.

Existem cerca de 160 espécies em todo o mundo, mas poucas pessoas sabem que nem todas são capazes de mudar de cor. O registro fóssil mostra estes lagartos adaptados para escalada e caça visual habitam a Terra há pelo menos 26 milhões de anos (com desconfiança que possam ser tão antigos quanto 100 milhões de anos).

Mas, voltando ao assunto, a primeira pergunta quando o assunto é "camaleões" é: como eles conseguem essas mudanças de cor?

Vocês sabiam que a pele dos camaleões é transparente? Pois é, as células responsáveis por sua coloração, chamadas cromatóforos, ficam abaixo dessa primeira camada de pele, e são altamente especializadas.

As células da camada superior são chamadas xantóforos (pigmento amarelo) e eritróforos (pigmento vermelho). Logo abaixo estão os iridóforos (ou guanóforos), que contém guanina, uma substância de aparência cristalina que reflete a parte azul da luz incidente. Se a camada superior de células aparecer principalmente amarela, a luz refletida se torna verde (azul + amarelo, lembram das aulinhas de Educação Artística?). Ainda há uma camada de melanina (pigmentação escura que dá nosso tom de pele e nos protege contra o ultravioleta - UV - da radiação solar) numa camada ainda mais profunda nas células refletoras, influenciando na intensidade da luz refletida.

Explicações dadas, vamos ao resultado de toda essa coordenação celular, que, afinal, é o motivo de eu ter escrito esse pequeno texto:

Querem uma curiosidade antes de terminar? Ao contrário do que se pensa, os camaleões normalmente alteram sua cor em função do estado comportamental em que se encontram. As mudanças são também um tipo de indicador social para seus semelhantes, e há pesquisas que sugerem que a pressão inicial para evolução do sistema cores tenha sido a sinalização social, e que os métodos de camuflagem tenham sido um efeito secundário.

Vi (e PIREI) na Chamaleonshops
Imagem do início do texto à venda na iStockphoto (que tem uma quantidade impressionante de fotos lindas desses animais malucos)

Pro final, deixo uma pergunta: e aí, @kenmori e @Efarsas, esse vídeo é real?!


***UPDATE: o Gilmar do www.e-farsas.com é um cara muito rápido e já me avisou que o vídeo é falso. Aproveitem e vejam mais "causos" como esse no site!

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Torturadores de animais

Já falámos aqui nas deploráveis condições em que vivem e são tratados a maioria dos animais para "consumo" nas instalações pecuárias de produção em massa. Tirando algumas quintas de criação natural ao ar livre, a maioria da carne e outros produtos de origem animal consumida nos países ditos civilizados, é assim produzida - É cruel que se trate assim os animais, sem espaço para se mexerem, injectados com substâncias químicas para crescimento rápido, tratados e transportados como objectos, sem dignidade nenhuma.
Maltratam-se animais de criação, maltratam-se animais para experimentação em laboratórios, maltratam-se e chacinam-se animais por diversão, por tradição! Não compreendo como se aceita isto de ânimo leve, como se fosse um dado adquirido a que não podemos fugir. Não é!

A crueldade humana não tem limites. Praticam-se por esse mundo fora actos abomináveis para com os animais. Mas a China é a verdadeira campeã da tortura animal. Na China esfolam animais vivos para a produção de vestuário de peles! Na China torturam animais porque assim a sua carne fica mais saborosa! Na China alimentam tigres do jardim zoológico com vitelos e outros animais vivos! Na China aprisionam e maltratam ursos para lhe extraír a bilís em vida para produção de cosméticos e medicamentos. Na China fritam peixes vivos deixando a cabeça de fora para servir no restaurante ainda a mexer. Na China maltratam cães e gatos para comercializar as suas peles. E continua... Fazer uma pesquisa na Internet sobre a tortura de animais na China é uma experiência dolorosa!

O vídeo que incorporei abaixo foi filmado com câmara oculta numa quinta de produção de "peles", na China, e é o mote da organização PETA (People for the Ethical Treatment of Animals ) para uma petição contra o uso de peles. É um dos exemplos de tortura - animais esfolados vivos . Aviso que as imagens são chocantes!


Pledge to go fur-free at PETA.org.Continue a ler Torturadores de animais

Elysia chlorotica: A lesma do mar fotossintética

Elysia chlorotica, a lesma do mar que fotossintetiza. Fotografía: Nicholas E. Curtis y Ray Martinez  Há uma lesma do mar verde, que vive na zona da Nova Inglaterra e Canadá, e que é parcialmente animal e parcialmente vegetal. É o primeiro animal multicelular conhecido capaz de produzir clorofila a (a mais habitual das clorofilas das plantas, e a única que existe em todas elas). As plantas
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Corvo aprefeiçoa ferramenta.


A inteligencia dos corvos é fascinante. Mais do que ser capaz de usar uma ferramenta com um objectivo, ele é capaz de a criar a partir de uma forma ineficaz. Mas o melhor é ver o video.

Veio do You Tube e sugiro que se gostaram deste procurem "Crow tools" e vejam mais uns quantos. Esta não é nem de longe uma ave de um só truque.
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Golfinhos a brincar com aros de ar.

O video veio do You Tube. É muito giro.

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O que um cientista sente ao sacrificar seus animais

lab-mice-540x380.jpgHoje sacrifiquei meu primeiro animal de experimentação.


Um camundongo.

Claro que já entrei em contato com a morte antes. Desde animais de experimentos de colegas ou mesmo morte de parentes. Todas estas ocasiões acabam mostrando uma nova face da morte. Até mesmo já havia matado camundongos invasores de uma antiga república onde morava.

Mas sacrificar MEUS animais, para completar o MEU experimento, e aliás, fazer isto com as MINHAS próprias mãos, coloca a morte em uma nova perspectiva.

Irei ignorar comentários me chamando de sádico matador de animais. Eu gosto de animais. Até mesmo crio gerbils de estimação. Sinto empatia por eles, e este é o problema. Esta empatia que nos coloca no lugar deles, que insiste em colocar a nossa consciência humana nos seus corpinhos de roedores.

camundongo.jpg

Mesmo sofrendo com esta empatia, não quero me livrar dela. Não quero perder esta sensibilidade pelo animal. Sei que seria muito mais fácil para o trabalho, mas a falta de sensibilidade acaba na banalização da coisa toda, e isto seria péssimo. Seria um passo a mais para se sair do trilho ético no lido com animais.

E infelizmente não podemos deixar de usar os animais nos experimentos. Tudo in vitro ou in silico (computador) é apenas uma dica, é mentira, ilusório como um vôo simulado. O experimento que se faz em animal é o primeiro vôo de um piloto. Os animais que tornam nossos experimentos elegantes, e é neles que as respostas se mostram realmente complexas e desafiadoras. Eles são a porta de entrada das hipóteses dos pesquisadores para a "natureza selvagem".

Aos que já estão acostumados a lidar e sacrificar animais, não riam da minha empatia talvez ingênua neste meio acadêmico da biologia. Continuarei os experimentos até o fim. Mas entendam que não é algo trivial e que devemos sempre ter os animais em um nível de consideração mais elevado que uma simples "cobaia", palavra que acaba ficando até mesmo pejorativa.

São animais, oras. Mamíferos muito próximos de nós, evolutivamente falando.

Por isso dedico este texto aos meus camundongos sacrificados. Em homenagem à sua importância para minha formação e para o conhecimento humano. Farei o máximo para aproveitar cada dado extraído, cada experiência profissional, e também pessoal, de meu contato com eles.

Obrigado.

camundongo nude.jpg Na verdade este é o meu camundongo. Chama "nude" (pelado), porque não tem pêlos e nem sistema imune. Feinho mas gente boa. Read the comments on this post...Continue a ler O que um cientista sente ao sacrificar seus animais
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